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Um tiro pra cima…

out 10, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  1 Comentário

(c) yotophoto.com…ou um tiro no pé.

Não ia colocar minha manifestação aqui no website mas, a pedido de amigos e dos emails enviados, aí vai. E não será imparcial ou para iluminar os confusos. Será tão somente meu ponto de vista, minha opinião e meu voto.

Vários amigos e desconhecidos me enviaram emails contrários ao desarmamento. NENHUM email a favor. Por quê? O que levaria várias pessoas que possuem acesso à internet e, provavelmente, possuem condições melhores de vida, a votarem NÃO ao desarmamento na totalidade?

Fato 1 – Muitos deles, com certeza, leram somente o(s) email(s) para formar sua opinião.

Fato 2 – Aposto que quase 100% deles NÃO possuem uma arma e NUNCA usariam uma para se defender. Mas acham importante estarem por dentro dos assuntos em pauta, mesmo sem possuir domínio sobre o assunto.

Fato 3 – A maioria deles estão fazendo o que qualquer um faria para chamar atenção para si mesmo, espalhando uma historinha legal, que parece ser contagiante, para se posicionarem melhor perante os amigos e sociedade. Todos nós fazemos isso o tempo todo.

Rebati todos emails, inclusive um que tinha uma série de slides com o holocausto de fundo.

Lendo os motivos de vários partidarios do NÃO, identifiquei uma máxima dos “armados”: As justificativas apresentadas a favor do NÃO, não passam de meras constatações de fatos que não mudarão, seja qual for o resultado do referendo. Trocando em miúdos, o referendo é inócuo. Ninguém apresentou dados concretos, imparciais e verdadeiros de que a violência aumentará, que o número de ladrões aumentará, que a mortalidade aumentará. Exceto pelo contrabando que não possui correlação nenhuma e nem será o efeito da proibição das armas no aumento da violência.

Sendo assim, entre o inócuo e a proteção de crianças e contra potenciais suicidas e homicidas, meu voto será SIM. Voto pela paz, pelo fato de que niguém tem o direito de tirar a vida de ninguem. Voto porque os Brasileiros honestos que possuem armas são covardes e jamais usariam a arma contra ninguém em uma situação de perigo ou de risco para a família.

Zero para a revista Veja com sua reportagem léxica e totalmente contra aos princípios do jornalismo imparcial.

Zero para o ser humano que, apesar de parecer tão inteligente, na verdade não consegue conviver em paz com a própria espécie.

Zero para o governo por gastar tanto dinheiro em uma questão que não condiz com as verdadeiras necessidades públicas.

O referendo é zero, mas eu votarei 2!

Tudo por dinheiro e um pouquinho de atenção

out 4, 2005   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  Nenhum comentário

(c) yotophoto.comHoje fiz duas descobertas através do meu leitor RSS. Mas confesso que não foram descobertas, na verdade uma delas só vem confirmar aquilo que as empresas mais fazem – manipular a imprensa. E a outra mostra a falta de assunto da imprensa.

O que está por trás disso tudo? Respondo: O Marketing, a luta por conquistar espaço no mercado e a busca por aumento na receita, isto é, dinheiro.

1) Na primeira, acho que o termo “manipular a imprensa” poderia ser colocado de outra maneira. Seria talvez melhor dizer que a imprensa é que se vende.

Sabemos que lugar para propaganda custa dinheiro, principalmente se você possui um veículo de mídia como internet, TV ou mesmo uma Revista de circulação relativamente ampla.

Nos filmes e na TV, além de trailers e reclames, temos o merchandising incorporado durante a programação normal, na novela, no jornal, nas transmissões de esportes e etc. Estamos habituados com isso e às vezes nem percebemos.

Na Internet estamos vendo um crescimento absurdo de empresas como Google, Yahoo e outras de grande audiência por conta do comércio de propaganda e publicidade nos próprios websites ou através de janelas e programas de recompensas.

Além das propagandas, reclames e merchandising, temos um outro componente de peso que é parente do merchandising: A compra de notícias para veicular os nossos interesses. Aqui chegamos na primeira conclusão: A imprensa vende espaço para noticiar propagandas.

Como exemplo pego aquele que encontrei hoje no leitor RSS. A Blockbuster provavelmente comprou a divulgação da sua nova loja online em pelo menos (até onde vi) três grandes websites de notícias.

