Quer comprar o que?
Quais são os desejos capitalistas das pessoas?
Na busca pela resposta para essa questão, pesquisei no Google o termo “eu quero comprar um…”.
Aí vai a lista dos 15 primeiros ítens listados na pesquisa (só incluí produtos ou objetos que respondem claramente a sentença).
Eu quero comprar um…
…carro
…baixo branco
…access point
…9mm (arma)
…apartamento
…sapato
…processador
…computador novo
…tênis
…casaco
…liquidificador
…celular novo
…terreno
…bilhete para o cinema
…gerador
Nas primeiras 20 páginas de resultados coletei pedidos não convencionais ou estranhos, entre eles:
Eu quero comprar um…
…milagre
…mimeógrafo
…relógio binário de pulso
…Fusca preto
…kit lareira
…coleiro do brejo
…ferro de passar cortinas
…cavaco do Carlinhos Luthier
…patinho de borracha
Também nas 20 primeiras páginas, os produtos mais desejados são carros, computadores e celulares.
E você, quer comprar o que?
Novo índice de publicações
Serendipidade.com está continuamente passando por mudanças para aperfeiçoar a interação com o leitor.
Desta vez o arquivo de publicações anteriores sofreu algumas mudanças para melhor. Agora é possível navegar pelos meses de cada ano buscando visualmente o nome (título) de cada um dos artigos publicados. É uma mudança que faz diferença na hora de pesquisar temas publicados anteriormente.
Agradeço os e-mails enviados com sugestões. A página formatada para impressão e a possibilidade de enviar links para amigos por e-mail foram algumas das sugestões dos leitores “Geração C”.
Em busca do cotidiano criativo
Acho que a maneira mais interessante (e divertida) para estimular a criatividade é acumular a experiência de vida do nosso cotidiano com variação da informação que chega a nossa mente, ou seja, viver um dia-a-dia diferente a cada dia, fazer e agir de modo diverso para alcançar os mesmos fins.
O motivo para essa variação é enriquecer o nosso repertório de idéias e conhecimento. Uma explicação para a criatividade despertada é a que ela se baseia em ligações com ou sem lógica com outros conceitos ou idéias. A maioria das boas idéias acaba surgindo quando quebramos paradigmas, mas para conseguir quebrar temos que pensar diferente e possuir um grande ferramental disponível ao nosso alcance.
É exatamente esse “ferramental” que estamos buscando aqui.
- Todo dia faça um caminho diferente para voltar para casa. Mude a disposição dos móveis da sua casa, quebre as rotinas.
- Experimente situações novas. Viaje para uma cidade que você nunca foi, puxe conversa com pessoas estranhas no elevador, no táxi ou em filas, saia para jantar em um restaurante novo, experimente novas bebidas e comidas.
- Sempre compre uma revista nas bancas que você nunca tenha lido. Busque conhecer mais os assuntos que não tenham nada haver com a sua profissão ou interesse, leia Caras, Set, Quatro Rodas, Marie Claire, Fluir, Veja, Viver Mente e Cérebro, Contigo, National Geographic, Focinhos, Arquitetura e Construção, Revista Rural. É surpreendente a variedade de temas que encontramos nas bancas.
- Faça alguma coisa diferente como um hobby ou ação social voluntária. Quanto mais distante da sua realidade melhor, é muito importante a integração, experiências, sensações, e informações adquiridas nesses processos.
- Volte a estudar. Faça uma pós-graduação ou um curso de aperfeiçoamento em um assunto diferente ou novo para você.
- Enriqueça sua cultura. Leia livros, vá a teatros, circos, parques.
As Leis da Informação
Você é um “Informaçãoniaco”? Qual é a essência de ser assim? Para que serve saber tanto?
Estava refletindo sobre o assunto e dou dois motivos que se transformam em atitudes quando o assunto é INFORMAÇÃO. Podemos chamá-las de “As leis da informação aplicadas no cotidiano”
- As pessoas vão usar informações (exclusivas ou não) para benefício próprio
- As pessoas vão manipular as informações antes de passá-las para a frente em benefício próprio
A primeira é o instinto (des)humano, e a segunda é poder convencer, ser persuasivo sem ser invasivo.
