Visualizando posts com a tag " arrogância"

Compulsão de informação

out 13, 2009   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  2 Comentários

Na minha vida de gerente sempre enfrento dessas questões fundamentais da vida corporativa: será que sou bom líder? será que gerencio equipes efetivamente? será que gero os resultados esperados? e assim por diante.

Ultimamente tenho lembrado bastante dos ensinamentos do Sr. Marshall Goldsmith no seu livro “What Got You Here Won’t Get You There: How Successful People Become Even More Successful” – não sei o título em português. Tem esse lance da compulsão de informação que achei espetacular e acho que vale compartilhar. Aliás, no livro, esse “lance” é a base de todos os 20 maus hábitos dos business people

Tudo começa na nossa inata necessidade de sempre ganhar.

Que aliás, interefere muito mais na nossa vida do que nos numerosos 20 maus hábitos.

Mas voltando ao assunto para ser breve, devido a essa necessidade inexplicável e arrogante de sempre querer ganhar, acabamos por ter compulsão de informação, ou seja, a todo momento que alguém nos apresenta algo bom, ou nos critica construtivamente, sempre temos que achar um jeitinho de complementar: “ah, isso eu já sabia!”, ou “acho que está bom, porém, se mudar assim, assim e assado…”. Quando fazemos isso estamos dividindo informação sem necessidade.

O Sr. Marshall nos adverte: CALEM A BOCA quando algo assim aparecer. Digam apenas “Obrigado!”, ou “Que ótimo, não tinha visto isso!”. E ponto.

Informação em excesso só atrapalha. Pratiquem isso no dia a dia. Vale a pena (e olha que quem me conhece sabe que eu tenho ódio mortal de livros de auto-ajuda, por isso, valorizem essa opinião).

O Especialista Enganado

set 30, 2008   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  4 Comentários

Conhecimento é poder. Fingir é arrogante. E errar?

Quando falamos de conhecimento no âmbito individual temos duas situações:

1 – De um lado temos o que a real presença do conhecimento pode provocar (ou deixar de provocar). Aqui a palavra conhecimento significa saber alguma informação privilegiada, conhecer um assunto mais que outros ou mesmo conhecer pessoas e suas qualidades e defeitos mais a fundo para vivermos melhor em comunidade. Isso pode nos dar poder para nos destacar ou o poder de decidir melhor sobre os nossos atos.

2 – Do outro lado temos a arrogância de acharmos que sabemos tudo (ou quase tudo de tudo), um tipo de manifestação quase que intuitiva e inata de não parecer ignorante perante os demais. Dizer – “eu não sei” – parece ser muito difícil às vezes. O resultado é que podemos fornecer respostas inexatas que podem ter conseqüências imprevistas.

Só que a coisa toda não é assim tão simplória. E se o homem mais sábio do mundo errar porque arrogantemente achou que sabia? (1+2)

Pesquisando a respeito achei uma frase do Albert Einstein que caiu como uma luva: “Um ser humano é uma parte deste todo que chamamos de universo, uma parte limitada no tempo e no espaço. Ele concebe a si mesmo, suas idéias e sentimentos como algo separado de todo o resto. Uma espécie de ilusão de ótica da sua consciência. Essa ilusão é um tipo de prisão para nós, restringindo-nos aos nossos desejos pessoais e reservando a nossa afeição a algumas poucas pessoas mais próximas da gente.”

A frase parece ser uma extensão da segunda afirmação acima, mas na verdade ela nos mostra outra situação. Vou chamá-la de “o especialista enganado”.

Vamos imaginar que sou especialista em web 2.0. Isso me coloca como algo separado de todo o resto pois li muito a respeito, escrevi um livro, diversos artigos e dei entrevistas. Todos ao meu redor podem me ver assim. Toda vez que alguém me perguntar algo sobre web 2.0 eu estarei tão mergulhado na ilusão da minha consciência que a resposta virá fácil. Ao mesmo tempo é “inadmissível” que o especialista não saiba responder.

Talvez ele saiba a resposta de fato, mas talvez não. Nesse caso ele será “o especialista enganado”. Ele poderá estar pensando tão “dentro da caixa” – a prisão que nos restringe aos desejos pessoais, que a resposta poderá estar errada. E se ela realmente estiver equivocada? É culpa minha ou é só mais uma das falácias de ser um ser humano?

“O especialista enganado” é o meio termo entre ter conhecimento e ser arrogante. É com ele que, apesar de possuirmos a faculdade de saber, cometemos erros todos os dias. “O especialista enganado” é a mais perfeita tradução de que errar é humano.