Aspectos culturais que comovem a nação pra baixo
Depois das primeiras impressões, no dia em que completo 1 mês de Brasil, é triste a realidade de ver, dentro do estacionamento do Carrefour e logo na minha frente, dois sujeitos armados abordando um rapaz que estacionava sua moto. Levaram embora a moto e felizmente deixaram o rapaz inteiro.
Muitas pessoas no trabalho e amigos me perguntam se eu já me readaptei. Depois de hoje a resposta será sim.
Voltando ao assunto aspectos culturais que levam o Brasil à merda.
Semana passada estava num treinamento de mentoring e coaching onde aprendi que pessoas com plano de carreira estruturado a longo prazo ganham 10 vezes mais que os que deixam as escolhas ao acaso (ou no caso desse blog, à mercê da serendipidade), depois de ficar assombrado porque sou um dos que ganharão menos, me diverti com as três pessoas que estavam sentadas na fileira da minha frente. Elas ficaram o treinamento inteiro preocupadas em fazer chacota do sujeito sentado exatamente na fileira seguinte, a primeira fileira, a dos cheira-saco.
Sempre fui turma do fundão e quando cheguei ao 3o. colegial decidi sentar na primeira fileira para aprender mais e passar no vestibular. Passei a maior parte do tempo dormindo na primeira fileira e, felizmente, não fui incomodado pelos meus vizinhos de trás. Atingi o objetivo (plano a longo prazo?). Mas vamos voltar aos nossos amigos da segunda fileira.
O fato é que o sujeito da primeira fileira não era um caxias ou um sujeito estranho, ele só estava interessado demais na palestra e perguntava constantemente perguntas relevantes e não-relevantes. O cara estava tentando aprender. As pessoas da segunda fileira dedicaram a ele, pelas costas, de troféus joinha até risadinhas infames. Não estamos falando de alunos colegiais ou pré-colegiais, mas sim de um ambiente profissional.
Depois, quando a sala foi dividida em grupos para atividades, acabamos todos no mesmo grupo. Decidi dar uma de holandês e proativamente me apresentar e puxar assunto, afinal éramos todos da mesma empresa e tal. E todos ficaram me olhando estranho, provavelmente pensando: “qual é a dele?”. Tenho esperança na colaboração entre as pessoas porque socializar com terceiros para gerar valor está alcançando bons resultados por meio da comunicação online.
Não demora muito, me distraio e estarei como eles. E o que gera resultado continuará sendo massacrado pelo ícone do perfil fanfarrão tropical e brasileiro.
Brasil: primeiras impressões
Escrevi um post no Blog Corporativo semana passada e agora escrevo um aqui. O primeiro depois da minha chegada ao Brasil e antes, muito antes que eu me acostume com a vida por aqui de novo. Tirando a poeira.
Impressões sempre tendem a refletir lados negativos (crítica e autocrítica), por isso saibam que, de forma alguma, estou insatisfeito ou infeliz por estar de volta. De qualquer forma, sempre dizem que quando você mora longe e volta parece que o tempo parou. Tudo parece igual enquanto sua vida foi agitadíssima. Dizer isso é egoísmo, mas eu digo porque reflete o sentimento. Mas existem diferenças se você olha mais a fundo.
As coisas por aqui andam caras. Desabafo. Preço é talvez a única exceção à regra do expatriado.
Brasileiro no volante é mal educado. Triste realidade. Difícil mudar. Só questão de tempo até eu reaprender por harmonização.
Todos estabelecimentos comerciais agora possuem estacionamento pago (já era assim?). Supermercado de bairro, consultório médico, corretoras, e muitos outros estabelecimentos comerciais de serviços (ao menos em SP-capital). É uma grande proliferação de estacionamentos. Os pequenos locais e seus pequenos estacionamentos com seus muitos empregados pendurados nessa nova modalidade de exploração. Pensei nisso depois que li a matéria “O mundo é mini” na Istoé Dinheiro dessa semana. O reporter da revista cita Schumacher e sua obra Small is Beautiful. Podia até emendar na mais recente Small is the new big do Seth Godin também. Pequeno é moda. Pequeno é o primeiro passo para crescer e o primeiro para se organizar e resolver problemas, as pequenas coisas e seus detalhes. Não faço nenhuma analogia direta desse pequeno aos pequenos estacionamentos, mas o pequeno consumidor (em importância) é quem se oprime pela exploração dos “grandes”. O mesmo pequeno que é moda e bonito. E essa é a mesma e imutável no mundo todo. Atemporal.
