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Google Earth

jun 29, 2005   //   por Serendipidade   //   Criatividade / Inovação  //  2 Comentários

A Google acaba de lançar a sua versão de “navegador terrestre”. Se trata do Google Earth, que era de uma empresa da califórnia chamada Keyhole e que foi comprada há alguns meses atrás pela Google.

O software tem aproximadamente 10 Mb e é gratuito para todos no plano básico, onde é possível acessar todos os mapas sem restrições de resolução ou acesso.

Nele você poderá navegar por todos os lugares do mundo vendo as imagens através de fotos aéreas ou de satélite. A cobertura com alta resolução se restringe apenas a algumas das principais cidades do mundo, principalmente as dos Estados Unidos, as quais possuem uma resolução ainda maior e mais algumas outras funcionalidades.
(c) Google Earth
No Brasil, temos somente a cidade de São Paulo em alta resolução (foto do estádio do Morumbi), ficando os arredores com um pouco menos de qualidade e o restante do Brasil apenas com vista para os principais acidentes geográficos.

A Google suspendeu ontem (29/06) os acessos para download do programa devido ao número grande de downloads e novos acessos. Segundo eles, devem liberar em breve novamente.

Atos Instintivos 2

jun 26, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  1 Comentário

BicicletaAs maneiras com que agimos na interação com o meio em que vivemos:

Adaptando – Nós alteramos o propósito e o contexto das coisas para atingir nossos objetivos

Reagindo – Nós interagimos automaticamente com espaços e objetos que encontramos

Respondendo – Algumas qualidades e características nos fazem se comportar de maneiras peculiares

Sinalizando – Nós transmitimos mensagens e lembretes a nós mesmos e a outras pessoas

Aceitando – Nós aprendemos padrões de comportamento de outras pessoas do nosso grupo social e cultural

Explorando – Nós tiramos vantagens de qualidades físicas e mecânicas que conhecemos

Usando – Nós fazemos uso das oportunidades presentes à nossa volta

Comecei com um site paralelo a este para publicações de fotos minhas (ou de quem quiser participar) sobre Atos Instintivos. A idéia é publicar fotos do cotidiano dos Atos Instintivos do Brasileiro, e é baseada no livro Thoughtless Acts, ao qual já fiz referencia aqui.

Este é o link para o site Atos Instintivos

Na barra vertical ao lado, também é possível acessar diretamente daqui deste site e ver uma introdução das fotos mais recentes do álbum.

A expressão através das placas

jun 23, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  Nenhum comentário

Copyright (c) Colors - Taschen BooksVarios tipos de sinais podem fazer parte de uma maneira de comunicação onde, cada indivíduo humano é bem capaz de traduzir as imagens em uma mensagem. Basicamente é assim:

Imagem + Interpretação Lógica Cognitiva = Mensagem

Essa interpretação parte do princípio que nós sendo vivos e vivendo o cotidiano, somos capazes de fazer associações daquela imagem com alguma experiência anterior na nossas vidas, ou seja, a imagem remete a uma experiência vivida antes.

Isso vale tanto para “imagens FIGURAS”, ou “imagens LETRAS”. Ainda nas letras temos algo mais, uma composição de imagens (palavras) transmitindo a mensagem.

Incrível é ver em alguns casos a incrível capacidade de criação do homem no momento da criação… Como uma placa de trânsito por exemplo, que por muitas vezes podem remeter a algo engraçado, de dupla interpretação ou passar a mensagem desejada. Esses podem ser sinais feitos meio que sem pensar ou por deficiência em algumas disciplinas vitais na comunicação como o alfabetismo ou cultura geral.

Dentro dessa linha, convido vocês a conhecerem um pouco mais do mundo dos sinais transmitidos via PLACAS:

Copyright (c) Colors - Taschen Books

- O Site Signs of Life possui um acervo interessante de placas curiosas pelo mundo.

- O livro 1000 Signs lançado pela Colors Magazine da Benetton, é um livro que tras placas do mundo inteiro reunidas por assunto, como por exemplo: Animais, Homem, Pare, Transporte, etc.

- Já no Brasil, temos o Brasil das Placas lançado pela Editora Abril que trata mais de erros de português ou placas que anunciam um estabelecimento de nome incomum.

Pulseiras da moda ou da distância?

jun 12, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  3 Comentários

Um dia, há varios meses atrás eu vi um sujeito usando uma dessas pulseiras amarelas e confesso que fiquei curioso por saber do que se tratava esse ornamento uma vez que comecei a perceber a sua presença em vários braços a partir de então.

Se tratava da pulseira lançada pela fundação de um famoso ciclista para angariar fundos em prol das jovens vítimas do Câncer, que juntamente com uma grande companhia de equipamentos esportivos, através do seu website passou a vendê-las aos milhões.

