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Batalha nas midias sociais

nov 16, 2009   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  3 Comentários

Li uma notícia na Financial Times já há um bom tempo sobre a batalha travada pelas empresas em busca de atenção no mundo das mídias sociais. Porém a busca de atenção em si não era o mais marcante. O que chamou minha atenção foi o insight de que os grandes grupos controladores de marcas poderosas e conglomerados corporativos complexos, já não estavam preocupados em falar com o público em geral por meio das mídias sociais. Os seus produtos ou linhas de produtos é que estão falando mais alto.

Foram citados exemplos da Ford, a qual já partia para criação de comunidades online para cada linha de veículo, e não mais para a marca Ford em si.

É como se fosse uma tentativa de tribalização dos consumidores de determinada “sub-marca” de algo maior e menos próximo do cliente final.

Isso não é novidade. Os próprios clientes já criaram essa segmentação quando decidiram criar a comunidade de fãs da Barbie no Facebook. Isso também já acontecia em divisões geográficas para empresas multinacionais (Twitter da Empresa EUA, Brasil, Itália, etc.).

Com isso, mídias sociais de um produto podem ser mais bem sucedidos que aqueles de marcas. Pior, colocar a presença de uma empresa nesse contexto ganha mais uma variável estratégica para ser analisada quando da decisão de entrar no vasto mundo social online. Junte essa com a identificação de perfis, escolha do canal social online, tática de métricas para medir o sucesso e preparação da equipe para a empreitada, e você tem um belo cenário complexo e traiçoeiro dos mares sociais.

Social Media University

mar 13, 2009   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  Nenhum comentário

De vez em quando vemos esses caras que parecem desocupados, mas que na realidade estão prestando um ótimo serviço para o bem geral das mídias sociais e nossa sociedade web. Lee Aase é um deles. Ele montou uma complexa grade curricular para fundar uma Universidade das Mídias Sociais. E é grátis! Como a grande e vassaladora maioria dos serviços web 2.0 que temos hoje disponíveis na rede.

O público alvo são pessoas completamente leigas no assunto que querem aprender o que são Redes Sociais ou como usar Facebook, Twitter, Yammer e mesmo aprender como blogar. O que faz um bem danado visto que tem muita, mas muita gente de fora desse mundo ainda. Melhor ainda se a página tivesse versões em outras línguas para ajudar a doutrina. Mas por enquanto você pode ir treinando seu inglês também…

Como não pode deixar de ser, a própria universidade é também uma comunidade que estimula conversas e colaboração. Tem um wiki, página no Facebook, RSS e seu chanceler está no Twitter. No final, nem só de alunos é feita a escola, mas de professores também.

Apóio a iniciativa. E espero que vocês também apoiem.

CrowdSpirit volta ainda melhor

nov 17, 2008   //   por Serendipidade   //   Criatividade / Inovação  //  2 Comentários

No ano passado eu tive a oportunidade de participar como beta tester de uma plataforma de colaboração chamada CrowdSpirit, a idéia do site era pegar sugestões de novos produtos eletrônicos com a comunidade de usuários e literalmente criar novos produtos eletrônicos. Na época eu estava formulando o plano de marketing do primeiro produto da velha CrowdSpirit, um calendário digital para ser usado em paredes.

O problema é que a fabricação do novo eletrônico se tornou insustentável dado às dificuldades em se obter uma cadeia de suprimento altamente coordenada ou mesmo encontrar um preço competitivo com a baixa escala da demanda. Só que o site não morreu, o teste serviu para reformular o conceito, e na semana passada recebi um email do CEO da empresa, Lionel, com a divulgação do novo CrowdSpirit.

O novo CrowdSpirit entra no ar hoje em escala global. (já cobrei a versão em português)

Segundo o CEO, a visão da empresa se mantem a mesma. As empresas sofrem diversas pressões, limitações e não possuem uma clara idéia das necessidades dos clientes. A CrowdSpirit acredita que o crowdsourcing pode ser usado de forma bem sucedida no design de serviços e produtos. A nova missão é construir relacionamentos entre a comunidade de usuários de internet criativos e empresas que querem criar novos produtos.

