Criatividade para o bem
Atualmente as empresas e pessoas falam muito em design de produtos (no Brasil ainda pouco).
Seja na origem das novas D-Schools, estudando Atos Instintivos, em diversos websites especializados no assunto e, principalmente, em premiações específicas.
Dentro desse último ítem, aproveitando as nossas discussões recentes sobre meio-ambiente, e aproveitando também a alta procura por usos de garrafa PET nos sites de busca, quero apontar um link para um concurso dentro do tema ambiental.
Muito criativo inclusive.
Conheça os vencedores da competição RE-think + RE-cycle, com os premios divididos nas seguintes categorias: Menção Honrosa, Descontextualizando, Re-utilizado / Modificado, Processo de Reciclagem (tem Brasileira aqui) e Preservar recursos. Além, claro, do grande campeão.
Aproveitando a visita, conheça as outras competições. Muito material interessante aqui.
Irritando seus clientes
Pare tudo! Antes de planejar como agradar o cliente, como atendê-lo melhor ou especular quanto vai custar aquela consultoria para fazer um diagnóstico do seu relacionamento com o cliente, que tal começar com o oposto básico?
Partindo de como NÃO agir com seu cliente é o primeiro passo para melhorar a satisfação do mesmo. Mantenha em mente que a engenharia reversa é válida no relacionamento com clientes. Exercite pensando primeiro naquilo que incomoda você, e não no que diz o guru, um livro ou seu amigo. Você também é cliente.
Simples assim. Esse é o ponto de partida.
Desde a conquista, passando pela compra e terminando na pós-venda, junte os maiores focos de insatisfação no mundo real e virtual e desenvolva…
Maneiras de irritar o cliente
- Faça propagandas mentirosas aumentando exageradamente os atributos do seu produto ou serviço, envie centenas de malas-diretas, fique na porta da loja chamando. Mande e-mails todo dia, crie uma página que mostra o ícone de um trabalhador cavando com os dizeres “Em construção”.
- Atenda mal e com má vontade sempre. Quando for atender bem, pergunte o tempo todo: “posso ajudar?”, “pois não?”. Se for na internet, forneça poucos dados e provoque erros nas páginas no momento da compra.
- Forneça poucas opções de pagamento. Nada pior que aceitar somente dinheiro, os clientes odeiam andar com dinheiro. Não aceite nenhum vale refeição ou alimentação. Online, aceite somente pagamentos via boleto bancário.
- Se o produto for entregue no ato da compra, não se preocupe em embrulhar, os clientes vão abrir depois mesmo e você vai gastar papel a toa. Para produtos a serem entregues posteriormente, é fácil, simplesmente atrase a entrega e alegue endereço errado, problemas logísticos ou culpa do trânsito.
- Passe o endereço, e-mail e o telefone errado da sua loja. Assim você evita clientes querendo trocar o produto ou reclamar do serviço. Principalmente quando eles descobrirem que a garantia que você deu não se aplica.
- Quando eles conseguirem entrar em contato, transfira a responsabilidade para o número máximo de pessoas antes de receber um atendimento decente. E quando isso acontecer, cobre caro pelo serviço ou diga que a garantia já acabou.
- [A sua idéia aqui]…
Saiu o resultado da pesquisa Datafolha Top of Mind 2005 (não sei porque insistimos em usar termos importados).
Ela mostrou um pouco mais daquilo que já sabíamos (e não é a toa que as marcas vencedoras são as mais lembradas).
Buscas que trazem Serendipidade
Interessante como o volume de informação de uma página pode produzir os resultados mais inusitados nas ferramentas de busca.
Existem diversas maneiras de você encontrar a Serendipidade.com no Google, Yahoo, MSN Search, etc.
Algumas simplesmente são um pouco fora do contexto. E outras podem indicar possíveis idéias para escrever um artigo. É uma riquíssima fonte de informação.
Abaixo estão algumas frases (selecionadas) digitadas pelas pessoas que acabam caindo aqui. São frases estranhas ao meu website mas apontam Serendipidade.com como um possível site que satisfaz sua busca.
- estou precisando de alguns exemplos de anúncios com erros de português
- árvore de natal feitas de garrafas de plástico
- frutas que são bases do cotidiano
- manual de merchandising em farmacias
- passo a passo da rosa feita com garrafa pet
- produtos misticos
- cartão pré-pago compras wal mart
- pulseiras usadas por jogadores qual o significado de cada cor
- cadeia de suprimentos de uma fabrica de refrigerantes
- como comprar pulseiras do bem de no máximo R$5,00
- como podemos analisar a criatividade nas organizacoes?
