A morte do CRM!
Charlene Li é autora de um best-seller sobre mídias sociais chamado “Groundswell“, e está aqui no Brasil hoje em um seminário para falar de estratégia em mídias sociais.
Muito conveniente uma vez que este é o tema central do meu novo livro que deve ser lançado em uns 2 a 3 meses. Eu não fui ao seminário porque já tinha conversado com ela antes para meu livro, mas fiz questão de participar do videochat com ela hoje pela manhã. Veja o vídeo abaixo.
Se falou muito de como conseguir followers, como fidelizar followers, como tratar seus followers (será que só existe Twitter?) e muito, mas muito pouco de estratégia.
Quando uma das minhas perguntas foi lida (aos 10’05”):
“How do you see relationships in this scenario? Is Social CRM a killer approach for adoption?”
“Como você enxerga os relacionamentos neste cenário? CRM Social é uma forma matadora para estimular adoção?”
[[CRM = Customer Relationship Management ou Gestão de relacionamento com clientes]]
Ela foi traduzida errada para português, o que acabou acarretando uma tradução da resposta da Charlene errada também: Enquanto a Charlene concordou que Social CRM é, sim, um fenômeno e que no futuro tudo o que a empresa tocar será social, a tradutora disse que o CRM vai morrer!!! Ou melhor, sendo mais fiel à tradução: “que o CRM está fadado à morte”.
Se o vídeo não funcionar, tente aqui.
CRM Social na mão de quem?
Semana passada estive palestrando no 1o. Seminário Nacional de Redes Sociais e CRM Social. Vocês podem ler a respeito dos principais assuntos discutidos com destaque para o que os palestrantes apresentaram aqui. Para mim foi uma grande honra dividir a palavra com Romeu Busarello, diretor de Internet da Tecnisa, o qual deu uma verdadeira aula de Marketing nos novos tempos em que vivemos.
Mas ao mesmo tempo fiquei desapontado por ver o despreparo de outros. Com abordagens rasas baseadas em dicas que qualquer pessoa encontra da Internet e sem visão estratégica, nós ainda seguimos aprendendo devagar o melhor caminho para o sucesso.
Doeu ouvir de um dos palestrantes o seguinte: “O retorno sobre o investimento é complicado de medir, na verdade ninguém sabe muito bem como fazer, nem a gente“. Que tipo de lição a audiência vai carregar? Não é à toa que em todo evento sempre tem alguém perguntando a respeito disso. Inesquecível.




