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Inovação não é só web 2.0

mai 20, 2008   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  Nenhum comentário

Amazon.comGuru fala e seus seguidores escutam. C.K. Prahalad, o homem que descobriu a riqueza na base da pirâmide, lançou no mês passado, em conjunto com and M.S. Krishnan, suas idéias sobre inovação no livro: The New Age of Innovation: Driving Cocreated Value Through Global Networks.

Segundo os autores, uma mudança global está ocorrendo no momento que você lê essas linhas. Essa mudança diz respeito à forma que as empresas criam proposições de valor para seus clientes, e se dá, segundo os autores, baseados em 2 pilares:

1. “Valor é fundado sobre experiências dos clientes únicas e personalizadas.” – O nome desse pilar é N = 1 (um cliente por vez) e podemos lê-lo como “cada cliente é único.”

2. “Nenhuma empresa é grande o suficiente em escopo e tamanho para satisfazer as experiências de um cliente em um determinado momento.” – O nome desse pilar é R=G (recursos de múltiplos fornecedores freqüentemente provenientes do mundo todo) e significa que o segredo é ter acesso aos recursos e não possuí-los.

Os autores nos lembram que a inovação não está somente em Google, Apple, web 2.0 e tecnologia de ponta, mas possuem outras facetas que não podem ser ignoradas. Já comprei o meu.

A armadilha e a bola de neve da empresa magra

mai 13, 2008   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  3 Comentários

pffc-online.com/mag/paper_latitudes_leanLean‘ é uma das palavras mais importantes desta década. E não estou falando somente de 6-sigma ou qualquer outra maneira de enxugar seus processos produtivos, estou falando de enxugar TODO E QUALQUER processo dentro de sua empresa para cortar custos e economizar alguns trocados, no jargão de negócios: lean enterprise.

Toda empresa busca e sonha em ter seus processos correndo redondinhos, sem nenhuma falha nas etapas e com todos sistemas integrados e sem bug. O conceito é nobre e respeito de coração a busca por processos perfeitos ou otimizados para cortar custos, mas isso pode fazer com que a empresa passe toda a sua vida apagando incêndios. É como uma bola de neve se você se descuidar.

Você toma um prejuízo e a primeira reação é: otimizar e demitir. Essa é a armadilha e é preciso ter muito cuidado, em pouco tempo você estará cronometrando o tempo que seus funcionários passam no banheiro.

Uma vez que seus esforços estão direcionados no sentido de otimizar, otimizar e demitir, pouco sobrará para duas parcelas esquecidas: a inovação e o relacionamento com o cliente.

É como uma gangorra. Se um lado melhora (pra cima) o outro piora (pra baixo).

Inovar e criar novas oportunidades é muito melhor. É esperto, desafiador e corajoso. Cortar postos de trabalho é para quem já se viciou no ciclo do extintor (ou para empresas em países em crise, mas aí já é outra história).

Conteúdo gerado por empresas

abr 29, 2008   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  2 Comentários

Key to company visibility - Mauro Lupi presentationSopa de letrinhas para classificar o caos de informação que encontramos na internet hoje. Depois de User Generated Content (UGC) e Employee Generated Media (EGM), me deparei ontem com o EGC (Enterprise Generated Content).

Parece brincadeira, mas esse tal de “Conteúdo gerado por empresas” faz realmente sentido.

Nas tentativas de ganhar visibilidade no mercado, as empresas sempre criaram dois tipos de fonte de informação sobre ela: Publicidade e Conhecimento. No começo só a publicidade imperava com mais força, com uma pequena ajuda do marketing boca-a-boca dos clientes satisfeitos (reconhecimento por conhecer vantagens da marca). Mas com a quebra das barreiras de comunicação, o conhecimento passou a ser uma interessante forma de fazer com que sua marca seja reconhecida no mercado. Conhecimento hoje em dia é o conteúdo gerado pela empresa para obter reconhecimento.

As empresas passaram então a dar mais importância para a geração de conteúdo e públicar artigos em websites, slides no slideshare, posts em blogs corporativos, e qualquer outra forma de contribuição que ao mesmo tempo eduque os clientes e elucide a marca. A web 2.0 trouxe uma série de plataformas para viabilizar essa geração incontrolável de conteúdo.

O slide da apresentação do Mauro Lupi acima descreve o que ocorre. Que tipo de visibilidade a empresa pode ter com o mercado? – Resposta: a paga e a conquistada.

