Blog Corporativo e gestão da marca



Trabalhando na atualização do Blog Corporativo Wiki eu topei com três blogs corporativos. Olhe a cara de cada um e pense a respeito do template/design do blog, as cores da sua empresa e logotipo.
Os blogs são da Ertech Systems, da Megalan e da FocusNetworks, todas de São Paulo.
Cada um dos blogs buscou utilizar cores que correspondiam com a identidade da sua marca, mas nenhum dos dois blogs é único. Cores e template se repetem. Não considero um erro grave até porque as empresas não são concorrentes diretos. Houve um esforço e isso por si só é positivo, nem todos tem que saber configurar páginas para botar sua voz no mercado. Essa é a lição aqui.
Além do mais, exitem casos piores de falta de identidade. Mas ainda assim, o fato de estar conversando com o mercado é o que importa. Mas isso é só o começo.
O próximo passo é conquistar a unicidade.
Sua marca é única? – Acredito que isso é uma das primeiras coisas que um empreendedor busca no mercado, se destacar perante os concorrentes.
Sendo assim, se você quer ser único, comece pelo o que o mercado olha quando olha para sua empresa. Seu blog inclusive.
Update – Mais dois exemplos idênticos para ilustrar: e-Press e Sparnet. Ambos hospedados no WordPress.com
Aprendendo a viver e deixando de se impressionar
Estava atualizando o Blog Corporativo Wiki fazendo algumas pesquisas na rede e vi algumas notícias sobre uso de blogs para diferentes objetivos. Daí percebi que não dava mais importância para isso como antes. Já vi tanto sobre o assunto que simplesmente não estou reagindo mais a esses “estímulos”.
Na mesma hora lembrei de uma música do cantor/compositor italiano Giuseppe Povia chamada “Quando as crianças fazem oh“. A música é sobre a pureza das crianças e de como esquecemos de nos impressionar com as coisas simples da vida como a chuva.
Imagino um ciclo de aprendizagem do seguinte modo: Descobrir – Entender – Absorver – Ignorar – Esquecer.
Se manter aberto a novidades é importante para evoluírmos com criatividade, mas ao mesmo tempo considero importante saber e sempre se lembrar do caminho que nosso conhecimento tomou até aqui. Ignorar algo que possa parecer batido é prepotente. Além disso, é o primeiro passo para perder novas oportunidades.
É super piegas dizer isso, mas oportunidade, assim como a flecha lançada e a palavra pronunciada, não volta.
Motivação – Qual o carvão que move essa locomotiva?
O que você pode fazer para conquistar quase tudo que a pirâmide das necessidades humanas de Maslow apresenta? A pergunta pode ter muitas respostas, mas como uma coisa puxa a outra, olhando os dois primeiros degraus – necessidades fisiológicas e de segurança – eu diria que o dinheiro é um forte candidato para conquistar um amplo espectro dessa hierarquia. Como as necessidades fisiológicas e de segurança são a base sustenta o todo, tenho fortes convicções de que, no mundo corporativo, o dinheiro motiva mais do que pensamos.
Estive estudando diversas teorias de motivação como parte do trabalho para meu próximo livro. Achei uma lista compreensiva no ChangingMinds.org. Para quem gosta de saber como funcionamos, nesse site temos teorias para diversos aspectos da vida como memória, crenças, persuasão, comportamento e etc.
Mas voltando ao assunto, quando falei sobre as teorias de motivação X e Y, ainda não imaginava que a coisa toda era mais complexa que imaginava. Sumarizando: Supondo que todo mundo pegue sua fatia financeira e volte para casa contente, ainda assim restaria o ‘desejo incondicional de felicidade’ colocando sua empresa em xeque. Por ‘desejo incondicional de felicidade’ entenda que falo da característica nunca satisfeita da condição humana, falo da ‘grama do vizinho ser mais verde’. É inevitável.
Aí você pergunta: você está louco? Primeiro fala que dinheiro é importante e agora não?
O fato é que em ambientes de negócios o dinheiro fala mais alto, especialmente se o funcionário sentir-se desafiado na conquista de uma fatia mais gorda do bolo. Muita gente trabalha para o ganha pão sem fazer o que mais gosta porque provavelmente não teria uma recompensa financeira significativa com sua paixão. Como o dinheiro é necessário graças ao capitalismo, e ainda que a busca pela felicidade seja perene, receber mais do primeiro sempre nos faz sentir mais próximos do segundo.
O mapa mental de motivação (figura) pode ser visto aqui.
