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Conteúdo viral é aumento na audiência (e nas vendas também)

set 12, 2005   //   por Serendipidade   //   Criatividade / Inovação  //  Nenhum comentário

(c) yotophoto.comTem certas coisas na internet que são demasiadamente viróticas. Quando conseguimos provocar um estalo nos leitores de nossas páginas virtuais a propagação se torna incrivelmente gigantesca. Unindo isso com os blogs servindo de profetas, temos literalmente uma propaganda “Boca-a-Mouse”.

Outro fato intrigante é tentar saber que tipos de assuntos provocam esse tipo de reação mais fortemente. Ou melhor, qual é a idéia perfeita para passar para nossos leitores e que desperte a vontade de fazê-lo contar para alguém?

Atualmente, o perfil do usuário de internet é de busca por informação em quantidade, e não qualidade. Portanto, quanto mais curta, criativa e influenciadora for a sua idéia, melhor! O Marketing é uma arma poderosa nesse caso.

Mas somente criatividade não basta. A nova geração de “clientes” de websites, blogs ou lojas virtuais, a chamada “Geração C”, busca mais do que uma idéia original ou interessante, ela busca interação, participação e reconhecimento. Veja o exemplo da colaboração em massa na internet.

Junte os dois: simplicidade criativa e capacidade interativa e voilà. Sua idéia ou seu recado está contaminado pelo vírus da divulgação.

Dentro do contexto, vai uma propaganda boca-a-mouse do site do meu irmão. Ele teve uma idéia simples e aparentemente ingênua, mas ele tem hoje mais de 20 mil visitas por dia no seu website. É criativo, simples, desperta a curiosidade e possui interatividade.

“Terra: Cave, mas cave certo.”

Se eu cavar um buraco muito fundo, aonde eu vou parar?

Serendipidade em links

set 9, 2005   //   por Serendipidade   //   Serendipidade  //  1 Comentário

(c) yotophoto.comIncluí uma página com links diversos em torno inicialmente dos temas de marketing, criatividade, inovação, publicidade, comportamento e cotidiano. São todas páginas que estou lendo atualmente.

Quem sabe algumas delas possam trazer um pouco de serendipidade a vocês. Vou mantê-la atualizada conforme for encontrando as páginas e fazendo os posts daqui do blog.

Sugestões são muito bem vindas.

Também existem os links do meu bookmark público del.icio.us.

Declaração infeliz

set 6, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  Nenhum comentário

(c) worldprocessor.com“O meu país virou terceiro mundo”

Essa acima é uma frase infeliz de uma norte-americana. Está na revista Veja dessa semana, na capa da reportagem sobre o furacão Katrina que fez estragos em Nova Orleans. Ao lado da foto de pessoas tentando subir no teto de uma caminhonete.

Fiquei perplexo com a afirmação que associa 100% o desastre ecológico com as precárias condições de vida que vivem muitas pessoas dos países em desenvolvimento.

E vejam bem, eu disse “países em desenvolvimento” porque nem a expressão “terceiro mundo” é mais usada por ser antiga (blocos da guerra-fria) e também por ser politicamente incorreta e não mais adotada na geografia.

Concluimos: Ela foi ignorante duas vezes.

Ah! Como eu gostaria que a ignorância doesse.

Na primeira pelo termo terceiro mundo, e na segunda por associar um evento meteorológico com as nossas condições de vida. Evento esse que além de acontecer provavelmente por causa do aquecimento global do último século, tem como um dos maiores provocadores o próprio Estados Unidos que são de longe os maiores emissores de gases poluentes na atmosfera.

Ignorante duas vezes e culpada ao mesmo tempo… ou ingênua…

Ingênua.

Assim sendo, quero separar e deixar bem claro dois aspectos que podem contribuir para essa associação na mente conturbada da nossa amiga americana:

A ignorância que os estrangeiros têm sobre os nossos países.

E aqui nesse caso fica o exemplo do Brasil, que em matéria de desastre natural é inexperiente pois não temos nenhum único evento no gênero e grau. Somos um país sem terremoto, vulcão, maremotos e furacões gigantes. Nenhum evento devastador exceto a fome, a pobreza e miséria (que não são ambientais).