Blockbuster inaugura loja virtual – na IDG Now!

Blockbuster passa a vender pela internet no Brasil – na Folha de São Paulo

Blockbuster inicia operação de vendas online – na INFO Online

Sensacional! E me pergunto… e eu queria lá saber dessa notícia? Alguém aqui é acionista da locadora na bolsa de New York? E olha que mesmo com a notícia a ação dela caiu 0,09%. Super.

2) Na segunda, a falta de assunto da imprensa. Com o RSS posso acompanhar quase que paralelamente as diferentes fontes de notícias e posso dizer que ou está faltando agências de notícias no Brasil (todos usam a mesma fonte), ou é um copiando do outro.

A situação piora quando comparamos as notícias do Brasil com aquelas de outros websites internacionais como Wired, Business Week, New Scientist, NewsFactor e por aí vai… A notícia de hoje lá fora é a de amanhã aqui.

A regra é quantidade.

Os dois ítems mostram um descaso com a entrega das notícias e de propaganda, um desinteresse por filtrar melhor as histórias despejadas na gente. Acabamos virando um depósito de textos e imagens supérfluas, manipuladas e irreais.

Pequena atualização:

A revista Época também tinha a Blockbuster em destaque

i-Responsabilidade Social, o que há por trás dessa máscara?

out 3, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  2 Comentários

(c) yotophoto.comHoje a consciência com o nosso meio ambiente e sociedade está bem difundida (mas não totalmente), parece até moda, todas empresas estão adotando ou já adoraram e os institutos de responsabilidade social se estabeleceram. Quem tem a ganhar com isso somos nós mesmos, sem dúvida.

Mas para mim, no fundo, a responsabilidade social não passa de fachada para uma boa propaganda de marketing. No fundo as empresas não se importam.

O pior: quem não faz é visto com cara feia.
Um pouco pior: só fazem porque tem que fazer (evita atrasos e caras feias).
E pior ainda: tem gente que faz para cobrir buracos (ainda fazendo um monte de coisas erradas por trás).

A questão é que não deveríamos ser forçados a usar essa fachada, deveríamos ser por definição protetores da sociedade.

Vejam só que história vergonhosa:

A responsabilidade social é um movimento recente. Isso significa que estamos ainda saindo das cavernas, ainda não deixamos de ser animais irracionais por completo. O movimento tomou força nas décadas de 60 e 70 nos Estados Unidos e Europa e no Brasil só foi reconhecidamente consolidado na década de 90. Por quê demoramos tanto para agir?

Na nossa cegueira de ganância e egoísmo o resto vem em segundo plano.

O negócio já chegou até nas escolas onde educamos as crianças. Você prefere matricular seu filho em uma escola que promova a consciência social? Lógico que sim. Mas reflita se você não está admitindo ser pobre em responsabilidade social. O exemplo tem que vir primeiro de casa e não da escola. Para as escolas, lógico, tudo isso não passa de mais uma oportunidade de abocanhar mais dinheiro. Se elas se declaram responsáveis socialmente, porque não promovem bolsas de estudo para pessoas pobres? Ah… vai misturar a elite com a pobreza… É proibido? Nesse momento as discussões se voltam para o comunismo, afinal, dar espaço para pessoas menos abastadas é visto como comunismo por muitas pessoas. Que falta de visão…

No filme chileno Machuca de 2004, um padre da escola mais rica da cidade decide abrir espaço para crianças de famílias mais humildes seguindo o modelo de governo de Salvador Allende. A reação dos pais e dos próprios alunos mais ricos é óbvia. Imagina aqui no Brasil de hoje com as drogas e violência. Você acha que daria certo? Não vale a pena pelo menos tentar?

Quem sabe aproveitando a onda, o governo também não obrigue todos os cidadãos brasileiros a fazer um curso, carregar uma carteirinha, ou ter um carimbo na sua carteira de motorista com os dizeres: “Responsável Socialmente”. Ah… esqueci que já existe um atestado… as pulseirinhas solidárias. A maior prova de humanismo desde nunca… É o fim da picada.

Proponho um exercício: Visite a relação das 10 piores corporações de 2004, identifique aquelas que agrediram a sociedade e veja se elas possuem programas de responsabilidade social estabelecidos. Você poderá se surpreender com a presença de programas inócuos e com o cinismo.

