Quanto mais sei, menos eu sei

jun 28, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  3 Comentários

Todos nós sabemos que ao longo de nosso crescimento como pessoas adquirimos a capacidade de raciocínio, memórias da experiência de vida, conhecimento, entre outros. O conhecimento pode ter várias bases e, de fato, possui milhares delas. Partindo de ciências humanas, ciências exatas e biológicas, e entrando em suas quebras nos vários sub-conjuntos de informação.

Ao adquirirmos conhecimento estamos ampliando nossa inteligência ou sabedoria e nos tornamos mais capazes de reconhecer ou interpretar informações. Concluimos então que conhecendo mais, sabemos mais. Mas um paradoxo interessante nessa afirmação pode ser encontrado se vemos o conhecimento sob outra ótica.

Conhecimento (c) SerendipidadeVamos imaginar que todo o conhecimento que você adquiriu desde sua infância pudesse ser representado por um círculo de área igual ao seu conhecimento, e fora desse círculo, está todo o conhecimento disponível que até então você não explorou. A borda deste círculo é a sua fronteira com o infinito desconhecido, e o crescimento da borda (raio) em um sentido, representa a ordem natural do aprendizado: primeiro devemos aprender o básico para poder avançar conforme aprendemos mais e mais.

Quando aumentamos nosso conhecimento a área do círculo aumenta e, por conseqüência, o perímetro que é nossa fronteira com o desconhecido aumenta também.

O resultado é que no final acabamos com mais fronteira a ser explorada. Ao aprendermos algo novo, sempre acabam surgindo uma gama de opções de novos assuntos a serem explorados. Isso é infinito e aumenta sempre.

“Em 1750, o conhecimento da humanidade, desde o tempo de Cristo, foi duplicado.
Em 1900, esse fenômeno se repetiu.
A seguinte duplicação aconteceu em 1950.
Atualmente, o conhecimento se duplica a cada 5 anos.
No ano de 2020 estima-se que esse conhecimento se duplicará a cada 73 dias.” – James Appleberry

É como já dizia nosso amigo filósofo Sócrates:
Quanto mais eu sei, menos eu sei… e isso em quatrocentos e bolinha aC. e continua valendo até hoje.

Simplificando, seremos sempre ignorantes em nosso pequeno espaço no universo do conhecimento.

Ignorantes e Incompetentes.

Mas voltarei nesse assunto para tranqüilizar os ânimos.

3 Comentários

  • [...] ao post de Junho de 2005, “Quanto mais sei, menos sei“, resgato a frase abaixo: “Em 1750, o conhecimento da humanidade, desde o tempo de Cristo, [...]

  • Engracado. Ha um tempo, tbm tive este raciocinio porem ligado as relacoes humanas. Quanto mais vc conhece, menos vc conhece. Explico, quando vc conhece uma pessoa e passa a conviver cada vez mais com ela, existe uma tendencia natural de vc deduzir o que ela esta pensando ou ira fazer em determinada situacao, e isso pode te “cegar” impedindo de conhece-la de todas as maneiras. nao sei se deu pra entender :) rss

  • ótimo site!!! // e, quem sabe, se em vez da geometria elementar, usássemos a geometria fractal p as analogias alegóricas sobre o conhecimento e seu crescimento?

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