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Duas vezes um Brasil Imbecil

dez 27, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  Nenhum comentário

(c) yotophoto.comVi duas notícias essa semana que me deixaram perplexo pelo tamanho do descuido com valores e bens nacionais. Nada tão novo que não possa ser comparado com algo no passado e nada tão velho que nos impeça de correr atrás do tempo perdido.

Duas faces de um país idolatrado salve! salve! Corroído pela ambição política e o famoso “preciso tirar vantagem de tudo”.

Face 1 – Burocracia e Lentidão

“A rapadura é doce mas não é mole não…”

Vemos sempre alguma notícia relacionada com o efeito medicinal de plantas amazônicas que são patenteadas no exterior, uma derrota da pesquisa nacional para os estrangeiros que possuem um “passaporte amazônico” garantido pela falta de controle. Históricamente até Santos Dumont, o nosso herói e idealizador (e ai de quem diga que não foi ele primeiro) daquela máquina que voa, perdeu sua patente para os irmãos Wright segundo a visão hiper-patriota dos americanosdonosdomundo.

E agora foi a vez da rapadura!

Uma pequena empresa alemã chamada “Rapunzel” patenteou a bixinha como marca exclusiva da empresa na Alemanha e nos Estados Unidos. Agora diplomatas brasileiros estão correndo atrás daquela que representa a história e as raízes do nosso país, senão vamos ter que pagar royalties.

Face 2 – Desvalorização da memória nacional

Um incêncio durante a semana passada no hospital Juqueri na cidade de Franco da Rocha, destruiu uma série objetos, móveis e livros. No meio dos livros, revistas, cartas e publicações havia aquilo que poderia ser apresentado como a maior riqueza cultural da história da psiquiatria brasileira.

Documentos que deveriam ter sido mantidos em uma reserva especial segura ou em uma biblioteca ou museu seguros. Dentre as cinzas, agora estão as memórias, as frases, as letras de pessoas como Sigmund Freud e o próprio Franco da Rocha. Prontuários e livros que registram a evolução dos tratamentos dos transtornos mentais.

Quantas mais faces ruins temos que desvendar para que se caia a máscara egoísta da impunidade e da ignorância? Será que um dia a “ficha vai cair” na cabeça dos que agem deliberadamente em benefício próprio? Será que essas pessoas vão perceber que estão usando tapas nos olhos como nos cavalos para ver só pra frente e não olhar em volta?

O que está faltando? Percepção ou vergonha na cara?

Marcas Oportunistas

dez 13, 2005   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  Nenhum comentário

(c) Serendipidade.comExiste um oportunismo nas marcas conhecidas nacional e mundialmente, principalmente em países como o Brasil, onde esse oportunismo se torna uma maneira de projetar seu produto ou serviço (legal ou ilegalmente).

Quando uma marca ou produto está na moda, geralmente aparecem as marcas oportunistas, como no caso das pulseiras amarelas (falsificação), ou acessórios para iPods (embalo da marca), elas muitas vezes trazem o seu logotipo ou nome muito próximo da marca original.

São casos divertidos que buscam a venda através da semelhança.

Na foto acima temos o posto de gasolina 13R, que certamente não é vinculado a Petrobrás, a empresa brasileira dona da BR Distribuidora. Não é vinculado e certamente não possui a qualidade da segunda. Não deixa de mostrar criatividade, mas não deixa de ser suspeito.

(c) Serendipidade.comE as imitações continuam…

Existem (ou existiam) aqueles tênis baseados no sucesso da marca New Balance, que possuíam a letra “Z” ao invés do tradicional “N”…

Após o sucesso (e possível fracasso) da boutique Daslu, a ONG Davida de uma ex-prostituta do Rio de Janeiro acaba de lançar a grife de roupas “Daspu“…

E por aí vai… Não existem limites para a esse tipo de exploração.

Informações adicionais sobre Propriedade Intelectual e Marcas podem ser acessadas pelo website do INPI

Notícias Populares

dez 12, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  Nenhum comentário

(c) Bright Tal - flickr.com/people/bright/Sabemos que o Brasil exporta diversos tipos de notícias para o exterior. Grande parte são notícias “populares” de sexo, violência e pobreza.