- software com lembretes para beber agua
- fotografias de donald trump
- porque os clientes escolhem a walt disney world
Estranho, interessante, intrigante e (talvez) decepcionante para os que buscam, porque não encontram aquilo que realmente queriam.
Mas ganharam Serendipidade.
Quero ter uma idéia nova…
Não sei extatamente o que estou procurando, mas quero criar algo diferente. Tenho pensado muito na concepção dessa nova idéia. Idéias para qualquer coisa. Qualquer negócio. Quero uma nova idéia porque mesmo se ela não for me trazer dinheiro, eu estou exercitando a criatividade.
Assim, fico quase o tempo todo articulando possibilidades…
Difícil aparecer…
Se aparece…
Difícil implementar… (tem um quê de comodismo aqui)
Talvez eu não esteja pensando “lateralmente”, ou talvez eu apenas estou preso demais no trabalho e preocupado bastante com ele.
Para encher minha cabeça de possibilidades, tenho lido muito, navegado bastante, mudado algumas rotinas. Seguindo os passos catalisadores de idéias.
No entanto, enquanto o estalo não vem, estou me confrontando com idéias interessantes e notáveis. Que fazem realmente a historinha se espalhar por onde passa. Aquela coisa de 1 escuta e conta para 3 e assim por diante. A cadeia exponencial da idéia espalhada boca-a-boca.
Poderia aplicar o conceito observado por um amigo meu em alguma dessas idéias que encontro la fora. Ele disse que a Coca-Cola tem como um dos lemas “pensar globalmente e agir regionalmente”, ou seja, pegar idéias de outros países e aplicar a realidade nacional.
Vamos então a dois exemplos criativos que encontrei na internet.
O primeiro deles é o website de um milhão de dólares. Já coloquei um artigo sobre ele aqui no website. Idéia brilhante. Mas vamos quebrar o conceito da Coca-Cola introduzido acima. Dois brasileiros fizeram o mesmo e deixaram comentários aqui no blog. O ummilhao.com.br e o muraldeummilhao.com.br. Não virou. A empolgação é somente do site original, porque ele chegou primeiro. Quem chega primeiro é quem é notável, não o segundo, terceiro, etc.
O segundo é um website de vendas online chamado Woot!. Qual é o diferencial do Woot? Ele trás a cada dia um ÚNICO produto para venda. Somente um produto por dia, começando meia noite até 23:59hs do dia seguinte, ou até terminar o estoque. E mais, por um preço muito mais que promocional, preços baixíssimos comparados a outras lojas online americanas. O produto de hoje não pode ser comprado amanhã, então chovem visitas todos os dias. Idéia impressionante que gera comentários. Eu mesmo caí na história e estou falando deles aqui.
É a idéia que eu quero. Simples, notável e grande.
Leituras que valem a pena #2
The 101 Dumbest Moments in Business | Business 2.0
Lista dos 101 momentos mais estúpidos de 2004 no mundo dos negócios.
Leading Creatively: The Art of Making Sense | Ivey Business Journal
Liderando com criatividade. Introdução de uma série de competências necessárias nos líderes de hoje. Artigo em PDF.
Como escrever um bom artigo | Stephen Kanitz
Dicas para escrever um artigo. Kanitz é articulista da revista Veja.
Senso de urgência
Existem dois tipos de senso de urgência:
O precavido e o complicado.
Vamos supor que você começe trabalhar todos dias as 8 da manhã, e para isso, você tem que acordar 1 hora antes para dar tempo de se arrumar, tomar café da manhã e dirigir até o local do trabalho. Como se trata de acordar cedo (algo que eu não gosto), acabamos deixando o despertador no limite máximo para dar tempo de chegar no trabalho. E se…
E se você mora em uma cidade aleatória como São Paulo ou em qualquer outra cidade grande? Como fica seu trabalho se acontece um acidente que provoca transito? E um outro compromisso importante e inadiável? Como fica?
Conclusão: Acorde mais cedo. Saia mais cedo de casa. Para seus compromissos importantes se antecipe um pouco, porque isso não custa muito e vai trazer bastante conforto a você no final.
E para pegar o avião então? Nem se fala… É só olhar o tanto de gente que vive correndo nos aeroportos… Perdendo vôos.