A primeira é o acionista comprando mais ações porque soube da última descoberta de petróleo ou da cura do cancer, e a segunda são os políticos mentindo para justificar que “não são culpados” de roubar o Brasil.
Falando em criatividade e marketing, a primeira é chegar na frente no momento de criar maneiras de ganhar dinheiro, é estimular a criatividade. A segunda pode ser representada pela figura de um marketeiro – aquele que sabe contar bem uma historinha.
Meninos em Perigo
Por Henrique Úchida Rezeck
“Não existem fatos isolados. Tudo está ligado a tudo”
Carl G. Jung
A repetição de um fato grave em uma comunidade é sintoma de que muitas coisas não vão bem.
Num espaço de quatro anos, dois garotos tiveram suas cabeças esfaceladas em dois acidentes em Poços de Caldas: 04/10/2000 e 24/11/2004. Em ambos os casos, circulavam de bicicleta quando foram atropelados por ônibus.
Isto serve como evidência mais do que explícita de que nossa sociedade não sabe cuidar nem proteger suas crianças e seus adolescentes.
Lembro-me de uma ocasião em que, preocupado com estas ocorrências, liguei para a gerente de uma rede de padarias do centro da cidade e informei a ela que seria bom para a segurança dos entregadores o uso de capacetes e bicicletas com olhos de gato nas laterais, frentes e traseiras, além de espelhos retrovisores. Muito embora ela concordasse, nenhuma dessas providências veio a ser tomada. As pessoas podem ser, por vezes, deveras inconseqüentes…
É importante que aperfeiçoemos nossa educação no trânsito, tanto quanto a sinalização, mas, principalmente, nós precisamos deixar de achar que é impossível proteger nossos menores e começar a dedicar tempo a APRENDER a cuidar deles. Não é vergonha assumir que não sabemos, mas é irresponsabilidade nos negarmos adquirir tal conhecimento. Para mães, pais e outros educadores um bom começo pode ser a ESCOLA DE PAIS, QUE É GRATUITA.
Chama-me a atenção, entretanto, a maior incidência de problemas entre os jovens do sexo masculino. Enquanto preparava “Listening to Boys’ Voices” (Ouvindo a Voz dos Garotos), um de seus estudos que mais tarde se tornaria livro, o Dr. William Pollack, do Centro Para Homens do Hospital McLean, um departamento da Faculdade de Medicina de Harvard, e membro fundador da Sociedade Para o Estudo Psicológico dos Homens e da Masculinidade da American Psychological Association, descobriu novas evidências que apoiavam sua percepção de que muitos garotos hoje enfrentam sérios problemas. O quadro é alarmante:
“No sistema educacional os meninos têm duas vezes mais chances que as meninas de serem rotulados “incapacitado para a apreendizagem”, constituem até sessenta e sete por cento das turmas de “educação especial”, e em algumas instituições têm até dez vezes mais probabilidade de serem diagnosticados portadores de uma desordem emocional grave – principalmente a desordem do déficit de atenção (para a qual muitos tomam medicação forte com efeitos colaterais potencialmente perigosos). Enquanto a significativa lacuna nas notas das garotas em ciências e matemática tem melhorado bastante, os resultados apresentados pelos garotos em leitura têm diminuido substancialmente. Estudos recentes também demonstram que não apenas a auto-estima dos meninos é mais frágil que a das meninas e que a confiança deles como alunos está menor mas também que os meninos são consideravelmente mais propensos a se envolverem em problemas disciplinares, serem suspensos de aulas ou abandonarem totalmente os estudos.
“Os meninos estão com sérios problemas também fora da escola. A incidência de depressão entre os garotos de hoje é chocantemente alta, e as estatísticas revelam que os garotos têm até três vezes mais chances de serem vítimas de crimes violentos (com excessão de estupro) e entre quatro a seis vezes mais probabilidade de cometerem suicídio…”
Não sei se há dados de semelhante natureza em nosso país, mas não é muito difícil perceber que aqui também os meninos desenvolvem comportamentos destrutivos, incluindo alcoolismo ou abuso de drogas, e se envolvem em acontecimentos trágicos muito mais freqüentemente que as meninas.
