Ninguém lê blogs corporativos… e daí?!
Blog é um canal de comunicação. Você pode participar se quiser… repito: SE QUISER.
Assim como você pode ligar para um call center SE QUISER. Você pode ligar para o seu vendedor SE QUISER. Você pode ainda processar uma empresa SE QUISER.
Mas muitas das coisas acima você faz na verdade porque PRECISA. Você PRECISA de mais informação sobre um produto, você PRECISA tirar uma dúvida, ou você PRECISA resolver um problema – ou melhor – a empresa não foi capaz de te dar um serviço decente ou um produto de qualidade e acabou PISANDO NO SEU CALO gerando um problema… daí no final você meio que PRECISA mesmo…
De um lado temos INTERESSE do outro NECESSIDADE.
Sua empresa pode ser mestre em relacionamento e ter uma marca sensacional. Seus consumidores são fãs e tudo que você faz possui legiões de seguidores. Você é um mestre na arte de gerar INTERESSE. Por outro lado você pode ser mestre em material viral e polêmica. Uma máquina de fazer buzz. Seus consumidores PRECISAM ficar de olho em você porque você é pop.
No final das contas a sua empresa pode ter 1000, 100 ou 2 leitores (o dono da empresa e o blogueiro) do seu blog, mas se ela não consegue atrair leitores (nem eu) porque não tem um conteúdo atraente, uma marca famosa ou planejamento, eu vou ficar muito feliz e contente se no momento da minha NECESSIDADE e eu QUISER usá-lo como canal de comunicação, alguém do lado de lá me dê direção, atenção ou solução.
Prometo que ainda vou blogar, contar aos meus amigos e quem sabe até recomendar você caso isso aconteça. Excedeu minhas expectativas.
Pra quê se preocupar com número de leitores?
Carnaval: afastar a carne e o dia do sonho
Hoje cheguei no escritório aqui em Varsóvia e a galera tava maluca atrás de uns sonhos que eu chamei de “berliner“. Comi um e perguntei qual era o recheio, me falaram que era tipo uma geléia de rosas e que pela tradição Polonesa, se come esse tipo de “doughnut” na quinta-feira antes do Carnaval. Bizarro. O nome então é pior ainda: Pączek.
Depois que inventaram a wikipédia não tem mais graça contar história. Está tudo lá. Mas vamos na minha versão.
Hoje é a “Quinta-feira gorda” aqui na Polônia, na Alemanha, na Itália e na Grécia também se comemora algo do gênero nesse dia. O lance é comer adoidado porque a quaresma e a abstinência está chegando. Outros gulosos como os franceses, americanos, canadenses e mais uma pancada de países comemoram a “Terça-feira gorda” ou Mardi Gras em francês, e eles comem o que podem para não passar fome na quaresma, as variedades de guloseimas vão de panquecas doces até os próprios sonhos.
Existe até a hipótese de que a comida preferida dos policiais americanos teve origem nos Estados Unidos graças aos imigrantes Poloneses… Mas no final ninguém sabe quem inventou esses bolinhos fritos e suas variações. Em Portugal algo similar é servido também no Natal e na Holanda faz as festividades de final de ano ficarem muito, mas muito mais gordas (e saborosas) com os Oliebollen (literalmente bola de óleo).
Uns na terça, uns na quinta, mas nenhum falou de CARNE aqui. Num antigo post meu de 2006, eu estava explicando esse excesso antes da abstinência. “Carnem-levare”: afastar a carne, e sua derivação: Carnaval, falava do tema de um banquete de abolição da carne antes da quaresma. No fim das contas, “terça-feira gorda” e “carnaval” são o mesmo dia e defendem a mesma gulodice – respectivamente de doces e carne.
Aqui eles comem doces, no Brasil comemos churrasco (e que falta me faz). Faz sentido dado que a carne da europa é de qualidade inferior à brasileira. Mas isso já é divergir demais.
Bom carnaval a todos (porque eu não tenho e vou estar trabalhando para o bem da humanidade)
A foto acima é exetamente o Paczek que eu comi. Roubei a imagem de uma confeitaria Polonesa, veja aqui outros quitutes locais.
6 maneiras de fazer a web 2.0 funcionar na sua empresa
Artigo da McKinsey Quarterly sobre o tema mais discutido do momento nas rodas de marketeiros. Só que desta vez eles querem falar em tom corporativo e amplo.
Mas não estou linkando o artigo para que vocês apenas se beneficiem do conteúdo. Isso porque tem coisas alí que eu não concordo. Pode ser que eu esteja errado, mas eu não concordo. Se alguém quiser me dar a luz que guia o caminho dos despreparados, sou todo ouvido. Como educação – de novo aquela tecla que sempre falo aqui no blog – ele serve 100%.