Acorde mais cedo. Saia mais cedo. Se antecipe.
Se você é do tipo de pessoa que no trabalho ou nos negócios só vive “correndo atrás do incêndio com um extintor”, reflita um pouco e pense se não vale a pena deixar o que está queimando queimar um pouco e começar a resolver os problemas antes do prazo final. Brasileiro tem essa coisa de deixar as tudo para a última hora.
Em Nova Iórque temos uma taxa de criminalidade que foi reduzida bastante nos últimos anos. A polícia é bem treinada e bem estruturada, mas eles jamais conseguiriam chegar ao patamar atual se não tivessem começado a combater os pequenos crimes. Aquele sujeito que pula a roleta do metrô, ou que roubam pequenos produtos de supermercados ou feiras. O infrator de pequenos crimes de hoje pode ser o homicida de amanhã.
E aí? Não vale a pena?
Um tiro pra cima…
…ou um tiro no pé.
Não ia colocar minha manifestação aqui no website mas, a pedido de amigos e dos emails enviados, aí vai. E não será imparcial ou para iluminar os confusos. Será tão somente meu ponto de vista, minha opinião e meu voto.
Vários amigos e desconhecidos me enviaram emails contrários ao desarmamento. NENHUM email a favor. Por quê? O que levaria várias pessoas que possuem acesso à internet e, provavelmente, possuem condições melhores de vida, a votarem NÃO ao desarmamento na totalidade?
Fato 1 – Muitos deles, com certeza, leram somente o(s) email(s) para formar sua opinião.
Fato 2 – Aposto que quase 100% deles NÃO possuem uma arma e NUNCA usariam uma para se defender. Mas acham importante estarem por dentro dos assuntos em pauta, mesmo sem possuir domínio sobre o assunto.
Fato 3 – A maioria deles estão fazendo o que qualquer um faria para chamar atenção para si mesmo, espalhando uma historinha legal, que parece ser contagiante, para se posicionarem melhor perante os amigos e sociedade. Todos nós fazemos isso o tempo todo.
Rebati todos emails, inclusive um que tinha uma série de slides com o holocausto de fundo.
Lendo os motivos de vários partidarios do NÃO, identifiquei uma máxima dos “armados”: As justificativas apresentadas a favor do NÃO, não passam de meras constatações de fatos que não mudarão, seja qual for o resultado do referendo. Trocando em miúdos, o referendo é inócuo. Ninguém apresentou dados concretos, imparciais e verdadeiros de que a violência aumentará, que o número de ladrões aumentará, que a mortalidade aumentará. Exceto pelo contrabando que não possui correlação nenhuma e nem será o efeito da proibição das armas no aumento da violência.
Sendo assim, entre o inócuo e a proteção de crianças e contra potenciais suicidas e homicidas, meu voto será SIM. Voto pela paz, pelo fato de que niguém tem o direito de tirar a vida de ninguem. Voto porque os Brasileiros honestos que possuem armas são covardes e jamais usariam a arma contra ninguém em uma situação de perigo ou de risco para a família.
Zero para a revista Veja com sua reportagem léxica e totalmente contra aos princípios do jornalismo imparcial.
Zero para o ser humano que, apesar de parecer tão inteligente, na verdade não consegue conviver em paz com a própria espécie.
Zero para o governo por gastar tanto dinheiro em uma questão que não condiz com as verdadeiras necessidades públicas.
O referendo é zero, mas eu votarei 2!
Leituras que valem a pena #1
Vou tentar trazer semanalmente (ou esporadicamente) alguns links para artigos interessantes do mundo dos negócios, marketing, criatividade e etc. Sempre dentro dos temas abordamos aqui e que são dignos de nota.
The Power of Dumb Ideas | Strategy+Business
A solução para os problemas atuais de marketing é o uso de menos criatividade na execução.
The SAP School of Design | BusinessWeek
Co-fundador da SAP investe pesado em Stanford – ponto positivo para as D-Schools.
Minipreneurs | Trendwatching
Estamos nos transformando em Mini-empresários com a internet.
Qual é o limite para a publicidade?
Após vermos que a imprensa vende espaço para publicidade nas suas notícias, vamos a um rápido exercício.
Quais são as maneiras que as empresas podem utilizar para publicar as suas propagandas ou se fazer conhecida?
Vou apontar algumas que me vem em mente. Através de Notícias, Outdoors, Revistas, TV, Filmes, Novelas, Adesivos, Embalagens, Websites, Mala Direta, email (SPAM), Patrocínios, Eventos, Jornais, Telemarketing, seus próprios clientes através do boca-a-boca, etc.
