Tem espaço na Internet para as mesmas coisas?
Não é para falar mal, mas não é possível que na Internet haverá espaço para tanta coisa igual… Aparentemente tudo que o Google faz e lança de novidades, a MSN da Microsoft vai atrás. Tudo o que está acompanhando uma tendência de crescimento (vendas on-line), vem seguido de uma enxurrada de novas lojas on-line. Lógico que vamos aonde podemos ganhar dinheiro… mas devíamos nos preocupar com novas maneiras e não copiar maneiras… isso satura demais, às vezes chega a incomodar.
Estamos vendo ultimamente um certo abandono de venda de serviços e conteúdos on-line nos portais de conteúdo lá fora, a nova onda de cooperação em massa está mudando pra valer o hábito das empresas da Internet. As pessoas querem acessar conteúdo grátis, e se as empresas não disponibilizam, elas acessam aquela página que abriu seu código de acesso ou montada pelos próprios usuários (os famosos wikis). A AOL está abrindo o seu conteúdo e acessos a serviços a qualquer um, e não mais somente a assinantes, e está focando em publicidade via web. O Yahoo! está abandonando as suas linhas de receita em conteúdo e serviços e está focando (pasmem) somente em publicidade. A cada ano, o número de pessoas on-line aumentam absurdamente, e quer mais publicidade do que anunciar produtos para essa massa e ainda por cima segmentados? O problema é que todo mundo vai pra publicidade agora… daqui uns dias vamos acessar uma página e ver só anúncios e nenhum conteúdo. Exagero dizer isso, mas é quase isso.
Por outro lado, a Google, após a compra da empresa de localização por mapas via satélite Keyhole, deslanchou o seu Google Maps e a sua ferramenta Google Earth teve até que ser tirada do ar de tantos downloads que foram feitos. E agora o que acontece? A MSN lança o seu serviço de “Google Maps”, o Virtual Earth. Saturação no último.
Legal a competitividade, mas na Internet é tudo “super”, super competitividade, super conteúdo, super sobrecarga de informação, super facilidades. Tem pro bem e tem pro mal.
Qual será a tendência? Tem espaço para tanto competidor? Eu diria que sim, focado em regiões e bem segmentado. Cada qual com seu valor. Tem muita gente na Internet e as oportunidades de negócio são infinitas, afinal de contas somos “super-consumidores”. A exemplo dos mapas, no Brasil temos a versão segmentada do mesmo serviço (com fotos aéreas porém), ele é dado pela Editora Abril em seu CD-ROM das Ruas de São Paulo.
Mas e aí? O que acontece conosco, clientes e consumidores? Cai a qualidade do produto… cai o uso desses serviços… no final uma empresa acaba comprando a outra… assim é o capitalismo selvagem – agora em versão super também.
Quais são as regras do seu jogo?
Qual é o seu espírito de vingança? Um prato que se come frio… A misericórdia do perdão… O favor do esquecimento… A verdade que corrige… A sinceridade que ensina… muitas são as opções.
O primeiro padrão de comportamento que cruzou fronteiras no nosso planeta praticamente cristão é atribuído a Jesus e diz: “Faça com os outros o que você quer que seja feito com você”, a chamada “Regra de Ouro” na vida cotidiana.
Depois vieram algumas variantes, todas tentando mostrar alternativas e escolhas para aplicarmos em nosso dia-a-dia… como um jogo… um jogo com regras pré-escolhidas… qual a sua? Todas? Acho que todas é a resposta próxima de todos nós, vivemos diferentes situações e momentos ao longo da vida… e sempre levados a querer ganhar… veja meu post anterior.
A “Regra de Prata” diz: “Não faça com os outros o que você não quer que seja feito com você” – Ghandi e Martin Luther King Jr. pregavam as regras de ouro e bronze dizendo aos povos a não pagarem a violência com mais violência.
A terceira delas, é uma espécie de “olho por olho, dente por dente” misturado com “o bem com o bem se paga” – chamaremos esta regra de “Regra de Bronze”: “Faça aos outros o que te fazem”. O problema desta regra é que sabemos que violência gera violência, caminhando para algo meio que sem fim e destrutivo.
“Regra de Ferro” é mais linha dura: “Faça com os outros antes que façam com você” – Acredito ser a mais suja delas e com certeza a regra secreta de muitas pessoas.
Inserimos aqui mais duas regras menos importantes, mas que não deixam de ser interessantes. A “Regra de Lata”, que é uma mistura da Regra de Ouro e de Ferro: “Puxe o saco de seus superiores e maltrate os seus inferiores” – Uma regra que é bastante usada nas empresas por aí. E também a regra de muitos políticos brasileiros, a “Regra do Nepotismo” que diz: “Favoreça sempre os seus parentes próximos e faça com os outros o que quizer”.
Por último, deixamos aqui uma regra muito conhecida e que talvez seja uma das mais significativas na Teoria dos Jogos. A origem dela pode ser explicada quando estudamos o Dilema do Prisioneiro. É a “Regra Tit-for-Tat” (pagar com a mesma moeda): “Coopere primeiro, depois faça aos outros o que lhe fazem”. Essa regra pode ser a mais completa a ser usada, mas se usada sabiamente. Se duas pessoas usam essa regra ao mesmo tempo, ela pode ser fatal.
Resumindo:
- Regra de Ouro – Faça com os outros o que você quer que seja feito com você
- Regra de Prata – Não faça com os outros o que você não quer que seja feito com você
- Regra de Bronze – Faça aos outros o que te fazem
- Regra de Ferro – Faça com os outros antes que façam com você
- Regra de Lata – Puxe o saco de seus superiores e maltrate os seus inferiores
- Regra do Nepotismo – Favoreça sempre os seus parentes próximos e faça com os outros o que quizer
- Regra Tit-for-Tat – Coopere primeiro, depois faça aos outros o que lhe fazem
E então, qual é a sua regra?
Baseado no artigo de Carl Sagan “As Regras do Jogo” – publicado em seu póstumo livro “Bilhões e Bilhões” – 1997
Competitividade vs. Cooperatividade
Desde pequenos estamos acostumados com jogos onde sempre alguém ganha e sempre alguém perde. Esse espírito de competitividade vem desde muito cedo em nossas vidas e é até difícil encontrar exemplos (se é que existem) de jogos ou brincadeiras onde um ou mais “competidores” cooperam entre si para gerar uma relação ganha-ganha.
Os jogos são sempre ganha-perde, alguém tem que perder e alguém deve ganhar, e nós queremos ganhar! Não consigo me lembrar sequer de um exemplo de jogos ou brincadeiras ganha-ganha. Talvez um RPG se aproxime disso quando um grupo de jogadores se reúnem CONTRA o mestre. Mas ainda sim alguém sai perdendo (o mestre – mas não se tem essa impressão) e o resultado é trabalho em equipe.
Parece que sempre algo/alguém tem que perder (ao menos segundo o princípio da conservação de massas de Lavoisier – extendido para a relação entre jogadores).
O importante é que o perdedor seja a parcela maléfica para a nossa vivência. Por exemplo, todos contra a poluição, todos contra o desmatamento ou todos contra o “mensalão” – vejam bem que somos uma equipe, uma união contra um mal maior. É um ganha-ganha entre nós humanos unidos integrado com um ganha-perde entre humanos e um mal-maior. Sabemos que principalmente as empresas de hoje falam muito em “espírito de equipe” ou “sinergia organizacional” – pontos que são opostos a competição (neste caso interna), que visam o crescimento da empresa no combate contra os concorrentes.
Sabemos que o combustível da economia em que vivemos é a competitividade, afinal de contas não são guerras e corridas armamentistas que trouxeram muitas das evoluções tecnológicas? A busca por poder e riqueza impressas em nosso caráter humano. E se a busca pelo bem estar fosse sinérgica entre todos nós? Seria possível alcançar igualdade? Ou estaríamos nos enganando?
Qual lado da balança é mais forte? O da competitividade ou da cooperatividade? Eu diria que o ideal é ser equilibrado. Não competir demais apelando para uma cooperação de seguidores do mesmo ideal quando o outro lado é prejudicado. Não cooperar demais se o lado perdedor é importante para nós mesmos.
Equilibrado para menos, e não para mais. Que nossa gana de vitória adquirida pelos jogos e brincadeiras sejam gana de vencer na vida honestamente e levando vários com você. Simples, sincero e livre de fachadas ou segundas intenções.
Papel eletrônico

