Brasil: primeiras impressões
Escrevi um post no Blog Corporativo semana passada e agora escrevo um aqui. O primeiro depois da minha chegada ao Brasil e antes, muito antes que eu me acostume com a vida por aqui de novo. Tirando a poeira.
Impressões sempre tendem a refletir lados negativos (crítica e autocrítica), por isso saibam que, de forma alguma, estou insatisfeito ou infeliz por estar de volta. De qualquer forma, sempre dizem que quando você mora longe e volta parece que o tempo parou. Tudo parece igual enquanto sua vida foi agitadíssima. Dizer isso é egoísmo, mas eu digo porque reflete o sentimento. Mas existem diferenças se você olha mais a fundo.
As coisas por aqui andam caras. Desabafo. Preço é talvez a única exceção à regra do expatriado.
Brasileiro no volante é mal educado. Triste realidade. Difícil mudar. Só questão de tempo até eu reaprender por harmonização.
Todos estabelecimentos comerciais agora possuem estacionamento pago (já era assim?). Supermercado de bairro, consultório médico, corretoras, e muitos outros estabelecimentos comerciais de serviços (ao menos em SP-capital). É uma grande proliferação de estacionamentos. Os pequenos locais e seus pequenos estacionamentos com seus muitos empregados pendurados nessa nova modalidade de exploração. Pensei nisso depois que li a matéria “O mundo é mini” na Istoé Dinheiro dessa semana. O reporter da revista cita Schumacher e sua obra Small is Beautiful. Podia até emendar na mais recente Small is the new big do Seth Godin também. Pequeno é moda. Pequeno é o primeiro passo para crescer e o primeiro para se organizar e resolver problemas, as pequenas coisas e seus detalhes. Não faço nenhuma analogia direta desse pequeno aos pequenos estacionamentos, mas o pequeno consumidor (em importância) é quem se oprime pela exploração dos “grandes”. O mesmo pequeno que é moda e bonito. E essa é a mesma e imutável no mundo todo. Atemporal.
O “Homem é pequeno, e, portanto, pequeno é bonito” (1), e mesmo sendo diminuto, “nenhum homem é uma ilha” (2). Mas em matéria de consumidores e civilidade somos menores. Micróbios.
(1) – O mesmo Schumacher de cima
(2) – John Donne
Brasil: primeiras impressões versão Blog Corporativo
Minha ausência online foi sentida por alguns dos reporteres que me enviaram perguntas para suas publicações. Estou de férias e volto a botar a vida pra andar depois do dia 29 (até lá estou apenas dando condições para que ela funcione bem correndo atrás de burocracia). Para quem não sabe, acabo de voltar ao Brasil após longa estadia no exterior.
Mas o assunto do post é: o que anda rolando por aqui?
Mal pisei e já percebi que chovem comentários no post que fiz sobre um blog da Petrobrás que nem é o mais novo e mais polêmico da empresa. Por sinal, só percebi que tinha alguma coisa acontecendo por causa desses mesmos reporteres que reclamaram minha ausência. Queriam minha opinião.
A maioria dos comentários desse post eram reclamações ou pontos de vista sobre a atitude da empresa e resolvi não liberar nenhum deles pois não condizem com o assunto do post em questão, nem são o tipo de comentário esperado nesse blog que voz fala.
Minha opinião sobre o blog (não sobre o que andam falando da empresa em si): apoiado. Gosto da polêmica e gosto da aparente transparência. Gosto também do approach usado para lidar com essa situação com que a empresa se encontra. É bom pra marca.
Só não gosto do blog não ter cara, o que faz com que todo mundo, naturalmente, fique atrás do presidente da empresa. Isso cria um círculo sem fim, pois suas declarações sobre o blog virão por meio da própria imprensa, o que pode ser publicado no blog, e… aí vai.
No Opinião e Notícia mencionei alguns casos de “Gestão de Crise” anteriores.




