Por quê o teclado é assim? Dos cliques mecânicos aos mais virtuais possíveis…
A primeira máquina de escrever foi feita em 1714 por um engenheiro britânico chamado Henry Mill. Nessa época, as letras eram dispostas no teclado em ordem alfabética. Mas para quem se lembra da mecânica das máquinas de escrever, sabemos que as letras eram impressas através de tipos de impressão que ficavam nas pontas de hastes metálicas acionadas pela pressão dos dedos no teclado. O problema era que essas hastes emperravam com freqüência.
Christopher Sholes, criou um layout de teclado que reduzia este emperramento constante. Esse layout é o conhecido padrão QWERTY que é usado até hoje nos teclados da grande maioria dos microcomputadores. Essa disposição das letras reduzia a freqüência com que os tipos se emperravam. Portanto foi uma solução para um problema puramente mecânico, que acabou sendo usado hoje em dia por acomodação dos usuários e inércia do mercado.

Depois vieram outras inovações nas disposições das letras, como o exemplo de 1932 feito por John Dvorak e Willian Dealey (figura). O teclado Dvorak trouxe algumas mudanças para aumentar a produtividade e diminuir o cansaço das mãos. É uma inovação que existe mas não é na prática adotada pela maioria das pessoas. Algumas variações do padrão Dvorak também surgiram depois de sua invenção.
Com a tecnologia de hoje, estamos perto de algo como digitação por voz, ou digitação por conversão da escrita em letras. Ambas são possíveis, mas ainda com muito por evoluir devido às diferenças físicas (voz e caligrafia) de pessoa para pessoa. Com certeza serão áreas que evoluirão muito nos próximos anos devido a presença avassaladora de novas aplicações para a telefonia celular, que esta deixando de ser telefonia para se transformar em todo um completo serviço de dados e multimídia.
E falando em celular, escrever no tecladinho do celular ainda não é uma tarefa fácil e agradável, apesar dos auxiliares de escrita em diversas línguas terem facilitado muito esse processo. A tecnologia Predictive Text Input ou T9, é um padrão feito por uma empresa chamada Tegic e que é usado pelas principais fabricantes de aparelhos celulares. Facilitou bastante a vida dos escritores compulsivos de SMS, ou torpedo como foi chamado aqui no Brasil.

Enquanto isso, vão surgindo outras maneiras de facilitar a escrita nos cada vez menores celulares e PDAs. A VKB Inc. é detentora da patente do teclado virtual a laser que promete uma grande revolução no auxílio à escrita em pequenos aparelhos. Basicamente é um teclado laser projetado em uma superfície lisa, que com o “teclar dos dedos” detecta o movimento e funciona! Mesmo usando o padrão QWERTY, só de fugir do minúsculo padrão alfanumérico já basta. O aparelho para ser conectado em PDAs já é vendido e pode ser comprado por cerca de US$199,00. A Siemens anunciou recentemente o lançamento de um celular com essa tecnologia (figura). E a Sybian que produz sistemas operacionais para a maioria das grandes fabricantes também anunciou que vai utilizar a tecnologia.
Prefiro ainda o futuro da digitação por voz ou por conversão da caligrafia manual, escrever todo esse artigo teria sido muito mais fácil do que “catar milho” no teclado.
Ajuda oportunista na velocidade da luz (tanto pra começar quanto pra terminar)
Recentemente publiquei um post aqui que falava de como muitos de nós nos comportamos como oportunistas na hora de fazer solidariedade. Há alguns meses atrás, mais precisamente dia 26 de dezembro de 2004, ocorreu um tsunami no oceano índico como conseqüência de um terremoto. Foi uma catástrofe, um dia muito triste para a humanidade onde muitas vidas foram perdidas.

A repercussão da tragédia foi enorme. Milhares de pessoas em todo o mundo ficaram comovidas com o tamanho da notícia que chegava rapidamente através da Internet, rádios e TVs. Tanto foi significativa essa notícia, que serviu para mostrar como a Internet já está praticamente em todo canto do globo terrestre, páginas e mais páginas de fotógrafos e repórteres anônimos traziam em primeira mão imagens e filmes que foram então utilizados pelas redes de TV. A Internet foi veloz para divulgar a notícia e também para motivar ações solidárias regionais e globais. Foi uma ferramenta poderosa.