A Fujitsu anúnciou hoje em seu website que vai lançar um papel eletrônico sem fio. É um filme fino que pode ser enrolado ou curvado sem alterar as características da imagem impressa e com um adicional interessante, ele possui memória e pode mostrar uma imagem fixa sem a necessidade de eletricidade.
Por mais novidade que pareça ser, o papel eletrônico já foi desenvolvido por outras empresas antes, mas ainda sem a característica de manter a qualidade das imagens quando dobrado e a memória. A comecialização está prevista para o próximo ano fiscal da empresa (Abr/2006 a Mar/2007) e algumas das utilidades para ele são:
– Propaganda em superfícies curvas como colunas.
– Propaganda atualizada ao longo do dia à distância.
– Menus de restaurantes ou displays informativos de equipamentos.
– Uso em casa para uma maior mobilidade de textos ou imagens.
– Ampliação de textos ou imagens recebidas pelo celular transferida sem fio.
Enfim pagamentos via celular.
Depois de fazer fotos e vídeos, tocar músicas e telefonar, aparelhos celulares já podem pagar contas no Brasil. A reportagem da IDG Now de ontem, anunciou que a empresa Wappa Benefícios entrou em operação oficial. A Wappa utiliza o aparelho móvel como ferramenta para o pagamento de benefícios concedidos pela empresa a seus funcionários.

