Vento na cabeça
Voltando ao post de Junho de 2005, “Quanto mais sei, menos sei“, resgato a frase abaixo:
“Em 1750, o conhecimento da humanidade, desde o tempo de Cristo, foi duplicado.
Em 1900, esse fenômeno se repetiu.
A seguinte duplicação aconteceu em 1950.
Atualmente, o conhecimento se duplica a cada 5 anos.
No ano de 2020 estima-se que esse conhecimento se duplicará a cada 73 dias.” – James Appleberry
… a quantidade de conhecimento nos leva mais próximo do desconhecido… mas, além disso…
O que estou percebendo é que quanto mais informação a ser absorvida em curtos espaços de tempo, mais bloqueada nossa cabeça fica. É como se tivéssemos vento dentro dela. Nenhum pensamento brota porque as sementes estão todas voando.
Se tivesse dons matemáticos poderia delirantemente equacionar a “quantidade de desconhecimento” em função do “peso da informação” na razão da “velocidade de aderência”. Mas prefiro curto e grosseiramente dizer que mente acelerada não leva a (quase) nada.





Tem aquela frase do Riobaldo (G. Rosa)… Eu quase que de nada não sei, mas desconfio de muita coisa.