O que fazer quando a realidade é maior que as idéias?
A Jessica manda bem nos gráficos.
Este mostra uma interessante relação entre o que é realidade e ter muitas ou poucas idéias. Quando a mistura entre os dois é igual o resultado é muito mais benéfico que em outras situações.
Relações de igualdade além de ser importante (como no caso entre países, raças e comércio exterior), também faz parte da busca contínua por sinergia nos negócios (entre empresas, na cadeia de suprimentos, na relação com seus clientes, entre outros)
O papel da comunicação corporativa com o mercado no contexto da web 2.0
Minha intenção é esclarecer o que é comunicação nos tempos de web 2.0, e tentar trazer a discussão para o lado dos negócios. Mais especificamente o Marketing.
O pré-requisito para que o meu post faça sentido é ler o post do Fabio Seixas sobre o mundo de confusão em que se encontram as empresas no momento de querer fazer um Mkt 2.0: “…é que ninguém sabe ao certo como adaptar a comunicação de marketing para os atuais movimentos comportamentais que a Internet vem proporcionando…”

Na figura número 1 temos dois sujeitos se comunicando. Entenda os sujeitos como grupos ou comunidades de pessoas e a seta de duplo sentido como uma rede social.
– No contexto de negócios o conteúdo da seta são discussões sobre o seu produto ou serviço.
– No contexto da web 2.0 a seta (o veículo) é um Orkut, MySpace ou qualquer outra ferramenta de criação de comunidades ou grupos de discussão.
Perceba que a internet e as ferramentas 2.0 são catalizadores dessa conversação (instantâneo, sem distâncias e sem distinções).

Outro modo de comunicação mostrado na figura 2 é o de uma instituição (empresa, departamento, governo, etc.) se comunicando com o(s) grupos ou comunidades existentes.
– No contexto de negócios o conteúdo da seta são comunicações formais de serviço/suporte ao cliente, press-releases, aparições na imprensa de forma geral, propagandas, etc. Um cenário fortemente monodirecional.
– No contexto web 2.0 a seta poderia ser substituida por um blog. Uma ferramenta informal que humaniza a instituição e recebe feedbacks de forma instantânea. Mais uma vez a internet tem um forte papel de facilitadora.

Voltando ao contexto da figura 1, onde tínhamos dois clientes conversando, o conteúdo daquela seta de comunicação é importante. Por dois motivos: Porque contém uma informação que ajudaria a empresa responder melhor as expectativas e porque a empresa pode querer que a informação contenha dados positivos a seu favor. Olhe a figura 3.
– No contexto de negócios as empresas querem sempre saber dados do mercado para se adaptarem com prontidão e, ao mesmo tempo, jogar suas mensagens nos clientes sem buscar o compromisso de uma propaganda boca-a-boca.
– No contexto 2.0 as duas vias melhoraram um pouco mais. Não basta escutar o cliente, é necessário saber o que um cliente conta para o outro. Daí a importância de se monitorar fóruns ou blogs. Por outro lado, se tornou crucial o inserimento de uma idéia que busca despertar as conversas em torno do seu produto. Junte a idéia e um veículo apropriado que sua marca será assunto.

