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Qualquer meio de comunicação será usado…

fev 6, 2006   //   por Serendipidade   //   Criatividade / Inovação  //  3 Comentários

(c) roofshout.comAlguém profetizou um dia:

“Propaganda é a alma do negócio”

Se fez uma luz e todos os meios de comunicação foram invadidos por propagandas. Textos, sons ou imagens, vale tudo para desviar sua atenção.

Pensando na prática, qualquer lugar, espaço físico, canal de rádio, de TV, qualquer coisa que seja vista, ouvida ou lida por muitos é uma possível alternativa para plantar a semente dos seus negócios sob a forma de um anúncio comercial.

A Internet trouxe um fator exponencial para o crescimento de tudo isso.

Depois do Bumvertising, uma modalidade similar ao anúncio de “Compro e Vendo Ouro” pendurada no pescoço de pessoas no centro de grandes cidades, depois do Adsense revolucionando a maneira de se vender na web, eis que surge o Roofshout ou o Roofads buscando clientes através de anúncios nos tetos das casas, fábricas ou galpões. A foto acima é auto-explicativa.

Sonho Tcheco

nov 28, 2005   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  2 Comentários

(c) czech-tv.cz/specialy/ceskysen“As pessoas gostam de ser persuadidas…”

O filme “Sonho Tcheco” (Czech Dream – Cesky sen) nos traz um reality show de dois estudantes de cinema que preparam seu trabalho final com uma abordagem polêmica: O poder de persuasão da propaganda nas pessoas e o consumismo alienado. Assim, eles criam as peças publicitarias, slogans e músicas para um hipermercado chamado “Sonho Tcheco” que não existe e não existirá. Depois convidam todo mundo para a grande inauguração e assistem a reação das pessoas ao ver que não existe hipermercado nenhum.

Girando em torno desse tema central, somos levados a refletir sobre o quão verdadeira é a voz da publicidade, quanto estão nos enganando com propagandas aproveitando essa onda de consumismo exagerado. Teoricamente existe uma ética a ser seguida ao tentar vender o nosso produto, não podemos enganar ou trapacear os consumidores, clientes e eleitores. Mas na prática isso não se aplica. Por um lado pela impunidade, pelo outro pela ganância.

Eles mentiram sobre algo que nem existiu, mas quantas vezes nos sentimos enganados por produtos que são reais?

A frase no começo deste texto, falada por um dos profissionais de propaganda no filme, é verdadeira principalmente para aqueles que sabem persuadir. Nós podemos convencer os outros pelas nossas razões, mas só os persuadimos com as deles*

E realmente a persuasão eficiente é aquela que apela para o egoísmo, ambições, invejas, ciúmes, paixões, dores e arrependimentos** das pessoas, demonstrada pelas obras de Shakespeare. A República Tcheca, que há pouco vivia em filas para comprar comida, está vivendo um sonho de consumo com a abundância de acesso a supermercados, movido pela vontade de consumir da população.

“O mundo é seu, então pegue,
Tudo o que você precisa é querer,
Não seja preguiçoso,
Venha e pegue um carrinho de compras
Não estrague tudo,
Deixe o Sonho Tcheco começar…”

* Joseph Joubert (1754-1824) – Ensaista e moralista francês

** Nélson Jahr Garcia – Shakespeare: A arte da persuasão.

Marcas que marcam

nov 17, 2005   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  3 Comentários

(c) yotophoto.comExistem campanhas de produtos que ficam “incrustrados” na nossa cultura. São slogans que uma vez gravados na cabeça, são utilizados para: explicar motivos, dar exemplos, substituir palavras ou mesmo servir como uma lembrança forte.

Permeiam a linguagem popular de tal maneira que colocam a marca muitas vezes em segundo lugar, ou seja, todo mundo conhece a frase, mas ninguém da importância ao produto.

  • Minha voz continua a mesma, mas meus cabelos… quanta diferençaShampoo Colorama
  • Não é uma Brastemp, mas…Brastemp
  • Tomou Doril, a dor sumiuDoril
  • Imagem não é nada, sede é tudoSprite
  • Existem mil maneiras de preparar Neston, invente umaNeston
  • Bonita camisa, Fernandinho… - Us-Top
  • A gente veio aqui para beber ou pra conversar? - Cerveja Antarctica
  • Quem é você? Eu sou você amanhã - Vodka Orloff
  • Vende mais porque é fresquinho, ou é fresquinho porque vende mais? - Tostines

Quem lembrar mais alguma outra frase marcante, comente.