“À exemplo de um cartão de débito ou um tíquete eletrônico, o serviço permite que contas em restaurantes, viagens de táxi e compras em farmácias possam ser pagas com uma senha – nesse caso, o meio é o telefone e a confirmação vem via SMS. A empresa interessada, quando contrata o Wappa, faz uma lista com os nomes e números de celulares dos funcionários. Cada um deles têm uma conta, em que a empresa deposita os benefícios, tal qual um plano pré-pago de telefonia.
Após efetuar uma compra, o estabelecimento credenciado manda um SMS com detalhes da transação para o servidor da Wappa, que repassa o SMS com a cobrança para o usuário. Ele entra sua senha pessoal e recebe outra mensagem confirmando o fim da compra.”
A Wappa já havia anunciado este programa de pagamentos via celular há mais tempo, mas ainda corria como projetos pilotos. Vale ressaltar que o pagamento via celular é somente para BENEFÍCIOS.
Para o pagamento de contas (compras em lojas ou postos por exemplo) via débito eletrônico, sabemos que as duas empresas autorizadas a fazer isso aqui no Brasil são a Visanet e a Redecard e infelizmente esse monopólio não possibilitou ainda o pagamento via débito na sua conta corrente, ou o pagamento via desconto no seu crédito ou conta da operadora celular. Tudo por questões regulamentares ou de mercado de um país que ao meu ver está ficando atrasado neste contexto de mobilidade.

Enquanto isso no exterior, em alguns países do norte da Europa, pagar lojas ou comércio geral via celular já é uma realidade um pouco antiga. E a exemplo dos Estados Unidos, que ganhou ontem (também) um serviço de pagamento via celular, o MobileLime, que está funcionando em Boston, mas vai ser extendido a outras cidades em breve.
E ai, quando vou pagar balada ou supermercado via celular com desconto em minha conta-corrente???
Geo-Serendipidade – Um novo website de casualidade geográfica
É com prazer que auncio o meu novo website.
Geo-Serendipidade
O que é Geo-Serendipidade ?
Geo-Serendipidade é um sistema de busca que mostra todos os websites vizinhos à sua casa através de fotos via satélite.

Como funciona ?
Ao digitar o seu endereço web na caixa de busca, a Geo-Serendipidade consulta a base de dados da GeoURL para obter a informação das páginas vizinhas num raio de 10 km da sua. Usando essa informação, a Geo-Serendipidade encontra os pontos vizinhos fisicamente no mapa via satélite.
Qual o significado de Geo-Serendipidade?
Serendipidade é o aportuguesamento da palavra inglesa Serendipity que significa: “capacidade de se fazer descobertas importantes por acaso”, ou “casualidade”, em uma tradução mais próxima do português. Geo-Serendipidade é encontrar por acaso algo interessante bem próximo da sua casa: um restaurante, uma loja, uma empresa, um website ou blog de um amigo ou um website interessante. Quanto mais difundido o cadastro de novos websites no banco de dados, maiores as chances de se encontrar vizinhos valiosos. Ajude a divulgar a Geo-Serendipidade!
O Geo-Serendipidade é suportado pelo Google Maps API e pelo GeoURL
Fiz algumas alterações e agora além de poder escolher o raio de alcance, também é possível encontrar páginas vizinhas por coordenada (latitude x logitude).
Com isso, poderemos saber quais são as páginas internet próximas de qualquer ponto do planeta, não sendo necessário se cadastrar na GeoURL.
Páginas próximas da Torre Eiffel, Pirâmides do Egito, Casa Branca, Coliseu de Roma ou próximas da sua padaria preferida, ou da casa da sua(seu) namorada(o). Qualquer coisa vale.
Por quê o teclado é assim? Dos cliques mecânicos aos mais virtuais possíveis…
A primeira máquina de escrever foi feita em 1714 por um engenheiro britânico chamado Henry Mill. Nessa época, as letras eram dispostas no teclado em ordem alfabética. Mas para quem se lembra da mecânica das máquinas de escrever, sabemos que as letras eram impressas através de tipos de impressão que ficavam nas pontas de hastes metálicas acionadas pela pressão dos dedos no teclado. O problema era que essas hastes emperravam com freqüência.
Christopher Sholes, criou um layout de teclado que reduzia este emperramento constante. Esse layout é o conhecido padrão QWERTY que é usado até hoje nos teclados da grande maioria dos microcomputadores. Essa disposição das letras reduzia a freqüência com que os tipos se emperravam. Portanto foi uma solução para um problema puramente mecânico, que acabou sendo usado hoje em dia por acomodação dos usuários e inércia do mercado.