No nosso mundo super, a criatividade não tem limites. Pode até mesmo surpreender e ultrapassar o limite do bom senso ou da ética. No exemplo a seguir, mostro uma dessas “invenções” na busca pelo cliente. Particularmente acho a idéia interessante, porém um pouco polêmica.
Um recém-graduado da Universidade de Washington, Benjamin Rogovy de 22 anos transformou os desabrigados das ruas em publicitários. Muitos desses “sem-teto” ficam andando pelas ruas com cartazes pedindo ajuda, dinheiro, comida ou vendendo algo. O que Rogovy fez foi unir o contato que esses sem-teto possuem com potenciais clientes nas ruas e no trânsito com uma publicidade pontual aproveitando os cartazes dos “pedintes”.
E estava criado o Bumvertising, um novo veículo para propaganda. Um neologismo composto pelas palavras Bum, que significa vagabundo em inglês, e vertising, que vem da palavra advertising – publicidade, propaganda. Uma maneira “honesta” de fazer com que esses necessitados ganhem algum trocado ou mesmo comida. O trabalho enobrece o homem.
A partir de então choveram críticas dizendo que é uma exploração, ou que chamá-los de vagabundos é faltar com respeito moral. Por outro lado a idéia conquistou a simpatia da imprensa (ave!) e de voluntários e instituições que ajudam pessoas carentes.
Até onde vão os limites da exploração publicitária?
Tudo por dinheiro e um pouquinho de atenção
Hoje fiz duas descobertas através do meu leitor RSS. Mas confesso que não foram descobertas, na verdade uma delas só vem confirmar aquilo que as empresas mais fazem – manipular a imprensa. E a outra mostra a falta de assunto da imprensa.
O que está por trás disso tudo? Respondo: O Marketing, a luta por conquistar espaço no mercado e a busca por aumento na receita, isto é, dinheiro.
1) Na primeira, acho que o termo “manipular a imprensa” poderia ser colocado de outra maneira. Seria talvez melhor dizer que a imprensa é que se vende.
Sabemos que lugar para propaganda custa dinheiro, principalmente se você possui um veículo de mídia como internet, TV ou mesmo uma Revista de circulação relativamente ampla.
Nos filmes e na TV, além de trailers e reclames, temos o merchandising incorporado durante a programação normal, na novela, no jornal, nas transmissões de esportes e etc. Estamos habituados com isso e às vezes nem percebemos.
Na Internet estamos vendo um crescimento absurdo de empresas como Google, Yahoo e outras de grande audiência por conta do comércio de propaganda e publicidade nos próprios websites ou através de janelas e programas de recompensas.
Além das propagandas, reclames e merchandising, temos um outro componente de peso que é parente do merchandising: A compra de notícias para veicular os nossos interesses. Aqui chegamos na primeira conclusão: A imprensa vende espaço para noticiar propagandas.
Como exemplo pego aquele que encontrei hoje no leitor RSS. A Blockbuster provavelmente comprou a divulgação da sua nova loja online em pelo menos (até onde vi) três grandes websites de notícias.
Blockbuster inaugura loja virtual – na IDG Now!
Blockbuster passa a vender pela internet no Brasil – na Folha de São Paulo
Blockbuster inicia operação de vendas online – na INFO Online
Sensacional! E me pergunto… e eu queria lá saber dessa notícia? Alguém aqui é acionista da locadora na bolsa de New York? E olha que mesmo com a notícia a ação dela caiu 0,09%. Super.
2) Na segunda, a falta de assunto da imprensa. Com o RSS posso acompanhar quase que paralelamente as diferentes fontes de notícias e posso dizer que ou está faltando agências de notícias no Brasil (todos usam a mesma fonte), ou é um copiando do outro.
A situação piora quando comparamos as notícias do Brasil com aquelas de outros websites internacionais como Wired, Business Week, New Scientist, NewsFactor e por aí vai… A notícia de hoje lá fora é a de amanhã aqui.
A regra é quantidade.
Os dois ítems mostram um descaso com a entrega das notícias e de propaganda, um desinteresse por filtrar melhor as histórias despejadas na gente. Acabamos virando um depósito de textos e imagens supérfluas, manipuladas e irreais.
Pequena atualização:
A revista Época também tinha a Blockbuster em destaque




