Trazendo o "eu" pra dentro de si mesmo
Em tempos que dizer que ser blogueiro é ter um egão (grande ego), e que afirmações milenares de um post perdido no tempo demostra a atemporalidade do conceito, venho transcrever a definição de EGOÍSTA segundo o Dicionário do Diabo (de Ambrose Bierce):
EGOÍSTA:
– (1), s. Pessoa de mau gosto, mais interessada em si própria do que em mim.
– (2), adj. Pessoa sem consideração pelo egoísmo dos outros.
Hype social
Hoje li em algum blog que o que está hype no momento (no Brasil) é o Twitter . Um website consumidor de tempo que está na “boca do povo” e que permite trocar gentilezas instantâneas afim de aumentar a popularidade do seu autor mais rápido que um blog. Imagina quando monetizar…
Por mais que a gíria hype signifique badalado, eu prefiro classificá-la como diminutivo de hipérbole, um exagero na expressão da idéia. Mas não vim pra falar mal do Twitter nem de quem o utiliza. Vamos deixar o hype-1 e o hype-2 na manga.
Na verdade quero justificar, usando a teoria do livro Átomo Social , porque o hype-1 existe e se espalha rapidamente.
Sem contar o livro todo. Nós podemos ser classificados como átomos e a grosso modo seguimos padrões. Como átomos imersos na sociedade nós somos:
– adaptáveis
– imitadores
– cooperativos
Este exemplo não tem no livro, mas eu acho bacana: a “ola” nos estádios. Como ela acontece? Por que ela se propaga? Resposta: olhe as três características do átomo. Para entender mais a fundo, leia o livro.
O hype-1 se torna hype-1 porque somos átomos sociais.
O hype-2 é parte da essência poética que nos habita. É dizer que a web 2.0 brasileira já copiou um milhão de sites da web 2.0 americana.
Brasileiro é criativo ou medroso (só copia o que deu certo)? No fundo estou sendo egoísta. Tem espaço pra muita imitação no Brasil pois tem muuuita gente online e crescendo. E imitação é coisa antiga. É tão antiga que é da época que as pessoas tinham 3 dedos. Alémdomais precisamos de localização para certas aplicações.
Se você acha o Twitter legal, porque não tenta o brasileiro Gozub? (eita nominho feio). Mais um serviço original em português.
Blogs de companhias ajudam a apagar incêndios
Matéria de hoje da Business Edge cobre diversos exemplos de como as companhias estão usando os blogs para lidar com os ânimos do mercado. Nela, temos uma pequena entrevista com Lionel Menchaca, um executivo e principal blogueiro da Dell, relembrando um episódio.
Há um ano atrás tivemos um recall de baterias na Dell, que teve sua origem em casos de incêndio e explosão envolvendo as suas baterias de lítio, sendo um dos casos o célebre incêndio de um notebook no Japão.
Menchaca não pensou duas vezes e postou sobre o acontecido e fez muitos outros posts sobre o recall que se sucedeu. Vários funcionários da Dell e o departamento jurídico da companhia ligaram afoitos para Menchaca dizendo que estava louco de postar aquilo no blog da empresa. Ele respondeu:
“É para isso que servem os blogs. Tudo é diferente agora. Nós temos que ser transparentes e honestos. As pessoas estão falando sobre isso, postando imagens, nós não podemos ignorar isso. Temos que lidar com isso de maneira direta.”
Concordo plenamente com ele e adiciono: mais um exemplo bem sucedido de blog corporativo.
Empresas não sabem usar blogs…
…foi o que disse Josh Bernoff, vice-presidente da Forrester Research.
Uma matéria da INFO Online de hoje divulgou a opinião dele sobre o assunto. Ele está escrevendo um livro sobre como as empresas podem ganhar dinheiro usando a web 2.0. Mas você não precisa esperar ele terminar para saber, basta ler o meu livro.
Conseqüências inesperadas
A lei das conseqüências inesperadas defende que as ações tomadas pelas pessoas ou governo sempre causam efeitos inesperados ou acidentais (pro bem ou pro mal). A wikipedia classifica três tipos de conseqüências inesperadas:
– a que gera benefício positivo inesperado, ou serendipidade;
– a que gera uma fonte de problemas (pode ser ligada à lei de Murphy);
– a que gera um efeito negativo ou oposto ao esperado.
A mão invisível do Adam Smith pode ser descrita como uma conseqüência inesperada positiva. Uma negativa poderia ser o caso do vídeo da Cicarelli. Ao tentar retirar e censurá-lo na internet o vídeo se espalhou de forma ainda mais rápida, ampla e viral. O termo para esse caso específico é denominado Streisand effect.
Para uma fonte de problemas eu fiz uma analogia entre um caso real antigo e um recente.
O caso antigo é o do estado de Vermont nos Estados Unidos. Em 1968 seus governantes proibiram outdoors nas estradas pois eles prejudicavam a vista dos passantes e impedia-os de ver as paisagens naturais. Conseqüentemente, os comerciantes começaram a construir esculturas bizarras gigantes para fazer a sua propaganda.
O caso recente é o da prefeitura de São Paulo, que ao sancionar a lei Cidade Limpa despoluiu o visual e a quantidade de informação, mas revelou fachadas imundas e feias.
Brasil Digital – o novo Blog da Intel Brasil
Conforme comentei em muitas das minhas entrevistas, aqui no blog e no capítulo de conclusão do meu livro, a adoção de blogs corporativos por grandes empresas (maioria multinacionais) no Brasil está acontecendo porque suas matrizes já possuem blogs corporativos. Sem dúvida eu acredito ser esta a ordem natural da evolução na comunicação empresarial no contexto da web 2.0.