Primeiro, na figura sobre as tecnologias web 2.0. Eles classificam RSS na categoria de “Criação de Metadata” – Pergunto: Como?! RSS na minha concepção é uma forma diferente de espalhar seu conteúdo, e não uma forma de metadata que adiciona informação ao conteúdo original. Estou certo? Já que estamos falando de ferramentas de web 2.0, alguém poderia me dizer o que é “Predictions Markets” e “Information Markets”?
Segundo, na frase “While they are inherently disruptive and often challenge an organization and its culture, they are not technically complex to implement. Rather, they are a relatively lightweight overlay to the existing infrastructure and do not necessarily require complex technology integration.” – Ok, condordo que você pode colocar um WordPress de pé em minutos. Mas dizer que web 2.0 é um mero “overlay” é muito 2006. Hoje em dia se fala de integrar os dados mesmo de sites terceiros como Facebook e afins para dentro de casa. Ou você vai querer mesmo manter alguém visitando manualmente as páginas de milhares de perfis para sempre?
Terceiro, as 6 maneiras soam para mim os clássicos exemplos de fatores críticos de sucesso de qualquer projeto de consultoria:
- Buy-in dos executivos
- Escutar os usuários
- Tem que por no processo (e até pagar por isso) senão ninguém usa
- E se for pagar, tenha certeza que não é só por isso que você quer que web 2.0 dê certo
- Acerte no time
- Mantenha o controle dos riscos e estabeleça planos de ação
Cadê a educação dos funcionários em termos de treinamento (awareness!!!).
Internet é o melhor exemplo de serendipidade
Artigo do Ethevaldo Siqueira publicado no Estadão essa semana indicado a mim pelo @Busarello (obrigado).
[Vou pular a definição do termo – você pode ler aqui do lado direito do blog]
[…] Minha última experiência de serendipidade ocorreu há duas semanas na internet, quando lia meus e-mails. Ao abrir a newsletter diária do site Slashdot.org, me deparei com a notícia da descoberta de uma técnica ultrassofisticada que poderá, talvez, levar à construção de memórias milhões de vezes mais poderosas do que as atuais, capazes de armazenar numa pastilha de alguns milímetros quadrados todo o conteúdo dos 60 milhões de livros da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos.
A notícia dizia que pesquisadores da Universidade de Stanford, valendo-se de um modelo de holograma quântico, conseguiram armazenar as letras “S” e “U”, sob a forma de dados, codificados a uma taxa de 35 bits por elétron. Se confirmada cientificamente, essa conquista mudará radicalmente a ideia hoje corrente entre os cientistas de que a representação de dados atinge seu limite quando um átomo representa um bit.
Nesse ponto, o que me preocupava era saber o que é holograma quântico. Em minha garimpagem pela rede, logo me deparei com outra notícia de cientistas da Universidade de Maryland que conseguiram transferir informação de um átomo carregado eletricamente para outro, como numa mágica, sem cruzar o espaço de um metro que os separavam. Imagino, então, que um holograma quântico seja uma espécie de teletransporte de partículas menores do que o elétron.
Insatisfeito, prossegui na pesquisa sobre esse tipo de holografia na versão eletrônica da enciclopédia Britannica – que, aliás, nada registra sobre o assunto. Na Wikipedia (em inglês, francês e português) achei diversos artigos interessantes. Finalmente, fui ao Google e encontrei quase 6 mil referências sobre o tema. O melhor artigo que li sobre holograma quântico, no entanto, foi o do professor Renato Sabbatini, da Unicamp, no link.
Essa pesquisa sobre holograma quântico me levou ao site do astronauta norte-americano Edgar Mitchell, o sexto homem a pisar o solo lunar, que estuda o tema há mais de 30 anos. Quando retornava à Terra, Mitchell viu uma luz verde-azulada intensa que cortava o fundo negro do universo. “Aquela visão – conta o astronauta – teve o efeito de um raio que mudou minha cabeça e minha vida para sempre. Desde então, dedico todo o meu tempo e esforço a compreender a natureza metafísica do universo.” (http://www.edmitchellapollo14.com/naturearticle.htm)
O SHOW DA TERRA
O leitor deve conhecer o novo Google Earth, uma ferramenta de busca surpreendente da internet hoje. Associado ao Google Maps, ele faz uma coisa admirável: transforma a Terra em um espetáculo cotidiano. Nunca pensei que um dia pudesse esquadrinhar cada cidade do mundo, aglomerados urbanos, chagas de desmatamento nas maiores florestas, comprovar a poluição marinha, rever a pequena fazenda de café e a vila de Aparecida de Monte Alto, onde passei minha infância.
