Update sobre meu livro parte 2
No post anterior falei mais da primeira parte do livro. Segue então, no resto deste post, a visão da segunda parte do livro que fala mais diretamente de estratégia em Mídias Sociais.
Em uma bela figura de guarda-chuva, eu incluo todos os ingredientes do que considero parte de uma estratégia: objetivos, abordagens, dimensões e os canais, que são as próprias mídias sociais. As dimensões consistem de 7 elementos que devem ser levados em conta quando da preparação de uma nova estratégia e para a manutenção da mesma. Não vou revelar os 7 elementos, mas em breve vocês saberão. Cultura & pessoas e Tecnologia são 2 deles, posso adiantar. As abordagens (que já mencionei no post anterior) devem ser amarradas com os processos já existentes na empresa ou novos processos que adequam o modo de trabalhar com as mídias sociais.
Vem então um belo capítulo de ROI em mídias sociais, um trazendo exemplos brasileiros que se relacionam com cada uma das dimensões estratégicas apresentadas anteriormente (7 cases mais um “bonus”), e um curto epílogo com um pé no futuro.
O livro está pronto. 5 meses escrevendo e arrematando as últimas entrevistas no Brasil. Quase 2 anos de pesquisa e amadurecimento. Falta só publicar, mas ainda falta um pouco para chegar às livrarias. Se tudo correr bem em 2 meses, senão em 3.
Agora preciso pensar no que fazer com os meus blogs. Tenho pensado em unificar tudo. Idéias são bem vindas.
Update sobre meu livro de estratégia em mídias sociais
Estou na reta final para finalizar meu livro que terá cerca de 15 capítulos em duas grandes partes, além da introdução e alguns apêndices básicos. E fiz este post porque quero ir transmitindo pouco a pouco aos leitores do meu blog o que vocês podem esperar do livro em termos de conteúdo. Quem sabe para ir despertando o interesse e, ao mesmo tempo, já ir esquentando os motores das discussões.
Dentro da primeira parte, “Entendendo o novo mundo social”, além de introduzir um novo ciclo de vida do cliente para as empresas, eu uso o mesmo para explicar os tipos de abordagem que uma empresa poderia usar ou usufruir, relacionados com as mídias sociais. Durante a explicação dos passos desse novo ciclo, eu discuto sociologia, ciência do consumo, neurociência, individualismo, outras picuinhas e acabo falando de 5 grandes abordagens que eu considero cobrir 100% de tudo o que pode ser feito nas mídias sociais dentro do mundo corporativo:
- Monitoramento
- Marketing colaborativo
- CRM Social
- Inovação colaborativa
- Empresa 2.0
Abordagem é livre, a criação ou combinação vai até onde os processos das empresas podem ser transformados em “processos sociais” de alguma forma. Essas são as minha 5 abordagens possíveis. Invente a sua.
Em outro post eu falo mais da parte de estratégia.
Meu último post no Serendipidade era o texto que comecei fazer para o capítulo de encerramento do livro, mas ao reler achei muito catastrofista e pessimista. Resolvi largar mão e postar no blog. Vale a reflexão. Entra lá e me diz o que acha.
O mundo dos mundos virtuais sociais
Vivemos em um mundo repleto de outros mundos virtuais onde pessoas se relacionam, conversam, brincam e se divertem. Nesses mesmos mundos pessoas se magoam, se deprimem, brigam, roubam, matam e se matam no mundo virtual e algumas vezes no real. Parece nosso mundo real, é, aliás, um espelho do nosso mundo real. Ser social é inerente ao ser humano.
A tecnologia social que aproxima as pessoas pelo meio virtual também pode afastar as pessoas no mundo real. Hoje já testemunhamos casais de jovens que quando sentam para uma refeição em um restaurante quase não mais se conversam. Cada qual vive imerso em seu smartphone. E o caminho da mudança ainda promete muitos outros impactos na nossa sociedade cada vez mais dependente da tecnologia e da rapidez. Em poucos anos as redes sociais serão como o ar que respiramos? Ou estando em todos os lugares serão como um saco plástico que sufocará e apagará o calor humano?
Não quero parecer catastrofista. Mas não consigo evitar o pensamento uma vez que ainda não vemos um basta no fim do túnel. Vem-me a mente uma palestra do Professor Romeo Busarello, também Diretor de Internet da Tecnisa. Nos primórdios do mundo as pessoas se sentavam em círculos, com o rádio sentaram em U, com a TV formaram uma linha horizontal de frente para ela, com o computador se sentam sozinhas para interagir com o mundo online, e agora que os smartphones entram em cena, temos o mundo na palma da mão. Todas essas formações absorviam nossa atenção, de pessoas, fomos a objetos onde ouvíamos ou víamos pessoas, e voltamos a conversar com as pessoas, só que por meio de uns e zeros, digitalmente.
Lembro-me também do desenho animado Wall-E, da Pixar, com todos aqueles humanos gordinhos e sem mobilidade por causa de décadas vividas confinadas dentro de uma nave espacial nos confins do universo. Cada um no seu computador pessoal. Previsão do futuro?
Privacidade? Com redes sociais acessíveis na palma da mão e a localização via GPS, novas redes sociais começam a surgir com a possibilidade de dizer a todos no mundo virtual qual é a sua exata localização. Somando isso ao seu perfil com dados pessoais e preferências, temos uma ficha completa e em tempo real das pessoas. As implicações são ilimitadas porque no nosso mundo desenvolvemos tecnologia rapidamente, mas o ritmo da ordem, das regras, segue atrasado, em passos lentos e interferentes com a liberdade de expressão.
Talvez não exista motivo para se preocupar. Existem os exageros, mas também podemos considerar que há de haver um balanço. Um bom senso que limita a vida sedentária trazida pela tecnologia com o bem estar da mente e do corpo, exercícios físicos e saúde. Temos que pensar na perpetuidade da raça humana.
Preocupa-me, no entanto, se esse bom senso for o mesmo que aquece o planeta ano após ano, se esse bom senso for o mesmo que aumenta o número de divórcios ano após ano, se for a busca pelo lucro máximo ao invés do ótimo.
Somos atores principais e coadjuvantes de um teatro chamado planeta Terra, aproveite! Aproveite porque parece que o espetáculo está terminando.