Não que não seja uma ótima campanha, muito séria e comprometida com seus objetivos financeiros e “marketeiros” (falo disso mais tarde). O mundo precisa disso, a solidariedade das pessoas comprando essas pequenas lembranças. Uma ótima oportunidade para mover as pessoas a colocar dinheiro na solidariedade. Muitos de nós não fazemos nada para construir ou tentar ajudar um próximo necessitado, assim, essas pulseiras são um escambo muito justo, faz com que o indivíduo dôe seu dinheiro indiretamente, recebendo um “recibo” por isso. Recibo esse que poderá ser mostrado aos seus amigos na sociedade capitalista de hoje que ele é uma pessoa “engajada” com a ajuda e as boas ações. Quem sabe até propagar a boa ação pelos amigos e parentes próximos.

Feliz a idéia do nosso ciclista que fomentou diversas ações do gênero pelo mundo surgindo assim todo uma nova linhagem de “pulseiras solidárias”. Repito, não é que não seja uma boa idéia, é ótimo e tem trazido bons resultados, mas quero mostrar que precisamos ser sensatos ao comprar uma delas, e perceber que podemos fazer ainda mais pelo mundo do que simplesmente “andar na moda”. Além das pulseiras ainda existem outras maneiras de ajudar, não basta ajudar na “onda da moda”, tem que ajudar sempre. Em uma outra oportunidade, outro dia, gostaria de falar sobre essa “ajuda oportunista”.

Aqui no Brasil eu percebo que somos muito Humanos com “H” maiúsculo, fomos tomados subitamente pela febre das pulseiras, todo mundo, todo mundo ajudando… ajudando? Sim, ajudando… ajudando também nossos amigos falsificadores a ganhar mais dinheiro por causa de MODA, sim, Humanos gostam de ficar na moda, estar sempre da maneira que estão os demais da sua tribo, se parecer bem e no alto da hierarquia do bem estar que nós buscamos em nós mesmos: ser aceito pelos outros Humanos.
Infelizes são os falsificadores que para não passarem fome, seja aqui ou seja em outro país, são muitas vezes astutos e acompanham uma onda que pode trazer o seu ganha pão. E no final o que temos? Que a pulseira da solidariedade acaba servindo também para os “pobres” falsificadores! Bom? Mal? Veremos…

Faço uma pequena interrupção na linha de raciocínio porque queria ainda completar um outro aspecto. A fraternidade, amizade e solidariedade são coisas que estão na moda também. Hoje em dia as empresas estão cada vez mais investindo em programas de responsabilidade social. Através de voluntários do próprio corpo de funcionários, a empresa entra com o patrocínio ou eventos que promovem o crescimento da sociedade necessitada utilizando a sociedade mais abastada.

Assim, ao comprarmos a pulseira temos que botar a mão na cabeça e pensar: Estamos ajudando? Ou estamos tentando ficar longe da pobre realidade social ajudando remotamente, indiretamente, à distância? Temos medo?

Algema com pulseira

Aos que compram as falsificadas, não temos como saber de onde vem e se o falsificador é realmente pobre. Se ele utiliza mão de obra infantil ou promove o tráfico com o dinheiro.

Por outro lado, aos que compram as originais, lembrando do marketing que as empresas estão fazendo com a Responsabilidade Social, sabemos que o dinheiro provavelmente vai promover o bem. Porém não sabemos se a empresa também não usa mão de obra infantil ou conta com empresários corruptos que desviarão uma parte da grana. A Responsabilidade Social pode ser uma mascara ou um elixir que apaga a memória de todos nós, pobres consumidores capitalistas.

E os que compram pela moda? Nem precisamos nos preocupar, pois eles nem devem ter entendido tudo isso… pecam pela inocência.

Como diria Luciano Ligabue de um grupo de rock italiano em uma de suas canções: Baby, é um mundo super.

Atos Instintivos

jun 8, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  1 Comentário

Foto publicação do site oficial.Thoughtless Acts é um livro muito interessante que fala sobre atos humanos instintivos ou impensados. Compilado pela Janet Fulton Suri que integra o time de profissionais da IDEO, o livro consiste em um conjunto de fotografias que mostram como nós adaptamos, usamos, interagimos, sinalizamos e adequamos a nossa existência com o ambiente e os objetos que nos circundam.

Trecho da introdução:
“Algumas ações, como por exemplo segurar em algo para balançar, são universais e instintivas. Outras, como aquecer as mãos em uma caneca quente ou acariciar veludo, se baseiam em experiências tão incorporadas que se tornam quase inconscientes. Pendurar um paletó para reservar uma cadeira se tornou espontâneo através de hábitos e aprendizagem social. A observação de cada uma dessas interações cotidianas revela detalhes sutis sobre como nós relacionamos com o mundo natural e projetado. Esta é a informação e a inspiração chave para o design, e um ótimo ponto de partida para qualquer iniciativa criativa.”

O livro publicado pela Chronicle Books não tem versão brasileira mas pode ser encontrado nas grandes lojas on-line internacionais. O site oficial é uma oportunidade de conhecer melhor o livro e também possui uma seção dedicada a fotos enviadas por leitores com suas próprias observações.

Um ensaio no final do livro nos ensina a perceber melhor essas ações inconscientes gerando a oportunidade de enchermos os olhos com fascinação.

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