Agora as empresas podem mandar ‘desafios’ para a comunidade visando a geração de idéias para seus produtos e serviços, e usuários da comunidade fazem a sua parte colaborando e adquirindo reputação dentro da mesma. A empresa pode abraçar a(s) idéia(s) e a partir daí o relacionamento está aberto inclusive para oportunidades de trabalho e remuneração em troca de insights. A propósito, tem um desafio no ar que está prometendo 3 mil euros em prêmios!

Para quem quer se aventurar, eu acredito que essa rede de crowdsourcing vai pra frente porque apresenta uma plataforma consolidada de reconhecimento e recompensa dos esforços dos próprios usuários de forma  individual.

Quer ser uma empresa social? Comporte-se como tal!

ago 8, 2008   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  Nenhum comentário

1035599_have_a_seat @ stock.xchngHoje em dia todas as empresas tem vontade de ser uma empresa social.  Elas querem abraçar de vez os seus clientes de uma forma amigável, dando um rosto e uma mão amiga, trocando insights, gerando conhecimento juntos, espalhando as novidades, educando, etc, etc. Mas a grande questão é: sua empresa está preparada para viver a vida em comunidade com seus clientes?

A pergunta acima vem sendo levantada cada vez mais pelos profissionais de marketing e relações públicas (e por mim também). Na vida da web 2.0 ou dos blogs, ou das comunidades virtuais só devem entrar as empresas que querem passar um tempo junto com seus clientes e potenciais clientes, e a linguagem deve ser de um ser humano para outro.

Por que a pergunta acima faz sentido?

Encontrei uma resposta no livro Predictably Irrational de Dan Ariely. Uma pequena seção do livro fala sobre Normas de Mercado e Normas Sociais.

Normas de Mercado é quando dinheiro entra na jogada. É o relacionamento comercial entre um cliente e uma empresa: pagar por algo significa receber um produto que corresponda ao preço dentro da nossa noção de mercado, deixar de pagar uma conta vencida significa pagar uma multa.

Normas Sociais é quando não temos dinheiro envolvido mas sim favores, brindes, mimos ou pura solidariedade. Quando pedimos e recebemos ajuda de estranhos na rua, por exemplo, não é esperado que paguemos em dinheiro, um obrigado ou um café pago basta.

No entando, se misturamos as bolas temos problemas.

Se depois de comer aquela ceia especial de Natal preparado pela sua sogra (social), você pegar sua carteira e perguntar: “quanto é que eu devo?” (mercado), isso seguramente pode contrariar a família da sua pretendente, mas se você der uma garrafa de vinho não.

Se sua empresa trata os clientes amigavelmente, envia presentes e coisa e tal, mantendo um relacionamento social com seus clientes (social), na primeira pisada no calo desse cliente (a cobrança de uma taxa inesperada porém justa e dispensável, por exemplo) – (mercado), ele vai botar a boca no mundo buzinando o quão injusto sua empresa e suas taxas são.

O recado é que se sua empresa quer agir de forma transparente e sociável, seus processos por trás desse relacionamento devem estar preparados para evitar conflitos com as normas de mercado.

Pense nisso.

Tranformando empresas por meio de redes sociais

jul 21, 2008   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  Nenhum comentário

A Deloitte lançou no final da semana passada um estudo sobre a Tribalização dos negócios. Várias empresas que utilizam comunidades virtuais foram entrevistadas e os resultados apresentam um mix de idéias e melhores práticas. Como era de se esperar, muitas dessas iniciativas de colocar uma comunidade online dentro de uma empresa falham.