Os garotos de hoje estão em crise. Na superfície, muitos aparentam ser durões, confiantes e animados mas, por dentro, muitos estão tristes, solitários e confusos.
As mensagens contraditórias que a sociedade lhes envia acabam por coloca-los em risco, hoje mais do que nunca.
Os garotos se escondem por trás de uma máscara de independência, o que não apenas os impede de conhecerem suas verdadeiras personalidades, mas também impede que nós os conheçamos. Esta máscara é uma exigência de nossa cultura machista.
Nós ainda dispensamos aos nossos meninos o mesmo tipo de educação superficial e grosseira de há 500 anos. Uma educação que não sabe valorizar seus sentimentos , não sabe respeitar suas fraquezas e, portanto, espera que o rapazinho seja um projeto de super-herói! Trata-se de uma pedagogia com conceitos de masculinidade absolutamente equivocados.
Como resultado, o menino sofre calado, enquanto a menina conta com permissão para chorar suas angústias no colo dos pais. Esperamos que o menino resolva seus problemas por conta própria, mas quando a garota tem alguma dificuldade, as pessoas a sua volta se apressam em ajudá-la.
A distorção de nossa cultura interrelacional chegou a tal ponto que hoje é imprescindível que os garotos contem com algum tipo de ajuda específica para sí.
O Canadá é um dos lugares onde já existem programas de assistência a jovens do sexo masculino. A medida é também pragmática: pretende evitar gastos previdenciários futuros com famílias que perdem cedo demais pais e maridos.
Nós também podemos criar grupos de apoio aos jovens do gênero masculino, mas quem tiver a responsabilidade de gerir esta tarefa deverá ter sólida formação em psicologia e em relações humanas.
A responsabilidade pela segurança e pelo bem estar dos meninos e das meninas é de TODOS NÓS.
Henrique Úchida Rezeck é professor de Inglês Como Língua Estrangeira e interessado em questões de gênero, educação emocional e cidadania.
Referências:
– Jornal da Mantiqueira
– Jornal da Cidade
– Pollack, W. S. (1998), “Real Boys: rescuing our sons from the myths of boyhood” – Random House. Publicado no Brasil sob o título “Meninos de Verdade”
– Pollack, W.S. e Cushman, K. (2001). “Real Boys Workbook – The definitive guide to understanding and interacting with boys of all ages.” – Villard Books
– Revista Veja
– Escola de Pais
No mundo nada se cria… tudo se copia…
…principalmente quando o assunto é dinheiro…
- http://www.millionpennyhomepage.com/
-
http://www.milliondollarwebpage.com/ 30 dias de experiência
- http://www.milliondollarpixel.com/ Faz doações para instituições de caridade
…e finalmente…
…pra que pagar se você pode ter de graça…
http://www.zerodollarhomepage.com/
Não entendeu nada? Leia A homepage de 1 milhão de dólares
A homepage de 1 milhão de dólares

Update: 10/01/2006
Antes de se empolgar, reflita um pouco.
A idéia do estudante Alex Tew de 21 anos foi espetacular.
A entitulada The Million Dollar Homepage é uma página que contém somente anúncios de outras páginas e empresas.
“A idéia é simples – diz Alex – tentar fazer 1 milhão de dólares vendendo 1 milhão de pixels a 1 dólar cada. Essa é a The Million Dollar Homepage. A maior motivação para fazer isso é pagar a minha faculdade. Eu não gosto da idéia de me graduar acumulando um débito enorme.
Qualquer um é bem vindo para comprar os meus pixels, os quais estão disponíveis em “blocos” de 100 pixels (cada um medindo 10×10). Você verá que a página é dividia em 10.000 desses “blocos” de 100 pixels (formando os 1.000.000 de pixels). A razão para vendê-los em blocos de 100 é porque qualquer coisa menor que isso seria muito pequeno para mostar alguma coisa inteligível.”
Idéia boba ou não, ele já vendeu 74 mil pixels (dólares) nessa página que mostrará os mesmos anúncios permanentemente por pelo menos meia década.