O “Homem é pequeno, e, portanto, pequeno é bonito” (1), e mesmo sendo diminuto, “nenhum homem é uma ilha” (2). Mas em matéria de consumidores e civilidade somos menores. Micróbios.
(1) – O mesmo Schumacher de cima
(2) – John Donne
Brasil: primeiras impressões versão Blog Corporativo
Minha ausência online foi sentida por alguns dos reporteres que me enviaram perguntas para suas publicações. Estou de férias e volto a botar a vida pra andar depois do dia 29 (até lá estou apenas dando condições para que ela funcione bem correndo atrás de burocracia). Para quem não sabe, acabo de voltar ao Brasil após longa estadia no exterior.
Mas o assunto do post é: o que anda rolando por aqui?
Mal pisei e já percebi que chovem comentários no post que fiz sobre um blog da Petrobrás que nem é o mais novo e mais polêmico da empresa. Por sinal, só percebi que tinha alguma coisa acontecendo por causa desses mesmos reporteres que reclamaram minha ausência. Queriam minha opinião.
A maioria dos comentários desse post eram reclamações ou pontos de vista sobre a atitude da empresa e resolvi não liberar nenhum deles pois não condizem com o assunto do post em questão, nem são o tipo de comentário esperado nesse blog que voz fala.
Minha opinião sobre o blog (não sobre o que andam falando da empresa em si): apoiado. Gosto da polêmica e gosto da aparente transparência. Gosto também do approach usado para lidar com essa situação com que a empresa se encontra. É bom pra marca.
Só não gosto do blog não ter cara, o que faz com que todo mundo, naturalmente, fique atrás do presidente da empresa. Isso cria um círculo sem fim, pois suas declarações sobre o blog virão por meio da própria imprensa, o que pode ser publicado no blog, e… aí vai.
No Opinião e Notícia mencionei alguns casos de “Gestão de Crise” anteriores.
Dois invernos seguidos
Meus colegas de trabalho acham que eu tenho um timing péssimo. Vim para a Holanda no começo do frio em 2007 e retorno no começo do inverno Brasil/2009, logo depois do inverno Europa 2008/2009 e logo agora que a temperatura está agradável a ponto de se poder fazer piquenique. Europeu é encanado com temperatura, especialmente os Holandeses. E querendo ou não a gente fica meio bitolado com o jeito de ser deles. Mas…
Em uma semana estou voando de volta.
Que venham os novos desafios. Que venha meu novo livro (quem sabe agora vai). Que venha uma assiduidade maior aqui nesses posts. Que venha o “frio” do Brasil…
Tot ziens!
Para pescar você precisa saber onde está navegando
Hoje participei de uma sessão de conscientização sobre Mídias Sociais patrocinada pela minha empresa, que incluiu uma mesa redonda com diversas empresas de diversas indústrias expondo suas dúvidas e práticas dentro desse mundo fantástico, dinâmico e cheio de oportunidades. Contamos com a presença e mediação de Jeremiah Owyang, analista da Forrester, o qual recentemente publicou seu último artigo (recomendado!) sobre o futuro da web social.
Achei interessante sua analogia com a pesca. Clientes são os peixes (que também vivem em comunidades), você usa as ferramentas sociais – tecnologia – (isca, vara, anzol) para pescar, mas precisa saber onde está navegando, especialmente se quiser achar os peixes grandes, as melhores oportunidades.
É divertido e instrutivos fazer analogias. Os caras da Forrester parecem ter um dom especial, ainda quando elas podem ser meio chocantes porém verdadeiras, como a do George Colony, CEO da empresa, que eu publiquei no Blog Corporativo semana retrasada:
[…] Social [Media] é como sexo. É divertido falar e ler a respeito, mas você não pode compreendê-lo completamente ao menos que você o faça.[…]
Troquei algumas idéias com Jeremiah sobre Social CRM e as recentes discussões da comunidade dos consultores dessa área. Também comentei sobre meu novo livro e que não tinha nenhuma intenção de competir com o Groundswell – ao qual ele disse “Go ahead!” – e eu disse “I’d better do”.