Se você quiser exercitar a memória com outros slogans, tente aqui.

Leituras que valem a pena #4

out 27, 2005   //   por Serendipidade   //   Serendipidade  //  Nenhum comentário

Ideas for Startups | Paul Graham
Idéias para empresas debutantes.

Ad Sat Point | Strategy + Business
Ponto de saturação em publicidade.

Sex Sells? | Adweek
Sexo vende? Como homens e mulheres olham as propagandas com teor sexual. Artigo em PDF.

Qual é o limite para a publicidade?

out 5, 2005   //   por Serendipidade   //   Criatividade / Inovação  //  Nenhum comentário

(c) bumvertising.comApós vermos que a imprensa vende espaço para publicidade nas suas notícias, vamos a um rápido exercício.

Quais são as maneiras que as empresas podem utilizar para publicar as suas propagandas ou se fazer conhecida?

Vou apontar algumas que me vem em mente. Através de Notícias, Outdoors, Revistas, TV, Filmes, Novelas, Adesivos, Embalagens, Websites, Mala Direta, email (SPAM), Patrocínios, Eventos, Jornais, Telemarketing, seus próprios clientes através do boca-a-boca, etc.

No nosso mundo super, a criatividade não tem limites. Pode até mesmo surpreender e ultrapassar o limite do bom senso ou da ética. No exemplo a seguir, mostro uma dessas “invenções” na busca pelo cliente. Particularmente acho a idéia interessante, porém um pouco polêmica.

Um recém-graduado da Universidade de Washington, Benjamin Rogovy de 22 anos transformou os desabrigados das ruas em publicitários. Muitos desses “sem-teto” ficam andando pelas ruas com cartazes pedindo ajuda, dinheiro, comida ou vendendo algo. O que Rogovy fez foi unir o contato que esses sem-teto possuem com potenciais clientes nas ruas e no trânsito com uma publicidade pontual aproveitando os cartazes dos “pedintes”.

E estava criado o Bumvertising, um novo veículo para propaganda. Um neologismo composto pelas palavras Bum, que significa vagabundo em inglês, e vertising, que vem da palavra advertising – publicidade, propaganda. Uma maneira “honesta” de fazer com que esses necessitados ganhem algum trocado ou mesmo comida. O trabalho enobrece o homem.

A partir de então choveram críticas dizendo que é uma exploração, ou que chamá-los de vagabundos é faltar com respeito moral. Por outro lado a idéia conquistou a simpatia da imprensa (ave!) e de voluntários e instituições que ajudam pessoas carentes.

Até onde vão os limites da exploração publicitária?

Tudo por dinheiro e um pouquinho de atenção

out 4, 2005   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  Nenhum comentário

(c) yotophoto.comHoje fiz duas descobertas através do meu leitor RSS. Mas confesso que não foram descobertas, na verdade uma delas só vem confirmar aquilo que as empresas mais fazem – manipular a imprensa. E a outra mostra a falta de assunto da imprensa.

O que está por trás disso tudo? Respondo: O Marketing, a luta por conquistar espaço no mercado e a busca por aumento na receita, isto é, dinheiro.

1) Na primeira, acho que o termo “manipular a imprensa” poderia ser colocado de outra maneira. Seria talvez melhor dizer que a imprensa é que se vende.

Sabemos que lugar para propaganda custa dinheiro, principalmente se você possui um veículo de mídia como internet, TV ou mesmo uma Revista de circulação relativamente ampla.

Nos filmes e na TV, além de trailers e reclames, temos o merchandising incorporado durante a programação normal, na novela, no jornal, nas transmissões de esportes e etc. Estamos habituados com isso e às vezes nem percebemos.

Na Internet estamos vendo um crescimento absurdo de empresas como Google, Yahoo e outras de grande audiência por conta do comércio de propaganda e publicidade nos próprios websites ou através de janelas e programas de recompensas.

Além das propagandas, reclames e merchandising, temos um outro componente de peso que é parente do merchandising: A compra de notícias para veicular os nossos interesses. Aqui chegamos na primeira conclusão: A imprensa vende espaço para noticiar propagandas.

Como exemplo pego aquele que encontrei hoje no leitor RSS. A Blockbuster provavelmente comprou a divulgação da sua nova loja online em pelo menos (até onde vi) três grandes websites de notícias.