Geralmente os estrangeiros demonstram extremo desconhecimento da nossa cultura, maneira de vida, aspectos ambientais, inteligência, criatividade.

Lembro uma vez no exterior um rapaz me perguntando se aqui no Brasil existia baralho. Meu amigo brasileiro respondeu no ato: temos… só que no Brasil, ao invés da figura do Rei nas cartas nós temos a foto do Pelé… Rachei de rir.

Ou quando me perguntaram se aqui no Brasil era verdade que a polícia andava com leões nas ruas para combater os ladrões. Respondi que sim, e que além do ladrão, o leão costumava comer o policial também quando estava com fome.

(c) worldprocessor.comA aquisição dessa ignorância por nossa própria culpa.

É verdade. Basta olhar que tipo de notícias brasileiras passam no exterior. Não só brasileiras, mas dos outros países em desenvolvimento também.

No nosso caso são: Humilhação da mulher brasileira na analogia sexual de prostituição e submissão, Desgraça alheia e corrupção, mais desgraça e acidentes sócio-econômicos e, finalizando, o Carnaval.

Exportamos os nossos próprios problemas. Divulgamos o turismo sexual. Ficamos parecendo “coitadinhos” perante os olhos do mundo.

Não podemos negar a nossa realidade, mas olhem o lado dos pesquisadores científicos brasileiros de destaque, da qualidade de ensino das nossas universidades (menos na verba destinada à pesquisa), da inteligência de nossos executivos, da criatividade do povo na busca pela sobrevivência, nosso empreendedorismo, nossa hospitalidade, nosso bom humor, isso sem falar nos aspectos ambientais.

Pensem nisso.

Fonte das imagens: World Processor. Página com mais de 300 variações na maneira de ver o mundo. Na primeira foto “Condições Locais” e na segunda foto “Guia Compreensivo ao Mundo”.

A Geração Criatividade e as Design Schools

ago 30, 2005   //   por Serendipidade   //   Criatividade / Inovação  //  1 Comentário

Alguns dos principais executivos e escritores de marketing do mundo forjaram uma expressão que retrata o consumidor atual e sua relação com as empresas. É a “Geração C”.

(c) trendwatching.comC de criatividade

Os consumidores de hoje possuem mais influência sobre as empresas através de interações em diversos meios de comunicação, principalmente a internet – nessa última, a possibilidade de interação com as empresas é exposta ao máximo. Através da colaboração em massa é possível realizar consultas publicas ou coletar opiniões sobre produtos e serviços. Somos todos criativos e estamos criando conteúdo a todo momento na Internet.

C de conteúdo

Além de estarmos criando conteúdo na Internet, estamos também adicionando conteúdo para outras pesquisas, bancos de dados ou mesmo propagandas de outras empresas. Algumas companhias criaram anúncios interativos on-line que possibilitam seus clientes interagirem e incluirem informações sobre seus produtos e serviços. Os pedidos das empresas agora são: Crie! Produza! Participe! Antigamente era: Escute! Assista! Brinque!

Dentro dessa nova onda de consumidores, as Business Schools estão se moldando e se adaptando para incluir em suas matérias, cursos de criatividade e inovação na empresa, workshops de desenvolvimento da capacidade criativa e outros cursos relacionados com o tema. De B-Schools estão se transformando em “D-Schools”.

(c) yotophoto.comD de Design

Mais do que formar administradores de empresas, as escolas de negócios querem formar pessoas com conteúdo criativo e inovativo. Que possam agregar valor nas empresas através da aplicação desses conceitos e desenvolver oportunidades de negócio desenhando criativamente os cenários de aplicação. Diversas escolas americanas estão se juntando com institutos de design para promover esse conhecimento. Assim está sendo em Stanford, Carnegie Mellon, INSEAD, Wharton e outras.

Para saber mais:
“Geração C”TrendWatching – Generation C
“D-Schools”Tomorrow’s B-School? It Might Be A D-School

Banco Itaú e as portas giratórias

Acabei de ver na TV uma propaganda do Banco Itaú que demonstra que a Geração C está presente a todo vapor no Brasil. São os clientes colaborando em massa através de sugestões deixadas seja através da Internet ou seja através de qualquer outro canal de atendimento.