Engraçado o uso do termo “notícia popular” para o tipo de notícia declaradamente inútil. Cai como uma luva para descrever “notícias inúteis” de forma amena. Ou então, pegando o termo “popular”, ou seja, algo que é bastante aceito pelo povo, temos que “notícia popular” foi bem moldada para a situação: Reflete a ignorância das massas.

Dentro dessa reflexão, pegamos o exemplo da nossa amiga Bruna Surfistinha. Ela, como qualquer ser humano, encontrou uma maneira de arranjar dinheiro no nosso mundo machista e na nossa pátria sexual. Vendeu serviços, angariou fundos, falou mal de um monte de gente, falou bem de outras pessoas, e se deu bem até o lançamento do livro. Sucesso certo no país que promove, além dela, empresários e políticos corruptos, multinacionais manipuladoras, bandidos de classe alta, a própria classe alta e líderes sindicais.

E agora com o livro? Estourou. Neste caso, além da profissão que garantia dinheiro, ela se aliou ao que a “notícia popular” mais possui: Poder para se espalhar. E mais longe, já vi vários brasileiros “comemorando” mais uma desgraça nacional: Ela foi notícia no exterior!!! E aí é que entra o Brasil que estávamos comentando no início desse texto bem como a massa ignorante que vai atrás dele batendo palmas. E ela (a ignorância) deveria ser dolorida.

Ela foi esperta e usou as ferramentas que tinha ao alcance. O que sobra são os restos de uma pátria ludibriada, desenganada, e ainda assim feliz.

Inovação no topo da onda

nov 25, 2005   //   por Serendipidade   //   Criatividade / Inovação  //  1 Comentário

(c) yotophoto.comEstamos vivendo uma nova onda (moda) na gestão de empresas. É a onda da inovação. Jamais se falou tanto em inovação dentro do ciclo de gestão de produtos, gestão econômico-financeira, gestão logística, etc.

Essa onda acaba de atingir o Brasil consolidada pela matéria na revista Exame desta semana. São apresentadas dicas, exemplos e a descrição do perfil da empresa que aposta na inovação e transformação de idéias.

Aqui já comentamos anteriormente alguns movimentos que também comprovam essa “economia do conhecimento”, vimos que algumas escolas de gestão alteraram seu curso de MBA para incluir matérias sobre inovação, e que os consumidores estão cada vez mais exigentes e interagindo melhor com as empresas.

Empresas nacionais estão amadurecendo os processos internos para incluir times ou equipes voltadas para inovação. É o caso de empresas como Natura e Nutrimental, citadas na reportagem da revista. Uma tendência no mercado de trabalho é o surgimento de vagas de consultores de inovação, gestor de times criativos e quem sabe de um novo tipo de CIO – Chief Innovation Officer como pude confirmar em algumas reportagens.

As empresas que mais influenciaram a estratégia de inovação estão colhendo reconhecimento mundial. A General Electric com o acrônimo CENCOR (calibrar, explorar, criar, organizar e realizar), Procter & Gamble, Starbucks e muitas outras se enquadram na lista.

A revista BusinessWeek até introduziu uma nova seção nas suas páginas.

O que mais está por vir? Para responder é preciso muita criatividade e inovação para saber. Podemos aposentar a velha bola de cristal.

Vida celular

nov 2, 2005   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  1 Comentário

(c) yotophoto.comO que anda com você o dia todo?
(ou pelo menos a maior parte dele)

No Brasil mais de 170 milhões de pessoas diriam: Calça, bermuda, tênis, chinelo, camiseta, relógio, carteira, mochila, e outros ítens de vestuário e acessórios.

Algum número próximo de 80 milhões de pessoas diriam, além de alguns dos apetrechos acima, que o aparelho celular está junto a maior parte do dia.

Quase metade.

E quando passamos muito tempo com alguma coisa junto com a gente, essa coisa não pode nos incomodar, fazer mal, atrapalhar, ou não trazer nenhum fruto ou benefício. Sendo assim, jogaríamos essa coisa fora.

Se a coisa é uma camiseta que fica espetando ou apertando, tiramos ela fora.

Se a coisa é um chinelo com a cinta arrebentada, tentamos trocar por outro ou consertar.

Se a coisa é um celular com a conta errada, clonado ou sem rede, trocamos de operadora.

Recado:
O cliente deve ser bem tratado. Eles passam o dia todo com o aparelho perto deles, faz parte da vida deles.