Títulos devem ser bem escritos
[[ Se você manja tudo de internet seja paciente – estou sendo didático nesse post ]]
Quando um blogueiro ou jornalista termina de escrever seu texto, ele precisa sempre decidir qual será o título do seu post, artigo ou notícia. Isso me remete ao colégio durante as aulas de redação, onde escolhíamos o título do texto após escrever ou dávamos uma revisada no título escolhido antes para deixar o leitor mais interessado.
O tempo passou e, o que antes era escrito à mão ou publicado em papel, hoje é publicado em blogs e páginas online. Cada post ou artigo passa a aparecer então como uma lista de posts ou lista de artigos na página e até mesmo em feeds RSS.
Os títulos são lidos pelas ferramentas de busca (por meio dos robôs) e acabam sendo referência de palavras-chave durante a busca. Por isso é importante que o título seja atrativo – ele é o primeiro retorno quando você busca alguma coisa na rede.
Segundo, e por isso escrevo esse post, eu disse que o título aparece em listas de artigos ou em leitores (agregadores) de RSS como o Google Reader. Quem usa um agregador geralmente “assina” o conteúdo de dezenas ou mesmo centenas de blogs e sites de notícia. Pior. Quem usa o agregador acaba tendo sua produtividade atrapalhada pela imensidão de coisas a ler, assim, ele só lê aquilo onde o título interessa mais.
Sim, o mundo exige cada vez mais das pessoas porque as próprias pessoas estão falando mais alto (com a internet e os blogs todo mundo tem um palanque). Como tudo na vida, se você quer se destacar, você tem que trabalhar mais. Portanto, se você quer atrair leitores, você tem que ser autêntico na escolha do título. Depois na qualidade do conteúdo.
Se você não fizer assim, seus concorrentes ganharão a atenção do público.
Comparação básica entre três jornais:
IDGNow!
Jornais da Bélgica pedem indenização de US$ 77,5 milhões ao Google
INFO Online
Belgas vão à Justiça contra Google News
O Globo Online
Jornais querem indenização de US$ 77 milhões do Google News
Qual você escolheria se você estivesse passando os olhos pelos títulos. O mais curto é mais fácil de ler na minha opinião, mas eu acabei lendo o terceiro. Qual você escolheria?
Escolha do título significa tráfego para seu site (principalmente caso não mostre a notícia inteira no feed, apenas uma lista) e consequentemente mais cliques em anúncios, mais notícias lidas com você, mais possibilidade de conquistar leitores ou clientes.
Monitorando a rede – mais ferramentas para medir sua reputação
Depois do post anterior fiquei pensando em me atualizar em alguns modos de monitorar blogs, twitter e afins para ficar por dentro da reputação corporativa da sua marca. Acabei achando ferramentas bastante interessantes mas vou comentar apenas as que considero mais relevantes.
Comentários:
- CoComment – Já existe há algum tempo e ajuda você acompanhar seus próprios comentários em outros blogs, acompanhando assim a conversação. Ali o leitor pode se transformar em referência para a comunidade. Um bom comentarista é tão importante quanto um bom blogueiro.
- Co.mments – Mesma idéia do CoComment.
- Commentful – Acompanha comentários e informação do Digg, Flickr, Blogger, WordPress e outras páginas de hospedagem para blogs.
Ferramentas de Busca:
- Google Alerts – É óbvio mas muita gente não conhece. O Google te envia uma mensagem com os últimos resultados de palavras-chave específicas e de sua escolha.
- Trackur – É pago mas é barato e oferece mais valor que o Google Alerts.
- MonitorThis – Para quem conhece feeds, esse serviço monitora 22 ferramentas de busca e canaliza tudo em um feed para você.
Twitter:
- Summize – Busca no Twitter. Nem mais, nem menos. Mas eles suportam diversas outras ferramentas. Inclusive o Get Satisfaction.
- Twittscan – Busca no Twitter com algumas coisinhas a mais como alertas em email e RSS
Mas não basta conhecer ferramentas, temos que saber o que buscar nelas. Algumas ideias para sua empresa:
- Nome da empresa, endereço web da empresa;
- Nomes de funcionários da empresa que possuem blogs ou aparecem na mídia;
- Nome de produtos ou serviços, endereço web para esses produtos;
- Concorrentes!
Fique satisfeito!