Com o Google Earth, visitei dezenas de locais interessantes e famosos deste mundo e aprendi nos últimos meses mais geografia do que em todos os cursos formais que já fiz. Mergulhei no fundo dos oceanos, sobrevoei a massa de arranha-céus de Manhattan; visitei a Praça Vermelha, em Moscou; a Étoile, em Paris; o mercado de peixe de Tsukiji, em Tóquio; e o Lago Baikal, na Sibéria.
Com o Google Latitude, disponho de coordenadas terrestres em todos os mapas, o que me permite localizar pessoas via telefone celular ou GPS. O que me assusta é pensar o que será de nossa privacidade?
ENCICLOPÉDIAS
Outra forma deliciosa de serendipidade é navegar em qualquer grande enciclopédia, como a Britannica, a Larousse, a Spasa Calpe e a Wikipedia. Tenho paixão por esses repositórios do conhecimento humano.
Li na semana passada a notícia da descoberta de um pequeno erro da Wikipedia, edição alemã, na biografia do novo ministro da Economia da Alemanha, Von und zu Guttenberg, descendente do famoso inventor da imprensa. Seu nome completo é: Karl Theodor Maria Nikolaus Johann Jacob Philipp Franz Joseph Sylvester Freiherr von und zu Guttenberg. Alguém, contudo, introduziu por brincadeira, depois de Philipp, mais um nome: Wilhelm. O ministro não teve dúvida: comunicou-se logo com os grandes jornais e sites de TV alemães que haviam consultado a Wikipedia e pediu que corrigissem seu nome. E pediu que o chamassem apenas de Karl-Theodor zu Guttenberg.
Twitter para empresas
Repassando a dica do Juliano recebida do Radfahrer.
É o Yammer.
Com base no domínio da sua empresa no seu email (após o @), esse Twitter diferente apresenta, de forma restrita, outras pessoas da mesma empresa que também estão usando a ferramenta. Assim você segue e pode ser seguido por pessoas de dentro da sua própria organização.
Fácil, rápido e passando por cima de ferramentas de comunicação velhas e ineficientes de muitas companhias por ai.
Minha contribuição científica para o mundo
Acebei de ver a lista de trainees que estão ingressando em consultoria na minha firma no Brasil, fiquei feliz ao ver o tamanho da lista porque isso demonstra que as empresas no Brasil estão caminhando relativamente bem apesar dessa crise toda rolando no mundo.
Por outro lado, me chamou atenção o fato de o nome de quase todos esses 46 trainees ser longo, 27 desses trainees (58,7%) tem de 4 a 6 palavras no seu nome+sobrenome. Seguem os números:
- 2 deles tem 6 nomes
- 8 deles tem 5 nomes
- 17 deles tem 4 nomes
- 17 deles tem 3 nomes
- 2 deles tem 2 nomes
Eu sou de uma geração em que as pessoas recebiam 2 ou 3 nomes e sobrenomes, sendo que os 2 primeiros, quando tínhamos 3 palavras no nome, eram geralmente os diferenciadores, e o último era o sobrenome paterno. O sobrenome materno eventualmente ocorria ao invés do segundo nome genérico. No meu caso, Fábio Henrique Cipriani, meus 2 primeiros nomes são os que eu chamo “genéricos”, ou seja, não são “sobrenomes de família”.
Acontece que o mundo ganhou as mentes e a força de trabalho das mulheres, sua independência financeira e espaço. Sabendo que hoje em dia muitas mulheres não adotam o sobrenome do marido e não querem abandonar seu nome de solteiro ao casarem, quão longe estaríamos do veredito de que os longos nomes dessa geração é uma soma dos nomes das gerações anteriores mais a propagação do orgulho familiar, ou seja, não querer que seu sobrenome predileto caia no esquecimento?
Uma outra vertente poderia explicar isso também. O crescimento populacional vegetativo positivo. Ou só o crescimento dos nomes em geral. Com tanta gente no mundo, está ficando difícil encontrar combinações de nomes que mantém o pedigree e diferencia os indivíduos dos demais. Eu já vi outro(s) Fábio(s) Henrique(s) Cipriani(s) no Brasil, na Itália já vi Fabio Enrique Cipriani também. Nesse caso, além de explicar o aumento no número de nomes, poderíamos, com uma cajadada só, explicar os nomes absurdos que vemos por aí.