É uma vergonha usar atributos que deveriam fazer parte da nossa vida há muitos anos só agora que o globo está aquecido, milhares de espécies estão em extinção e a violência está nas alturas. Não há muito que fazer, porque nosso senso de urgência só funciona quando estamos quase por explodir. Infelizmente.

Mas… antes tarde do que nunca.

As Leis da Informação

set 27, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  Nenhum comentário

(c) yotophoto.comVocê é um “Informaçãoniaco”? Qual é a essência de ser assim? Para que serve saber tanto?

Estava refletindo sobre o assunto e dou dois motivos que se transformam em atitudes quando o assunto é INFORMAÇÃO. Podemos chamá-las de “As leis da informação aplicadas no cotidiano”

  • As pessoas vão usar informações (exclusivas ou não) para benefício próprio
     
  • As pessoas vão manipular as informações antes de passá-las para a frente em benefício próprio

A primeira é o instinto (des)humano, e a segunda é poder convencer, ser persuasivo sem ser invasivo.

A primeira é o acionista comprando mais ações porque soube da última descoberta de petróleo ou da cura do cancer, e a segunda são os políticos mentindo para justificar que “não são culpados” de roubar o Brasil.

Falando em criatividade e marketing, a primeira é chegar na frente no momento de criar maneiras de ganhar dinheiro, é estimular a criatividade. A segunda pode ser representada pela figura de um marketeiro – aquele que sabe contar bem uma historinha.

Meninos em Perigo

set 25, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  Nenhum comentário

(c) yotophoto.comPor Henrique Úchida Rezeck

“Não existem fatos isolados. Tudo está ligado a tudo”
Carl G. Jung

A repetição de um fato grave em uma comunidade é sintoma de que muitas coisas não vão bem.

Num espaço de quatro anos, dois garotos tiveram suas cabeças esfaceladas em dois acidentes em Poços de Caldas: 04/10/2000 e 24/11/2004. Em ambos os casos, circulavam de bicicleta quando foram atropelados por ônibus.

Isto serve como evidência mais do que explícita de que nossa sociedade não sabe cuidar nem proteger suas crianças e seus adolescentes.

Lembro-me de uma ocasião em que, preocupado com estas ocorrências, liguei para a gerente de uma rede de padarias do centro da cidade e informei a ela que seria bom para a segurança dos entregadores o uso de capacetes e bicicletas com olhos de gato nas laterais, frentes e traseiras, além de espelhos retrovisores. Muito embora ela concordasse, nenhuma dessas providências veio a ser tomada. As pessoas podem ser, por vezes, deveras inconseqüentes…

É importante que aperfeiçoemos nossa educação no trânsito, tanto quanto a sinalização, mas, principalmente, nós precisamos deixar de achar que é impossível proteger nossos menores e começar a dedicar tempo a APRENDER a cuidar deles. Não é vergonha assumir que não sabemos, mas é irresponsabilidade nos negarmos adquirir tal conhecimento. Para mães, pais e outros educadores um bom começo pode ser a ESCOLA DE PAIS, QUE É GRATUITA.

Chama-me a atenção, entretanto, a maior incidência de problemas entre os jovens do sexo masculino. Enquanto preparava “Listening to Boys’ Voices” (Ouvindo a Voz dos Garotos), um de seus estudos que mais tarde se tornaria livro, o Dr. William Pollack, do Centro Para Homens do Hospital McLean, um departamento da Faculdade de Medicina de Harvard, e membro fundador da Sociedade Para o Estudo Psicológico dos Homens e da Masculinidade da American Psychological Association, descobriu novas evidências que apoiavam sua percepção de que muitos garotos hoje enfrentam sérios problemas. O quadro é alarmante:

“No sistema educacional os meninos têm duas vezes mais chances que as meninas de serem rotulados “incapacitado para a apreendizagem”, constituem até sessenta e sete por cento das turmas de “educação especial”, e em algumas instituições têm até dez vezes mais probabilidade de serem diagnosticados portadores de uma desordem emocional grave – principalmente a desordem do déficit de atenção (para a qual muitos tomam medicação forte com efeitos colaterais potencialmente perigosos). Enquanto a significativa lacuna nas notas das garotas em ciências e matemática tem melhorado bastante, os resultados apresentados pelos garotos em leitura têm diminuido substancialmente. Estudos recentes também demonstram que não apenas a auto-estima dos meninos é mais frágil que a das meninas e que a confiança deles como alunos está menor mas também que os meninos são consideravelmente mais propensos a se envolverem em problemas disciplinares, serem suspensos de aulas ou abandonarem totalmente os estudos.