Segundo o post do Fabio, as empresas “…devem SER a rede social e não somente TER uma rede social com a sua marca…”. Vimos nas 3 figuras anteriores que mais do que ser ou ter, a empresa deve saber interagir corretamente com o universo 2.0. Eu passei a vocês as chaves dessa interação, cada uma com seus frutos e dificuldades.
Na figura 4 apresento o conceito da empresa SENDO uma rede social.
– No contexto de negócios seria dizer que o desejo de aproximar dois clientes pode ser benéfico para seus negócios. Intermediar a conversa entre dois clientes aproveitando idéias e sugestões é um exemplo da vantagem de ser uma rede – você escuta tudo.
– No contexto 2.0 o poder na mão do cliente aumentou, chegando até a casos extremos de companhias que fomentam redes para obter idéias de novos produtos (crowdsourcing). A empresa está no centro da rede e a sustenta.
Esqueci algo? Quem sabe duas empresas se comunicando (B2B)? O cliente intermediando duas empresas? Triangulação entre clientes, governos e empresas? Cooperação entre mais diferentes partes?
Conforme disse algumas palavras atrás, as chaves de interação estão na mesa. Use-as a seu favor.
Roi de Blogs
Este é um tema bastante falado
Via BrPoint o seu estudo de retorno do investimento do blog (para alguma pessoa física ou blogueiro profissional).
Para blogs corporativos esqueça o approach apresentado. Tem muito mais coisas entre o céu e a terra…
Perdoem meu “consultês”.
Sorria…
Estava dirigindo quando um veículo qualquer me ultrapassou.
Atrás desse veículo, em letras garrafais se lia:
“Sorria, você está sendo ultrapassado”
Rachei de dar risada. Fui buscar mais sobre as frases toscas que comumente vemos em veículos e encontrei isso . Caraca, pensei, tem até ciência nisso: “A LINGUAGEM FIGURADA NA CULTURA PROPAGADA EM VEÍCULOS”.
Logo na primeira linha se lê: “a língua é o principal código desenvolvido e utilizado pelos homens para as necessidades comunicativas da própria vida social”. E o interesse pela leitura deste artigo foi aumentando até o ápice: “Entre aqui, é melhor que shopping center”.
Vale a pena ler. Serendipitoso (e nerd).
Adendo relevante:
Tem alguns Gols (o carro da Volkswagen) circulando com a frase:
“Romário, me dê sua ferrari que eu te dou o meu Gol 1000”
Só tomando uma providência mesmo. Trouxe de Minas na semana passada essa maravilhosa (recomendação do meu pai) cachaça de Buenópolis. Muito, mas muito boa mesmo. Tome pura, sem gelo.
Se você não lê blogs, leia isso:
Comentário de: Rômulo Falcão sobre meu post anterior…
Fábio, comento aqui porque sou um autentico leitor não-blogueiro. Em meu RSS existe fontes de informações “tradicionais” como jornais on line, mas minha essencial fonte de alimentação informativa são os blogs. Por conta disso levo fama de antenado e sabe-tudo, entre os amigos e na faculdade. Além de ter, na maioria das vezes, opnião crítica formada sobre a atualidade.
Tudo isso culpa de vocês!
Acredito totalmente no conteúdo gerado pelo usuário e o trabalho de vocês para mim já é imprescindível.
Falou tudo! Grande abraço Rômulo.
Showzinho básico
Presença no show do Coldplay ontem a noite. Apesar da crítica da Folha de S.Paulo na edição impressa, o show não foi banal no meu ponto de vista.
Gravei o vídeo de 10 músicas na íntegra. Pretendo colocar todas no YouTube. Por hora fique com uma delas: Yellow. Com direito até a bolas coloridas.
Livro concorrente! E agora?
Marcio, valeu a dica nos comentários, esse aqui vai pra vc.
Meu livro foi lançado em Maio/2006, e até hoje no Brasil não existia nenhuma outra fonte de informação sobre blogs voltados para negócios em um bom e velho português. Até hoje. Porque há 2 dias a Thomas Nelson Brasil lançou a tradução (a primeira tradução do gênero) de um livro de Hugh Hewitt chamado: “Blog: entenda a revolução que vai mudar seu mundo“.
Segundo o autor deste livro, milhões de pessoas estão mudando seus hábitos no que diz respeito à aquisição de informação. “Isso aconteceu muitas vezes antes, com o surgimento da imprensa, do telégrafo, do telefone, do rádio, da televisão e da internet – agora, surgiu a blogosfera, e isso foi tão repentino que surpreendeu até mesmo os analistas mais sofisticados”, observa Hugh Hewitt.
Na blogosfera, há um mundo com uma platéia quase ilimitada. Trata-se de uma oportunidade extremamente econômica para se estabelecer uma marca e introduzir novos produtos.
Vale a pena algumas observações:
- O livro parte do impacto dos blogs na política;
- O livro foi lançado em janeiro de 2005 nos EUA, com uma edição em junho do ano passado;
- O livro é interessante por trazer um contexto histórico do blog e vendeu relativamente bem nos EUA;
- Existem outras literaturas muito mais lúdicas, focadas e completas para quem deseja o blog nos seus negócios como por exemplo (lógico) meu livro, e outros sem tradução para o português como: Blog Marketing, BuzzMarketing with blogs for dummies, entre outros os quais também são bibliografias do meu livro;
Posicionamento é tudo, mas ser dono…
Olhe a figura abaixo e veja só que coisa impressionante (oh!). Por meses, ao buscar as palavras “blog” + “corporativo” no Google, o primeiro resultado sempre foi meu.
Aí vieram as nossas queridas empresas brasileiras que entraram no filão do anúncio by Google, e fizeram bem, porque posicionamento é tudo (vejam as duas primeiras colocadas).
E não é que depois veio o próprio Google e, num ato de nepotismo (e de direito), colocou o link para seu blog corporativo (o americano, pq a iniciativa do Brasil nem foi lembrada – e eles só traduzem a maior parte dos posts do anterior).
Nada como ser dono do Google. Até para um blog mais ou menos (na minha humilde opinião). Mas se alguém puxar a tomada dos servidores deles o mundo pára.

