Marketing 2.0
Alguns tipos de marketing surgiram ou ganharam força através da Internet, ou mais precisamente, com a nova onda “Web 2.0” (crescimento dos blogs, ferramentas de personalização de idéias e assuntos acessíveis, wikis, propagandas e outros). Os principais estão listados abaixo:
Marketing Boca-a-Boca – É fazer com que as pessoas falem do seu produto para outras de maneira intencional, convencê-las de recomendar seu produto. Essa é a forma de marketing mais tradicional dentre as listadas aqui, e que foi muito impulsionada pela Internet.
Buzz Marketing – É criar uma sensação ou novidade em cima do seu produto e assim fazer com que a mídia e qualquer outro canal exponha ao máximo essa novidade. É criar bastante visibilidade do seu produto, de maneira que as pessoas sempre ouçam falar dele nos mais diversos tipos de canais. Um marketing boca-a-boca muito eficiente se torna um buzz marketing (Marketing Zumbido).
Marketing de sua marca em blogs – É o uso de blogs empresariais para falar sobre o seu produto, serviço ou novidades em torno deles. É uma janela aberta com possibilidade de interação com seus clientes. É uma forma da empresa se tornar transparente e acessível. FastLane é o famoso blog da GM, e a Debbie Weil publica um blog sobre Blogs de CEOs
Marketing de Guerrilha – É o uso de diversas maneiras de espalhar sua mensagem quando o orçamento está curto. Um exemplo fraco disso é a colar cartazes pela cidade, um exemplo forte e eficiente é o uso de mensagens em harmonia com a paisagem urbana, como este exemplo.
Marketing Viral – É a criação de mensagens interessantes e divertidas, que coloquem o leitor(cliente) em posição de vantagem perante amigos e desconhecidos, dando uma oportunidade de espalhar exponencialmente a sua mensagem usualmente via e-mail, blogs e web, atingindo um grande número de pessoas. Veja essa matéria.
Marketing de Nicho – Construir comunidades e nichos específicos que criem um tipo de ligação íntima entre seu produto e o cliente, e uní-los através de outras comunidades. É uma aproximação do tradicional marketing 101 (um a um). Na web, a teoria do long tail (cauda longa), demonstra a tendência desse marketing.
Além desses, existem logicamente diversas outras maneiras e soluções para passar a mensagem. O importante é, como diz Seth Godin, contar uma historinha que faça o cliente contar uma história a si mesmo e comprar.
Ser, Ter e Fazer
Hoje me deparei com a frase abaixo de Shakti Gawain, uma professora e autora de livros no campo do crescimento pessoal.
“O ser, o ter e o fazer são como triângulo, no qual cada lado serve de apoio para os demais. Não há conflito entre eles.”
Olhando o conceito da “Zona de Mediocridade” apresentado anteriormente, não concordo que não exista conflito entre eles. Eu completaria a frase acima para torná-la mais realista:
“… Mas é muito difícil querer se destacar nos 3 ao mesmo tempo e encontrar satisfação, felicidade ou aceitação.”
Ser, Ter e Fazer interferem muito um no outro quando falamos de foco. Nos posicionar em 2 dos âmbitos acima é mais simples e pode ter menores conseqüências, mas em 3 pode ser contraditório ou nos trazer algo ruim ou nenhum benefício.
Se já é difícil focar em dois objetivos ao mesmo tempo, imagine em três. Principalmente por serem três importantes aspectos que guiam nossa sobrevivência.
Segunda-feira
Subindo no elevador, 3 mulheres conversavam e uma delas dizia que pediram uma série de coisas para ela hoje… ela já estava “por aqui” com gente pedindo tarefas… SEGUNDA-FEIRA… “eu ainda nem entrei no pique ainda” – dizia ela.
“Ahhh, eu solto a franga” – disse a outra – “quando está todo mundo quietinho no seu lugar, eu já chego dizendo que vai voar penas”…
A terceira apenas observava. Acredito que eu, daqui de cima do meu mais de um metro e noventa de altura, não fui percebido no elevador. Ou assim como no exemplo anterior, elas já fizeram da empresa a sua casa de tanto tempo que passam aqui.