“Os meninos estão com sérios problemas também fora da escola. A incidência de depressão entre os garotos de hoje é chocantemente alta, e as estatísticas revelam que os garotos têm até três vezes mais chances de serem vítimas de crimes violentos (com excessão de estupro) e entre quatro a seis vezes mais probabilidade de cometerem suicídio…”

Não sei se há dados de semelhante natureza em nosso país, mas não é muito difícil perceber que aqui também os meninos desenvolvem comportamentos destrutivos, incluindo alcoolismo ou abuso de drogas, e se envolvem em acontecimentos trágicos muito mais freqüentemente que as meninas.

Os garotos de hoje estão em crise. Na superfície, muitos aparentam ser durões, confiantes e animados mas, por dentro, muitos estão tristes, solitários e confusos.

As mensagens contraditórias que a sociedade lhes envia acabam por coloca-los em risco, hoje mais do que nunca.
Os garotos se escondem por trás de uma máscara de independência, o que não apenas os impede de conhecerem suas verdadeiras personalidades, mas também impede que nós os conheçamos. Esta máscara é uma exigência de nossa cultura machista.

Nós ainda dispensamos aos nossos meninos o mesmo tipo de educação superficial e grosseira de há 500 anos. Uma educação que não sabe valorizar seus sentimentos , não sabe respeitar suas fraquezas e, portanto, espera que o rapazinho seja um projeto de super-herói! Trata-se de uma pedagogia com conceitos de masculinidade absolutamente equivocados.

Como resultado, o menino sofre calado, enquanto a menina conta com permissão para chorar suas angústias no colo dos pais. Esperamos que o menino resolva seus problemas por conta própria, mas quando a garota tem alguma dificuldade, as pessoas a sua volta se apressam em ajudá-la.
A distorção de nossa cultura interrelacional chegou a tal ponto que hoje é imprescindível que os garotos contem com algum tipo de ajuda específica para sí.

O Canadá é um dos lugares onde já existem programas de assistência a jovens do sexo masculino. A medida é também pragmática: pretende evitar gastos previdenciários futuros com famílias que perdem cedo demais pais e maridos.

Nós também podemos criar grupos de apoio aos jovens do gênero masculino, mas quem tiver a responsabilidade de gerir esta tarefa deverá ter sólida formação em psicologia e em relações humanas.
A responsabilidade pela segurança e pelo bem estar dos meninos e das meninas é de TODOS NÓS.

Henrique Úchida Rezeck é professor de Inglês Como Língua Estrangeira e interessado em questões de gênero, educação emocional e cidadania.

Referências:
– Jornal da Mantiqueira
– Jornal da Cidade
– Pollack, W. S. (1998), “Real Boys: rescuing our sons from the myths of boyhood” – Random House. Publicado no Brasil sob o título “Meninos de Verdade”
– Pollack, W.S. e Cushman, K. (2001). “Real Boys Workbook – The definitive guide to understanding and interacting with boys of all ages.” – Villard Books
– Revista Veja
Escola de Pais

A homepage de 1 milhão de dólares

set 22, 2005   //   por Serendipidade   //   Criatividade / Inovação  //  13 Comentários

(c) milliondollarpage.com

Update: 10/01/2006
Antes de se empolgar, reflita um pouco.

A idéia do estudante Alex Tew de 21 anos foi espetacular.

A entitulada The Million Dollar Homepage é uma página que contém somente anúncios de outras páginas e empresas.

“A idéia é simples – diz Alex – tentar fazer 1 milhão de dólares vendendo 1 milhão de pixels a 1 dólar cada. Essa é a The Million Dollar Homepage. A maior motivação para fazer isso é pagar a minha faculdade. Eu não gosto da idéia de me graduar acumulando um débito enorme.

Qualquer um é bem vindo para comprar os meus pixels, os quais estão disponíveis em “blocos” de 100 pixels (cada um medindo 10×10). Você verá que a página é dividia em 10.000 desses “blocos” de 100 pixels (formando os 1.000.000 de pixels). A razão para vendê-los em blocos de 100 é porque qualquer coisa menor que isso seria muito pequeno para mostar alguma coisa inteligível.”

