Visualizando posts com a tag " instinto"

Uso instintivo do carrinho de supermercado

jul 25, 2008   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  Nenhum comentário

Vira e mexe eu resgato o primeiro post desse blog onde eu falava sobre um livro que registra momentos do uso instintivo do meio e dos objetos que estão à nossa volta para satisfazer nossas necessidades. No primeiro post eu coloquei uma foto de um carrinho de supermercado apoiado num poste para exemplificar o ato instintivo em questão.

Essa semana meu irmão me indicou um blog chamado FailBlog. Fail = Fracasso. “Folheando” as páginas do blog pude ver que muitas das coisas consideradas uma falha poderiam ser vistas com outros olhos: o uso criativo para satisfazer as necessidades.

Assim é com os dois exemplos de carrinhos de supermercado a seguir:

Copyright FailBlog

Além de ser bastante divertido e mostrar o lado instintivo humano, o blog também serve, ao lado do extinto ThisisBroken, como uma fonte formidável de exemplos da famosa frase “Não estou nem aí, isso não é o meu trabalho“. Esse vídeo é uma boa referência para que você entenda o que é que essa frase significa.

Nova definição de Marketing

jan 15, 2008   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  Nenhum comentário

Os auto-nomeados “donos” do Marketing mudaram a sua definição dentro do dicionário deles:

Antes era
“Marketing is an organizational function and a set of processes for creating, communicating, and delivering value to customers and for managing customer relationships in ways that benefit the organization and its stakeholders.”

Agora fica
“Marketing is the activity, set of institutions, and processes for creating, communicating, delivering, and exchanging offerings that have value for customers, clients, partners, and society at large.”

O Gilberto do blog Techboogie (minha fonte) fez algumas observações interessantes sobre as mudanças.

Na minha concepção, se o Marketing não é algo que se nasça sabendo e, portanto, temos que aprender, e levando em consideração que a linguagem é muito mais complicada que o conceito de Marketing e é desenvolvida do nada, eu posso chegar a defender a idéia de que o instinto de se auto-promover ou promover algo para garantir sua subsistência (veja o post sobre fofocas) pode ser percebido como Marketing por qualquer pessoa. Entre outras palavras: “Existem mil maneiras de se definir o marketing (acadêmicas, superficiais, precisas ou não), invente a sua”.

Será que existe um gene que proporciona sermos mais ou menos propensos a conhecer o Marketing e saber utilizá-lo corretamente?

i-Responsabilidade Social, o que há por trás dessa máscara?

out 3, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  2 Comentários

(c) yotophoto.comHoje a consciência com o nosso meio ambiente e sociedade está bem difundida (mas não totalmente), parece até moda, todas empresas estão adotando ou já adoraram e os institutos de responsabilidade social se estabeleceram. Quem tem a ganhar com isso somos nós mesmos, sem dúvida.

Mas para mim, no fundo, a responsabilidade social não passa de fachada para uma boa propaganda de marketing. No fundo as empresas não se importam.

O pior: quem não faz é visto com cara feia.
Um pouco pior: só fazem porque tem que fazer (evita atrasos e caras feias).
E pior ainda: tem gente que faz para cobrir buracos (ainda fazendo um monte de coisas erradas por trás).

A questão é que não deveríamos ser forçados a usar essa fachada, deveríamos ser por definição protetores da sociedade.

Vejam só que história vergonhosa:

A responsabilidade social é um movimento recente. Isso significa que estamos ainda saindo das cavernas, ainda não deixamos de ser animais irracionais por completo. O movimento tomou força nas décadas de 60 e 70 nos Estados Unidos e Europa e no Brasil só foi reconhecidamente consolidado na década de 90. Por quê demoramos tanto para agir?

Na nossa cegueira de ganância e egoísmo o resto vem em segundo plano.

O negócio já chegou até nas escolas onde educamos as crianças. Você prefere matricular seu filho em uma escola que promova a consciência social? Lógico que sim. Mas reflita se você não está admitindo ser pobre em responsabilidade social. O exemplo tem que vir primeiro de casa e não da escola. Para as escolas, lógico, tudo isso não passa de mais uma oportunidade de abocanhar mais dinheiro. Se elas se declaram responsáveis socialmente, porque não promovem bolsas de estudo para pessoas pobres? Ah… vai misturar a elite com a pobreza… É proibido? Nesse momento as discussões se voltam para o comunismo, afinal, dar espaço para pessoas menos abastadas é visto como comunismo por muitas pessoas. Que falta de visão…

No filme chileno Machuca de 2004, um padre da escola mais rica da cidade decide abrir espaço para crianças de famílias mais humildes seguindo o modelo de governo de Salvador Allende. A reação dos pais e dos próprios alunos mais ricos é óbvia. Imagina aqui no Brasil de hoje com as drogas e violência. Você acha que daria certo? Não vale a pena pelo menos tentar?

Quem sabe aproveitando a onda, o governo também não obrigue todos os cidadãos brasileiros a fazer um curso, carregar uma carteirinha, ou ter um carimbo na sua carteira de motorista com os dizeres: “Responsável Socialmente”. Ah… esqueci que já existe um atestado… as pulseirinhas solidárias. A maior prova de humanismo desde nunca… É o fim da picada.

Proponho um exercício: Visite a relação das 10 piores corporações de 2004, identifique aquelas que agrediram a sociedade e veja se elas possuem programas de responsabilidade social estabelecidos. Você poderá se surpreender com a presença de programas inócuos e com o cinismo.

