A casualidade da Penicilina

jun 30, 2005   //   por Serendipidade   //   Serendipidade  //  1 Comentário

O pão embolorado e teias de aranha eram usados na antiguidade em várias civilizações para tratar ferimentos infectados, mas ninguém deu ouvidos às “curas populares” na pesquisa de um antibiótico.

Penicillium notatum

A Penicilina foi descoberta em 1928 quando Alexander Fleming, no seu laboratório no Hospital St Mary em Londres, reparou que uma das suas culturas de estafilococos tinha sido contaminada pelo fungo Penicillium notatum (foto), e que em redor das colónias do fungo não havia bactérias. Ele demostrou que o fungo produzia uma substância responsável pelo efeito bactericida, a penicilina.

O fato por si só já é uma grande casualidade, uma vez que a cultura foi contaminada despropositalmente e a descoberta desse fungo anti-bactericida foi pura sorte… ou serendipidade…

Daí começam as especulações de sobre como foi essa sorte:

- Alguns falam que ele deixou um pão próximo das culturas e saiu de férias, e quando voltou encontrou algumas de suas culturas contaminadas e que tinha sido afetadas pelo fungo.

- Outros falam apenas que ele saiu de férias e deixou as culturas fora da câmara frigorífica e ao retornar, notou que a tampa escorregou e o conteúdo foi contaminado com mofo da atmosfera.

- E ainda tem também alguns que dizem que provavelmente um esporo – o corpúsculo reprodutivo dos fungos – havia entrado pela janela, que fora deixada aberta na noite anterior e que acabou contaminando as culturas.

Independente da afirmativa verdadeira, fica aqui registrado a serendipidade da ocasião.

1 Comentário

  • Na verdade tudo ocorreu da seguinte maneira:
    Fleming tirou férias e, por esquecimento, deixou algumas placas com culturas de estafilococos sobre a mesa, em lugar de guardá-las na geladeira ou inutilizá-las, como seria natural.
    Quando retornou ao trabalho, em setembro, observou que algumas das placas estavam contaminadas com mofo, fato que é relativamente freqüente. Colocou-as então, em uma bandeja para limpeza e esterilização com lisol. Neste exato momento entrou no laboratório um seu colega, Dr. Pryce, e lhe perguntou como iam suas pesquisas. Fleming apanhou novamente as placas para explicar alguns detalhes ao seu colega sobre as culturas de estafilococos que estava realizando, quando notou que havia, em uma das placas, um halo transparente em torno do mofo contaminante, o que parecia indicar que aquele fungo produzia uma substância bactericida.
    dai pra frente Fleming fez varias culturas de fungos, mas com pouco sucesso. diversas pessoas tambem temtaram e tambem com baixa produção.
    Essa dificudade toda em fazer novas culturas se deve pelos fatos de:
    - O fungo que contaminou a placa, como se demonstrou posteriormente, é um dos três melhores produtores de penicilina dentre todas as espécies do gênero Penicilium;
    – O fungo contaminante teria vindo pela escada do andar inferior, onde se realizavam pesquisas sobre fungos;
    -O crescimento do fungo e dos estafilococos se fez lentamente, condição necessária para se evidenciar a lise bacteriana;
    – No mês de agosto daquele ano, em pleno verão, sobreveio uma inesperada onda de frio em Londres, que proporcionou a temperatura ideal ao crescimento lento da cultura;
    – A providencial entrada do Dr. Pryce no Laboratório permitiu que Fleming reexaminasse as placas contaminadas e observasse o halo transparente em torno do fungo, antes de sua inutilização.

    tudo isso ocorreu até a 2ª grande guerra, quando houve uma nessecidade grande do antibiotico para soldados.
    então com uma união dos norte americamos e inglese conseguiram a produção em larga escala.
    e em 1944 Flemind ganhou o Premio Nobel.

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