A propaganda agradecia as sugestões enviadas na campanha do “Itaú quer ouvir você” e dizia que muitas estão sendo já implementadas, exceto por algumas como no exemplo da porta giratória, que está ali para a segurança dos clientes. Além da TV também vi um outdoor nas ruas com alguns desses balões de diálogos. Campanha forte pelo visto.

São as empresas começando a se preocupar com essa nova geração exigente e mostrando explicitamente que escuta o que o cliente tem para dizer. Ao menos é a impressão que fica. Se não for isso é o marketing enganando outra vez.

Onde está a Criatividade da TV Brasileira?

ago 13, 2005   //   por Serendipidade   //   Criatividade / Inovação  //  Nenhum comentário

(c) YotoPhoto.comCriatividade! Essa palavra reflete o desejo de muitas das empresas de hoje. No ranking das 20 empresas mais inovadoras todas as companhias listadas tinham investimentos relacionados com o estímulo à participação e criatividade dos seus colaboradores. É o emprego nobre dos conceitos da produção de idéias voltado para os negócios.

Por outro lado, no campo mais ligado ao nosso cotidiano, a criatividade marca presença em publicidades e propagandas e também em produções de programas de TV na tentativa de abocanhar uma maior fatia do Ibope.

A criatividade está muito fortemente presente na publicidade. A busca por entender os desejos dos consumidores e tentar convencê-lo de que o seu produto é necessário e desejado. Criar a relação direta com o consumo, o desejo e a ação do consumidor.

O Brasil é um dos países mais bem colocados quando falamos de publicidade de maneira geral. Pelo menos na mídia que mais expressa sentimentos e emoções, que é a TV, a publicidade através de vídeos é muito bem cotada internacionalmente. Sempre temos as agências Brasileiras (sejam as nacionais ou as multinacionais) entre as finalistas do Leão de Ouro de Cannes.

Já na TV, uma lamentação completa. As emissoras Brasileiras têm medo de arriscar na produção de seus próprios programas e acabam importando idéias “enlatadas” do exterior. É incrível a incapacidade da TV brasileira de gerar programas interessantes e criativos. As emissoras parecem pesar na balança o risco da criatividade versus a cópia de uma formulação de sucesso garantido.

“Big Brother Brasil” copiado do sucesso do programa no exterior. George Orwell deve estar se revirando no caixão pelo uso do seu “Grande Irmão” do romance “1984″ em algo tão banal. Mas a critividade não deixa de estar presente.

“O Aprendiz” foi copiado do programa homônimo americano que leva Donald Trump para o showbusiness. Por sinal, se trata de um programa que foi importado para o Brasil utilizando ao máximo o uso descarado de um merchandising de baixíssima qualidade usando os participantes como garotos propaganda. Além da péssima atuação do seu principal protagonista na tentativa de ser o business man do momento. Horrível… os dois, o original e o copiado. Mas a idéia não deixa de ser boa e infelizmente prende bem a atenção da nossa população medíocre.

Depois vem uma série de programas de auditório como esses que vemos da Márcia, Hebe e demais que são meio que copiados da Oprah Winfrey. Ou mesmo o “Programa do Jô” que tem semelhanças incríveis com o “Late Show” do David Letterman.

Mas não podemos dizer que não se criam programas novos aqui no Brasil. Pena que a criatividade do brasileiro fica presa a violência, bundas e aproveitamento moral em cima dos outros, como é o caso do Pânico ou Ratinho… se bem que chamar isso de criatividade é um pecado. O segredo aqui é usar a TV para mostrar programas que se identificam com a massa brasileira, e para isso os ingredientes são simples e apelativos. Simplesmente refletem a mediocridade da nossa população. Um livro de Luciano Pires chamado “Brasileiros Pocotó” pode apresentar a você um pouco mais de detalhes quando falamos do emburrecimento da TV brasileira.

Conclusão: Vou desligar a TV durante os programas e assistir durante os intervalos comerciais, pelo menos ali poderemos nos divertir desafiando as propagandas a nos convencer que seu produto é necessário. Ainda quando existem propagandas péssimas também, pelo menos eles estão tentando criar e vender ou ser criativos, estão arriscando.