Blockbuster inaugura loja virtual – na IDG Now!

Blockbuster passa a vender pela internet no Brasil – na Folha de São Paulo

Blockbuster inicia operação de vendas online – na INFO Online

Sensacional! E me pergunto… e eu queria lá saber dessa notícia? Alguém aqui é acionista da locadora na bolsa de New York? E olha que mesmo com a notícia a ação dela caiu 0,09%. Super.

2) Na segunda, a falta de assunto da imprensa. Com o RSS posso acompanhar quase que paralelamente as diferentes fontes de notícias e posso dizer que ou está faltando agências de notícias no Brasil (todos usam a mesma fonte), ou é um copiando do outro.

A situação piora quando comparamos as notícias do Brasil com aquelas de outros websites internacionais como Wired, Business Week, New Scientist, NewsFactor e por aí vai… A notícia de hoje lá fora é a de amanhã aqui.

A regra é quantidade.

Os dois ítems mostram um descaso com a entrega das notícias e de propaganda, um desinteresse por filtrar melhor as histórias despejadas na gente. Acabamos virando um depósito de textos e imagens supérfluas, manipuladas e irreais.

Pequena atualização:

A revista Época também tinha a Blockbuster em destaque

Serendipidade em links

set 9, 2005   //   por Serendipidade   //   Serendipidade  //  1 Comentário

(c) yotophoto.comIncluí uma página com links diversos em torno inicialmente dos temas de marketing, criatividade, inovação, publicidade, comportamento e cotidiano. São todas páginas que estou lendo atualmente.

Quem sabe algumas delas possam trazer um pouco de serendipidade a vocês. Vou mantê-la atualizada conforme for encontrando as páginas e fazendo os posts daqui do blog.

Sugestões são muito bem vindas.

Também existem os links do meu bookmark público del.icio.us.

Regras (clichês) da Publicidade

set 8, 2005   //   por Serendipidade   //   Criatividade / Inovação  //  13 Comentários

(c) yotophoto.comO que mais irrita em publicidade?

Aparentemente muitas das propagandas são feitas assim: Mostram algo tão preocupado em convencer o cliente que acabam se esquecendo da conformidade com a vida real.

É esse o fato que irrita. A vida real não participa muitas vezes da concepção da idéia.

O escritor John Camm fez uma lista de clichês em publicidade que visa demonstrar que nem sempre o que a propaganda mostra condiz com a nossa vida cotidiana. Ela segue algum padrão que não se sabe de onde foi tirado – mas que são regras seguidas muito freqüentemente.

Começo com 20 regras selecionadas do escritor. Convido vocês a colocar mais clichês da propaganda que fogem da realidade. Insira seus comentários abaixo.

  1. Homens são obsessivos com sexo, mas vão deixá-lo de lado para assistir futebol ou beber cerveja.
  2. As mulheres estão presas numa batalha constante contra seu peso/curvas do corpo/corte de cabelo.
  3. Sucesso na carreira é totalmente baseado na sua habilidade de impressionar seu chefe.
  4. Mães estão sempre perturbadas mas, NUNCA deprimidas ou incapazes de lidar com seus problemas.
  5. Qualquer ato de estupidez do homem (por exemplo, andar sobre um chão limpo com os sapatos sujos de lama, colocar um cachorro no lava-louças, etc.) serão recebidos com um sorriso irônico, não com raiva ou estresse.
  6. Homens casados irão flertar outras mulheres jovens, mas NUNCA farão nada.
  7. Qualquer pessoa que for cientista terá cabelo maluco e roupas horríveis.
  8. Se você trabalha em serviços de emergência ou resgate, você é uma pessoa melhor que a população em geral.
  9. Parentes mais velhos NUNCA sofrem de problemas mentais decorrentes da idade.
  10. Escandinavas são, sem exceção, loiras e bonitas.
  11. Mulheres possuem trabalhos que jamais fariam na vida real, por exemplo, estivadora (que se parecem modelos).
  12. Crianças não comerão frutas ou verduras. Nunca.
  13. Homens e mulheres acham o ato de dirigir prazeroso, nunca irritante ou chato.
  14. Homens são inerentemente preguiçosos, mulheres são o contrário.
  15. Atendentes de bancos são -A- amigos dos clientes, e -B- atraentes um pouco acima da média (somente se forem mulheres).
  16. Homens modernos possuem um gato.
  17. Bebidas quentes possuem efeitos rejuvenescedores.
  18. Profissionais possuem preocupações estranhas e triviais, por exemplo, uma advogada que tem obsessão por encontrar uma barra de cereais saudável.
  19. Todos os produtos médicos irão funcionar instantaneamente e 100%.
  20. Crianças sabem mais que adultos.