Agora é a vez da Intel Brasil, que lançou no início de agosto o blog Brasil Digital. Escrito por 7 executivos da empresa, o blog propõe ser um canal aberto para debates e discussões estimulantes e construtivos. Além, é claro, de posicionar seus autores como formadores de opinião perante o mercado, um benefício dos blogs corporativos já comentado aqui no blog:
Este blog apresenta os artigos e opiniões de gerentes da Intel do Brasil reconhecidos como experts em suas respectivas áreas.
No “Sobre este blog” a empresa explica de forma clara as normas de como utilizará o blog. Recomendo a leitura dessas normas para conhecer um pouco mais sobre como a empresa está se posicionando por meio do blog e dos 7 diferentes rostos que agora representam a marca Intel no Brasil.
Confira o Blog Corporativo Wiki para conhecer outras empresas blogueiras.
Teoria da motivação
Douglas McGregor criou nos anos 60 duas teorias para explicar a motivação de funcionários nas empresas. A teoria X e a teoria Y. Ele acreditava que as empresas se encaixavam em uma ou outra das abordagens.
Na teoria X:
– Funcionários – são fundamentalmente preguiçosos e vão tentar escapar do trabalho se puderem. Pouca ambição. Precisam ser supervisionados de perto;
– Gerentes – acreditam que sempre deve haver um culpado. Não confiam em nenhum funcionário e ficam em cima o tempo todo. Autoritários.
Na teoria Y:
– Funcionários – podem ser ambiciosos, motivados, chamam responsabilidade. Têm vontade de serem criativos e progressivos;
– Gerentes – acreditam que as pessoas querem fazer bem feito e que algo criativo pode fluir deles. Tentam remover as barreiras que impedem o bom desempenho de seus funcionários.
É meio que um otimista e um pessimista. O fato é que, dependendo da posição que um profissional assuma, mais ou menos deverá ser investido em possíveis recompensas por desempenho.
Na minha opinião, independente da motivação ser X ou Y, uma estratégia ganha-ganha é sempre mais benéfica para a empresa. Ou seja, ter políticas de participações nos lucros gordas e pagar bem é valorizar seu corpo de funcionários e colher frutos vindouros muito mais saborosos. Será? Acredito nisso devido ao átomo social (tem um livro sobre isso). Vou tentar evoluir algo quando eu terminar (já estou quase terminando).
A hora e a vez da pequena empresa
Veja abaixo a entrevista que concedi ao programa “A hora e a vez da pequena empresa” do Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo (SIMPI), que vai ao ar na Rede TV e na Rede Vida semanalmente.
A entrevista, que durou mais de 20 minutos, ficou condensada em 2 minutos. Vou ver se descolo a fita completa.
CEO's e blogs em evidência
Este post é uma continuação de um post do Blog Corporativo. Achei relevante postar aqui também.
Se usar o blog para se aproximar dos investidores parece ser polêmico, veja o que fez o CEO da Whole Foods e o que o Jonathan falou a respeito.
John Mackey, um CEO que também possui um blog, postou, de 1999 a 2006, mais de mil comentários sobre a sua empresa em um forum de discussão sobre investimentos do Yahoo. Até aí tudo bem? Nada. O fato é que ele usou um outro nickname e se fez passar por outra pessoa que não tinha nada haver com a empresa a qual ele representava. O nick de Mackey era um anagrama com as letras do nome da esposa (que criativo!).
Ele está sendo investigado pela SEC.
E como ele tem um blog, a imprensa foi perguntar ao Jonathan qual era a sua opinião.
Além da resposta ter sido divertidíssima, veja um destaque do que ele falou:
“Eu adoraria que um dia todos nós eliminássemos o termo “blogueiro” do dicionário (e que parássemos de perseguir o CEO que bloga). CEO’s que possuem um celular não são “celuleiros“, aqueles que utilizam emails não são “emailuzeiros” e aqueles que dão entrevistas na TV não são “TVzeiros” – eles são líderes usando a tecnologia para comunicar. Comunicação é o centro da liderança – usar palavras, escritas ou ditas, para articular a estratégia, guiam as organizações, implicam em diálogo, e… lidera.”
O blog do John está suspenso por um período indeterminado.
E falando em CEOs…
…Continuação do post anterior.
Se usar o blog para se aproximar dos investidores parece ser polêmico, veja o que fez o CEO da Whole Foods e o que o Jonathan falou a respeito.
John Mackey, um CEO que também possui um blog, postou, de 1999 a 2006, mais de mil comentários sobre a sua empresa em um forum de discussão sobre investimentos do Yahoo. Até aí tudo bem? Nada. O fato é que ele usou um outro nickname e se fez passar por outra pessoa que não tinha nada haver com a empresa a qual ele representava. O nick de Mackey era um anagrama com as letras do nome da esposa (que criativo!).
Ele está sendo investigado pela SEC.
E como ele tem um blog, a imprensa foi perguntar ao Jonathan qual era a sua opinião.
Além da resposta ter sido divertidíssima, veja um destaque do que ele falou:
“Eu adoraria que um dia todos nós eliminássemos o termo “blogueiro” do dicionário (e que parássemos de perseguir o CEO que bloga). CEO’s que possuem um celular não são “celuleiros“, aqueles que utilizam emails não são “emailuzeiros” e aqueles que dão entrevistas na TV não são “TVzeiros” – eles são líderes usando a tecnologia para comunicar. Comunicação é o centro da liderança – usar palavras, escritas ou ditas, para articular a estratégia, guiam as organizações, implicam em diálogo, e… lidera.”
O blog do John está suspenso por um período indeterminado.




