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Era uma vez um Marketing…

dez 30, 2005   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  1 Comentário

(c) yotophoto.com… esse Marketing pertencia a uma gigante da indústria de bebidas. Dentro do seu plano de expansão no Brasil, ela resolve lançar mais uma marca de cerveja no mercado. Um mercado onde 1% de participação no marketshare significa muito mais que meros 1 milhão de Reais.

Mas ela não está em busca de participação no mercado como um todo, ela quer abocanhar uma nova fatia de mercado muito rentável, uma divisão composta por pessoas com maior poder aquisitivo. Um nicho especial. Mas para isso, seria necessário contar com uma história convincente e competitiva para com as outras cervejas importadas, e sem efetivamente importar um novo produto (o que num país altamente explorativo no campo dos impostos não seria viável e lucrativo).

Importaremos então a marca, o nome. Já fizemos isso com a Brahma daqui pra lá, vamos fazer igual de lá pra cá.

Surge a belga Stella Artois (leia-se Estela Atoá). Uma garrafinha de 275ml que custa quase 2 reais. Mas que possui um conteúdo nacional. Um rótulo garante que a fabricação segue a milenar receita dos belgas. Mas temos que convir que introduzir ingredientes e mudar um processo de fabricação custa muito caro para um empresa. Mudar máquinas, canos, dar treinamento aos cervejeiros, produzir a embalagem e importar a cevada.

Sou cético. Provavelmente ela não passa de uma cerveja nacional + água. Não pelo sabor, mas pela lógica de uma empresa que quer cortar custos e aumentar os lucros incondicionalmente. Seria tão somente um exemplo de máscara, assim como no caso do carvão para churrasco que apresentamos antes ou no da água mineral.

Não sei como andam os lucros dessa empreitada. É um marketing baseado em uma historinha aliada a um produto “importado”, para um país que adora coisas importadas. Com tudo isso na cabeça, e já com a história contada para nós mesmos, não há como não achar a cerveja sensacional na hora que tomarmos, o “psicológico” já foi massageado.

Qual é a direção correta?

dez 29, 2005   //   por Serendipidade   //   Serendipidade  //  Nenhum comentário

(c) Ben Mc Leod

A foto é de Ben Mc Leod
Obtido através de Marketing Usabile

Entendível

dez 28, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  3 Comentários

(c) cas.wcu.eduNem tudo na vida é entendível, e qual seria a justificativa para tal?

Em algumas passagens de nossa vida, não acabamos buscando explicações aos fatos, simplesmente por descaso ou desinteresse. Mas na realidade, muitas vezes o que estamos tentando entender, simplesmente não é entendível.

Nem tudo é entendível nesse mundo, algumas coisas são melhores se não sabemos mais do que o necessário.

O entendimento, assim como o conhecimento, produz mais quando é restrito e não amplo.

“Comigo as coisas não tem hoje e ant’ontem amanhã: é sempre. (…) O senhor por ora mal me entende, se é que no fim me entenderá. Mas a vida não é entendível.” – Grande Sertão: Veredas – João Guimarães Rosa.

Duas vezes um Brasil Imbecil

dez 27, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  Nenhum comentário

(c) yotophoto.comVi duas notícias essa semana que me deixaram perplexo pelo tamanho do descuido com valores e bens nacionais. Nada tão novo que não possa ser comparado com algo no passado e nada tão velho que nos impeça de correr atrás do tempo perdido.

Duas faces de um país idolatrado salve! salve! Corroído pela ambição política e o famoso “preciso tirar vantagem de tudo”.

Face 1 – Burocracia e Lentidão

“A rapadura é doce mas não é mole não…”

Vemos sempre alguma notícia relacionada com o efeito medicinal de plantas amazônicas que são patenteadas no exterior, uma derrota da pesquisa nacional para os estrangeiros que possuem um “passaporte amazônico” garantido pela falta de controle. Históricamente até Santos Dumont, o nosso herói e idealizador (e ai de quem diga que não foi ele primeiro) daquela máquina que voa, perdeu sua patente para os irmãos Wright segundo a visão hiper-patriota dos americanosdonosdomundo.

E agora foi a vez da rapadura!

Uma pequena empresa alemã chamada “Rapunzel” patenteou a bixinha como marca exclusiva da empresa na Alemanha e nos Estados Unidos. Agora diplomatas brasileiros estão correndo atrás daquela que representa a história e as raízes do nosso país, senão vamos ter que pagar royalties.