Ontem, dia 7 de julho, o ataque terrorista em Londres repercutiu rapidamente em diversos sites e blogs na internet. As vítimas publicaram protestos com fotos e filmes feitos em celulares quase que imediatamente após os atentados.
Por outro lado, no plano físico, milhares de pessoas por todo o mundo começaram a se mexer e construir algum tipo de ação que pudesse ajudar todas aquelas famílias desabrigadas. Impressionante ver como podemos ser solidários quando realmente nos envolvemos. Aliás, envolvimento é tudo em todas as coisas que fazemos na vida.
No Brasil centenas de famílias montaram “Postos de Arrecadação para ajudar as vítimas do tsunami”, onde o objetivo era angariar alimentos e roupas para serem enviados para a Ásia. Ajuda oportunista no bom sentido, eram ações solidárias de valor e que precisavam ser feitas naquele momento. As redes nacionais de televisão mostravam esses brasileiros que estavam ajudando uma causa mundial – sempre de forma oportunista.
Porque eu digo oportunista?
Hoje já se passaram mais de 6 meses e seguramente muitas dessas pessoas que ajudaram de alguma maneira nem sequer sabem e nem querem saber como está a situação corrente. Se a situação por lá já está mais calma e mais assentada, onde estão os solidários brasileiros? Onde está a mídia cobrindo matérias de ajuda solidária?
Deixando o tsunami de lado, hoje vivemos no Brasil uma realidade social precária, onde milhares de pessoas morrem de fome ou não tem onde viver. Só porque não é uma coisa magnífica como um tsunami, um terremoto ou um vulcão, parece que o resto dos problemas nacionais passam desapercebido. A mídia brasileira só exporta desgraça, pobreza e tragédias para o exterior, e aqui dentro, o que vale são notícias de ibope. Mesmo assim nós brasileiros já estamos cansados de saber que existem pobres, famintos e sem terra no nosso país.
Se existe tanta gente morrendo no Brasil, onde estão os famosos “Postos de Arrecadação para ajudar as vítimas da(o) (escolha seu motivo)” ? Na época do tsunami eu via vários pelas ruas onde passava, hoje não vejo mais. Seriam aqueles postos um tipo de ajuda oportunista para aparecer? E sendo para aparecer, porque a mídia não mostra isso mais vezes e provoca uma motivação geral?
Pra mim o motivo é óbvio: Precisamos de uma catástrofe de gênero, número e grau elevadíssimo para despertar a boa alma.
Mas… espera um pouco. Existe maior catástrofe do que o que vivemos hoje no Brasil, com uma distribuição de renda desigual e fome generalizada?
A casualidade da Penicilina
O pão embolorado e teias de aranha eram usados na antiguidade em várias civilizações para tratar ferimentos infectados, mas ninguém deu ouvidos às “curas populares” na pesquisa de um antibiótico.

A Penicilina foi descoberta em 1928 quando Alexander Fleming, no seu laboratório no Hospital St Mary em Londres, reparou que uma das suas culturas de estafilococos tinha sido contaminada pelo fungo Penicillium notatum (foto), e que em redor das colónias do fungo não havia bactérias. Ele demostrou que o fungo produzia uma substância responsável pelo efeito bactericida, a penicilina.
O fato por si só já é uma grande casualidade, uma vez que a cultura foi contaminada despropositalmente e a descoberta desse fungo anti-bactericida foi pura sorte… ou serendipidade…
Daí começam as especulações de sobre como foi essa sorte:
– Alguns falam que ele deixou um pão próximo das culturas e saiu de férias, e quando voltou encontrou algumas de suas culturas contaminadas e que tinha sido afetadas pelo fungo.
– Outros falam apenas que ele saiu de férias e deixou as culturas fora da câmara frigorífica e ao retornar, notou que a tampa escorregou e o conteúdo foi contaminado com mofo da atmosfera.
