Para pescar você precisa saber onde está navegando

mai 18, 2009   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  7 Comentários

Jeremiah OwyangHoje participei de uma sessão de conscientização sobre Mídias Sociais patrocinada pela minha empresa, que incluiu uma mesa redonda com diversas empresas de diversas indústrias expondo suas dúvidas e práticas dentro desse mundo fantástico, dinâmico e cheio de oportunidades. Contamos com a presença e mediação de Jeremiah Owyang, analista da Forrester, o qual recentemente publicou seu último artigo (recomendado!) sobre o futuro da web social.

Achei interessante sua analogia com a pesca. Clientes são os peixes (que também vivem em comunidades), você usa as ferramentas sociais – tecnologia – (isca, vara, anzol) para pescar, mas precisa saber onde está navegando, especialmente se quiser achar os peixes grandes, as melhores oportunidades.

É divertido e instrutivos fazer analogias. Os caras da Forrester parecem ter um dom especial, ainda quando elas podem ser meio chocantes porém verdadeiras, como a do George Colony, CEO da empresa, que eu publiquei no Blog Corporativo semana retrasada:

[...] Social [Media] é como sexo. É divertido falar e ler a respeito, mas você não pode compreendê-lo completamente ao menos que você o faça.[...]

Troquei algumas idéias com Jeremiah sobre Social CRM e as recentes discussões da comunidade dos consultores dessa área. Também comentei sobre meu novo livro e que não tinha nenhuma intenção de competir com o Groundswell – ao qual ele disse “Go ahead!” – e eu disse “I’d better do”.

Com ou sem analogia, o recado final é que não adianta escapar ou dizer que o Brasil ainda não tem mercado para esse tipo de conversa, ou seja, que as empresas no Brasil não investem ou estão esperando os resultados dos demais países. Alô Brasil! Precisamos correr atrás do que nossos clientes, sejam eles ativos ou passivos nas redes sociais, estão aprontando.

E isso não significa adotar tecnologia. Significa entender o mercado em que você atua e modelar sua estratégia social. Aí sim podemos eventualmente falar de bits e bytes.

Qual é a experiência dos seus clientes digitais com a sua marca?

7 Comentários

  • [...] de postar algo no Serendipidade que vale a pena ser mencionado aqui. Dê um pulinho lá, leia e descubra que sexo e pesca estão [...]

  • unico problema das empresas com as midias sociais em si é saber valorizar os que colocam as midia pra rodar.. faço publicidade para grandes empresas em orkut, myspace e blogs ha 3 anos e os resultados são sensacionais..falta valorizar

    • Ou apresentar os seus ótimos resultados em forma de cases. As vezes é a falta de oportunidade ou de abertura que conta.

  • Oi, Fabio! Muito interessante o artigo. Também li seu livro Blog Corporativo e gostei muito. Ótimo saber que há um novo livro a caminho! Já tem data prevista para lançamento?

    Abraços!

  • NO MEIO DO CAMINHO TINHA UMA MOSCA, E TINHA OBAMA

    Olá, Fabio, acabo de ler seu post Para Pescar é preciso Saber onde se está navegando. Ia comentar antes até, protelei e hoje não consigo mais deixar de falar disso. Concordo e endosso. E chamo sua atenção para algo que experts em virais poderiam responder a essa minha cabecinha de jornalista ainda aprendiz de redes sociais. E quando no meio da navegação aparece uma mosca intrusa e o Obama entra na história.
    Na hora do almoço, entro no Youtube para navegar. Por esses malucos caminhos da net, descubro: a campanha oficial da Folha (a da mosca, sabe?) e pré Obama, tem 3.361 exibições no youtube. Um remix feito por um desconhecido (ainda estou à procura do autor, se alguém souber, me avise), com a mosca do Obama e o próprio Obama, já está com 6.155 exibições. Seria o caso dessa agência abraçar a causa, ou mesmo a mosca? Aí vai o link: http://www.youtube.com/watch?v=IXMcei2iSRA. Quanto à oficial, é só dar search Mosca, Folha, Africa.
    O que fazer quanto essas sincronicidades (foi copiar um termo de Jung) acontecem. A campanha tava no ar e o Obama batendo na mosca. O que a agência deveria fazer?
    Abs.

    Terciane

    E isso não significa adotar tecnologia. Significa entender o mercado em que você atua e modelar sua estratégia social. Aí sim podemos eventualmente falar de bits e bytes.

    • Sua última frase é de um teor consultês colossal e verdadeiro. Entender o mercado é pré-requisito não só para moldar sua estratégia social. Mas sim a sua estratégia vital (social, financeira, investimento, foco, etc e tal). Por mais difícil que seja sincronizar os seus esforços com o que aconteceu por último, sua estratégia deve, no mínimo, contemplar escapatórias que possibilitam desviar levemente o caminho e voltar. No seu exemplo citado seria sair na frente, antes desse usuário do YouTube. Revisar e reapresentar. Não tem nada de mal nisso, não é?!

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