Face 2 – Desvalorização da memória nacional

Um incêncio durante a semana passada no hospital Juqueri na cidade de Franco da Rocha, destruiu uma série objetos, móveis e livros. No meio dos livros, revistas, cartas e publicações havia aquilo que poderia ser apresentado como a maior riqueza cultural da história da psiquiatria brasileira.

Documentos que deveriam ter sido mantidos em uma reserva especial segura ou em uma biblioteca ou museu seguros. Dentre as cinzas, agora estão as memórias, as frases, as letras de pessoas como Sigmund Freud e o próprio Franco da Rocha. Prontuários e livros que registram a evolução dos tratamentos dos transtornos mentais.

Quantas mais faces ruins temos que desvendar para que se caia a máscara egoísta da impunidade e da ignorância? Será que um dia a “ficha vai cair” na cabeça dos que agem deliberadamente em benefício próprio? Será que essas pessoas vão perceber que estão usando tapas nos olhos como nos cavalos para ver só pra frente e não olhar em volta?

O que está faltando? Percepção ou vergonha na cara?

Gestão de Projetos e Comunicação

dez 25, 2005   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  2 Comentários

Pré-requisito:
Antes de assumir responsabilidades, verifique se você tem competência para assumir uma tarefa.

Ponto importante:
Saber ouvir.

Ponto passivo:
Sem comunicação não chegamos a lugar algum.

Conclusão:
Uma gestão de projetos bem sucedida é aquela possui equipes competentes que sabem ouvir, e principalmente, se comunicam entre as partes.

O desenho abaixo foi obtido no website Scary Ideas
(c)Scaryideas.com

Movimento Leia Blogs!

dez 21, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  2 Comentários

A situação é crítica.

Blogs possuem uma baixíssima audiência.

Faça parte do Movimento Leia Blogs!

Segundo diversas pesquisas, o número de blogs está aumentando exponencialmente chegando a mais de 20 milhões de páginas em todo o mundo. O problema é que poucos usuários de internet acessam e lêem blogs freqüentemente. Segundo uma enquete do Wall Street Journal, mais de 65% dos pesquisados nunca lêem sequer um blog. Olhando a figura vemos que dentre os que lêem mais de 5 blogs por semana é restrito a um grupo de 17% dentro do universo pesquisado. Pior é ver que a amostragem é pequena também (cerca de 2500 respostas e contando), mostrando a falta de interesse pelo assunto.

(c)Brand Autopsy

Alguns sites estão preocupados em fazer pesquisas e entender o perfil do blogueiro ou premiar blogs, mas não vi nenhum que busca divulgar a leitura freqüente de blogs. Sabemos que no universo dos blogs, poucos possuem qualidade, mas não deixam de ser uma ótima fonte de informação e conhecimento em alguns casos. É importantante destacar que existem blogs famosos, mas que quando comparado ao numero de blogs existentes é visivelmente aparente a falta de leitores. Veja esta matéria da Reuters.

Movimento Leia Blogs!Sendo assim, proponho aos leitores de Serendipidade.com a promoverem a leitura de blogs. Não é mandatório colocar o pequeno banner em suas páginas, o importante é usarmos a melhor ferramenta de marketing existente: o boca-a-boca.

- Espalhe para seus vizinhos, amigos, parentes, esposas, maridos e colegas de trabalho que ler blogs nos trás conhecimento e cultura.

- Apresente dois ou três blogs interessantes que vocês acessam.

- Mostre o quão importante é ter um blog para desenvolver a capacidade de redigir textos e exercitar a capacidade crítica e analítica.

- Identifique o assunto de interesse das pessoas próximas e diga a elas que blogs oferecem muita informação sobre qualquer assunto.

Participe!

Organizar

dez 20, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  Nenhum comentário

(c) yotophoto.comUma característica humana é a busca por padrões ordenados ou que combinem com a nossa lógica de raciocínio ou imagens familiares. Outra interessante, e que se relaciona com a primeira, é a busca sem fim por manter tudo organizado. Buscamos sentido nas coisas que aprendemos.

Vivemos em uma realidade aparentemente contrária a organização. A expansão do universo acompanhada de colisões parece desorganizada. A energia total do Universo tende a se tornar cada vez mais desordenada, o que chamamos de aumento na entropia. Na termodinâmica vista atômicamente, a vibração e movimentação das partículas ficam desordenadas e aumentam com a temperatura. As empresas estão constantemente buscando melhorar seus processos operacionais e organizar melhor diversos aspectos internos, mas à medida que uma empresa prospera e aumenta o número de funcionários, a desorganização é inevitavelmente maior.

Vivemos lutando para alinhar nossas vidas harmoniosamente com nossas idéias.