– E ainda tem também alguns que dizem que provavelmente um esporo – o corpúsculo reprodutivo dos fungos – havia entrado pela janela, que fora deixada aberta na noite anterior e que acabou contaminando as culturas.
Independente da afirmativa verdadeira, fica aqui registrado a serendipidade da ocasião.
Google Earth
A Google acaba de lançar a sua versão de “navegador terrestre”. Se trata do Google Earth, que era de uma empresa da califórnia chamada Keyhole e que foi comprada há alguns meses atrás pela Google.
O software tem aproximadamente 10 Mb e é gratuito para todos no plano básico, onde é possível acessar todos os mapas sem restrições de resolução ou acesso.
Nele você poderá navegar por todos os lugares do mundo vendo as imagens através de fotos aéreas ou de satélite. A cobertura com alta resolução se restringe apenas a algumas das principais cidades do mundo, principalmente as dos Estados Unidos, as quais possuem uma resolução ainda maior e mais algumas outras funcionalidades.

No Brasil, temos somente a cidade de São Paulo em alta resolução (foto do estádio do Morumbi), ficando os arredores com um pouco menos de qualidade e o restante do Brasil apenas com vista para os principais acidentes geográficos.
A Google suspendeu ontem (29/06) os acessos para download do programa devido ao número grande de downloads e novos acessos. Segundo eles, devem liberar em breve novamente.
Quanto mais sei, menos eu sei
Todos nós sabemos que ao longo de nosso crescimento como pessoas adquirimos a capacidade de raciocínio, memórias da experiência de vida, conhecimento, entre outros. O conhecimento pode ter várias bases e, de fato, possui milhares delas. Partindo de ciências humanas, ciências exatas e biológicas, e entrando em suas quebras nos vários sub-conjuntos de informação.
Ao adquirirmos conhecimento estamos ampliando nossa inteligência ou sabedoria e nos tornamos mais capazes de reconhecer ou interpretar informações. Concluimos então que conhecendo mais, sabemos mais. Mas um paradoxo interessante nessa afirmação pode ser encontrado se vemos o conhecimento sob outra ótica.
Vamos imaginar que todo o conhecimento que você adquiriu desde sua infância pudesse ser representado por um círculo de área igual ao seu conhecimento, e fora desse círculo, está todo o conhecimento disponível que até então você não explorou. A borda deste círculo é a sua fronteira com o infinito desconhecido, e o crescimento da borda (raio) em um sentido, representa a ordem natural do aprendizado: primeiro devemos aprender o básico para poder avançar conforme aprendemos mais e mais.
Quando aumentamos nosso conhecimento a área do círculo aumenta e, por conseqüência, o perímetro que é nossa fronteira com o desconhecido aumenta também.
O resultado é que no final acabamos com mais fronteira a ser explorada. Ao aprendermos algo novo, sempre acabam surgindo uma gama de opções de novos assuntos a serem explorados. Isso é infinito e aumenta sempre.
“Em 1750, o conhecimento da humanidade, desde o tempo de Cristo, foi duplicado.
Em 1900, esse fenômeno se repetiu.
A seguinte duplicação aconteceu em 1950.
Atualmente, o conhecimento se duplica a cada 5 anos.
No ano de 2020 estima-se que esse conhecimento se duplicará a cada 73 dias.” – James Appleberry
É como já dizia nosso amigo filósofo Sócrates:
Quanto mais eu sei, menos eu sei… e isso em quatrocentos e bolinha aC. e continua valendo até hoje.
Simplificando, seremos sempre ignorantes em nosso pequeno espaço no universo do conhecimento.
Ignorantes e Incompetentes.
Mas voltarei nesse assunto para tranqüilizar os ânimos.
Esconderijo Urbano
O estúdio de design OOOMS da Holanda criou um esconderijo urbano que pode ser usado por qualquer pessoa que deseje sumir no meio da cidade. Este abrigo se parece com caixas de metal usadas para proteger circuitos elétricos e telefônicos que existem nas ruas.