Depois vieram outras inovações nas disposições das letras, como o exemplo de 1932 feito por John Dvorak e Willian Dealey (figura). O teclado Dvorak trouxe algumas mudanças para aumentar a produtividade e diminuir o cansaço das mãos. É uma inovação que existe mas não é na prática adotada pela maioria das pessoas. Algumas variações do padrão Dvorak também surgiram depois de sua invenção.
Com a tecnologia de hoje, estamos perto de algo como digitação por voz, ou digitação por conversão da escrita em letras. Ambas são possíveis, mas ainda com muito por evoluir devido às diferenças físicas (voz e caligrafia) de pessoa para pessoa. Com certeza serão áreas que evoluirão muito nos próximos anos devido a presença avassaladora de novas aplicações para a telefonia celular, que esta deixando de ser telefonia para se transformar em todo um completo serviço de dados e multimídia.
E falando em celular, escrever no tecladinho do celular ainda não é uma tarefa fácil e agradável, apesar dos auxiliares de escrita em diversas línguas terem facilitado muito esse processo. A tecnologia Predictive Text Input ou T9, é um padrão feito por uma empresa chamada Tegic e que é usado pelas principais fabricantes de aparelhos celulares. Facilitou bastante a vida dos escritores compulsivos de SMS, ou torpedo como foi chamado aqui no Brasil.

Enquanto isso, vão surgindo outras maneiras de facilitar a escrita nos cada vez menores celulares e PDAs. A VKB Inc. é detentora da patente do teclado virtual a laser que promete uma grande revolução no auxílio à escrita em pequenos aparelhos. Basicamente é um teclado laser projetado em uma superfície lisa, que com o “teclar dos dedos” detecta o movimento e funciona! Mesmo usando o padrão QWERTY, só de fugir do minúsculo padrão alfanumérico já basta. O aparelho para ser conectado em PDAs já é vendido e pode ser comprado por cerca de US$199,00. A Siemens anunciou recentemente o lançamento de um celular com essa tecnologia (figura). E a Sybian que produz sistemas operacionais para a maioria das grandes fabricantes também anunciou que vai utilizar a tecnologia.
Prefiro ainda o futuro da digitação por voz ou por conversão da caligrafia manual, escrever todo esse artigo teria sido muito mais fácil do que “catar milho” no teclado.
Ajuda oportunista na velocidade da luz (tanto pra começar quanto pra terminar)
Recentemente publiquei um post aqui que falava de como muitos de nós nos comportamos como oportunistas na hora de fazer solidariedade. Há alguns meses atrás, mais precisamente dia 26 de dezembro de 2004, ocorreu um tsunami no oceano índico como conseqüência de um terremoto. Foi uma catástrofe, um dia muito triste para a humanidade onde muitas vidas foram perdidas.

