Conteúdo gratuito + Morte da pirataria = Tudo liberado

ago 19, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  1 Comentário

(c) YotoPhoto.comA corrida que a maioria das empresas produtoras de mídias como músicas e filmes está fazendo contra a pirataria está esgotando todas as forças e cobrindo site por site e rede de compartilhamento por rede de compartilhamento.

Paralelamente, a Internet possibilitou uma vasta rede de cooperação e compartilhamento de informações novas, novos artistas, novos compositores e novos produtores. São diversos sites de podcasts onde cada pessoa compõe o seu próprio programa de rádio e principalmente divulga suas músicas gratuitamente. O mesmo vale para os Vidcasts que já existem e vão se tornar mais populares à medida que a banda larga se torna mais acessível.

Vamos imaginar que as defensoras de copyright ganhassem hoje essa batalha e todo conteúdo protegido fosse banido da rede.

Todo o conteúdo livre que sobraria na rede seriam os na forma de bandas iniciantes e produtores de vídeo amadores. Um novo mercado iria fortalecer aos poucos empresas e sites como Odeo, ibiblio, Vidblogs e outras. Esse fortalecimento iria acontecer porque agora nós teríamos na rede conteúdo pago e conteúdo grátis, teríamos vídeo online pago e vídeo online grátis. Ótimo é o exemplo do “Revelations” um filme da série “Stars Wars” independente de altíssima qualidade que foi disponibilizado gratuitamente.

No começo, certamente o conteúdo pago seria o melhor conteúdo. Mas com o passar do tempo, os produtores vão perceber que abrir o conteúdo de seus artistas acaba por conseqüência aumentando absurdamente a audiência. Isso é claro hoje em dia, por exemplo, algumas bandas famosas como o Coldplay, lançam 1 ou 2 músicas para download grátis para dar uma “palhinha” para os seus fãs e despertarem a vontade de comprar. Imagine se liberassem todo um álbum para promover um próximo? Imagine o produtor liberar o download de “Sin City” depois de algum tempo após o lançamento para promover os seus dois próximos filmes da série (Sin City 2 e 3 em 2006 e 2008)? Seria mais ou menos essa a lógica.

Junte essa lógica com outros produtores fazendo o mesmo para competir com aqueles que liberaram… Correndo, assim, atrás da popularidade de um filme ou artista.

No final das contas vamos voltar a mais ou menos como é hoje em dia.

E está lá… o conceito está se desenvolvendo

A Sony e o provedor de internet Playlouder MSP anunciaram na segunda-feira (22/08) um acordo em que os assinantes do serviço de conexão poderão também trocar as músicas de artistas da gravadora livremente.
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Segundo as empresas, os assinantes do provedor poderão trocar músicas gratuitamente entre si por qualquer rede peer-to-peer (P2P) da sua escolha, como Kazaa, SoulSeek e iMesh. Além de não cobrarem pelos direitos das músicas compartilhadas, a Sony e a Playlouder garantem a inexistência de vírus e advogados.
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Artistas liberados para a troca incluem Beyoncé, David Bowie, Macy Gray, Oasis, Travis, Will Young, Outkast, Alicia Keys, Dido, The Herbaliser, Jamiroquai, Bruce Springsteen, George Michael, The Clash, Jennifer Lopez, Elvis Presley, Pink, White Stripes, Pixies, Cult, Underworld, Stereophonics, Sigur Rós, Coldcut, Royksopp, Groove Armada, Yo La Tengo e Mogwai.
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O provedor estima ainda que, se todos os principais provedores do mercado seguissem o modelo de negócios, a indústria fonográfica poderia gerar receitas de mais de 300 milhões de libras anuais no Reino Unido, e cerca de 13,5 bilhões de dólares anualmente em todo o mundo.

Fonte: IDG Now!

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