Quem não improvisa não realiza
Resgatando o primeiro post desse blog e aquele que explicava os atos instintivos, queria colocar aqui uma foto que tirei no final de semana passado:

Maneiras com as quais interagimos com o meio ambiente onde vivemos:
Adaptando – Nós alteramos o propósito e o contexto das coisas para atingir nossos objetivos
Reagindo – Nós interagimos automaticamente com espaços e objetos que encontramos
Respondendo – Algumas qualidades e características nos fazem se comportar de maneiras peculiares
Sinalizando – Nós transmitimos mensagens e lembretes a nós mesmos e a outras pessoas
Aceitando – Nós aprendemos padrões de comportamento de outras pessoas do nosso grupo social e cultural
Explorando – Nós tiramos vantagens de qualidades físicas e mecânicas que conhecemos
Usando – Nós fazemos uso das oportunidades presentes à nossa volta
Pontos positivos e de atenção dos Blogs Corporativos
Segundo o ponto de vista de diversos blogueiros corporativos, Marcio Gonçalves e Carolina Terra listaram em seu artigo para a RP em Revista os pontos positivos e negativos de se usar o blog como estratégia de comunicação empresarial.
Eu chamaria a lista de pontos positivos e pontos de atenção dos blogs corporativos. Os batizados “pontos negativos” são perfeitamente contornáveis. O trecho abaixo foi inteiramente retirado do artigo citado acima:
Pontos positivos
- Abrir um canal de relacionamento com seus stakeholders, principalmente formadores de opinião on-line.
- Dar uma cara mais “humana” à empresa, se o blog for realmente um blog e não um site corporativo travestido de blog.
- Ter um canal para feedback da comunidade sobre a empresa e suas ações.
- Um canal de comunicação da empresa que pode ser facilmente atualizado. Uma fonte confiável de informações da empresa que podem auxiliar seus clientes e fornecedores a entender melhor como ela funciona.
- Uma forma de conhecer os seus clientes e permitir interação. Receber feedback deles na forma de comentários e até mesmo estabelecer e melhorar o relacionamento a partir desses recursos.
- É um canal viral. Dessa forma os textos podem ser indicados a outras pessoas e diversos meios podem consultar o blog como uma fonte de referências confiável de uma empresa.
- Conquistar a confiança do consumidor é, com certeza, o primeiro ponto positivo. Ter um blog é ser transparente e aceitar o diálogo com o consumidor. A internet e a globalização possibilitam que o público acompanhe tudo o que as empresas fazem ou deixam de fazer. Não adianta mais tentar enrolar as pessoas. Qualquer um pode encontrar informações e opiniões no Orkut, YouTube e blogs. O fenômeno blog desafia as tendências tradicionais sobre o controle da comunicação das corporações, mídia, governo e mercado. É um novo campo em que todos podem recomendar ou criticar seu produto ou serviço. De acordo com o Estudo de Confiança da Edelman de 2007, os consumidores acreditam mais em “pessoas comuns” do que em autoridades. Ou seja, o recado está dado: chega de mensagens enlatadas! Os blogs emergiram rapidamente como uma nova tecnologia neste caminho.
- Outro ponto positivo é que os blogs se tornaram uma fonte de informação com credibilidade, principalmente para jornalistas e formadores de opinião. Blogs de CEOs e funcionários são formas viáveis de comunicação para muitas propostas, como ferramenta de conhecimento interno para aumentar a credibilidade e dividir informação, e devem ser considerados como uma estratégia para comunicação corporativa.
- Profissionais da área de comunicação devem entender a blogosfera como medidor em tempo real da eficiência da comunicação interna – mais um ponto positivo para os blogs – e engajamento dos funcionários. Embora não seja uma medição tão efetiva quanto uma pesquisa tradicional, serve como dados qualitativos sobre o sentimento do funcionário em relação à empresa – ótima ferramenta para recursos humanos. As empresas precisam considerar que a comunicação olho-no-olho ainda é mais efetiva e que ela refletirá na comunicação virtual, mostrando a felicidade do funcionário que a vê com uma ótima comunicação interna e um bom relacionamento com os executivos.