No final, nós, meros consumidores teremos que conviver com o oceano de bits que compõe a internet. No final (ou seria hoje?), não somente as empresas precisarão de peneiras, conforme descrevi nesse artigo, todos nós precisaremos de peneira, filtro solar e sombra. Porque a peneira não tampa o sol.

Peneira versus Esponja

O que você vê é o que você compra?

abr 16, 2008   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  3 Comentários

Quantas vezes você vê aquela foto maravilhosa de um sanduíche recheado com um hamburguer suculento, salada crocante de tão fresquinha e um pão redondinho e bem assadinho e quando vc recebe a bandeja vem aquele trambolho desmontando com molho espalhado pelas bordas?

No mundo dos produtos da pesquisa realizada pelo Pundo3000 essa verdade é uma constante.

Navegue pelo divertidíssimo o slideshow para verificar se o que você vê é o que realmente você compra no final. Eles fizeram um vídeo resumido também. Imperdível.

É uma vergonha você não acha? Sei que para o marketing de um produto ser perfeito vc deve ter uma foto bonita, ou uma ilustração convincente, mas quais são os limites entre a propaganda enganosa e essas ilustrações abaixo?

Faltam regras para punir ou vergonha na cara dos marketeiros de plantão? Talvez o problema seja ainda mais embaixo: se a sociedade não reage e esse tipo de divulgação de produto, e na verdade essa prática já está tão impregnada na nossa cultura que passa imperceptível, ou seja, nem nos importamos com o produto ilustrado porque já conhecemos as conseqüências, então o marketing tem mesmo que deixar a embalagem bonita e bem cuidada.

Se a embalagem é assim, bonitona, é porque é assim que se vende mais e mais. É assim que as empresas conseguem passar a sua mensagem para o consumidor. Podemos pensar nessas embalagens como maquiagem para tornar seu produto mais atraente. Afinal de contas fazemos o mesmo para sobreviver – carreiras, parceiros, círculo de amizades e assim vai.
Pundo3000.com
Pundo3000.com
Pundo3000.com

Fonte: Barcode

2.0

abr 1, 2008   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  4 Comentários

http://businessshrink.biz/psychologyofbusiness/2008/02/28/company-gaming-google-search-results-leads-to-2-million-in-revenue/O post anterior me fez pensar como tudo se tornou diferente com a adição da extensão 2.0 nas principais atividades exercidas pelas empresas ou nos nomes de funções de negócio das firmas dentro dos conceitos de administração. Só para demonstrar, se queremos mostrar a influência (não tão nova) da internet e suas ferramentas que permitem uma vida social virtual quebrando barreiras de forma direta e eficiente, basta adicionar 2.0. Sendo assim, podemos compreender melhor alguns já existentes como Web 2.0 (2.0 = gente conversando facinho facinho gerando valor e ruído muito rapidamente) e até mesmo criar o seu próprio termo e sair por aí pregando a boa nova.

  • B2B 2.0
  • Consumidor 2.0
  • Automação de força de vendas 2.0
  • Call center 2.0
  • Supply Chain 2.0
  • CRM 2.0

Divertido, não? Eu acho meio sem sentido mas é e está sendo eficiente para associar um canal de comunicação chamado internet com as velhas instituições quadradas.

UPDATE: Matéria da BusinessWeek cobrindo mais um novo livro que fala sobre o assunto.

Enterprise 2.0 – Socializando a empresa

abr 1, 2008   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  Nenhum comentário

No próximo mês irei participar de um congresso aqui na Holanda sobre as empresas 2.0 ou o uso de softwares sociais (2.0) nas empresas. O congresso se chama “De web 2.0 até empresa 2.0 – Socializando seus negócios” e terá a participação de figuras importantes de dentro desse contexto como Ross Mayfield, fundador e presidente do Socialtext e o professor da Harvard Business School, Andrew McAfee (aliás, ele tem um ótimo blog sobre o impacto da tecnologia da informação nos negócios). Prometo colocar aqui alguns dos insights que tiver durante o evento.

Revisitando o Cluetrain

fev 19, 2008   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  Nenhum comentário

Há 10 anos o Cluetrain manifesto foi lançado. Em um evento recente em Nova Iorque para revisitar seu conteúdo, Doc Searls (um dos autores) esteve presente e a conversa foi acompanhada por Josh Bernoff da Forrester.