A repercussão da tragédia foi enorme. Milhares de pessoas em todo o mundo ficaram comovidas com o tamanho da notícia que chegava rapidamente através da Internet, rádios e TVs. Tanto foi significativa essa notícia, que serviu para mostrar como a Internet já está praticamente em todo canto do globo terrestre, páginas e mais páginas de fotógrafos e repórteres anônimos traziam em primeira mão imagens e filmes que foram então utilizados pelas redes de TV. A Internet foi veloz para divulgar a notícia e também para motivar ações solidárias regionais e globais. Foi uma ferramenta poderosa.
Ontem, dia 7 de julho, o ataque terrorista em Londres repercutiu rapidamente em diversos sites e blogs na internet. As vítimas publicaram protestos com fotos e filmes feitos em celulares quase que imediatamente após os atentados.
Por outro lado, no plano físico, milhares de pessoas por todo o mundo começaram a se mexer e construir algum tipo de ação que pudesse ajudar todas aquelas famílias desabrigadas. Impressionante ver como podemos ser solidários quando realmente nos envolvemos. Aliás, envolvimento é tudo em todas as coisas que fazemos na vida.
No Brasil centenas de famílias montaram “Postos de Arrecadação para ajudar as vítimas do tsunami”, onde o objetivo era angariar alimentos e roupas para serem enviados para a Ásia. Ajuda oportunista no bom sentido, eram ações solidárias de valor e que precisavam ser feitas naquele momento. As redes nacionais de televisão mostravam esses brasileiros que estavam ajudando uma causa mundial – sempre de forma oportunista.
Porque eu digo oportunista?
Hoje já se passaram mais de 6 meses e seguramente muitas dessas pessoas que ajudaram de alguma maneira nem sequer sabem e nem querem saber como está a situação corrente. Se a situação por lá já está mais calma e mais assentada, onde estão os solidários brasileiros? Onde está a mídia cobrindo matérias de ajuda solidária?
Deixando o tsunami de lado, hoje vivemos no Brasil uma realidade social precária, onde milhares de pessoas morrem de fome ou não tem onde viver. Só porque não é uma coisa magnífica como um tsunami, um terremoto ou um vulcão, parece que o resto dos problemas nacionais passam desapercebido. A mídia brasileira só exporta desgraça, pobreza e tragédias para o exterior, e aqui dentro, o que vale são notícias de ibope. Mesmo assim nós brasileiros já estamos cansados de saber que existem pobres, famintos e sem terra no nosso país.
Se existe tanta gente morrendo no Brasil, onde estão os famosos “Postos de Arrecadação para ajudar as vítimas da(o) (escolha seu motivo)” ? Na época do tsunami eu via vários pelas ruas onde passava, hoje não vejo mais. Seriam aqueles postos um tipo de ajuda oportunista para aparecer? E sendo para aparecer, porque a mídia não mostra isso mais vezes e provoca uma motivação geral?
Pra mim o motivo é óbvio: Precisamos de uma catástrofe de gênero, número e grau elevadíssimo para despertar a boa alma.
Mas… espera um pouco. Existe maior catástrofe do que o que vivemos hoje no Brasil, com uma distribuição de renda desigual e fome generalizada?
A casualidade da Penicilina
O pão embolorado e teias de aranha eram usados na antiguidade em várias civilizações para tratar ferimentos infectados, mas ninguém deu ouvidos às “curas populares” na pesquisa de um antibiótico.

A Penicilina foi descoberta em 1928 quando Alexander Fleming, no seu laboratório no Hospital St Mary em Londres, reparou que uma das suas culturas de estafilococos tinha sido contaminada pelo fungo Penicillium notatum (foto), e que em redor das colónias do fungo não havia bactérias. Ele demostrou que o fungo produzia uma substância responsável pelo efeito bactericida, a penicilina.
O fato por si só já é uma grande casualidade, uma vez que a cultura foi contaminada despropositalmente e a descoberta desse fungo anti-bactericida foi pura sorte… ou serendipidade…
Daí começam as especulações de sobre como foi essa sorte:
– Alguns falam que ele deixou um pão próximo das culturas e saiu de férias, e quando voltou encontrou algumas de suas culturas contaminadas e que tinha sido afetadas pelo fungo.
– Outros falam apenas que ele saiu de férias e deixou as culturas fora da câmara frigorífica e ao retornar, notou que a tampa escorregou e o conteúdo foi contaminado com mofo da atmosfera.
– E ainda tem também alguns que dizem que provavelmente um esporo – o corpúsculo reprodutivo dos fungos – havia entrado pela janela, que fora deixada aberta na noite anterior e que acabou contaminando as culturas.
Independente da afirmativa verdadeira, fica aqui registrado a serendipidade da ocasião.
Google Earth
A Google acaba de lançar a sua versão de “navegador terrestre”. Se trata do Google Earth, que era de uma empresa da califórnia chamada Keyhole e que foi comprada há alguns meses atrás pela Google.
O software tem aproximadamente 10 Mb e é gratuito para todos no plano básico, onde é possível acessar todos os mapas sem restrições de resolução ou acesso.
Nele você poderá navegar por todos os lugares do mundo vendo as imagens através de fotos aéreas ou de satélite. A cobertura com alta resolução se restringe apenas a algumas das principais cidades do mundo, principalmente as dos Estados Unidos, as quais possuem uma resolução ainda maior e mais algumas outras funcionalidades.

No Brasil, temos somente a cidade de São Paulo em alta resolução (foto do estádio do Morumbi), ficando os arredores com um pouco menos de qualidade e o restante do Brasil apenas com vista para os principais acidentes geográficos.
A Google suspendeu ontem (29/06) os acessos para download do programa devido ao número grande de downloads e novos acessos. Segundo eles, devem liberar em breve novamente.