Com ou sem analogia, o recado final é que não adianta escapar ou dizer que o Brasil ainda não tem mercado para esse tipo de conversa, ou seja, que as empresas no Brasil não investem ou estão esperando os resultados dos demais países. Alô Brasil! Precisamos correr atrás do que nossos clientes, sejam eles ativos ou passivos nas redes sociais, estão aprontando.
E isso não significa adotar tecnologia. Significa entender o mercado em que você atua e modelar sua estratégia social. Aí sim podemos eventualmente falar de bits e bytes.
Qual é a experiência dos seus clientes digitais com a sua marca?
O papel do líder de TI no contexto das mídias sociais
Mês passado eu concedi uma entrevista à Revista CIO falando um pouco da forma de entender essa revolução das mídias sociais e qual o papel que esses CIOs/Líderes de TI possuem nas iniciativas de implementação de redes sociais nas empresas. Ainda não consegui a revista, mas hoje recebi o clipping da matéria e aqui vai um pequeno trecho (veja o conteúdo completo aqui):
[…] Por isso, segundo o especialista, mesmo que a área específica do CIO não pretenda adotar projetos de web 2.0, o executivo deve ter os conhecimentos necessários para gerenciar esse modelo de aplicação. “Esse conhecimento, no entanto, só é conseguido por meio da experiência real de utilização das ferramentas colaborativas”, afirma Cipriani.
Ele explica que, para tanto, os líderes de TI devem criar perfis pessoais em redes como o Twitter, Facebook e LinkedIn. Além disso, precisam acessar e participar de discussões em blogs, fóruns e comunidades. “Tudo isso é necessário para que o gestor entre realmente no mundo das mídias sociais e consiga adaptá-las ao negócio”, diz o consultor.[…]
Hoje topei com um post do George Colony, Chairman e CEO da Forrester, entitulado “Como CEOs podem entender tecnologias sociais?”. Entre outras palavras, Colony falou que não há outra forma de entender as mídias sociais senão usando-a.
[…] Social [Media] é como sexo. É divertido falar e ler a respeito, mas você não pode compreendê-lo completamente ao menos que você o faça.[…]
Falamos a mesma coisa mas com apelos diferentes. Bom saber que estamos alinhados pois os profissionais de mídia social devem falar a mesma língua nesse mar de desentendimento. Só assim se gera mais resultado e se educa mais e mais pessoas nessa área.
Tem algo que falei e que não foi publicado. Vou repetir aqui para completar o conteúdo da reportagem.
Além de entender as novas tecnologias (no caso tudo sobre mídia social), o CIO também precisa garantir que as ferramentas selecionadas estão alinhadas com e suportam as necessidades de negócio (efetividade) e a gestão do portifolio de TI (menor custo mantendo mesma efetividade).
Mundo descartável
Enquanto aproveitava o calor das minhas férias na Espanha e tentava ficar distante da gripe eu passei uma considerável parte do tempo esbravejando com a minha câmera fotográfica. Já é minha segunda câmera depois que as fotos se tornaram digitais. A primeira funcionou exatos 1,5 anos enquanto que a segunda já tem 1 ano e está começando a dar sinais de que alguma coisa não vai bem. A marca é Sony. Das duas. Tanto que até comprei uma filmadora da JVC para ver se a marca tem algo haver com isso.
O fato é que os produtos estão cada vez mais descartáveis.
Produtos descartáveis por preço – É lógico que a evolução tecnológica dos nossos tempos substitui rapidamente os produtos por opções melhores em funcionalidade ou design com preços competitivos. A Lei de Moore é um dos exemplos mais lúcidos dessa rapidez e também ajuda muito entender a comoditização da indústria eletrônica. Aqui temos produtos perdendo seu valor comercial rapidamente e isso confronta diretamente com a constante luta das empresas para buscar a próxima melhoria tecnológica e assim manter seus resultados financeiros e com o fato de que se eu pago pouco por algo, facilmente vou considerá-lo descartável. Sendo assim, sempre teremos um novo modelo com preço superior ou igual e a descontinuidade dos que já não valem mais a mesma coisa. Assim é a indústria. E isso se aplica a impressoras, monitores, celulares e assim por diante.