Uma pequena atualização monetária. Da hora que eu publiquei o post (14 horas) até agora (meia noite), as vendas de blocos já batem em 96 mil dólares. Mais de 20 mil dólares em 10 horas, 2 mil dólares a hora. O site aparentemente começou dia 26 de agosto e, pelas estatísticas dele, estourou do meio de setembro pra frente.
Como eu queria ter tido essa idéia…
Façam suas apostas, quem será o primeiro (ou primeiros) brasileiros a fazer o seu site de 1 milhão de reais?
No mundo um monte de gente já copiou, veja!
"Geração C" e Pensamento Lateral
Dois exemplos rápidos de dois temas que já discutimos aqui anteriormente: a Geração C e o pensamento out-of-the-box
Na “Geração C” temos uma nova geração de consumidores que não somente compram passivamente, mas preferem participar das etapas de marketing das empresas e criar conteúdo.
Aqui temos o exemplo da Intelig que lançou (acho que na semana passada) a promoção crie seu comercial do 23. Um exemplo de que as empresas estão chamando os consumidores a participar e, assim, se sentirem “envolvidos”. É o estímulo que a “Geração C” precisa.
Já no caso do pensamento “fora-da-caixa” vimos que as empresas inovadoras costumam mudar aspectos do produto ou mesmo do que está em sua volta para gerar valor e provocar a “tentação” pelo consumo. É o uso de idéias fora do contexto do uso convencional do produto.
Nesse caso, cito o exemplo de uma imagem que estava rodando a rede na semana passada. A Miles Kimball, uma loja de departamentos online, possui um Garfo-cortador de pizza ou um “Garfaca de Pizza” se preferir. Perfeito para comer uma pizza com uma das mãos e tomar aquela cervejinha gelada com a outra durante os jogos do tricolor. Uma inovação de produtos utilizando dois elementos não relacionados anteriormente.
Vocês conhecem mais exemplos assim?
Nova estrutura de Serendipidade.com
Fiz algumas mudanças aqui no servidor para que o blog funcionasse diretamente com o endereço “www.serendipidade.com” e não através do diretório “/blog”.

Agora o endereço é
www.serendipidade.com
e não mais
www.serendipidade.com/blog
Atualizem por gentileza os seus bookmarks.
Aos que possuirem inscrições com leitores RSS, ainda deixarei os dois endereços funcionando por um tempo. A idéia é substituir gradualmente, mas aconselho atualizar os seus links nos leitores para apontar para o novo endereço RSS (que pode ser obtido na barra lateral do novo endereço).
Grato pela compreensão.
Melhor livro de negócios do ano
Saiu a lista dos 6 finalistas para o prêmio de melhor livro de negócios do ano segundo a Financial Times e a Goldman Sachs.
Os juízes do prêmio partiram da premissa de que o livro deveria ser o mais influenciador e prover a melhor aproximação com as questões do mundo dos negócios moderno.
- THE SEARCH: How Google and Its Rivals Rewrote the Rules of Business and Transformed Our Culture. By John Battelle. (holas Brealey)
- THE WORLD IS FLAT: A Brief History if the Globalized World in the 21st Century. By Thomas Friedman. (Penguin/Allen Lane; Farrar, Strauss Giroux)
- FREAKONOMICS: A Rogue Economist Explores the Hidden Side of Everything. By Steven D Levitt and Stephen J Dubner (Penguin/Allen Lane; William Morrow)
- FAST SECOND: How Smart Companies Bypass Radical Innovation to Enter and Dominate New Markets. By Constantinos C Markides and Paul A Geroski. (Wiley;Jossey Bass)
- THE TRAVELS OF A T-SHIRT IN THE GLOBAL ECONOMY: An Economist Examines the Markets, Power and Politics of World Trade. By Pietra Rivoli. (Wiley)
- DISNEYWAR: The Battle for the Magic Kingdom. By James B Stewart. (Simon and Schuster).
Estou lendo “Freakonomics” e posso dizer que é um livro muito peculiar. Interessante e diferente.
Fonte: Financial Times.




