Hipnotizando as massas
Um sujeito chamado Chris Hughes está prometendo hipnotizar as massas dia 4 de janeiro. O evento, chamado SocialTrance, tem a intenção de quebrar o recorde mundial de hipnose online e trazer níveis de relaxamento nunca antes atingidos para usuários de Twitter e/ou Facebook, e tudo isso via webcast!!!
Tudo o que você precisa:
- Uma mesa e uma cadeira confortável
- Computador ou laptop com som e Internet
- Um local silencioso
- E entender inglês, é claro…
Vale a informação de que “Trance” é um estado da hipnose onde as pessoas ficam muito vulneráveis a sugestão e persuasão.
Enquanto escrevo essas linhas 2100 pessoas já se inscreveram. Essa eu quero ver… espero que ele não me peça todo meu dinheiro e nem sugestione que eu deva sair de casa pelado…
Outras pessoas online também promovem a hipnose e algumas até ganham dinheiro com isso. Tem o Self-Hypnosis, Free Self-Hypnosis, Conversational Hypnosis, Pense Leve para emagrecer, entre muitos outros. Não conheço, ainda sou cético e, portanto, não recomendo. Fica mais a título de informação.
Empresas do futuro: conectadas e sociais
A frase acima pode até ser verdadeira, mas isso está longe de acontecer.
- Primeiro porque os executivos não possuem visão estratégica sobre as mídias sociais. Não sabem o que podem ou não podem ganhar ou perder no curto, médio e longo prazo.
- Segundo porque ainda consideram a ferramenta um canal exclusivo de marketing, e que deve ter criativos e jovens para criar, conectar e gerar resultado. Se mídias sociais são relacionamento, tem mais coisa a ser considerada nesse mundo.
Tudo o que acontece nas mídias sociais e que se relaciona com sua marca é uma informação que, somada às informações de outros consumidores, produz um conteúdo valioso que serve tanto para extrair idéias quanto para agir em cima dando suporte ou orientação. Tudo o que acontece é uma oportunidade.
Aí vem a empresa, contrata uma agência e pede que eles criem uma ação social online. Eles fazem. Tem começo meio e fim. Produz resultados bons. Até suporta um ou outro cliente. Mas ao acabar tudo, NADA fica na base de relacionamento da empresa contratante. Nem parece que tanto se falou sobre a marca. Nem mesmo as equipes internas da empresa possuem consciência do que se passou. As dúvidas, reclamações e elogios são conhecidos pelos profissionais que sentaram na linha de frente e eles não são da empresa.
Não sou contra contratar agências. Sou contra deixar de pensar em processos. Processos que conectem a agência às pessoas corretas dentro da empresa para agilizar na solução de problemas, que prevê situações não esperadas e enderecem as mesmas de forma eficiente, que alimentem a base conhecimento sobre o cliente e o mercado da empresa e que praticamente integrem o trabalho em mídias sociais no foco da excelência ao cliente.
25 produtos que podem mudar o mundo
Publicado pela BusinessWeek essa semana, o slideshow que mostra os 25 produtos que podem mudar o mundo é fascinante. Eles incluíram inclusive o SkySails que apresentei aqui no começo de 2008 e um dispenser de bicicletas que cheguei inclusive a usar quando estava na Holanda.
E já que é para falar de slideshows da BusinessWeek, vale uma espiada na lista dos melhores em design em 2009. Nem tem graça com a Apple.
Por que não postei isso no Twitter já que são apenas links?
Porque os posts de blog duram mais e ainda causam mais impacto. Quem me segue nem sempre lê o que escrevo por lá, mas aqui a história é diferente. Abraços!
Reflexões sobre o Café Aberje
Depois que estive no Café Aberje em Campinas no último dia 27 de novembro não tive a oportunidade de refletir e trazer minhas conclusões com base no debate que ocorreu logo após as apresentações do Marcelo Coutinho e a minha. O Rodrigo Cogo também fez uma bela cobertura do evento.
As simpáticas Mariana e Licia da CPFL me informaram que no total passaram mais de 150 pessoas pela audiência, que por sinal se demonstrou muito participativa. Também é ótimo contar com ferramentas como o Twitter para enviar ao moderador sugestões de perguntas. Tudo muito dinâmico.
Sem alongar demais, seguem as conclusões:
- Mídias sociais online partem de algo que ainda não é de domínio humano;
- Sendo assim, as reações a eventos novos são imprevisíveis, estamos todos aprendendo;
- Uma empresa não deve se abrir escancaradamente, existem regras do jogo e estratégia competitiva sempre;
- Muita gente ainda não sabe como mensurar resultados do uso das mídias sociais;
- E muitas delas sequer sabem se mensurar é a forma mais correta de monitorar a performance;
- Executivos entendem melhor de mídias sociais online quando tem filhos adolescentes (essa é do Marcelo);
- Schumpeter era um cara pra frente do seu tempo…
Grande abraço a todos que participaram!