Fidelidade boca-a-boca

set 1, 2005   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  Nenhum comentário

(c) yotophoto.comNão é difícil entender como a publicidade passada boca-a-boca é várias vezes mais eficiente que um anúncio ou propaganda. Por quê é mais eficiente? É eficiente porque as pessoas dizem a outras pessoas coisas que elas pensam que essas outras pessoas não sabem. Complicado? Nem tanto. Para um bom anúncio boca-a-boca funcionar, você deve dar uma história incrível para as pessoas contarem de modo que se sintam introdutoras de algo novo, diferente, interessante ou fascinante.

“As coisas se propagam de uma maneira viral quando são boas”

Passando sua idéia de uma maneira genial pode trazer muitos benefícios para o seu bolso economizar bastante em campanhas de marketing. Principalmente na Internet, onde o boca-a-boca pode acabar virando um “boca-ao-mouse” através dos e-mails e sites.

(c) womma.orgExiste uma associação que defende e prestigia a publicidade feita por propagação boca-a-boca, é a WOMMA (Word of Mouth Marketing Association). Eles publicaram um interessante blog que busca confrontar exemplos da vida real de publicidades boca-a-boca que desbancam os anúncios televisivos ou de revistas. Um espaço de destaque para anúncios boca-a-boca que fizeram a diferença.

(c) womma.org

O Paradoxo da Satisfação do Cliente

ago 18, 2005   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  4 Comentários

(c) FreeFoto.comParte I

Durante os muitos anos da existência dos conceitos de Marketing, as empresas fizeram dele um mecanismo que funciona da seguinte maneira:

“Como Marketing temos que buscar as NECESSIDADES mais íntimas e importantes dos nossos clientes, e traduzi-las em ações, projetos e campanhas para adaptar nossos produtos e serviços a essa nova realidade.”

Esse conceito é ingênuo e está ERRADO!!!

Foi-se o tempo em que os clientes queriam suas necessidades satisfeitas, isso é mais do que mandatório para qualquer empresa sobreviver. Mais do que isso, os clientes querem que suas VONTADES e DESEJOS sejam atendidos pelas empresas.

Tudo está resumidamente na diferença entre:

Satisfazer as NECESSIDADES do cliente

e

Satisfazer o que o cliente QUER — CORRETO!!!

Exemplos:
A Gillette fabrica essas lâminas de barbear para homens e mulheres. Seguramente nem 0,0001% do dinheiro gasto para pesquisar o novo sistema de 3 lâminas foi gasto para pesquisar o que o público feminino quer: Uma lâmina de depilação que combina com a decoração do seu banheiro.

Nós usuários de telefonia celular geralmente também acessamos e-mails e vemos notícias via internet. Assim sendo, as operadoras investem milhões para trazer a última geração de telefonia que suprem essas necessidades. Mas o que eu quero como cliente de uma operadora celular, é simplesmente telefonar em qualquer lugar onde eu estiver, embaixo d’água, em cima de uma montanha ou dentro do metrô ou túnel.

Parte II

Agora que sabemos o que os nossos clientes querem, como fazer com que eles conheçam nossa empresa, produtos/serviços e comprem ?

Satisfazer o Cliente é Marketing – o cliente já é nosso e temos que mantê-lo
Conquistar o Cliente é Publicidade – o cliente ainda não é nosso e temos que nos apresentar

Aqui voltamos um pouco ao conceito apresentado na parte I: Para satisfazer o cliente, temos simplesmente que entender o que ele quer ao utilizar nossos produtos e serviços. Agora, para conquistá-lo, temos que fazê-lo enxergar que nossa empresa atende as suas necessidades.

A necessidade vem antes de colocarmos um cliente na nossa carteira. É suprindo suas necessidades que o conquistamos. E quanto melhor essa mensagem, melhor a propaganda. E a melhor propaganda é aquela que além das necessidades, consegue suprir as emoções e expectativas dos clientes.

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