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The Next Web Conference – Dia #2

abr 16, 2009   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  Nenhum comentário

5704989Dia movimentado. Muita polêmica, risadas e muitas frases de efeito durante sessões que falaram de Twitter, Twitter e… bom… Twitter também. E nem tinha essa palavra do cartão de Bullsh*t Bingo do evento. Cazzo!

Mas nem só de Twitter se falou, nos outros 5% do tempo diversas novas empresas deram o ar da graça com seus serviços criativos (quem sabe faço um post para falar das que mais gostei), e também tivemos espaço para palavras interessantes como o “Sharecropping” do Matt “WordPress” Mullenweg, que se traduz literalmente para “arrendatário” em português. Não vou me alongar muito sobre sua apresentação, mas entre muitas frases de outros autores/poetas/políticos, ele explicou que o tal do Sharecropping é exatamente o arrendamento praticado pelas redes sociais que cedem espaço para captar nossos dados em troca de nos conectar a amigos. Ele defendeu que “todas redes sociais precisam abrir os dados dos usuários para eles mesmos, assim poderemos fazer o que bem entendermos com a informação que é nossa e de mais ninguém”. Bem falado.

A propósito, a apresentaçao bacana que mencionei ontem é da Prezi, uma das finalistas do concurso de startups daqui da conferência. O Matt também usou essa plataforma. Minha próxima palestra certamente será com ela. Chique demais! Fica a dica.

O Ricardo Baeza-Yates, VP de research do Yahoo! disse que “as pessoas não querem buscar palavras na web, elas querem resolver seus problemas”. E essa é a filosofia por trás do que o Yahoo! está buscando em suas plataformas de busca com o uso da famosa sabedoria das multidões, já discutido aqui no blog.

Jeff Jarvis, o cheerleader da web 2.0, como foi chamado pelo Andrew Keen logo em seguida, promoveu descaradamente e com eficiência o seu novo livro – What Would Google Do? – sua apresentação (já disponível) falou de três coisas que considerei interessante: “O mercado de massa está morto – longa vida à massa dos nichos”, “Vamos ficar conectados às pessoas para sempre, isso vai ter um grande impacto na sociedade” e por fim o seu exercício de Googlelizar tudo, de restaurantes até automóveis (veja a apresentação a partir do slide 13).

5703952Nosso querido anti-cristo, Andrew Keen, falou um pouco daquilo que vai figurar no seu novo livro. A nova era do individualismo. Com o fim da era industrial o produto, agora, somos nós, as pessoas. Mas, para tirar valor disso, precisamos de uma “reinvenção da sociedade” pois “toda mídia tradicional e atual está f*cked”, segundo suas próprias palavras. “Web 2.0 é uma economia inviável e o Twitter vai enterrar de vez essa brincadeira toda introduzindo a nova cultura do indivíduo como marca”. Ele fez tudo isso divagando sobre a bela pintura holandesa de Johannes Vermeer de uma senhorita vestindo azul imortalizada segurando, lendo e completamente imersa nos dizeres de uma carta (o que poderia ser um iPhone nos dias de hoje – segundo Andrew).

Por fim, Chris Sacca, que esteve acompanhando o evento pelo Twitter antes de pousar em Amsterdam pediu para ser entrevistado pelo próprio Andrew no seu momento. Conversa interessante. Uma das figuras chave da campanha online do Obama foi bem claro em uma das suas respostas: “o que diferencia o sucesso do fracasso são os usuários – são eles quem decidem onde colocam você”. Veja outras perguntas/respostas dessa interação.

Por fim, acho que amanhã não vou postar nada sobre o terceiro dia de conferência, estou saindo de férias e de partida para Espanha e Portugal por 15 dias. Quando voltar e se achar conveniente, vou falar um pouco das startups, mas você pode dar uma fuçada aqui.

Qual é a próxima web?

jan 30, 2009   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  2 Comentários

The Next Web 2009Em meados de abril deste ano vou participar da The Next Web Conference em Amsterdam. A principal proposta deste evento é apresentar reflexões de especialistas para discutir o futuro da internet e abrir espaço para novas e inovadoras companhias mostrarem o que as mesmas tem para oferecer, nos moldes do Techcrunch.

Nos últimos anos esse evento ganhou bastante evidência ao trazer palestrantes importantes no palco. Em 2009, os grandes destaques são Matt Mullenweg (Criador do WordPress), Andrew Keen (nosso querido anticristo e autor do “The Cult of the Amateur”) e Chris Sacca (ex-lider de iniciativas especiais no Google).

Espero que esse evento possa gerar algumas entrevistas interessantes para meu novo livro sobre mídias sociais nas empresas e ao mesmo tempo espero compartilhar as novidades aqui no blog ao longo e após o evento. Aguardem as novidades em breve.

O rebanho nosso de cada dia

jan 26, 2009   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  6 Comentários

from commutebybike.comHoje tive uma visão intrigante.Quando meu avião decolava do aeroporto em Amsterdam por volta das 8 da manhã eu pude pela primeira vez notar uma grande extensão de 3 ou 4 das principais rodovias do país que “desaguam” no anel viário da capital holandesa. Ainda estava relativamente escuro e duas faixas coloridas davam o tom da manhã no país das bicicletas. E não eram bicicletas. Eram milhares de veículos de pessoas viajando para seu trabalho diário.

Eu vivi esse cotidiano ao longo de 9 meses enquanto trabalhava em um projeto em Haia, há aproximadamente 60 km de Amsterdam, mas visto de cima foi assustador. Nesse pequeno país não existe o conceito do “eu moro onde trabalho”. Pior. Nesse pequeno país superpovoado de bicicletas o pior trânsito diário não é dentro das cidades, nem nas ciclovias, mas nas rodovias.

De la de cima a visão se transformou num sentimento de estupefação. “Que coisa besta” – eu pensei – “que bando de idiotas”. Depois estremeci ao lembrar que em poucos meses voltarei para o caos paulistano para ser mais um idiota no rebanho.

Em pleno 2009, será que ainda estamos muito longe de trabalhar de casa?

A foto ao lado além de não ter nada haver com o assunto do post, serve para lembrar que aqui, no país das bicicletas, temos problemas até para estacionar as magrelas.

Polônia

dez 13, 2008   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  Nenhum comentário

Warsaw - Palace Culture Science Estou alocado em um projeto na Polônia em Varsóvia pelos próximos 4 meses mas vou continuar voltando durante os finais de semana para Amsterdam. Interessante ver como me senti quando voltei para a Holanda na última quinta-feira a noite. Admito que estava homesick pela minha casa atual, mas a sensação de estar voltando para um país tremendamente mais evoluído economicamente foi muito marcante.

Mesmo com os quase 20 anos da queda do regime comunista, a cidade, alguns bairros que passei e alguns marcos importantes da cidade, como o Palácio da Cultura e Ciência (foto), ainda carregam as marcas do passado e é inevitável não sentir essa sombra ao andar pela cidade.

Alguns pontos marcantes (Polônia versus Holanda):

  • Na Polônia as pessoas costumam se cumprimentar com um amistoso aperto de mão todos os dias. Na Holanda é um distante, frio e calculista “bom dia”.
  • Na Polônia se almoça e janta pratos quentes, na Holanda o almoço pode ser entendido como um “segundo café da manhã” regado a leite, iogurte, pães com queijo e eventualmente uma fruta.
  • Como um nativo lusófono, o Neerlandês soa muito, mas muito mais feio do que o Polonês. A única excessão é escutar os Poloneses falando “sim” = “tak” no telefone… tak, tak, tak… (curiosidade: em Indonésio “tak” é “não”)