Pontos de atenção
- Se a empresa não for realmente preocupada com que diz e faz, pode gerar ainda mais fragilidade e ela poderá ser ainda mais atacada
- Exige trabalho dedicado e temas/discussões que não apenas interessem mas envolvam a comunidade na discussão.
- Se o blog for em torno da marca e não de um tema pode gerar desgaste para a empresa. A Tecnisa, construtora de SP, por exemplo, tem um blog muito bom mas ela não fala de si mesma, fala da construção civil.
- É um meio informal de se comunicar, que não dá a mesma credibilidade que teria, por exemplo, um press release ou até mesmo um jornal fechado com temas específicos.
- O feedback não é espontâneo e está mais direcionado com o conteúdo dos textos publicados. Uma ferramenta que permite o feedback mais espontâneo é o fórum na internet, recurso que muitos portais adotam cada vez mais em conjunto com o blog corporativo.
- Não permite resposta ao feedback de forma direcionada. O feedback pode ser feito a partir de textos que comentem o conteúdo dos comentários dos usuários, mas sempre de forma genérica e nunca personalizada.
- A falta de cultura ainda atrapalha o amadurecimento desta nova ferramenta. Existe muita confusão e medo com relação a blogs e muitas empresas ainda não entenderam o objetivo deste fórum de discussão virtual.
- Além disso, por trata-se de uma espaço aberto, é preciso tomar cuidado com o que será escrito, já que a informação vale ouro nos tempos atuais. Seus concorrentes podem “roubar” suas idéias ou conceitos.
- E por último, a falta de compromisso e respeito com os comentários. Não acho que é uma desvantagem, mas sim um risco. Uma vez que você começa um blog, as pessoas esperam diálogo e troca de experiências. Então não vale escrever a cada mês ou 45 dias. É preciso ter empenho e saber receber sugestões e, talvez, até críticas.
Conseqüências inesperadas
A lei das conseqüências inesperadas defende que as ações tomadas pelas pessoas ou governo sempre causam efeitos inesperados ou acidentais (pro bem ou pro mal). A wikipedia classifica três tipos de conseqüências inesperadas:
– a que gera benefício positivo inesperado, ou serendipidade;
– a que gera uma fonte de problemas (pode ser ligada à lei de Murphy);
– a que gera um efeito negativo ou oposto ao esperado.
A mão invisível do Adam Smith pode ser descrita como uma conseqüência inesperada positiva. Uma negativa poderia ser o caso do vídeo da Cicarelli. Ao tentar retirar e censurá-lo na internet o vídeo se espalhou de forma ainda mais rápida, ampla e viral. O termo para esse caso específico é denominado Streisand effect.
Para uma fonte de problemas eu fiz uma analogia entre um caso real antigo e um recente.
O caso antigo é o do estado de Vermont nos Estados Unidos. Em 1968 seus governantes proibiram outdoors nas estradas pois eles prejudicavam a vista dos passantes e impedia-os de ver as paisagens naturais. Conseqüentemente, os comerciantes começaram a construir esculturas bizarras gigantes para fazer a sua propaganda.
O caso recente é o da prefeitura de São Paulo, que ao sancionar a lei Cidade Limpa despoluiu o visual e a quantidade de informação, mas revelou fachadas imundas e feias.
Blog afetando a produtividade dos profissionais
Hoje eu li na INFO Online uma matéria sobre uma pesquisa da YouGov que publicou alguns resultados sobre a relação dos funcionários de empresas, seus superiores, sua empresa e o blog.
O resultado não surpreende: As empresas estão olhando feio para funcionários que possuem blogs pessoais e perdem seu tempo produtivo para atualizá-los.
A pesquisa traz alguns número como: em 39% dos dois mil blogs pesquisados, as pessoas postam informações que podem levar à demissão. Mas as empresas não gostam de blogueiros de qualquer maneira.
