Conseqüências inesperadas
A lei das conseqüências inesperadas defende que as ações tomadas pelas pessoas ou governo sempre causam efeitos inesperados ou acidentais (pro bem ou pro mal). A wikipedia classifica três tipos de conseqüências inesperadas:
– a que gera benefício positivo inesperado, ou serendipidade;
– a que gera uma fonte de problemas (pode ser ligada à lei de Murphy);
– a que gera um efeito negativo ou oposto ao esperado.
A mão invisível do Adam Smith pode ser descrita como uma conseqüência inesperada positiva. Uma negativa poderia ser o caso do vídeo da Cicarelli. Ao tentar retirar e censurá-lo na internet o vídeo se espalhou de forma ainda mais rápida, ampla e viral. O termo para esse caso específico é denominado Streisand effect.
Para uma fonte de problemas eu fiz uma analogia entre um caso real antigo e um recente.
O caso antigo é o do estado de Vermont nos Estados Unidos. Em 1968 seus governantes proibiram outdoors nas estradas pois eles prejudicavam a vista dos passantes e impedia-os de ver as paisagens naturais. Conseqüentemente, os comerciantes começaram a construir esculturas bizarras gigantes para fazer a sua propaganda.
O caso recente é o da prefeitura de São Paulo, que ao sancionar a lei Cidade Limpa despoluiu o visual e a quantidade de informação, mas revelou fachadas imundas e feias.
Brasil Digital – o novo Blog da Intel Brasil
Conforme comentei em muitas das minhas entrevistas, aqui no blog e no capítulo de conclusão do meu livro, a adoção de blogs corporativos por grandes empresas (maioria multinacionais) no Brasil está acontecendo porque suas matrizes já possuem blogs corporativos. Sem dúvida eu acredito ser esta a ordem natural da evolução na comunicação empresarial no contexto da web 2.0.
Agora é a vez da Intel Brasil, que lançou no início de agosto o blog Brasil Digital. Escrito por 7 executivos da empresa, o blog propõe ser um canal aberto para debates e discussões estimulantes e construtivos. Além, é claro, de posicionar seus autores como formadores de opinião perante o mercado, um benefício dos blogs corporativos já comentado aqui no blog:
Este blog apresenta os artigos e opiniões de gerentes da Intel do Brasil reconhecidos como experts em suas respectivas áreas.
No “Sobre este blog” a empresa explica de forma clara as normas de como utilizará o blog. Recomendo a leitura dessas normas para conhecer um pouco mais sobre como a empresa está se posicionando por meio do blog e dos 7 diferentes rostos que agora representam a marca Intel no Brasil.
Confira o Blog Corporativo Wiki para conhecer outras empresas blogueiras.
Teoria da motivação
Douglas McGregor criou nos anos 60 duas teorias para explicar a motivação de funcionários nas empresas. A teoria X e a teoria Y. Ele acreditava que as empresas se encaixavam em uma ou outra das abordagens.
Na teoria X:
– Funcionários – são fundamentalmente preguiçosos e vão tentar escapar do trabalho se puderem. Pouca ambição. Precisam ser supervisionados de perto;
– Gerentes – acreditam que sempre deve haver um culpado. Não confiam em nenhum funcionário e ficam em cima o tempo todo. Autoritários.
Na teoria Y:
– Funcionários – podem ser ambiciosos, motivados, chamam responsabilidade. Têm vontade de serem criativos e progressivos;
– Gerentes – acreditam que as pessoas querem fazer bem feito e que algo criativo pode fluir deles. Tentam remover as barreiras que impedem o bom desempenho de seus funcionários.
É meio que um otimista e um pessimista. O fato é que, dependendo da posição que um profissional assuma, mais ou menos deverá ser investido em possíveis recompensas por desempenho.