Produtos descartáveis por durabilidade – Unindo isso a um cenário de mundo saturado, onde os consumidores com poder aquisitivo já possuem aquele produto e um apenas é suficiente, é preciso fazer alguma coisa que continue estimulando o consumo. Das duas uma: ou os pobres devem enriquecer para conseguir ter acesso ou os produtos precisam ter uma vida mais curta. E é nessa última que mora meu argumento porque não tem muita empresa por aí ajudando os pobres para seu próprio bem. Quando minha primeira câmera quebrou prematuramente eu vi isso como uma boa oportunidade para dar um upgrade. E é meio nessa linha que as empresas devem querer que pensemos.
Não que isso relacione diretamente a essa discussão toda, mas me lembro também da criação de embalagens maiores para estimular o aumento do consumo. Por que no McDonald’s temos menu médio e grande e não pequeno? Pra quê embalagens de Coca Cola de 3 litros?
Eu entendo que produtos com tecnologia complexa são mais sucetíveis a falha, chips velozes se aquecem mais e podem danificar-se mais facilmente ou mesmo botões e design modernos que satisfazem o cliente podem utilizar materiais menos resistentes e mais leves. Mas também antevejo que viver numa realidade mais descartável, mesmo que a exploração comercial não seja o problema, gera muito mais lixo e recicla menos.
Até onde vão os limites da durabilidade, preço, consciencia ambiental e nossa vaidade?
Minha intenção não é levantar uma bandeira de conspiração da indústria a favor da ganância financeira. Eu ficaria feliz se minha primeira câmera digital funcionasse daqui alguns anos para comparar tecnologias ou mesmo para, puro e simplesmente, usá-la, assim como posso fazer com a velha Yashica TL Electro-X do meu pai.
The Next Web Conference – Dia #2
Dia movimentado. Muita polêmica, risadas e muitas frases de efeito durante sessões que falaram de Twitter, Twitter e… bom… Twitter também. E nem tinha essa palavra do cartão de Bullsh*t Bingo do evento. Cazzo!
Mas nem só de Twitter se falou, nos outros 5% do tempo diversas novas empresas deram o ar da graça com seus serviços criativos (quem sabe faço um post para falar das que mais gostei), e também tivemos espaço para palavras interessantes como o “Sharecropping” do Matt “WordPress” Mullenweg, que se traduz literalmente para “arrendatário” em português. Não vou me alongar muito sobre sua apresentação, mas entre muitas frases de outros autores/poetas/políticos, ele explicou que o tal do Sharecropping é exatamente o arrendamento praticado pelas redes sociais que cedem espaço para captar nossos dados em troca de nos conectar a amigos. Ele defendeu que “todas redes sociais precisam abrir os dados dos usuários para eles mesmos, assim poderemos fazer o que bem entendermos com a informação que é nossa e de mais ninguém”. Bem falado.
A propósito, a apresentaçao bacana que mencionei ontem é da Prezi, uma das finalistas do concurso de startups daqui da conferência. O Matt também usou essa plataforma. Minha próxima palestra certamente será com ela. Chique demais! Fica a dica.
O Ricardo Baeza-Yates, VP de research do Yahoo! disse que “as pessoas não querem buscar palavras na web, elas querem resolver seus problemas”. E essa é a filosofia por trás do que o Yahoo! está buscando em suas plataformas de busca com o uso da famosa sabedoria das multidões, já discutido aqui no blog.
Jeff Jarvis, o cheerleader da web 2.0, como foi chamado pelo Andrew Keen logo em seguida, promoveu descaradamente e com eficiência o seu novo livro – What Would Google Do? – sua apresentação (já disponível) falou de três coisas que considerei interessante: “O mercado de massa está morto – longa vida à massa dos nichos”, “Vamos ficar conectados às pessoas para sempre, isso vai ter um grande impacto na sociedade” e por fim o seu exercício de Googlelizar tudo, de restaurantes até automóveis (veja a apresentação a partir do slide 13).
Nosso querido anti-cristo, Andrew Keen, falou um pouco daquilo que vai figurar no seu novo livro. A nova era do individualismo. Com o fim da era industrial o produto, agora, somos nós, as pessoas. Mas, para tirar valor disso, precisamos de uma “reinvenção da sociedade” pois “toda mídia tradicional e atual está f*cked”, segundo suas próprias palavras. “Web 2.0 é uma economia inviável e o Twitter vai enterrar de vez essa brincadeira toda introduzindo a nova cultura do indivíduo como marca”. Ele fez tudo isso divagando sobre a bela pintura holandesa de Johannes Vermeer de uma senhorita vestindo azul imortalizada segurando, lendo e completamente imersa nos dizeres de uma carta (o que poderia ser um iPhone nos dias de hoje – segundo Andrew).