As 20 Companhias mais Inovadoras do Mundo

jul 26, 2005   //   por Serendipidade   //   Criatividade / Inovação  //  2 Comentários

Veja o ranking das 20 companhias mais inovadoras do mundo:
(Pesquisa com 940 executivos sêniores em 68 países – Pela Boston Consulting Group – 2005)

  1. Apple – Fabricante de micro-computadores, eletrônicos e softwares
    Proporciona produtos com design excepcional, cria idéias que redefinem velhas categorias de produtos como é o caso de tocadores de música. Evolução contínua da marca e modelo de negócios
     
  2. 3M – Fabricante de produtos em várias áreas de atuação
    Cultura interna voltada para criatividade com incentivos à inovação. Grande sucesso na geração de idéias no setor de Health Care e componentes industriais que aumentam a lucratividade da empresa.
     
  3. Microsoft – Desenvolvedora de Software
    Melhoramento contínuo dos produtos empurrados pela forte gestão, expansão em novos mercados e rápida mudança de estratégia quando necessário.
     
  4. GE – Fabricante de Eletro-Eletrônicos
    Práticas de gestão à frente dos competidores com um forte foco em treinamento estão permitindo a reinvenção no modelo de negócios e cultura para promover a inovação.
     
  5. Sony – Fabricante de Eletrônicos
    Entende a importancia da convergência da mídia, cria produtos altamente amigáveis ao uso, com design superior.
     
  6. Dell – Fabricante de micro-computadores
    Modelo de processos de negócios superior permitindo inovações e corte de custos na gestão da cadeia de suprimentos.
     
  7. IBM – Fabricante de micro-computadores e componentes, Consultoria informática
    Quer usar sua base de conhecimento em TI para resolver problemas de clientes e ajudar a executar seus negócios.
     
  8. Google – Portal de buscas e outros
    Novas ferramentas e serviços que entregam soluções simples para problemas complexos. Domina a busca on-line e está crescendo fortemente em publicidade. Forte conexão com seus clientes.
     
  9. P&G – Produtos para a saúde e casa
    Inovação de produto contínua baseado no entendimento das mudanças de estilos de vida dos seus clientes. Está procurando sócios e funcionários para novos conhecimentos, idéias e produtos..
     
  10. Nokia – Fabricante de telefones celulares
    Alto design, muda os modelos e adiciona novas funcionalidades rapidamente baseado na leitura dos desejos do cliente no estilo de vida móvel crescente.
     
  11. Virgin – Provedora de serviços de viagem, música e entretenimento
    Reformulou a viagem aérea como uma marca de estilo e expandiu a marca em lojas de varejo, serviços para telefones celulares e outros produtos. Assume riscos e ataca provedores de serviços tradicionais.
     
  12. Samsung – Fabricante de telefones celulares e eletrônicos
    Capta os impulsos do cliente, bom design, entende a emoção e se promoveu uma marca lider. Gera um fluxo de novos aparelhos celulares e ótimas TVs de tela plana.
     
  13. Wal-Mart – Hipermercado
    Usa a cadeia de suprimentos e logística com superioridade para promover migração a novos mecados e áreas de produto. Traça as preferências do cliente diariamente contribuindo para um rápido crescimento.
     
  14. Toyota – Fabricante de automóveis
    A qualidade e eficiência da manufatura evolui constantemente. Uso estratégico de novas tecnologias possibilita vantagens de mercado como no caso dos carros híbridos.
     
  15. e-Bay – Portal de leilões e e-business
    Criou um novo modelo de negócios de varejo baseado no poder do cliente, baixos preços e comunidade.
     
  16. Intel – Fabricante de processadores e componentes
    Modelo de negócios dinâmico com a abilidade de se tornar uma grande competidor em áreas como no caso da comunicação sem fio.
     
  17. Amazon – Portal de e-business
    Transformou a distribuição de varejo com a tecnologia da internet com foco na experiência d cliente.
     
  18. IDEO – Estúdio de design
    Consultoria de alto nível em processos de inovação. Usa os princípios do design para guiar empresas na mudança estratégica que foca na experiência do cliente.
     