Na minha opinião, independente da motivação ser X ou Y, uma estratégia ganha-ganha é sempre mais benéfica para a empresa. Ou seja, ter políticas de participações nos lucros gordas e pagar bem é valorizar seu corpo de funcionários e colher frutos vindouros muito mais saborosos. Será? Acredito nisso devido ao átomo social (tem um livro sobre isso). Vou tentar evoluir algo quando eu terminar (já estou quase terminando).
A hora e a vez da pequena empresa
Veja abaixo a entrevista que concedi ao programa “A hora e a vez da pequena empresa” do Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo (SIMPI), que vai ao ar na Rede TV e na Rede Vida semanalmente.
A entrevista, que durou mais de 20 minutos, ficou condensada em 2 minutos. Vou ver se descolo a fita completa.
CEO's e blogs em evidência
Este post é uma continuação de um post do Blog Corporativo. Achei relevante postar aqui também.
Se usar o blog para se aproximar dos investidores parece ser polêmico, veja o que fez o CEO da Whole Foods e o que o Jonathan falou a respeito.
John Mackey, um CEO que também possui um blog, postou, de 1999 a 2006, mais de mil comentários sobre a sua empresa em um forum de discussão sobre investimentos do Yahoo. Até aí tudo bem? Nada. O fato é que ele usou um outro nickname e se fez passar por outra pessoa que não tinha nada haver com a empresa a qual ele representava. O nick de Mackey era um anagrama com as letras do nome da esposa (que criativo!).
Ele está sendo investigado pela SEC.
E como ele tem um blog, a imprensa foi perguntar ao Jonathan qual era a sua opinião.
Além da resposta ter sido divertidíssima, veja um destaque do que ele falou:
“Eu adoraria que um dia todos nós eliminássemos o termo “blogueiro” do dicionário (e que parássemos de perseguir o CEO que bloga). CEO’s que possuem um celular não são “celuleiros“, aqueles que utilizam emails não são “emailuzeiros” e aqueles que dão entrevistas na TV não são “TVzeiros” – eles são líderes usando a tecnologia para comunicar. Comunicação é o centro da liderança – usar palavras, escritas ou ditas, para articular a estratégia, guiam as organizações, implicam em diálogo, e… lidera.”
O blog do John está suspenso por um período indeterminado.
E falando em CEOs…
…Continuação do post anterior.
Se usar o blog para se aproximar dos investidores parece ser polêmico, veja o que fez o CEO da Whole Foods e o que o Jonathan falou a respeito.
John Mackey, um CEO que também possui um blog, postou, de 1999 a 2006, mais de mil comentários sobre a sua empresa em um forum de discussão sobre investimentos do Yahoo. Até aí tudo bem? Nada. O fato é que ele usou um outro nickname e se fez passar por outra pessoa que não tinha nada haver com a empresa a qual ele representava. O nick de Mackey era um anagrama com as letras do nome da esposa (que criativo!).
Ele está sendo investigado pela SEC.
E como ele tem um blog, a imprensa foi perguntar ao Jonathan qual era a sua opinião.
Além da resposta ter sido divertidíssima, veja um destaque do que ele falou:
“Eu adoraria que um dia todos nós eliminássemos o termo “blogueiro” do dicionário (e que parássemos de perseguir o CEO que bloga). CEO’s que possuem um celular não são “celuleiros“, aqueles que utilizam emails não são “emailuzeiros” e aqueles que dão entrevistas na TV não são “TVzeiros” – eles são líderes usando a tecnologia para comunicar. Comunicação é o centro da liderança – usar palavras, escritas ou ditas, para articular a estratégia, guiam as organizações, implicam em diálogo, e… lidera.”
O blog do John está suspenso por um período indeterminado.
Viva a transparência – A revolução do Blog do CEO
O Jonathan Schwartz – CEO da Sun Microsystems – deu show duas vezes durante a semana passada. Vou contar a história em dois posts. O acontecimento mais recente primeiro.
Para quem não conhece, Jonathan possui um blog e é famoso por tê-lo. Você vai entender porque.