O conceito por trás do Get Satisfaction é o uso das próprias pessoas e eventualmente funcionários das empresas para suportar e discutir sobre os produtos e serviços de uma marca. No fundo é um grande fórum aberto para se discutir idéias (logo logo não terá mais acento) – ideias – problemas, dúvidas, etc. Ok. Aí vc me pergunta: o que é que tem de especial alí? Resposta: o Overhead – um monitor do twitter – e a interface pra lá de amigável. Pessoas com menos conhecimento de como as ferramentas 2.0 funcionam tem a chance de ler e responder facilmente o que a comunidade está falando. Detalhe: por interface amigável me refiro também ao fato de o site não ser inundado de propagandas…
Maior desenho do mundo é falso e o vírus da internet é bonzinho
A Wired andou questionando a veracidade do desenho e no final o artista acabou admitindo na própria página do suposto projeto que tudo não passa de pura ficção e que ele fez isso como parte de seu trabalho de graduação em Propaganda e Design Gráfico no Beckmans College of Design.
Além disso, a galera não perdoa e encontrou o “O mundo é minha tela” na rede – um site lançado pela Nokia para promover o N82. Lógico que todo mundo disse que o artista do maior desenho estava copiando, mas, segundo ele, o projeto já estava em andamento quando o The World is My Canvas entrou no ar.
No final todo mundo saiu ganhando. A DHL por ter deixado filmar seu centro de distribuição, o artista que ficou conhecido no mundo todo, a escola de design por criar essas “mentes brilhantes” e, de quebra, até a Nokia…
Quando o conteúdo da mensagem é adequado, o vírus da internet é benéfico. Não é malvado como o Influenza.
Seqüenciamento completo do DNA, eu também quero
Li primeiro ontem no DutchNews.nl e depois fui ver a repercursão do fato nos principais portais de ciência, entre eles o ScienceDaily.
Os cientistas seqüenciaram o primeiro DNA de uma mulher. Não vou contar a notícia que pode ser lida aqui em português, mas quero só ressaltar o que podemos saber com um negócio desses.
Segundo li, agora ela descobriu que há 10 mil anos atrás, seus ancestrais habitaram a Polônia, Irlanda e Turquia, além de saber riscos acentuados de desenvolver doenças hereditárias ou mesmo câncer. A brincadeira traça sua árvore genealógica e ainda de quebra te ajuda a prolongar um pouco mais sua vida.
Não estou aqui me preocupando com pirataria genética ou outros sonhos cyberpunks, eu realmente quero saber quanto custa fazer o meu. Quem sabe em pouco tempo teremos kits para fazermos nós mesmos em casa…
Update (06/06/08): Li na Exame dessa semana uma reportagem que apontava o 23andMe, um site que vende um kit que revela algumas coisinhas sobre o seu DNA. Não é um sequenciamento completo, mas já é alguma coisa nesse sentido…
Além dos blogs
A matéria do Stephen Baker e Heather Green que li hoje na BusinessWeek resgata uma antiga matéria sobre blogs influenciando o mundo dos negócios (de 2005) e busca traçar uma atualização sobre o tema. O artigo de 2005 foi usado como uma das minhas referências quando estava escrevendo o livro, o novo artigo é pra lá de interessante (mas para quem respira web 2.0 pode ser um déjà-vu).
Resumo: em 2005 blogs iam mudar seus negócios, hoje são eles + as comunidades ou redes sociais virtuais. Vale dizer web 2.0.
O artigo me fez refletir em dois pontos:
– Os blogs, na busca por mais audiência, não poderão ser atualizados por apenas um autor. Para ter audiência é preciso postar muito. Por sua vez, postar muito significa tempo. Assim, autores em ascensão postarão menos e não mais crescerão em audiência, ou vamos viver a onda de “fusões e aquisições” para continuar crescendo.
– As redes sociais correm um severo risco de serem uma bolha. Os investimentos recentes em ferramentas desse genero estão cada vez mais agressivos. A população a ser servida é grande, mas o foco nessa ou naquela ferramenta é pequeno o bastante para se prejudicar muito caso, por mero capricho do usuário, eu julgar que aquele novo site é mais legal que o orkut, por exemplo.
O maior desenho do mundo
Li no NextWeb que o artista Erik Nordenankar fez o maior desenho do mundo. Ou melhor, o maior desenho e auto-retrato do mundo. Mas ele não fez à mão, ele mandou, com instruções de caminho específicas, uma maleta com um GPS que gravava sua posição de tempos em tempos. Depois de 55 dias ele recebeu a maleta de volta e plotou o desenho num mapa-múndi. O desenho tem mais de 110 mil quilômetros de extensão e passa por 6 continentes e 62 países.
Detalhe. Altamente viral e propagandístico para a DHL, que foi a responsável pelo transporte da maleta.