Tive o ímpeto de dizer:
“Vocês são livres. Se vocês se sentem escravizadas, saiam fora, peçam demissão, ou não reclamem. Tem gente desempregada que gostaria de estar no seu lugar, e se não está sobrando tempo no seu trabalho é porque vocês não sabem gerenciar seu tempo, ou tomam café o tempo todo, ou fumam, ou… o que vocês estão fazendo passeando de elevador as três da tarde???”
Pulei do elevador rapidamente no meu andar porque a sabedoria popular nos fala… “os incomodados que se retirem”… e eu odeio ver gente pessimista que reclama do trabalho e não faz nada a respeito (com a própria vida). Me tira o bom humor e me faz rir ao mesmo tempo.
Leituras que valem a pena #6
Reinventar a roda | Prof. Dr. Rogério Lacaz-Ruiz
O Professor da Universidade de São Paulo nos traz esse artigo interessante sobre a questão que estávamos discutindo aqui.
Can Serendipity be Planned? | MIT Sloan Management Review
Serendipidade pode ser planejada? Artigo de Nathan Eagle sobre o uso da tecnologia para promover encontros importantes (em PDF)
Best Inventions 2005 | Time
As melhores invencoes de 2005
Advertising / Design Goodness
Participem enviando propagandas nacionais para o site Advertising/Design Goodness, uma ótima fonte de anúncios criativos de todo mundo e atualizado diariamente.

A velha e conhecida máxima…
Todo mundo conhece aquela velha história de “não reinventar a roda e fazer da maneira que dá certo”. Acredito piamente que isso seja mais parecido com “no mundo nada se cria… etc.” do que com algo que leve os méritos por conseqüência da restrição de conhecimento.
É algo assim: Como consultor às vezes utilizo as ferramentas desenvolvidas por pesquisadores e professores de Harvard, Oxford, etc. Não invento moda em torno disso, apenas adapto para a realidade nacional. Aí vc se sente restrito a “copiar” a idéia de certa forma, e se sente inspirado e cheio de idéias para desenvolver… mas PARE! Você deve fazer o que é reconhecido pelo mercado. Você fica amarrado se quiser, se você for inovador a recompensa virá, mas o ambiente é importante.
No final, o mercado não produz (quase) nada, só os acadêmicos que vivem para tal e ganham para isso. Aí aparecem pessoas como Jack Welch, que era um presidente, um lider, e só depois que ele esteve no topo é que se dá crédito.
Acabei escrevendo demais. Eu só queria colocar a revista BusinessWeek ao lado da revista Exame para refletir. Só a imagem… o conteúdo é outra história, e deixo para que vocês descubram.

Conexões
Na página de links incluí as páginas ou blogs que conectam o Serendipidade.com.
Caso o seu não esteja listado, favor enviar um email.
Sonho Tcheco
“As pessoas gostam de ser persuadidas…”
O filme “Sonho Tcheco” (Czech Dream – Cesky sen) nos traz um reality show de dois estudantes de cinema que preparam seu trabalho final com uma abordagem polêmica: O poder de persuasão da propaganda nas pessoas e o consumismo alienado. Assim, eles criam as peças publicitarias, slogans e músicas para um hipermercado chamado “Sonho Tcheco” que não existe e não existirá. Depois convidam todo mundo para a grande inauguração e assistem a reação das pessoas ao ver que não existe hipermercado nenhum.
Girando em torno desse tema central, somos levados a refletir sobre o quão verdadeira é a voz da publicidade, quanto estão nos enganando com propagandas aproveitando essa onda de consumismo exagerado. Teoricamente existe uma ética a ser seguida ao tentar vender o nosso produto, não podemos enganar ou trapacear os consumidores, clientes e eleitores. Mas na prática isso não se aplica. Por um lado pela impunidade, pelo outro pela ganância.
Eles mentiram sobre algo que nem existiu, mas quantas vezes nos sentimos enganados por produtos que são reais?