  19. Starbucks – Cadeia de lojas de alimentação e café
    Mudou o modelo de negócio das lojas de café inserindo uma marca de estilo de vida através da observação dos clientes. Construiu uma afinidade da marca com os clientes que foca na expeiência dos mesmos.
     
  20. BMW – Fabricante de automóveis
    Combina o design inovativo com tecnologia avançada e marketing baseado na web para aumentar a liderança da marca e sua abrangência, como no caso do relançamento do MINI Cooper

Criatividade está na idéia e não na execução

jun 15, 2005   //   por Serendipidade   //   Criatividade / Inovação  //  1 Comentário

Quando falamos de criatividade geralmente pensamos em propaganda, mas é verdade e evidente que existem outras aplicações. A propaganda está intimamente ligada com criatividade porque a sua mensagem é enviada a praticamente todos os tipos de mídia que dispomos na sociedade, e essas mensagens acabam por consequência atingindo a maior parte da população. Logicamente, o objetivo é seduzir o consumidor, fazer com que seja criado no seu íntimo uma vontade de possuir ou incorporar o objeto anunciado. Mas porque ainda assim a propaganda é assim tão fascinante?

(c) yotofoto.com

Quando éramos crianças, na pré-escola, tínhamos sempre uma caixa de lápis de cor por perto. Todo trabalho escolar se baseava em desenhos e na estimulação da capacidade criativa de cada um de nós. Depois vieram os anos com a vassoura da álgebra, gramática e demais matérias varrendo tudo e toda essa liberdade de pensamento que tínhamos.

A propaganda é uma disciplina que estimula os seus profissionais a se comportarem como crianças no sentido de que a liberdade de pensamento para fazer conexões e mapas mentais seja ilimitada. Sempre que existe uma quebra de comportamento padronizado, nós humanos tendemos a reagir com mais atenção a este fato. É da nossa índole criticar aquilo que está fora dos padrões vitais ou comerciais, mas quando alguém insere essa “boa nova” na nossa frente nos vemos pensando muitas vezes: Que inteligência, muito bem bolado!”. Quem nunca se deparou com um anúncio que quebra os padrões da sociedade e como conseqüência nos inspira alegria ou divertimento?

Essa quebra de rigor imposto pelas agências de propaganda é que nos aproximam da propaganda e criam o seu carisma… alí vemos espelhado a nossa necessidade de voar longe nos pensamentos, nos libertar das amarras da rotina.

Essa liberação acaba sendo muito fácil de traduzir em ação porque dentro da mídia podemos publicar quase tudo que temos em mente através de fotos e filmes e com a ajuda de um computador. Isso é o ponto forte da propaganda. Traduzir a idéia em uma ação, ou seja, em uma foto, página de revista ou filme é uma tarefa fácil dentro da indústria da propaganda. O problema é quando passamos essa necessidade de liberdade para o dia-a-dia de uma empresa ou das nossas vidas.

Em uma empresa, seja quando temos funcionários ou somos os funcionários, existem regras éticas e limitações impostas por hierarquias ou governo. Na nossa vida cotidiana, seguimos frenéticamente os passos do capitalismo e não temos tempo de refletir e encarar a vida de forma divertida e distraída.

A grande questão aqui é valorizar a criatividade, e, para despertá-la devemos criar um exercício mental de criatividade sempre que necessário. Fazer um repositório de idéias sem nos preocupar como faremos para executá-las, ou se elas são comercialmente viáveis. Isso é muito importante para que consigamos criar o maior número de conexões possíveis e conseguir combinar duas coisas diferentes na busca de uma solução criativa.

Um exemplo interessante: Vamos supor que você tenha que descer um bloco cilíndrico de concreto gigantesco por uma passagem cilíndrica estreita e longa. Um ponto a ser notado aqui é que um guindaste que suporte todo o peso do bloco é extremamente caro e esse bloco também é super sensível a pancadas. Qual seria a solução?

Ou ainda um outro problema: Na cidade de Santos, no litoral paulista, diversos prédios estão pendendo para o lado devido ao solo arenoso. O mesmo vale para a torre de pisa, que é um patrimônio e deve ser reerguida com cautela. O que fazer?