Dia 24 de julho ele revolucionou a blogosfera corporativa e o resto da web anunciando que, pela primeira vez, o resultado financeiro do quarto trimestre e todo o resultado do ano fiscal 2007 iria ser divulgado em primeiríssima mão no blog, na página de relações com investidores, via feeds RSS e no relatório que, simultâneamente, seria enviado para a SEC.
Detalhe. Tudo isso antes de chegar na mão da imprensa.
“Eu acredito que essa mudança aumentará a transparência de nossa empresa, realizará nosso desejo de disseminar informações de modo justo e imparcial, e permitirá que a rede seja usada para cumprir sua finalidade – conectar pessoas e informações.”
Mais uma confirmação que o Blog pode assumir um forte papel na comunicação com os investidores. Transparência.
Lembro que, neste mesmo blog, Jonathan já anunciou também cortes no quadro de funcionários da compania.
E ele cumpriu o prometido. Na hora e local combinados.
Salve Stanley Jordan!
Ele dedilha Stairway to Heaven do Jimmy e o seu Led Zeppelin. Sensacional!
Nosso querido "Anticristo"
Eu já havia lido a respeito de Andrew Keen e seu livro: “The Cult of the Amateur: How Today’s Internet Is Killing Our Culture“. O cara basicamente “amaldiçoa” os blogueiros e a web 2.0 porque nós, usuários finais, podemos estar sendo iludidos por um jornalismo sem credibilidade e excesso de informação inútil.É que hoje saiu uma pequena entrevista com ele na Folha de S.Paulo (necessário ser assinante para ler).
Até certo ponto acredito que a visão de Keen está correta, porque tem muita gente entrando na onda dos blogs para poluir o universo informativo da internet visando outros ganhos.
“Não vejo como a web 2.0 está democratizando a mídia, acho que acontece o oposto: a mídia tradicional fornece informação de qualidade acessível às massas e não acho que a segunda geração da web esteja reproduzindo isso.”
Certamente é muito, mas muito difícil ler um blog que forneça informação de qualidade, mas eles existem. Ele peca por generalizar demais.
“Meu livro não defende que as pessoas não tenham blogs, apenas que não finjam que são substitutos da mídia tradicional ou representantes de fontes de informação confiáveis sobre o mundo. Como as pessoas saberiam da crise aérea brasileira, por exemplo, sem jornalistas profissionais? Iam ter de se basear em blogueiros, que podem ser representantes das companhias aéreas ou do governo?”
Aí ele falou uma coisa séria. Blogs verdadeiros vs. blogs falsos. A comunidade deve sempre buscar desmascarar tentativas artificiais de manipulação ou de autopromoção. Se não existisse o conceito web 2.0 ou mesmo o conceito blog, acho que seria inevitável dizer que ainda assim as pessoas encontrariam meios de se expressar na rede.
Como em toda evolução tecnológica – Schumpeter tem haver com isso – a sustentação só ocorre com a educação. Ou seja, a civilização deve evoluir, se educar para adaptar. Devemos estar sim mais preparados para filtrar melhor o ruído, e não censurar o movimento inovador que estamos vivendo na comunicação.
Valeu Pedro pelo link da Folha.
Extrapolando os limites do Office
A Espalhe e sua equipe multidisciplinar são os responsáveis por trás do primeiro blog da Microsoft voltado para o usuário final: o Ócio 2007.
Segundo o Blog de Guerrilha, nele você vai: “descobrir as novidades do Excel navegando numa tabela do Brasileirão, vai explorar a enorme biblioteca de Clip-Arts enquanto se prepara para estampar uma camiseta com a ajuda do Word. Em posts diários, novos recursos do PowerPoint são utilizados durante a confecção de um “cartucho” para karaokê e o OneNote é apresentado enquanto dois competidores jogam xadrez ou forca online.”.
Parabéns a todos pela iniciativa.




