'Estrangeiridades'

jan 7, 2008   //   por Serendipidade   //   Serendipidade  //  3 Comentários

Inventei um novo neologismo. O neologismo para aqueles que são estrangeiros e não tem a mínima idéia do que fazer muitas vezes, e acabam cometendo estrangeiridades. Por aqui as coisas andam bastante no frio e a cada dia a idealização do meu segundo livro parece mais distante. O trabalho é cruel e a adaptação é como uma pimenta nos olhos. No entanto gostaria de enumerar (porque listas são bem mais fáceis de elaborar e, conseqüentemente, de ler) alguns achados que considero importantes:

  • Apesar de todo bafafá em torno do 3G em 2000, a coisa ainda não evoluiu como eu pensava. Aqui na Holanda apenas 5% do tráfego de dados na rede celular corresponde ao 3G (UMTS ou HSDPA), o qual é o mais veloz – contraditório e curioso. Será que no Brasil vai pra frente?
  • O pessoal por aqui come uma quantidade industrial de óleo, gordura e afins. Batata-frita é o carro chefe acompanhando de deliciosos e crocantes croquetes, hamburgueres e outras frituras do gênero saboroso. Pior foi notar que eles quase não almoçam, e quando fazem é um lanchinho regado a iogurte.
  • Teclado é teclado, mas se adaptar a um novo teclado é sempre um desafio interessante e que deixa sequelas.
  • Imersão em outra língua é extenuante. Mas o troféu joinha da alegria vai para uma bela compra num supermercado. Principalmente para os produtos que você não sabe do que se trata.
  • Feliz a minha descoberta ao notar que as empresas aqui tem praticamente os mesmos velhos problemas de CRM e de processos que no Brasil. Só que aqui a concorrência é pesadíssima.
  • I’m from Holland, where the f*** you from?

Resolução para 2008: Escrever meu 2o livro e tentar manter os meus blogs vivos!

3 Comentários

  • [...] Original post by Serendipidade [...]

  • Vou ficar torcendo pra vc encontrar tempo para o segundo livro e pra não deixar os blogs de lado. Os dois blogs são referência para nós aqui da Quantum!

    Boa sorte em 2008!

  • Estrangeirismo é uma palavra nômade; e, quem inventa é inventor. Há sempre uma primeira vez depois da invenção reinventa-se e quando não se sabe que já foi inventada parte-se do início, sem preconceito, sem qualquer mágoa seguindo em frente como se fosse o início até porque a compreensão do inusitado está intrínseco em nosa natureza inconsenquente.
    Um conhecido meu gosta de inventar palavras – certa feita disse que havia inventado uma palavra muito interessante: Aracataca. Não sabia que que a palavra inventada é a citadade onde nasceu Gabriel Garcia Mareques.
    Quanto ao Blog lute para mantê-lo; é estupendo.
    Li a semana passada no Blog do Josias, que “Blog é como hospital, fica aberto 24 horas”( ele extraiu do Blog do Marcelo Tass).
    “en tantas tierras he sido extranjero. me consta que no debo serlo aquí”
    M. Benedetti

Escreva um comentário