Por fim, Chris Sacca, que esteve acompanhando o evento pelo Twitter antes de pousar em Amsterdam pediu para ser entrevistado pelo próprio Andrew no seu momento. Conversa interessante. Uma das figuras chave da campanha online do Obama foi bem claro em uma das suas respostas: “o que diferencia o sucesso do fracasso são os usuários – são eles quem decidem onde colocam você”. Veja outras perguntas/respostas dessa interação.
Por fim, acho que amanhã não vou postar nada sobre o terceiro dia de conferência, estou saindo de férias e de partida para Espanha e Portugal por 15 dias. Quando voltar e se achar conveniente, vou falar um pouco das startups, mas você pode dar uma fuçada aqui.
The Next Web Conference – Dia #1
Hoje foi o primeiro dia do TNW e, apesar do nome da conferência apelar para a “próxima web”, o assunto do dia foi a “web atual”. Em suma falou-se de infraestrutura (CDNs e afins), video na web e ser centrado no cliente não-importa-como, mas o destaque fica para a “rodas volantes” da Amazon.com e para a batalha entre líderes (fechados) e retardatários (open source).
Werner Vogels, CTO da Amazon.com falou sobre o motivo de a sua empresa ser, segundo ele, a mais focada no cliente em toda terra. Além de afirmar que uma empresa não pode “prender” o cliente além de escutá-lo, ele apresentou um interessante conceito cíclico de negócios que a cada volta ganha mais energia (roda volante), e disse que esse é o combustível que move a empresa.

O diagrama pode parecer confuso mas a receita básica é:
1a parte: se você oferece de tudo, o cliente vai ficar feliz, o tráfego da sua loja vai subir, isso irá atrair as empresas e novos vendedores, o que aumenta mais ainda a sua oferta.
2a parte:o crescimento permite abaixar o custo de operações, o que reflete no custo ao cliente, o qual entra no ciclo melhorando a experiência do cliente.
Além disso, ele disse que a melhor forma de manter-se na liderança é abrindo suas plataformas para o cliente/usuário final.
E foi exatamente por isso que ele “comprou uma briga” com Khris Loux, CEO da JS-Kit, o qual duvidou do quão aberta a Amazon é. Na sua apresentação Khris exorcisou os líderes porque, pelo fato de possuirem algo que os permitem gerar receitas, eles fecham suas portas para tudo que é aberto e aumentam essas cercas o máximo possível. A solução então é tentar se aproximar dos que ficaram pra trás e tentar construir padrões abertos que no futuro poderão dominar o próximo ciclo de inovação.

Um misto de “união faz a força” com “dividindo os lucros mais tarde”. Ele nem mostrou os slides de tão empolgado que estava, mas a apresentação está disponível. Ah, ele bateu bastante na tecla do uso de widgets tanto para abrir quando para divulgar seus produtos.
Em tempo, gostei do fluxo visual da apresentação da Melody McCloskey da Current TV.
Amanhã será o principal dia de apresentações e discussões uma vez que teremos Jeff Jarvis, Andrew Keen, Matt Mullenweg, entre outros. Além de apresentações de algumas startups.
A genial ilustração-resumo que você vê no post é da Wilgengebroed. O ‘Flywheel’ da Amazon eu achei aqui.
Acompanhe a conferência ao vivo no Live Stream.
4 verdades sobre o aprendizado
Brincando com o ciclo de aprendizado: Descobrir – Entender – Absorver – Ignorar – Esquecer
- É importante recorrer ao novo e desconhecido para encontrar novas motivacoes e estimular criatividade
- O boca-a-boca reside entre entender e absorver e renova a descoberta, mas também pode estar entre descobrir e entender
- Absorver é o ápice do interesse involuntário em um determinado assunto, depois só a vontade (se alguma) prevalece
- Para não esquecer não podemos ignorar; o que justifica a força de vontade; o que justifica o reconhecimento




