Ego Marketing

out 20, 2005   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  1 Comentário

(c) yotophoto.comPelo blog Fabio Seixas, versão txt

“…EGO MARKETING. Aproveitar o ego dos consumidores para divulgar a sua marca ou produto, seja de maneira subliminar, seja através do boca a boca.

Faz bem para o ego destes consumidores mostrar seja-lá-qual-for-a-motivação de usar um produto.

O iPod é só um caso. Pegue por exemplo as pulseiras Live Strong. O que são as pulseiras além de um artigo que serve para mostrar ao próximo o quanto você é socialmente engajado por uma causa, no caso, o combate ao câncer? Tudo bem, as pulseras acabaram virando um artigo mais fashion do que um apoio a uma causa, mas mesmo no conceito fashion a pulseira tem o propósito de alimentar o ego das pessoas que as usam. As pessoas usam as pulseiras porque a sociedade enxergará isso de uma boa forma, seja pela causa, seja por ser uma pessoa na moda.

A moda de roupas é basicamente isso. Dizer para todo mundo que você está atualizado com as últimas tendências. Isso faz bem para o ego.

Outros exemplo bem sucedidos de ego marketing:

  • VW New Beetle – Tenha um e fique charmoso. Faz bem para o ego
  • Orkut – Quem tem mais amigo? Ser popular faz bem para o ego
  • Harley-Davidson – "Eu posso ser um quarentão, mas tenho atitude e isso faz bem para o meu ego"
  • Google – Faça do Google seu companheiro na web e você será o nerd mais bacana do pedaço.
  • Ferrari – "Vejam vocês, eu posso gastar 300 mil dolares em um carro." Ego puro.

Como podemos propor estratégias de ego marketing? Algo para pensar.”

A estratégia é simples. Como prega Seth Godin, basta contar uma história notável, que vale a pena ser repassada (o que ele chama de “Vaca Roxa”). O cliente automaticamente conta outra história pra si mesmo, se engana, se ilude. E está lá o impulso da compra.

Ou então, basta você ter construído uma marca de luxo no mercado. Marcas de luxo atraem pessoas. O mesmo se pode dizer da questão do mito por trás da marca. O mito pode ser nada mais que mais uma história bem contada para o cliente.

Por último, o próprio cliente-ser-humano, que busca reconhecimento na sociedade. Somos sociáveis. Tratamos bem as pessoas para ser bem tratados. Se somos populares, nos sentimos aceitos.

Dos exemplo citados acima 3 em 5 são decorrentes de riqueza. Alguém aí conhece outra maneira de ser aceito que não se baseie (implicita ou explicitamente) em dinheiro? Se sim, quantos saltos você daria até relacionar sua “fama” ao dinheiro?

1 Comentário

  • Sobre Ego Marketing
    Fabio Seixas e Fabio Cipriani andam discutindo Ego Marketing e eu gostaria de fazer alguns comentários.
    Acredito que as pessoas que consomem os produtos para alimentar o ego não buscam aceitação na sociedade, mas sim no grupo em que freqüentam/v…

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