Hoje mesmo estava comentando sobre um comentário feito no meu post Além dos Blogs no blog do meu livro. O assunto era: mantendo sua base de usuários na sua rede social e a possível bolha da web 2.0. A coisa ia mais ou menos na linha da álgebra (sem números):

  • Conteúdo interessante = Audiência
  • Falta de inovação = Volatilidade + Declínio

Para quem se interessar pelo assunto, a Deloitte vai realizar (com base nos resultados da pesquisa) um webcast no próximo dia 30 de julho chamado: Tribalização do Business: Transformando empresas com comunidades e redes sociais. Para quem se interessar em participar é de graça!

UPDATE: Eles disponibilizaram a apresentação no SlideShare:

[slideshare id=518436&doc=2008-tribalization-of-business-study-quantitative-1216385415561514-9&w=425]

Entendendo o novo consumidor digital

jul 10, 2008   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  5 Comentários

Ciclo de vida da empresa versus Ciclo de vida do cliente

Num post anterior falei sobre entender a forma que os clientes interagem com uma empresa sob o ponto de vista dos próprios clientes, afim de entender melhor como é o seu comportamento no novo mundo da web 2.0.

Cada fase do chamado ‘Ciclo de Vida da Empresa’ – à esquerda – é suportada e ampliada com os diálogos online entre clientes e empresas e troca de experiências entre clientes por meio de redes sociais. Mas eu diria que a coisa toda não pára por ai, as próprias ferramentas que possibilitam essa química também modelam preferências e o comportamento da sociedade.

Para melhor operar seus negócios é preciso entender os resultados dessa interação toda dentro do ciclo de Necessidade, Decisão, Experiência e Impressão que o cliente tem com a empresa. Só assim podemos otimizar e ganhar eficiência nos processos de desenvolvimento de produto, marketing e gestão do relacionamento do cliente.

Nada de colocar seu blog no ar, estabelecer relacionamento com blogueiros, criar comunidades, criar programinhas divertidos no Facebook ou usar o Twitter sem antes saber onde se está pisando.

O exercício é saber, para cada passo do ciclo, o que está ocorrendo na internet e que influencia o consumidor. Pense a respeito.

Como criar valor com o blog corporativo

jul 9, 2008   //   por Blog Corporativo   //   Blog Corporativo  //  Nenhum comentário

Li no Comunicadores uma referência a uma pesquisa da Forrester que foi noticiada ontem pela ComputerWorld. No começo não achei a pesquisa mas depois percebi que já a havia lido antes – e não falei sobre ela porque entrou na minha lista de prioridades (que hoje em dia está concorrida). A pesquisa foi publicada há um mês!

Outra pesquisa mais recente, da mesma autora, vai além, demonstra que os marqueteiros foram reprovados no teste de marketing em comunidades online. A maioria deles usam os meios tradicionais como TV, press-releases e anúncios em revistas e desconhecem as possibilidades abertas pelas comunidades online.

No resumo do primeiro relatório são apresentadas 4 estratégias:

  1. Seja aquele que inicia a conversação, não aquele que destrói
  2. Crie conteúdo divertido e que seja fácil de absorver e aplicar
  3. Faça a ligação entre os eventos de interesse da companhia e a comunidade em torno
  4. Convide formadores de opinião de dentro da empresa e os guie no mundo dos blogs

Além disso, a pesquisa fala de assuntos bastante conhecidos pelos leitores desse blog: honestidade, transparência, falar sobre o universo do seu produto, não ficar olhando só para seu umbigo, etc.

Ciclo de vida do cliente sob outro ponto de vista

jul 4, 2008   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  1 Comentário

Dentro do âmbito da gestão do relacionamento com o cliente (vulgo CRM) existe outra sopa de letrinha em inglês para determinar o ciclo de vida da experiência que um cliente tem com uma empresa, é o chamado CLC (Customer Life Cycle).

A idéia do CLC é descrever o que acontece na relação da empresa com o cliente no tempo, indo desde atrair a atenção do cliente gerando uma oportunidade de venda até os esforços de fidelizar e reter o cliente, passando pela venda e pós-venda. A figura ao lado é bem tosquinha mas passa a idéia.