No livro eu já apontava esse problema e apresentava soluções como a criação de políticas de uso e normas de segurança de informações. O problema do “não-trabalho” não se restringe aos blogs, as empresas estão buscando pretextos para amolar seus funcionários. Quanto tempo já não é gasto com internet, chats, cafézinhos toda hora, reuniões mal planejadas, desinformação, conflitos de informações, comunicação ineficiente, falta de gestão da cultura da companhia, etc, etc, etc…
Não é necessário barrar blogs no firewall da empresa, basta diálogo e encontrar uma saída para canalizar essa energia dos seus funcionários… crie um blog corporativo.
Filme, pipoca, diversão e comunidades virtuais
Recebi um email da Maria Cultura, uma empresa que, segundo o seu website, “trabalha comunicação e produção de projetos com foco exclusivo na cultura“. Este email comunicava que foram escolhidos alguns blogueiros, que eu era um dos escolhidos, e que em anexo havia um release do filme “Cão sem dono” à minha disposição caso eu quisesse postar algo.
Interessante notar a abordagem da divulgação do filme: totalmente conectada na rede (Personagem de Second Life, Blog, Orkut, YouTube).
Contada toda a história, vamos ao filme. Afinal de contas divulgar a cultura brasileira é divulgar o Brasil.
O filme foi lançado ontem, dia 15 de maio, em São Paulo e no Rio de Janeiro e, ao contrário da divulgação, não fala de internet, tecnologia ou web 2.0.
““Cão Sem Dono” observa um relacionamento amoroso, escrito com as cores íntimas de um retrato de geração. O longa mostra a vida de Ciro, jovem recém-formado em Literatura, que passa por uma crise existencial marcada pelo ceticismo, falta de planos, isolamento e solidão. Ciro se relaciona basicamente com o porteiro de seu prédio, seus pais e um cachorro.
Ao conhecer Marcela, uma ambiciosa modelo em início de carreira, seu isolamento é quebrado. Marcela é cheia de vida, se entrega de forma obsessiva ao trabalho e, com isso, adia a realização de qualquer outro sonho. Ela aproxima Ciro de outras pessoas, de certa forma, o obriga a interagir com o mundo exterior.
Sem se dar conta, ele se apaixona e, quando Marcela fica frente a frente com a morte, Ciro percebe que esse obstáculo pode ser um fator de destruição ou uma alternativa concreta à apatia.”
Quero ver!
Aproveitando, deixo o recado para outro filme, “Ódiquê?“, que foi lançado também agora em maio e foi dirigido pelo irmão de um colega do trabalho.
Também quero ver!
Sorria…
Estava dirigindo quando um veículo qualquer me ultrapassou.
Atrás desse veículo, em letras garrafais se lia:
“Sorria, você está sendo ultrapassado”
Rachei de dar risada. Fui buscar mais sobre as frases toscas que comumente vemos em veículos e encontrei isso . Caraca, pensei, tem até ciência nisso: “A LINGUAGEM FIGURADA NA CULTURA PROPAGADA EM VEÍCULOS”.
Logo na primeira linha se lê: “a língua é o principal código desenvolvido e utilizado pelos homens para as necessidades comunicativas da própria vida social”. E o interesse pela leitura deste artigo foi aumentando até o ápice: “Entre aqui, é melhor que shopping center”.
Vale a pena ler. Serendipitoso (e nerd).
Adendo relevante:
Tem alguns Gols (o carro da Volkswagen) circulando com a frase:
“Romário, me dê sua ferrari que eu te dou o meu Gol 1000”
Só tomando uma providência mesmo. Trouxe de Minas na semana passada essa maravilhosa (recomendação do meu pai) cachaça de Buenópolis. Muito, mas muito boa mesmo. Tome pura, sem gelo.
Porque todas as empresas vão ter que inovar para crescer
Falando em tendências, Robert Tucker, um autor de livros de inovação, prevê que o ano de 2007 promete para a consolidação dos processos de inovação nas companhias.