Use seus clientes atuais e venda para novos clientes
Consumidores confiam (e compram) os produtos quando recebem a recomendação de um amigo.
A figura ao lado é parte de uma apresentação da Forrester sobre marketing boca-a-boca e monitoração de sua marca na rede. Ela mostra que logo após nós mesmos, a indicação de amigos é a mais confiável (e apropriada) para vender seus produtos/serviços.
Mas dados mastigados não satisfazem? As apresentações são superficiais?
Então leia o artigo Network-Based Marketing: Identifying Likely Adopters via Consumer Networks (pdf) de vários autores ligados ao instituto de estatísticas matemáticas da Universidade de Cornell. Eles fazem uma análise criteriosa do assunto.
E o blog corporativo com isso?
Tudo. Ele é o estopim, a centelha mágica que desperta o desejo do “tenho que contar” na sua base atual de clientes. É o veículo de comunicação mais apropriado e controlável no tema “Marketing de Rede“. Pense nisso.
Frase de Christopher Barger, o dono da iniciativa blogs na IBM (fonte):
“There is a huge shift in the communications model. We [companies] are no longer informers; we are influencers”
Encruzilhada do saber
Cenário 1:
Você trabalha todo dia no seu posto de trabalho. Não vê possibilidades de crescer no emprego. Acha oneroso mas se sente acomodado em travar, todos os dias, a mesma batalha.
Cenário 2:
Você trabalha e ganha dinheiro suficiente para sustentar sua família e se sente feliz e completo com isso. Não sente que é necessário buscar degraus mais altos porque sua vida está formidável.
Chamei de a “Encruzilhada do Saber” o momento em que alguém decide ver TV ao invés de ler um livro técnico ou estudar um novo e curioso assunto. Ou a decisão de conversar com um colega de trabalho querendo explorar todo o processo da companhia em troca de deixar de lado o orkut, um copo de café regado com conversas paralelas ou mensagens improdutivas do MSN.
Me sinto curioso em saber porque essas coisas nos dão prazer ao contrário dos temas que enobrecem e ajudam o crescimento do intelecto. Algo como se a encruzilhada fosse em um morro, onde o lado da subida é o lado “nerd”.
Taí, de repente a nossa natureza (ou biologia) humana nos levou a esse mesmo buraco. Ou a sociedade é assim porque precisamos de pobres ou ignorantes para alimentar de grana os ricos ou astutos e tudo caminhou da maneira como conhecemos.
Queria que alguém indicasse um caminho filosófico para encarar essas questões. Alguma sugestão?
Amarrando o post anterior, fazer um blog com o objetivo de ganhar dinheiro em detrimento da qualidade ou fazer um blog… etc etc…