O celular presencia o que agrada as pessoas, o que irrita, o que as deixam felizes, o que as deixam tristes, qual a cor preferida, qual a música preferida. Ele precisa estar em harmonia conosco. Trocar de operadora é muito fácil.

O mercado tem muito potencial. As pessoas querem algo que corresponda a cada uma das suas necessidades íntimas. Esse é o mapa da mina.

A força do interior

out 31, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  2 Comentários

(c) serendipidade.comEstou em Campo Grande a trabalho. O tempo está ótimo, bem melhor que em São Paulo, é uma pena que retorno amanhã. Mas o que realmente me impressionou aqui é a diferença das pessoas em relação ao trabalho. A diferença é para melhor, não é a primeira vez que venho conhecer unidades de negócio de grandes empresas em outras cidades, e sempre a organização me impressiona.

Na semana passada, tivemos reunião em São Paulo. Logo de manhã precisei ajudar na arrumação da sala de reunião porque não tinham arrumado ainda. Café e petiscos para o coffee-break não estavam disponíveis porque a secretária não fora avisada com antecedência. Chovia.

Hoje em Campo Grande foi diferente. Chegamos e a portaria já sabia do que se tratava, o auditório estava preparado com ar condicionado, instalações eletrônicas (microfone e projetor), água gelada e dois técnicos disponíveis para possíveis acertos no som, laptops, etc. Coffee-break de primeira e pessoal super simpático. Lista de presença numa pastinha plástica e até o sol apareceu.

Isso tudo numa mesma empresa.

Viva a diferença.

Viva a qualidade de vida e a hospitalidade do interior do Brasil.

E não é que falaram “faca de dois legumes” de novo?

Mas desta vez de maneira descontraída.

Gravidez oculta

out 25, 2005   //   por Serendipidade   //   Serendipidade  //  Nenhum comentário

Em 3 dias, atleta da seleção descobre gravidez e dá à luz

Em uma semana a vida da ala Sílvia, 23, mudou radicalmente.
Há dez dias, a jogadora disputava a final dos Jogos Abertos do Interior pelo São Caetano, quando seu time bateu o Catanduva e ficou com o ouro. Apesar de feliz, Sílvia não se sentia muito bem.

Dois dias depois, procurou os médicos do clube reclamando de prisão de ventre. Foi examinada e teve um “caroço” encontrado na barriga. Assustada, procurou um médico conhecido de Americana, onde já morou. Para o seu espanto, o “caroço” era um bebê.

“Nunca imaginei que estivesse grávida. Não tive enjôo nenhum e também não senti desejo. A única coisa é que estava um pouco acima do peso”, disse a atleta, que foi reserva da seleção brasileira na Olimpíada de Atenas, em 2004.
[…]
Segundo ela, três dias após descobrir que estava grávida, deu à luz Luis Fernando, que nasceu com sete meses, 31 cm e pouco mais de 1 kg e continua internado.
[…]”

Serendipidade esquisita ou uma jogadora muito engajada no esporte.

Fonte: Folha de São Paulo (link para assintantes)

Criatividade para o bem

out 19, 2005   //   por Serendipidade   //   Criatividade / Inovação  //  Nenhum comentário

(c) DesignBoom.comAtualmente as empresas e pessoas falam muito em design de produtos (no Brasil ainda pouco).

Seja na origem das novas D-Schools, estudando Atos Instintivos, em diversos websites especializados no assunto e, principalmente, em premiações específicas.

Dentro desse último ítem, aproveitando as nossas discussões recentes sobre meio-ambiente, e aproveitando também a alta procura por usos de garrafa PET nos sites de busca, quero apontar um link para um concurso dentro do tema ambiental.

Muito criativo inclusive.

(c) DesignBoom.comConheça os vencedores da competição RE-think + RE-cycle, com os premios divididos nas seguintes categorias: Menção Honrosa, Descontextualizando, Re-utilizado / Modificado, Processo de Reciclagem (tem Brasileira aqui) e Preservar recursos. Além, claro, do grande campeão.

Aproveitando a visita, conheça as outras competições. Muito material interessante aqui.