O mais interessante que deixa este produto extremamente atrativo, é que ele é portátil e desmontável, podendo ser levado com você debaixo do braço. Suma já você também…
Atos Instintivos 2
As maneiras com que agimos na interação com o meio em que vivemos:
Adaptando – Nós alteramos o propósito e o contexto das coisas para atingir nossos objetivos
Reagindo – Nós interagimos automaticamente com espaços e objetos que encontramos
Respondendo – Algumas qualidades e características nos fazem se comportar de maneiras peculiares
Sinalizando – Nós transmitimos mensagens e lembretes a nós mesmos e a outras pessoas
Aceitando – Nós aprendemos padrões de comportamento de outras pessoas do nosso grupo social e cultural
Explorando – Nós tiramos vantagens de qualidades físicas e mecânicas que conhecemos
Usando – Nós fazemos uso das oportunidades presentes à nossa volta
Comecei com um site paralelo a este para publicações de fotos minhas (ou de quem quiser participar) sobre Atos Instintivos. A idéia é publicar fotos do cotidiano dos Atos Instintivos do Brasileiro, e é baseada no livro Thoughtless Acts, ao qual já fiz referencia aqui.
Este é o link para o site Atos Instintivos
Na barra vertical ao lado, também é possível acessar diretamente daqui deste site e ver uma introdução das fotos mais recentes do álbum.
A expressão através das placas
Varios tipos de sinais podem fazer parte de uma maneira de comunicação onde, cada indivíduo humano é bem capaz de traduzir as imagens em uma mensagem. Basicamente é assim:
Imagem + Interpretação Lógica Cognitiva = Mensagem
Essa interpretação parte do princípio que nós sendo vivos e vivendo o cotidiano, somos capazes de fazer associações daquela imagem com alguma experiência anterior na nossas vidas, ou seja, a imagem remete a uma experiência vivida antes.
Isso vale tanto para “imagens FIGURAS”, ou “imagens LETRAS”. Ainda nas letras temos algo mais, uma composição de imagens (palavras) transmitindo a mensagem.
Incrível é ver em alguns casos a incrível capacidade de criação do homem no momento da criação… Como uma placa de trânsito por exemplo, que por muitas vezes podem remeter a algo engraçado, de dupla interpretação ou passar a mensagem desejada. Esses podem ser sinais feitos meio que sem pensar ou por deficiência em algumas disciplinas vitais na comunicação como o alfabetismo ou cultura geral.
Dentro dessa linha, convido vocês a conhecerem um pouco mais do mundo dos sinais transmitidos via PLACAS:

– O Site Signs of Life possui um acervo interessante de placas curiosas pelo mundo.
– O livro 1000 Signs lançado pela Colors Magazine da Benetton, é um livro que tras placas do mundo inteiro reunidas por assunto, como por exemplo: Animais, Homem, Pare, Transporte, etc.
– Já no Brasil, temos o Brasil das Placas lançado pela Editora Abril que trata mais de erros de português ou placas que anunciam um estabelecimento de nome incomum.
A folhinha que te ajuda a lembrar
Tudo começou em 1968, quando o dr. Spencer Silver desenvolveu um adesivo de característica singular, que aderia suavemente às superfícies e podia ser facilmente removido e recolocado. Mas foi apenas em 1977, quando o colega de Silver na 3M norte-americana, Art Fry, surgiu com uma grande idéia para a aplicação do tal adesivo em um produto voltado ao consumo. O conceito de um bilhete reposicionável adquiriu vida no dia que Art Fry cantava no coral de sua igreja. Toda vez que ele abria o livro ou mudava de página, sempre caía algum marcador. A partir desta situação, ele resolveu aplicar o adesivo desenvolvido por Spencer Silver em tiras de papel para resolver o seu problema. Mas logo ele percebeu que tinha criado uma nova forma de se comunicar e organizar informações. Pura Serendipidade…
Colaboração em massa na Internet está chacoalhando os negócios
“A Internet é um organismo monstruoso, grande e cabeludo. Aproximadamente 1 bilhão de pessoas on-line no mundo inteiro, jundo com os seus conhecimentos compartilhados, os seus contatos sociais, suas reputações, capacidade de processamento dos seus computadores e mais, estão rapidamente se tornando uma força coletiva de poderes sem precedentes. Pela primeira vez na história humana a cooperação em massa através do espaço-tempo se torna repentinamente economicamente viável.”
