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Diálogo e a Economia de Rede

dez 2, 2008   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  2 Comentários

Economia de Rede no contexto da Internet A Internet hoje possui inúmeros termos que ajudam explicar nada mais nada menos que a Economia de Rede.

Economia de Rede é a criação de valor por redes sociais em escala global que conectam empresas, governos e principalmente as pessoas que movimentam os mesmos. O combustível que movimenta uma economia de rede são as conversações entre as pessoas, o diálogo. Esse tipo de economia acontece não só na Internet, mas também fora dela no mundo físico.

A figura ao lado demonstra o ambiente que temos hoje traduzido para o contexto da Internet. Entre a economia de rede e o diálogo temos alguns elementos importantes.

Economia da Internet é a economia de rede localizada na rede mundial de computadores.

Mídias Sociais são ferramentas que permitem a formação de discussões entre as pessoas e empresas conectadas na rede. Web 2.0 é a plataforma que sustenta as mídias sociais por meio de blogs, wikis, redes sociais, entre outras aplicações.

Redes Sociais são um dos tipos de ferramentas oferecidas pela plataforma web 2.0 e constitui um dos melhores exemplos de mídia social. Facebook, Orkut e MySpace são os exemplos mais populares de redes sociais.

Comunidades Virtuais são as pequenas tribos formadas dentro de uma rede social, onde pessoas se conectam para conversar sobre os assuntos de seu interesse e descobrir que no final das contas todos temos várias características em comum quando temos objetivos parecidos.

Diálogo é o que permitiu que nós seres humanos formássemos o mundo como ele é hoje, a sua sociedade, economia e essa complexa bola desenhada logo acima.

Faz sentido?

Ciclo de vida do cliente sob outro ponto de vista

jul 4, 2008   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  1 Comentário

Dentro do âmbito da gestão do relacionamento com o cliente (vulgo CRM) existe outra sopa de letrinha em inglês para determinar o ciclo de vida da experiência que um cliente tem com uma empresa, é o chamado CLC (Customer Life Cycle).

A idéia do CLC é descrever o que acontece na relação da empresa com o cliente no tempo, indo desde atrair a atenção do cliente gerando uma oportunidade de venda até os esforços de fidelizar e reter o cliente, passando pela venda e pós-venda. A figura ao lado é bem tosquinha mas passa a idéia.

Mas aí veio da internet (exceto para a Telefônica), os clientes com informação ao alcance de uma caixinha de buscas, opiniões de outros clientes facilmente acessíveis, enfim, tudo muito favorável para que o cliente extraia o melhor pois é ele quem paga e devemos respeitar isso.

Na minha opinião, nesse novo mundo unificado pela internet, uma melhor forma de otimizar todos os passos do CLC é inverter a interpretação para o ponto de vista do cliente, ou seja, pensar como é o ciclo de vida das empresas para os clientes.

Algo do tipo: eu olho ao meu redor, percebo o ambiente, encontro minhas necessidades, pesquiso sobre o produto, decido qual comprar, compro, recebo, experimento, compartilho minhas opiniões ou indico, desisto de usar ou se torna obsoleto.

O exercício é: para cada um dos passos acima, pense como estou usando a rede, comunidades virtuais, opiniões online para moldar o resultado desse ciclo de vida.

Estou pensando a respeito. Alguma idéia, observação? Isso é input para meu novo livro.

Crowdsourcing na pele

jan 9, 2008   //   por Serendipidade   //   Serendipidade  //  Nenhum comentário

Pra quem pensa que eu fiquei os últimos 3 meses coçando enquanto aguardava minha vinda pro velho continente, queria dizer que as coisas não são bem assim.

Momentaneamente me veio à mente um episódio da minha pré-adolescência onde uma professora do colégio me instruia que em redações não devemos usar a palavra “coisa”. Engraçado como fixamos lembranças desse tipo

Voltando para a terra.

Algum tempo atrás mencionei o Crowdspirit e que eu fazia parte da equipe de beta-testers da bagaça. Pois então. Há dois meses estou envolvido na construção do primeiro produto eletrônico produzido inteiramente por uma comunidade virtual. Dentro da comunidade estou liderando a frente de marketing e acabo de publicar internamente o rascunho daquele que será o plano de marketing do nosso primeiro produto, com direito a SWOT, 4Ps e tudo.

Ainda falta muito trabalho até o lançamento do nosso Calendário Digital para pendurar na parede! Sim, esse é o produto. Nesse meio tempo estou tendo uma ótima experiência conhecendo novas pessoas do mundo todo e tendo a oportunidade de sentir na pele o que é Crowdsourcing e como funciona a dinâmica das interações entre membros de uma equipe voluntária.

Não sei como vão me pagar ainda. Por enquanto estou mais preocupado em aprender novos conceitos. Mas se quiserem me pagar com stock options eu to dentraço. Não sou massagista, mas quem sabe eu ganho uns milhões no futuro…

Quem estiver afim de ajudar é bem-vindo. Mas primeiro é preciso pedir acesso, veja no website como ajudar.

CrowdSpirit à vista

set 5, 2007   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  4 Comentários

Eu sou um dos 500 beta testers da plataforma do CrowdSpirit. Eles abriram a versão beta há 1 semana aproximadamente.

O Crowdspirit é uma comunidade para gerar idéias na criação de novos produtos eletrônicos. Cada idéia de produto é votada e passa a figurar um ranking de classificação. A idéia poderá receber sugestões de melhoria por outros usuários, os quais acumulam pontos. Uma idéia identificada que possua interesse de investimento será executada e vendida comercialmente, e os responsáveis pela idéia e melhoria recebem royalties ($$) por isso. Ah, é possível enviar problemas também, ao invés de idéias (a solução).

Hoje recebi um email deles informando que a versão Beta está bastante estável e que eles deverão abrir para o público em geral daqui há 2 ou 3 semanas. Já está rolando umas idéias legais por lá, algumas absurdas (e estou falando na qualidade de engenheiro eletrônico) e outras viáveis.

Como toda comunidade virtual, é bastante interessante acompanhar e participar das discussões até para poder começar a se empolgar com a idéia de enviar idéias ou problemas. A curva de aprendizado para usar a comunidade é bastante pequena.

Quando falamos em cadeia produtiva, os fornecedores da matéria prima buscam enxergar as demandas dos clientes para controlar a produção. O Crowdspirit pode funcionar como um avaliador de tendências com essa finalidade, servindo as empresas como um ótimo indicador tanto da criação de novos produtos quanto do desejo dos consumidores.

Adoramos comunidades porque somos parecidos…

set 11, 2006   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  1 Comentário

yotophoto.com…muito mais parcidos uns com os outros do que vocês imaginam.

Estou preparando uma palestra sobre comunidades virtuais para apresentar na USP em São Carlos no próximo dia 21/09. O tema principal parte do princípio de que somos seres humanos porque somos sociáveis, e a partir daí cito alguns nomes e exemplos antes de classificar as características das comunidades virtuais.

Passando por nomes como Howard Rheingold, o pai do termo “comunidade virtual”, e pelo filósofo espanhol Fernando Savater, chegamos a Donald E. Brown e sua lista de universais humanos.

Essa lista é fantástica, a conheci por meio do livro Tábula Rasa de Steve Pinker (o qual coincidentemente está citado na revista Veja desta semana).

Nela você vai conhecer aspectos humanos que são encontrados em todos os povos que se tem registro, mesmo povos mais antigos.

Olhe uma parte da lista neste link e tire suas próprias conclusões.