Na busca pela ordem surgiram fórmulas ou conceitos que partiram da cabeça do homem: A Teoria do Caos tenta explicar e ordenar os eventos aleatórios olhando padrões, diversas fórmulas matemáticas descrevem movimentos e outros eventos, e para organizar a empresa surgiram especialistas e metodologias administrativas que se renovam.

Organizar gera receitas, organizar é ganhar dinheiro. Trabalho é organização e organização demanda trabalho.

O mundo foi feito bagunçado e intrigante para que nós possamos passar nossas vidas aqui, montando quebra-cabeças à nossa maneira.

Divertido pensar que as grandes empresas que quase sempre possuem algum tipo de problema interno são muito comumente chamadas de “Organizações”.

Leituras que valem a pena #7

dez 19, 2005   //   por Serendipidade   //   Serendipidade  //  1 Comentário

Our 10 Most Enduring Ideas | Strategy+Business
Para celebrar 10 anos de Strategy+Business, foi publicado a lista das 10 ideias mais influentes dos ultimos 10 anos e que continuam influenciando no mundo dos negócios.

The Life Cycle of the Creative Soul | Felix Gerena
Manifesto que propôe mapear o ciclo de vida da criatividade (em PDF).

50 Smart Ways To Use The Web | BusinessWeek
50 boas maneiras de se usar a web.

Marcas Oportunistas

dez 13, 2005   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  Nenhum comentário

(c) Serendipidade.comExiste um oportunismo nas marcas conhecidas nacional e mundialmente, principalmente em países como o Brasil, onde esse oportunismo se torna uma maneira de projetar seu produto ou serviço (legal ou ilegalmente).

Quando uma marca ou produto está na moda, geralmente aparecem as marcas oportunistas, como no caso das pulseiras amarelas (falsificação), ou acessórios para iPods (embalo da marca), elas muitas vezes trazem o seu logotipo ou nome muito próximo da marca original.

São casos divertidos que buscam a venda através da semelhança.

Na foto acima temos o posto de gasolina 13R, que certamente não é vinculado a Petrobrás, a empresa brasileira dona da BR Distribuidora. Não é vinculado e certamente não possui a qualidade da segunda. Não deixa de mostrar criatividade, mas não deixa de ser suspeito.

(c) Serendipidade.comE as imitações continuam…

Existem (ou existiam) aqueles tênis baseados no sucesso da marca New Balance, que possuíam a letra “Z” ao invés do tradicional “N”…

Após o sucesso (e possível fracasso) da boutique Daslu, a ONG Davida de uma ex-prostituta do Rio de Janeiro acaba de lançar a grife de roupas “Daspu“…

E por aí vai… Não existem limites para a esse tipo de exploração.

Informações adicionais sobre Propriedade Intelectual e Marcas podem ser acessadas pelo website do INPI

Notícias Populares

dez 12, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  Nenhum comentário

(c) Bright Tal - flickr.com/people/bright/Sabemos que o Brasil exporta diversos tipos de notícias para o exterior. Grande parte são notícias “populares” de sexo, violência e pobreza.

Engraçado o uso do termo “notícia popular” para o tipo de notícia declaradamente inútil. Cai como uma luva para descrever “notícias inúteis” de forma amena. Ou então, pegando o termo “popular”, ou seja, algo que é bastante aceito pelo povo, temos que “notícia popular” foi bem moldada para a situação: Reflete a ignorância das massas.

Dentro dessa reflexão, pegamos o exemplo da nossa amiga Bruna Surfistinha. Ela, como qualquer ser humano, encontrou uma maneira de arranjar dinheiro no nosso mundo machista e na nossa pátria sexual. Vendeu serviços, angariou fundos, falou mal de um monte de gente, falou bem de outras pessoas, e se deu bem até o lançamento do livro. Sucesso certo no país que promove, além dela, empresários e políticos corruptos, multinacionais manipuladoras, bandidos de classe alta, a própria classe alta e líderes sindicais.

E agora com o livro? Estourou. Neste caso, além da profissão que garantia dinheiro, ela se aliou ao que a “notícia popular” mais possui: Poder para se espalhar. E mais longe, já vi vários brasileiros “comemorando” mais uma desgraça nacional: Ela foi notícia no exterior!!! E aí é que entra o Brasil que estávamos comentando no início desse texto bem como a massa ignorante que vai atrás dele batendo palmas. E ela (a ignorância) deveria ser dolorida.

Ela foi esperta e usou as ferramentas que tinha ao alcance. O que sobra são os restos de uma pátria ludibriada, desenganada, e ainda assim feliz.

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