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E assim surge o Polietileno…

jun 10, 2005   //   por Serendipidade   //   Serendipidade  //  1 Comentário

A descoberta do Polietileno é uma série de Serendipidades de alto risco. O primeiro caso conhecido é o do químico alemão Hans von Pechmann que criou uma substância branca e similar a uma cera ao realizar experimentos com o aquecimento do diazometano em 1898.

Filme de Polietileno

Logo após em 1933, Eric Fawcett e Reginald Gibson, químicos da ICI Química conseguiram (mais uma vez por acidente) encontrar um material branco parecido com cera através de um experimento de aplicação de alta pressão e temperatura sobre uma mistura de etileno e benzaldeído. Eles não conseguiram reproduzir o experimento porque nele havia entrado traços de oxigênio por contaminação.

Somente em 1935 outro químico da ICI, Michael Perrin, conseguiu (olha que coincidência: por acidente) reproduzir o experimento de seus outros dois colegas e encontrar o mesmo material branco graças a um vazamento que gerou a necessidade de se inserir mais etileno (contaminado com oxigênio). Só que desta vez conseguiram identificar que era necessário uma certa quantidade de oxigênio para se iniciar a polimerização.

A partir de 1939 se iniciou a produção industrial de Polietileno, que hoje em dia é usado para produzir peças plásticas, filmes plásticos, garrafas PET (Polietileno Tereftálico), tubulações e etc.

Atos Instintivos

jun 8, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  1 Comentário

Foto publicação do site oficial.Thoughtless Acts é um livro muito interessante que fala sobre atos humanos instintivos ou impensados. Compilado pela Janet Fulton Suri que integra o time de profissionais da IDEO, o livro consiste em um conjunto de fotografias que mostram como nós adaptamos, usamos, interagimos, sinalizamos e adequamos a nossa existência com o ambiente e os objetos que nos circundam.

Trecho da introdução:
“Algumas ações, como por exemplo segurar em algo para balançar, são universais e instintivas. Outras, como aquecer as mãos em uma caneca quente ou acariciar veludo, se baseiam em experiências tão incorporadas que se tornam quase inconscientes. Pendurar um paletó para reservar uma cadeira se tornou espontâneo através de hábitos e aprendizagem social. A observação de cada uma dessas interações cotidianas revela detalhes sutis sobre como nós relacionamos com o mundo natural e projetado. Esta é a informação e a inspiração chave para o design, e um ótimo ponto de partida para qualquer iniciativa criativa.”

O livro publicado pela Chronicle Books não tem versão brasileira mas pode ser encontrado nas grandes lojas on-line internacionais. O site oficial é uma oportunidade de conhecer melhor o livro e também possui uma seção dedicada a fotos enviadas por leitores com suas próprias observações.

Um ensaio no final do livro nos ensina a perceber melhor essas ações inconscientes gerando a oportunidade de enchermos os olhos com fascinação.

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