Idéia boba ou não, ele já vendeu 74 mil pixels (dólares) nessa página que mostrará os mesmos anúncios permanentemente por pelo menos meia década.

Uma pequena atualização monetária. Da hora que eu publiquei o post (14 horas) até agora (meia noite), as vendas de blocos já batem em 96 mil dólares. Mais de 20 mil dólares em 10 horas, 2 mil dólares a hora. O site aparentemente começou dia 26 de agosto e, pelas estatísticas dele, estourou do meio de setembro pra frente.

Como eu queria ter tido essa idéia…

Façam suas apostas, quem será o primeiro (ou primeiros) brasileiros a fazer o seu site de 1 milhão de reais?

No mundo um monte de gente já copiou, veja!

Instintos (des)humanos

set 19, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  3 Comentários

(c) yotophoto.comAlguns dias atras eu estava falando sobre uma série da BBC sobre instintos. Ela aborda 4 instintos ditos básicos: Desejo, Sobrevivência, Competição e Proteção.

Incluo na lista mais dois instintos que não existem um sem o outro:

Ganância e Egoísmo

Nós temos o instinto do egoísmo porque queremos manter a nossa sobrevivência e satisfazer nossos desejos com proteção contra males externos. E temos ganância para que durante a competição possamos ser os melhores da espécie, ou melhor, sermos os mais poderosos e ricos.

“O ser humano nunca está satisfeito” – Não sei quem falou, mas eu falo aqui. NUNCA.

E na busca por esse bem estar maior ignoramos diversos aspectos que CONDIZEM TOTALMENTE com a nossa própria sobrevivência, ou no mínimo, nosso bem estar efêmero. Falta de visão.

Vamos aos exemplos:

O aquecimento global por conseqüência da exploração do homem. Sim, eu sei que é um assunto batido e piegas, mas há vários anos sabemos que o planeta está sofrendo e muito pouco foi feito para reverter o quadro geral. Somos mesquinhos e cegos na busca pelo poder capitalista e deixamos escapar o futuro da nossa própria espécie. Culpa da ganância e egoísmo!

Os políticos, salvo poucas excessões (ou nenhuma), são ladrões gananciosos e egoístas. Alí existe o aproveitamento de uma falha do Brasil: a Impunidade… Quando nós humanos podemos fazer atos que não são punidos, nós viramos bichos (roubamos o dinheiro público, saqueamos lojas no meio de um furacão e tiramos proveito da inocência). No fundo todos somos egoístas e gananciosos!

O trânsito está sempre cheio de gananciosos e egoístas. Vivo em São Paulo e convivemos com isso. Mais do que conviver, nós nos transformamos. Hoje pensei, em uma entrada à direita para sair da marginal naquelas pessoas que saem para a pista da esquerda porque está andando e lá na frente dão seta pra direita e formam confusão. Brasileiro adora fila alguem pode dizer, mas no trânsito adora chegar antes. Egoístas e gananciosos!

O reverso dessa moeda é benéfico para todo mundo. Sem agressão ao meio-ambiente a raça sobreviverá mais. Sem roubos na política os beneficiados serão a própria população (incluindo o político!). Sem apressados no trânsito o mesmo iria fluir muito melhor e beneficiar a todos.

Falta de visão. Cegueira. Ignorância.

Ahhh… Como eu gostaria que a ignorância fosse dolorosa

Livros com desconto especial

set 13, 2005   //   por Serendipidade   //   Criatividade / Inovação  //  Nenhum comentário

Essa semana está corrida… Roberto Jefferson continua apelando para o discurso do “errei mas sou transparente”. Severino está suando frio com o cheque transitando na mídia mas continua firme e forte com a palavra “não” dentro da boca. Os Correios estão parados porque os funcionários ganham pouco (mas os executivos embolsam muito).

Com tanta coisa acontecendo no Brasil, merecemos distração e estímulo na criatividade. Estou mandando uma promoção imperdível de livros:

30% de desconto em todos os livros clássicos modernos!

“Os 2.1 Mosqueteiros” – Alexandre Dumas
“70 Anos de Solidão” – Gabriel García Márquez
“1388,8” – George Orwell

(c) advertka.ru

Genial essa propaganda da Mondadori (uma grande editora italiana).