A frase no começo deste texto, falada por um dos profissionais de propaganda no filme, é verdadeira principalmente para aqueles que sabem persuadir. Nós podemos convencer os outros pelas nossas razões, mas só os persuadimos com as deles*
E realmente a persuasão eficiente é aquela que apela para o egoísmo, ambições, invejas, ciúmes, paixões, dores e arrependimentos** das pessoas, demonstrada pelas obras de Shakespeare. A República Tcheca, que há pouco vivia em filas para comprar comida, está vivendo um sonho de consumo com a abundância de acesso a supermercados, movido pela vontade de consumir da população.
“O mundo é seu, então pegue,
Tudo o que você precisa é querer,
Não seja preguiçoso,
Venha e pegue um carrinho de compras
Não estrague tudo,
Deixe o Sonho Tcheco começar…”
* Joseph Joubert (1754-1824) – Ensaista e moralista francês
** Nélson Jahr Garcia – Shakespeare: A arte da persuasão.
Inovação no topo da onda
Estamos vivendo uma nova onda (moda) na gestão de empresas. É a onda da inovação. Jamais se falou tanto em inovação dentro do ciclo de gestão de produtos, gestão econômico-financeira, gestão logística, etc.
Essa onda acaba de atingir o Brasil consolidada pela matéria na revista Exame desta semana. São apresentadas dicas, exemplos e a descrição do perfil da empresa que aposta na inovação e transformação de idéias.
Aqui já comentamos anteriormente alguns movimentos que também comprovam essa “economia do conhecimento”, vimos que algumas escolas de gestão alteraram seu curso de MBA para incluir matérias sobre inovação, e que os consumidores estão cada vez mais exigentes e interagindo melhor com as empresas.
Empresas nacionais estão amadurecendo os processos internos para incluir times ou equipes voltadas para inovação. É o caso de empresas como Natura e Nutrimental, citadas na reportagem da revista. Uma tendência no mercado de trabalho é o surgimento de vagas de consultores de inovação, gestor de times criativos e quem sabe de um novo tipo de CIO – Chief Innovation Officer como pude confirmar em algumas reportagens.
As empresas que mais influenciaram a estratégia de inovação estão colhendo reconhecimento mundial. A General Electric com o acrônimo CENCOR (calibrar, explorar, criar, organizar e realizar), Procter & Gamble, Starbucks e muitas outras se enquadram na lista.
A revista BusinessWeek até introduziu uma nova seção nas suas páginas.
O que mais está por vir? Para responder é preciso muita criatividade e inovação para saber. Podemos aposentar a velha bola de cristal.
Ajuda self-service
Não sou leitor de livros de auto-ajuda, mas de tanto se falar no livro do Stephen Covey (Os 7 habitos das pessoas altamente eficazes), acabei comprando um exemplar.
Começo a repensar os benefícios que livros de auto-ajuda podem introduzir na vida do leitor. No exemplo dos 7 habitos, o livro não deixa de ter algumas lições interessantes ou explicações simples para assuntos nebulosos, possui um infográfico bonito sobre dependência e interdependência.
Mas o livro é grande, chato (faz mais de 6 meses que comprei e apenas passei da metade) e possui algumas passagens esquisitas como quando o autor comenta sobre uma das lições de vida que passou com sua família. Nela, ele nos conta que na sala de jantar possui um quadro na parede com a missão da família. Que tipo de pessoa coloca um quadro com a missão da família na parede? Um executivo bitolado? Não sei…
Livros de auto-ajuda se parecem com experiências científicas onde se tentam combinar dois compostos em um só. Ou sou eu que não entendo o valor deles e sou infeliz, ou eles que são banais demais para serem lidos.
A Jaca e o CEO – uma história de gestão
Chocolate, o melhor psicólogo que já existiu
Pais brilhantes, filhos ofuscantes
O código Da Vinci e seu casamento
Já falei para meus amigos, qualquer hora eu vou escrever um para ganhar dinheiro. Nesse ponto eu respeito os autores desse gênero literário, eles são bons contadores de história.