No post do Josh tem bastante informação e 10 pontos que Doc destacou na conversa sobre propaganda na web 2.0.

Só escrevi este post para refletir a opinião de Doc sobre Web 2.0. Segundo ele, O’Reilly (inventor do termo) deu muita ênfase ao software. E web 2.0 não é sobre software, é sobre a maneira como relacionam-se empresas e mercado dentro de um novo contexto.

Nova definição de Marketing

jan 15, 2008   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  Nenhum comentário

Os auto-nomeados “donos” do Marketing mudaram a sua definição dentro do dicionário deles:

Antes era
“Marketing is an organizational function and a set of processes for creating, communicating, and delivering value to customers and for managing customer relationships in ways that benefit the organization and its stakeholders.”

Agora fica
“Marketing is the activity, set of institutions, and processes for creating, communicating, delivering, and exchanging offerings that have value for customers, clients, partners, and society at large.”

O Gilberto do blog Techboogie (minha fonte) fez algumas observações interessantes sobre as mudanças.

Na minha concepção, se o Marketing não é algo que se nasça sabendo e, portanto, temos que aprender, e levando em consideração que a linguagem é muito mais complicada que o conceito de Marketing e é desenvolvida do nada, eu posso chegar a defender a idéia de que o instinto de se auto-promover ou promover algo para garantir sua subsistência (veja o post sobre fofocas) pode ser percebido como Marketing por qualquer pessoa. Entre outras palavras: “Existem mil maneiras de se definir o marketing (acadêmicas, superficiais, precisas ou não), invente a sua”.

Será que existe um gene que proporciona sermos mais ou menos propensos a conhecer o Marketing e saber utilizá-lo corretamente?

Propaganda contextual

jan 14, 2008   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  Nenhum comentário

iomega_burn_baby.jpg - Adrants.comPropagandas cada vez mais direcionadas de forma eficiente foi um dos temas que tratei no post anterior, enquanto usava minha bola de cristal para adivinhar as tendências de tecnologia em 2008. Então eu vi a propaganda acidental da Iomega no website de notícias SMH (não consegui achar a notícia lá). Mas talvez ainda haja esperanças para 2008…

O artigo, de junho de 2007, é sobre um bebê que morreu por conseqüência de queimaduras em um incêndio e a propaganda da Iomega diz: “Queime neném. Queime!

Bizarro…

Fonte: Adrants

Para onde vai o olho?

dez 26, 2007   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  2 Comentários

mpl.nlOs chamados estudos de “eye-tracking” são muito utilizados por agências e departamentos de marketing para identificar o que as pessoas olham primeiro num anúncio. O blog Virtual Hosting divulgou 23 lições aprendidas nesses estudos no que diz respeito ao design de um página web. Traduzindo:

  1. Texto atrai mais atenção que figuras ou gráficos.
  2. O movimento inicial dos olhos se concentra no canto esquerdo superior da página.
  3. Usuários inicialmente olham para a porção superior esquerda da página antes de mover para baixo e para a direita.
  4. Leitores ignoram banners.
  5. Formatação e estilos de fonte sofisticados são ignorados.
  6. Mostre números e não números por extenso.
  7. O tamanho da fonte influencia o comportamento do observador.
  8. Usuários só olham para o sub-título se for interessante a eles.
  9. Pessoas geralmente rastreiam porções mais baixas da página.
  10. Parágrafos curtos funcionam mehor que os longos.
  11. Formatos de uma só coluna funcionam melhor na fixação dos olhos que formatos multi-colunas.
  12. Propagandas na área superior esquerda da página irão receber mais fixação dos olhos.
  13. Propagandas colocadas ao lado d melhor conteúdo da página são vistos mais freqüentemente
  14. Anúncios de texto são vistos com mais atenção na maioria das vezes que os outros tipos.
  15. Imagens maiores chamam mais atenção.
  16. Rostos nítidos nas imagens atraem mais fixação dos olhos.
  17. Títulos atraem os olhos.
  18. Usuários gastam bastante tempo olhando botões e menus.
  19. Listas seguram a atenção do leitor por mais tempo.
  20. Grandes blocos de texto são evitados.
  21. Formatação pode chamar a atenção.
  22. Espaço em branco é bom.
  23. Ferramentas de navegação funcionam melhor quando colocadas no topo da página.

Algumas das sugestões acima são melhor entendidas quando lemos a explicação na página de origem.

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