Uma solução criativa está em algo tão ambundante em nosso planeta que nem podemos acreditar: na água. A IDÉIA aqui é fazer a água congelar no espaço a ser ocupado, no congelamento a água se expande, deslocando o objeto a ser erguido (no caso dos edifícios). Ou congelamos a água e colocamos o objeto a ser baixado em cima do gelo, para que ele desça com o descongelamento (no caso do bloco cilíndrico de concreto).

Observamos que a IDÉIA é muito boa, porém como faremos para congelar a água naqueles espaços e como vamos encher com concreto o espaço aberto embaixo do edifício é outro problema que não depende da criatividade, mas sim de pesquisa e tecnologia. Essa é a EXECUÇÃO da idéia.

Por isso, quando queremos ser criativos devemos deixar as idéias fluirem continuamente, sem restrições. A análise da validade ou de como executaremos é um passo posterior e deve ser feito somente depois que já esgotamos as possibilidades criativas. Se o bloqueio vier logo em seguida da idéia, jamais poderemos fazer conexões com outras idéias e dificilmente teremos sucesso no estabelecimento de soluções criativas.

Vai um cafezinho aí?

jun 13, 2005   //   por Serendipidade   //   Criatividade / Inovação  //  3 Comentários

Lâmpada (c) FreeFoto.com
Criatividade é sempre uma palavra muito mencionada no mundo corporativo, as empresas sempre buscam soltar as “asas da imaginação” na cabeça dos funcionários para aumentar a produtividade, trazer inovações e principalmente cunhar idéias que podem ajudar a empresa no mercado onde atua.

Antes de trabalhar externamente a capacidade criativa dos seus funcionários através de treinamentos, é preciso entender os conceitos biológicos e fisiológicos da criatividade e da inovação.

A maneira que o cérebro trabalha faz de você uma pessoa criativa e inovadora. Mas você pode trabalhar de maneiras diferentes e experimentar diferentes ondas cerebrais dependendo do que você está fazendo. Algumas ondas cerebrais liberam melhor a criatividade que outras ondas, portanto, entendendo o estágio atual do seu estado cerebral pode ser crucial quando você precisa ser mais criativo no trabalho.

Hans Berger, um psiquiatra austríaco, descobriu que existem 4 tipos de ondas cerebrais: alfa, beta, teta e delta. Algumas delas podem ajudar na criatividade, como a alfa e a teta. A onda de oscilamento mais rápida é a beta, e a mais lenta é a delta.

ALFA – as ondas alfa são as mais proximas da criatividade e imaginação. Elas aparecem quando você está desperto, mas relaxado. Você pode alcançar as ondas alfa relaxando, cochilando mas não dormindo profundamente, através de posturas e processos de pensamento.

BETA – essa onda é mais associada a estados de ansiedade, extrema concentração e quando estamos sob pressão e stress. é a que apresentamos no dia-a-dia, quando estamos acordados e concentrados. No estado Beta não se está relaxado. Sua criatividade e imaginação estão suprimidas.

TETA – as ondas teta são aquelas quando estamos mais relaxados ainda, aquelas que experimentamos logo antes de começar a dormir. No momento da inspiração podemos experimentar ondas teta. Aumenta a criatividade, reduz o stress e melhora o aprendizado e a intuição.

DELTA – são as ondas que ocorrem enquanto estamos dormindo, na fase de inconsciência. Por isso não tem relevância no processo criativo a não ser pelos sonhos, que na verdade são processos inconscientes de criatividade.

Não é a toa que as grandes inspirações, o “Eureca!” surgem nos momentos em que nos desligamos um pouco do trabalho concentrado. Estimular a criatividade tem haver com fazer uma pausa na concentração e ir tomar uma ar. Um ar, e não um café, porque é comprovado que a cafeína estimula a produção de ondas beta, que são aquelas que inibem a criatividade.

Chegar atrasado no serviço, ficar o dia inteiro concentrado, estar sob pressão com deadlines estreitos e tomar um cafezinho cem vezes por dia vão inibir a sua criatividade.

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