Quero ter uma idéia nova…

out 14, 2005   //   por Serendipidade   //   Criatividade / Inovação  //  2 Comentários

(c) morguefile.comNão sei extatamente o que estou procurando, mas quero criar algo diferente. Tenho pensado muito na concepção dessa nova idéia. Idéias para qualquer coisa. Qualquer negócio. Quero uma nova idéia porque mesmo se ela não for me trazer dinheiro, eu estou exercitando a criatividade.

Assim, fico quase o tempo todo articulando possibilidades…

Difícil aparecer…

Se aparece…

Difícil implementar… (tem um quê de comodismo aqui)

Talvez eu não esteja pensando “lateralmente”, ou talvez eu apenas estou preso demais no trabalho e preocupado bastante com ele.

Para encher minha cabeça de possibilidades, tenho lido muito, navegado bastante, mudado algumas rotinas. Seguindo os passos catalisadores de idéias.

No entanto, enquanto o estalo não vem, estou me confrontando com idéias interessantes e notáveis. Que fazem realmente a historinha se espalhar por onde passa. Aquela coisa de 1 escuta e conta para 3 e assim por diante. A cadeia exponencial da idéia espalhada boca-a-boca.

Poderia aplicar o conceito observado por um amigo meu em alguma dessas idéias que encontro la fora. Ele disse que a Coca-Cola tem como um dos lemas “pensar globalmente e agir regionalmente”, ou seja, pegar idéias de outros países e aplicar a realidade nacional.

Vamos então a dois exemplos criativos que encontrei na internet.

O primeiro deles é o website de um milhão de dólares. Já coloquei um artigo sobre ele aqui no website. Idéia brilhante. Mas vamos quebrar o conceito da Coca-Cola introduzido acima. Dois brasileiros fizeram o mesmo e deixaram comentários aqui no blog. O ummilhao.com.br e o muraldeummilhao.com.br. Não virou. A empolgação é somente do site original, porque ele chegou primeiro. Quem chega primeiro é quem é notável, não o segundo, terceiro, etc.

O segundo é um website de vendas online chamado Woot!. Qual é o diferencial do Woot? Ele trás a cada dia um ÚNICO produto para venda. Somente um produto por dia, começando meia noite até 23:59hs do dia seguinte, ou até terminar o estoque. E mais, por um preço muito mais que promocional, preços baixíssimos comparados a outras lojas online americanas. O produto de hoje não pode ser comprado amanhã, então chovem visitas todos os dias. Idéia impressionante que gera comentários. Eu mesmo caí na história e estou falando deles aqui.

É a idéia que eu quero. Simples, notável e grande.

Senso de urgência

out 11, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  Nenhum comentário

(c) Malene ThyssenExistem dois tipos de senso de urgência:

O precavido e o complicado.

Vamos supor que você começe trabalhar todos dias as 8 da manhã, e para isso, você tem que acordar 1 hora antes para dar tempo de se arrumar, tomar café da manhã e dirigir até o local do trabalho. Como se trata de acordar cedo (algo que eu não gosto), acabamos deixando o despertador no limite máximo para dar tempo de chegar no trabalho. E se…

E se você mora em uma cidade aleatória como São Paulo ou em qualquer outra cidade grande? Como fica seu trabalho se acontece um acidente que provoca transito? E um outro compromisso importante e inadiável? Como fica?

Conclusão: Acorde mais cedo. Saia mais cedo de casa. Para seus compromissos importantes se antecipe um pouco, porque isso não custa muito e vai trazer bastante conforto a você no final.

E para pegar o avião então? Nem se fala… É só olhar o tanto de gente que vive correndo nos aeroportos… Perdendo vôos.

Acorde mais cedo. Saia mais cedo. Se antecipe.

Se você é do tipo de pessoa que no trabalho ou nos negócios só vive “correndo atrás do incêndio com um extintor”, reflita um pouco e pense se não vale a pena deixar o que está queimando queimar um pouco e começar a resolver os problemas antes do prazo final. Brasileiro tem essa coisa de deixar as tudo para a última hora.

Em Nova Iórque temos uma taxa de criminalidade que foi reduzida bastante nos últimos anos. A polícia é bem treinada e bem estruturada, mas eles jamais conseguiriam chegar ao patamar atual se não tivessem começado a combater os pequenos crimes. Aquele sujeito que pula a roleta do metrô, ou que roubam pequenos produtos de supermercados ou feiras. O infrator de pequenos crimes de hoje pode ser o homicida de amanhã.

E aí? Não vale a pena?

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