É uma vergonha usar atributos que deveriam fazer parte da nossa vida há muitos anos só agora que o globo está aquecido, milhares de espécies estão em extinção e a violência está nas alturas. Não há muito que fazer, porque nosso senso de urgência só funciona quando estamos quase por explodir. Infelizmente.

Mas… antes tarde do que nunca.

As Leis da Informação

set 27, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  Nenhum comentário

(c) yotophoto.comVocê é um “Informaçãoniaco”? Qual é a essência de ser assim? Para que serve saber tanto?

Estava refletindo sobre o assunto e dou dois motivos que se transformam em atitudes quando o assunto é INFORMAÇÃO. Podemos chamá-las de “As leis da informação aplicadas no cotidiano”

  • As pessoas vão usar informações (exclusivas ou não) para benefício próprio
     
  • As pessoas vão manipular as informações antes de passá-las para a frente em benefício próprio

A primeira é o instinto (des)humano, e a segunda é poder convencer, ser persuasivo sem ser invasivo.

A primeira é o acionista comprando mais ações porque soube da última descoberta de petróleo ou da cura do cancer, e a segunda são os políticos mentindo para justificar que “não são culpados” de roubar o Brasil.

Falando em criatividade e marketing, a primeira é chegar na frente no momento de criar maneiras de ganhar dinheiro, é estimular a criatividade. A segunda pode ser representada pela figura de um marketeiro – aquele que sabe contar bem uma historinha.

Instintos (des)humanos

set 19, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  3 Comentários

(c) yotophoto.comAlguns dias atras eu estava falando sobre uma série da BBC sobre instintos. Ela aborda 4 instintos ditos básicos: Desejo, Sobrevivência, Competição e Proteção.

Incluo na lista mais dois instintos que não existem um sem o outro:

Ganância e Egoísmo

Nós temos o instinto do egoísmo porque queremos manter a nossa sobrevivência e satisfazer nossos desejos com proteção contra males externos. E temos ganância para que durante a competição possamos ser os melhores da espécie, ou melhor, sermos os mais poderosos e ricos.

“O ser humano nunca está satisfeito” – Não sei quem falou, mas eu falo aqui. NUNCA.

E na busca por esse bem estar maior ignoramos diversos aspectos que CONDIZEM TOTALMENTE com a nossa própria sobrevivência, ou no mínimo, nosso bem estar efêmero. Falta de visão.

Vamos aos exemplos:

O aquecimento global por conseqüência da exploração do homem. Sim, eu sei que é um assunto batido e piegas, mas há vários anos sabemos que o planeta está sofrendo e muito pouco foi feito para reverter o quadro geral. Somos mesquinhos e cegos na busca pelo poder capitalista e deixamos escapar o futuro da nossa própria espécie. Culpa da ganância e egoísmo!

Os políticos, salvo poucas excessões (ou nenhuma), são ladrões gananciosos e egoístas. Alí existe o aproveitamento de uma falha do Brasil: a Impunidade… Quando nós humanos podemos fazer atos que não são punidos, nós viramos bichos (roubamos o dinheiro público, saqueamos lojas no meio de um furacão e tiramos proveito da inocência). No fundo todos somos egoístas e gananciosos!

O trânsito está sempre cheio de gananciosos e egoístas. Vivo em São Paulo e convivemos com isso. Mais do que conviver, nós nos transformamos. Hoje pensei, em uma entrada à direita para sair da marginal naquelas pessoas que saem para a pista da esquerda porque está andando e lá na frente dão seta pra direita e formam confusão. Brasileiro adora fila alguem pode dizer, mas no trânsito adora chegar antes. Egoístas e gananciosos!

O reverso dessa moeda é benéfico para todo mundo. Sem agressão ao meio-ambiente a raça sobreviverá mais. Sem roubos na política os beneficiados serão a própria população (incluindo o político!). Sem apressados no trânsito o mesmo iria fluir muito melhor e beneficiar a todos.

Falta de visão. Cegueira. Ignorância.

Ahhh… Como eu gostaria que a ignorância fosse dolorosa

Instintos – Por quê somos assim?

ago 25, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  Nenhum comentário

(c) bbc.co.ukHoje comprei dois DVD’s da revista Super Interessante com parceria da BBC que falam de Instintos humanos.

Vou querer fazer um paralelo e encontrar as relações entre os Atos Instintivos que descrevem as nossas interações com o meio ambiente (descritos num post anterior) e os Instintos básicos descritos abaixo.

Aparentemente os INSTINTOS ABAIXO são os que definem os diferentes ATOS na relação com o meio-ambiente.

Os DVD’s apresentam os 4 episódios da série Human Instinct produzida pela BBC (uma rede inglesa de TV). Cada episódio fala sobre uma das características dos nossos instintos:

Sobrevivência – Quais são as estratégias de que dispomos, desde o nascimento, para garantir a mais básica e fundamental de todas as necessidades: sobreviver.

Desejo – Por que certas pessoas são mais atraentes do que outras? O que determina por quem vamos nos apaixonar? Tudo sobre os instintos que promovem a perpetuação da nossa espécie.

Competição – Estamos sempre competindo, mesmo sem perceber. A vontade de coompetir é um instinto que mantém nossas espécies vivas. Porque nos sentimos bem quando vencemos? Porque nos sentimos mal quando perdemos?

Proteção – Até onde você iria para proteger seus filhos? A história de suporte que damos uns aos outros para manutenção da espécie. A compaixão e a proteção é o instinto de colocar os outros antes de você mesmo.