As empresas buscam constantemente o crescimento e a adição de valor para seus acionistas ou proprietários. Existem diversas maneiras de buscar isso, seja otimizando processos para reduzir custos, melhorando a cadeia de suprimentos para economizar na compra de matéria prima ou comprando outras operações para ampliar o mercado geograficamente ou comercializar novos produtos, entre outras.
O fato é que todas as alternativas acima chegam a um ponto de saturação, não sendo mais possível adquirir um crescimento sustentável. Aí o que acontece? A empresa é obrigada a inovar.
Schumpeter já dizia isso nos anos 30, o ciclo econômico cresce e se quebra quando alguém chega com alguma inovação, depois começa tudo de novo.
Inovar não é somente aplicável em produtos. É possível inovar em todas as operações de uma empresa, desde produtos, passando por processos, canais de venda e finalmente nos próprios clientes por meio de novas segmentações ou mudando a maneira com que ele interage com a sua firma.
Mais do que ter uma equipe de gestão de idéias capturando, classificando e priorizando as mesmas, é necessário instalar uma cultura de inovação por toda a organização para fomentar novas idéias, e manter uma equipe monitorando concorrentes e outras indústrias para saber qual rumo está seguindo o mercado.
Conheça outras definições de inovação:
Schumpeter (1934) – Empresarial
March (1991) – Exploração e aproveitamento
Tushman & O’Reilly (1996) – Incremental & Revolucionario
Kanter (1997) – Invenção vs. Inovação
Christensen & Raynor (1997) – Sustentando e Quebrando
Mapa de tendências para 2007 e além…
Este mapa de tendências foi desenhado inspirado no mapa de linhas de metrô de Londres. Ele atravessa 10 segmentos: Sociedade e Cultura, Governo e Política, Trabalho e Negócios, Mídia e Comunicação, Ciência e Tecnologia, Comes e Bebes, Medicina e Bem-Estar, Serviços Financeiros, Varejo e Lazer e Transporte e Automotivo.
Clique no mapa para o PDF.

Fonte: Future Exploration Blog.
Comer com casca e tudo…
O Brasil é um país com grande número de pessoas abaixo da linha da miséria, com problemas sérios de falta de saneamento básico, desigualdade social, fome, entre outros.
Falando em alimentação, temos três pilares: o lado social, o da saúde, e por último o estético.
Mas o tema é o seguinte: Comer casca de alimentos é importante para qualquer um dos três pilares acima?
Um estudo da Unesp mostra que a casca é nutritiva, apesar de menos gostosa que seu recheio, sua polpa.
Outro portal nos indica que a reciclagem de alimentos é importante e pode trazer muitos benefícios para a comunidade.
Alguns outros indicam o alimento com casca para combater a obesidade.
Voltando ao estudo da Unesp, o texto nos apresenta:
“[…] Foram testados 20 alimentos. E muitas surpresas! Quem pensa em comer a casca da banana? Pois devia. Ela tem 0,93g de potássio. O dobro da quantidade que tem a banana: 0,45g […]”
Segundo meu pai, tudo isso não passa de besteira ou enrolação. Ele vive dizendo:
“Dizem que a natureza é sábia… Você já viu algum macaco comer banana com casca?!”
Tem sentido isso? Desenvolver técnicas de agricultura, educar a população, distribuir renda, terras, parar de roubar o dinheiro público, também não são um caminho?
Nova ferramenta para negócios
Antes da internet era muito difícil obter informações precisas e atualizadas sobre mercado, métodos, teorias, culturas e qualquer outro aspecto importante para desempenhar um bom marketing, uma boa gestão ou aprendizagem.
Nesse tempo a empresa usava a ESPONJA como ferramenta para absorver o máximo de informação possível para usar no seu dia-a-dia operativo.
Depois da internet passamos a ter uma abundância exagerada de informação e a possibilidade de buscá-la na ponta do mouse ou ao clique de um enter.
Hoje a empresa jogou fora a esponja, e passa a usar uma PENEIRA para encontrar o que necessita em meio ao caos de informações no qual nos encontramos.





