Bradesco pensa em Twitter e a imprensa pensa…
…nas empresas pioneiras!
No blog da Sandra Carvalho, diretora do Núcleo de Tecnologia da Editora Abril, formado pelas revistas, sites e eventos da marca INFO, encontrei as seguintes notas sobre empresas e web:
- Há tempos o banco [Bradesco] acompanha os blogs, de ouvido aberto para a sabedoria das multidões.Nada mais natural, agora, que volte a atenção para os microblogs [Twitter].
- A construtora Tecnisa encerrou 2007 vendendo um apartamento por dia pela web. Este ano, a média já chegou a 1,66 e a meta é atingir duas unidades diárias. A empresa tem um blog sem moderação, uma raridade entre blogs corporativos.
Não vejo a hora de publicar minha 2a edição do livro com algum estudo de caso realmente brasileiro. Isso é algo que estava longe de acontecer naquela época. Mas nunca é tarde para você, empresa, rever suas prioridades percebendo que a imprensa ADORA falar sobre o assunto web 2.0 e negócios. Só de aparecer na mídia assim você pode estar economizando alguns trocados para um tipo de publicidade interessante.
Só no site INFO, de acordo com o PubliAbril, o anúncio no site mais barato custa 53 reais por mil impressões (CPM). Como a notícia acima não foi um link nem um banner, só uma menção ao nome da marca, vamos dividir o preço por 5, dando aproximadamente 10 reais de CPM. Com quase 2 milhões de visitantes únicos por mês, vamos estimar que 10% disso leu essa notícia e viu sua marca ao longo de 1 ano. Isso daria 200 mil impressões, o que custaria 2 mil reais.
Se não errei na matemática isso parece pouco. Mas tomando o exemplo de que eu estou aqui mencionando essa reportagem no meu blog, isso acrescenta valor na idéia. É mais difícil de mensurar mas acho que você já conseguiu imaginar alguma coisa.
Blogueiro brasileiro morre de infarto?
O IDG Now reporta: “New York Times destaca casos de blogueiros que sofreram infarto e relata os males do trabalho 24 horas por dia, sem interrupção. A atividade de blogueiro começa mostrar sinais que podem enquadrá-la na categoria de “profissões de risco”, confome mostra uma reportagem do New York Times.”
1 – Galera, pega leve na blogosfera. Tem gente parando de trabalhar durante o dia (como eu nesse momento) para postar alguma coisa. 1 vez ao dia não faz mal, mas tudo em exagero faz mal. Mas, no fundo, algo me diz que brasileiros, mesmo quando 100% dedicados como blogueiros, dificilmente vão se estressar tanto como os americanos.
2 – A morte é uma das únicas certezas nessa vida. Se blogar é algo que realmente o deixa feliz, morra blogando, mas morra feliz. Se você quer viver mais ou blog é seu meio de vida porém não traz felicidade, reveja seus conceitos e estabeleça margens entre trabalho (blog), vida social e entretenimento off-line.
3 – Blog é blog. Está em pauta, todo mundo fala nisso hoje em dia. Porém, se a reportagem mostrou só 2 blogueiros que falerecam de infarto em uma blogsfera de mais de 150 milhões de blogs, acho que estamos indo bem.
4 – Acho que não levo reportagens muito a sério porque na maioria delas sinto que existe muita generalização de conceitos e não fatos comprovados e empíricos atingindo larga escala de diferentes aspectos do assunto em questão. Talvez eu esteja redondamente enganado, mas ceticismo (ainda quando tenho uma religião) é uma palavra que me agrada muito. Mas já fugi completamente do assunto o qual comecei essa discussão. That’s what blogging is about!
Por que sua empresa deve ter uma política de usos de blog?
Mesmo se a sua empresa não é blogueira, é importante ter uma política de usos de blogs definida porque seus funcionários podem estar blogando e isso pode gerar sérios problemas. Principalmente se esses funcionários estiverem blogando de forma anônima e comentando assuntos intimamente ligados à sua companhia.
Peguemos o caso da Cisco que li na BusinessWeek. Ou melhor, de Rick Frenkel, um advogado de patentes da Cisco que por muitos meses manteve um blog pessoal (fora do ar) e anônimo contra contra os “Patent Trolls“. Patent trolls são pessoas ou empresas que compram ou registram patentes e buscam oportunidades de ganho processando empresas que supostamente copiaram a idéia, mas na prática não.
O fato é que Rick, de forma anônima soltava o verbo contra esse tipo de atitude chegando a envolver nomes de outras empresas e pessoas que atuavam como trolls. Seu blog mexeu com muitas pessoas até que por meio de ameaças ele acabou se revelando no último post. Ainda quando Rick afirma não ter feito o blog com o envolvimento de pessoas de dentro da Cisco, de uma forma ou de outra seu blog poderia ter beneficiado a companhia caso o governo mudasse as leis de patentes graças ao seu apoio anônimo.
Uma vez revelado a casa caiu pro lado da empresa e dele, e agora ambos respondem por processos de difamação. Seus funcionários podem estar blogando sem você saber. Se for de forma anônima então, pode ser ainda pior. Acho que está na hora de sua empresa reavaliar ou implementar uma política de uso para blogs ou um acordo de sigilo com seus funcionários dentro da empresa dependendo do caso. Acredito que isso pode ser chave para evitar problemas maiores em um momento como o citado acima.
2.0
O post anterior me fez pensar como tudo se tornou diferente com a adição da extensão 2.0 nas principais atividades exercidas pelas empresas ou nos nomes de funções de negócio das firmas dentro dos conceitos de administração. Só para demonstrar, se queremos mostrar a influência (não tão nova) da internet e suas ferramentas que permitem uma vida social virtual quebrando barreiras de forma direta e eficiente, basta adicionar 2.0. Sendo assim, podemos compreender melhor alguns já existentes como Web 2.0 (2.0 = gente conversando facinho facinho gerando valor e ruído muito rapidamente) e até mesmo criar o seu próprio termo e sair por aí pregando a boa nova.
- B2B 2.0
- Consumidor 2.0
- Automação de força de vendas 2.0
- Call center 2.0
- Supply Chain 2.0
- CRM 2.0
- …
Divertido, não? Eu acho meio sem sentido mas é e está sendo eficiente para associar um canal de comunicação chamado internet com as velhas instituições quadradas.
UPDATE: Matéria da BusinessWeek cobrindo mais um novo livro que fala sobre o assunto.
Enterprise 2.0 – Socializando a empresa
No próximo mês irei participar de um congresso aqui na Holanda sobre as empresas 2.0 ou o uso de softwares sociais (2.0) nas empresas. O congresso se chama “De web 2.0 até empresa 2.0 – Socializando seus negócios” e terá a participação de figuras importantes de dentro desse contexto como Ross Mayfield, fundador e presidente do Socialtext e o professor da Harvard Business School, Andrew McAfee (aliás, ele tem um ótimo blog sobre o impacto da tecnologia da informação nos negócios). Prometo colocar aqui alguns dos insights que tiver durante o evento.