Mas aí veio da internet (exceto para a Telefônica), os clientes com informação ao alcance de uma caixinha de buscas, opiniões de outros clientes facilmente acessíveis, enfim, tudo muito favorável para que o cliente extraia o melhor pois é ele quem paga e devemos respeitar isso.

Na minha opinião, nesse novo mundo unificado pela internet, uma melhor forma de otimizar todos os passos do CLC é inverter a interpretação para o ponto de vista do cliente, ou seja, pensar como é o ciclo de vida das empresas para os clientes.

Algo do tipo: eu olho ao meu redor, percebo o ambiente, encontro minhas necessidades, pesquiso sobre o produto, decido qual comprar, compro, recebo, experimento, compartilho minhas opiniões ou indico, desisto de usar ou se torna obsoleto.

O exercício é: para cada um dos passos acima, pense como estou usando a rede, comunidades virtuais, opiniões online para moldar o resultado desse ciclo de vida.

Estou pensando a respeito. Alguma idéia, observação? Isso é input para meu novo livro.

Mosaico do mundo web 2.0

jun 26, 2008   //   por Serendipidade   //   Criatividade / Inovação  //  1 Comentário

Mosaico da web 2.0Alguém que tinha tempo livre resolveu criar um mosaico composto por 1001 diferentes logos de websites da web 2.0. E olha só: eles são clicáveis!

A figura do mundo formada pelos pequenos logos pode ser vista como uma analogia ao conceito suportando todos esses sites: quebrar distâncias formando comunidades e fomentando discussões.

Fonte: wikkidAPPS

Popularidade dos blogueiros não significa credibilidade

jun 20, 2008   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  2 Comentários

Falou tá falado

Todos confiamos nas indicações de amigos próximos ou da própria família para o consumo de novos produtos ou serviços. Isso faz parte de uma relação de confiança conquistada pela proximidade, mesmos ideiais, conhecimento das nossas preferências, e assim por diante. Acredito que nenhuma ação de marketing, tanto online quanto offline, jamais conseguirá ter o mesmo poder de persuasão. Seria o mesmo que dizer que uma companhia tem uma marca fortíssima, um porto seguro, e consegue enxergar o que você necessita nesse exato momento. Para começar quase nenhuma empresa “conversa” com seus clientes, não são onipresentes, e nós todos temos uma certa aversão a acreditar no que eles dizem por experiências próprias.

Se você teve problema eu também vou ter

Em uma segunda categoria de confiança está o testemunho de consumidores que passaram pela experiência de consumo antes. Eles dividem suas impressões e opiniões sobre o que ocorreu na internet ou em sua comunidade e, de uma forma mais amena, influenciam a decisão daquele que quer gastar. O grande abismo que separa isso de uma indicação de amigo/família é a capacidade de proativamente indicar produtos que você provavelmente está precisando mas não se deu conta ainda.

Ambos casos acima tem uma peculariedade semelhante: credibilidade.

Sendo assim, o que dizer de empresas que utilizam blogueiros influentes para divulgar seus produtos? São eles mais críveis do que pensamos?

Para responder, a firma de pesquisas Pollara divulgou uma pesquisa em abril/2008 sobre o uso de blogueiros famosos na divulgação de propagandas. O lance é que a bola deles não está tão cheia segundo a pesquisa. Depois eu vi, do lado oposto, a recente pesquisa da Forrester divulgada no último dia 12 dizendo que os marketeiros devem ficar de olho nos usuários mais ativos dentro das redes sociais, pois são eles que poderão ter uma voz de comando mais significativa.

Um ponto para cada lado.

Pausa para reflexão (necessária nesse mundo “informaçãoníaco“).

Se você acompanhou o raciocínio não é difícil entender que os dois cenários mais acima são de fato mais influentes que os próprios blogueiros influentes (os quais nem sempre são nossos amigos ou consumiram o produto por livre vontade e tiveram uma autêntica experiência). Mas cada um tem o seu papel. O blogueiro famoso sempre será mais convincente que um anônimo. E mais, os blogueiros são o que as empresas encontraram e que estão mais próximos dos consumidores no momento.

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