Com esse mote, a Revista Business Week publicou um artigo que descreve como o uso massivo das informações vindas de usuários da internet estão beneficiando e/ou prejudicando o mundo dos negócios e das grandes corporções.
Milhões de voluntários estão ajudando, através de seus computadores interligados, a prever o clima global, analisar doenças genéticas e encontrar novos planetas e estrelas. A corretora de investimentos Marketocracy Inc. possui uma rede de 70.000 negociantes virtuais em suas simulações, e utiliza as “dicas” de seus melhores portfólios para comprar e vender ações verdadeiras para seu fundo mútuo de 60 milhões de dólares.
Não só as indústrias de tecnologia são afetadas por todo esse movimento, outras áreas como o entretenimento, publicações editoriais e anúncios publicitários também sofrem mutações. Hoje, milhões de filmes e músicas são trocados nas redes de compartilhamento de arquivos e a situação é a mesma na publicidade. A Google Inc. faz um ranking baseado na opinião coletiva de criadores de websites para determinar os resultados de pesquisa mais relevantes. Neste processo, criou um mercado multi-milionário de anúncios super segmentados que está roubando receita de anúncios em revistas e jornais.
Muitas empresas tradicionais já perceberam o valor desse tipo de opinião coletiva, e já utilizam essa inteligência da população on-line para criar e desenvolver produtos com a cara do consumidor ou colher opiniões e previsões de mercado. Empresas como a Procter&Gamble e Lego já começaram a entrar dentro desse grupo virtual.
A Amazon.com Inc. utiliza opiniões dos clientes para dar notas aos seus produtos comercializados, isso é uma fonte de opinião fortíssima quando se trata de entender o que os clientes querem.
Toda essa junção de opinião coletiva está surgindo através das recentes tecnologias da rede: compartilhamento de arquivos, blogs, sites editáveis por qualquer pessoa (os chamados wikis) e sistemas de network social. Mas a massa on-line não oferece somente idéias ou opiniões, às vezes todos eles se tornam toda a linha de produção de uma empresa. O jogo Second Life da desenvolvedora de jogos Linden Lab. é um mundo virtual onde os jogadores podem desenvolver seus próprios personagens e construções que serão usados em jogos dentro desse próprio mundo. A empresa cobra dos jogadores o custo do “terreno” onde serão construídos os prédios e casas. São 25.000 jogadores criando coisas 6000 horas por dia.
Mas nem sempre as coisas vão pro lado do bem, muitas vezes toda essa coletividade pode prejudicar as empresas. Me lembro de um e-mail que recebi que ensinava como abrir o automóvel Gol da Volkswagen, hoje esse e-mail poderia ser publicado em um blog, espalhando essa dica rapidamente. Essas ações podem forçar a empresa a trocar todas as fechaduras daqueles automóveis gerando um prejuízo enorme. Isso aconteceu com a Kryptonite que produz cadeados para bicicletas. Ela subestimou um vídeo que circulou pelos blogs que mostrava como era fácil abrir o cadeado com uma caneta BIC, e o resultado é que teve que gastar mais de 10 milhões de dólares com substituições.
A onda de softwares “Open-Source” também é uma ameaça às grandes companhias desenvolvedoras de software, isso porque esse tipo de software, além de possuir o código fonte aberto que possibilita alterações por parte do usuário (ou cliente), muitas vezes ele é fornecido de forma gratuita. Assim, o software fica cada vez mais aperfeiçoado graças às contribuições de diversos “pesquisadores” espalhados pelo mundo.
Um outro exemplo de ameaça aos negócios é a Wikipedia, uma enciclopédia escrita pelos próprios “leitores-usuários” que já ultrapassou a Britannica em número de verbetes.
É uma nova economia rápida e conectada, onde a opinião dos clientes tem poder e deve ser utilizada sinergicamente pelas empresas para a evolução dentro dessa modalidade de democracia de mercado.