O link ao clicar na foto acima nos leva ao Advertka.ru – um site russo com diversas propagandas impressas e em vídeo com um tipo de acesso cada vez mais comum na rede: Grátis! Aproveitem.

Um pouco de divertimento para acalmar o nosso humor em meio a tanta corrupção política.

Declaração infeliz

set 6, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  Nenhum comentário

(c) worldprocessor.com“O meu país virou terceiro mundo”

Essa acima é uma frase infeliz de uma norte-americana. Está na revista Veja dessa semana, na capa da reportagem sobre o furacão Katrina que fez estragos em Nova Orleans. Ao lado da foto de pessoas tentando subir no teto de uma caminhonete.

Fiquei perplexo com a afirmação que associa 100% o desastre ecológico com as precárias condições de vida que vivem muitas pessoas dos países em desenvolvimento.

E vejam bem, eu disse “países em desenvolvimento” porque nem a expressão “terceiro mundo” é mais usada por ser antiga (blocos da guerra-fria) e também por ser politicamente incorreta e não mais adotada na geografia.

Concluimos: Ela foi ignorante duas vezes.

Ah! Como eu gostaria que a ignorância doesse.

Na primeira pelo termo terceiro mundo, e na segunda por associar um evento meteorológico com as nossas condições de vida. Evento esse que além de acontecer provavelmente por causa do aquecimento global do último século, tem como um dos maiores provocadores o próprio Estados Unidos que são de longe os maiores emissores de gases poluentes na atmosfera.

Ignorante duas vezes e culpada ao mesmo tempo… ou ingênua…

Ingênua.

Assim sendo, quero separar e deixar bem claro dois aspectos que podem contribuir para essa associação na mente conturbada da nossa amiga americana:

A ignorância que os estrangeiros têm sobre os nossos países.

E aqui nesse caso fica o exemplo do Brasil, que em matéria de desastre natural é inexperiente pois não temos nenhum único evento no gênero e grau. Somos um país sem terremoto, vulcão, maremotos e furacões gigantes. Nenhum evento devastador exceto a fome, a pobreza e miséria (que não são ambientais).

Geralmente os estrangeiros demonstram extremo desconhecimento da nossa cultura, maneira de vida, aspectos ambientais, inteligência, criatividade.

Lembro uma vez no exterior um rapaz me perguntando se aqui no Brasil existia baralho. Meu amigo brasileiro respondeu no ato: temos… só que no Brasil, ao invés da figura do Rei nas cartas nós temos a foto do Pelé… Rachei de rir.

Ou quando me perguntaram se aqui no Brasil era verdade que a polícia andava com leões nas ruas para combater os ladrões. Respondi que sim, e que além do ladrão, o leão costumava comer o policial também quando estava com fome.

(c) worldprocessor.comA aquisição dessa ignorância por nossa própria culpa.

É verdade. Basta olhar que tipo de notícias brasileiras passam no exterior. Não só brasileiras, mas dos outros países em desenvolvimento também.

No nosso caso são: Humilhação da mulher brasileira na analogia sexual de prostituição e submissão, Desgraça alheia e corrupção, mais desgraça e acidentes sócio-econômicos e, finalizando, o Carnaval.

Exportamos os nossos próprios problemas. Divulgamos o turismo sexual. Ficamos parecendo “coitadinhos” perante os olhos do mundo.

Não podemos negar a nossa realidade, mas olhem o lado dos pesquisadores científicos brasileiros de destaque, da qualidade de ensino das nossas universidades (menos na verba destinada à pesquisa), da inteligência de nossos executivos, da criatividade do povo na busca pela sobrevivência, nosso empreendedorismo, nossa hospitalidade, nosso bom humor, isso sem falar nos aspectos ambientais.

Pensem nisso.

Fonte das imagens: World Processor. Página com mais de 300 variações na maneira de ver o mundo. Na primeira foto “Condições Locais” e na segunda foto “Guia Compreensivo ao Mundo”.

A Geração Criatividade e as Design Schools

ago 30, 2005   //   por Serendipidade   //   Criatividade / Inovação  //  1 Comentário

Alguns dos principais executivos e escritores de marketing do mundo forjaram uma expressão que retrata o consumidor atual e sua relação com as empresas. É a “Geração C”.

(c) trendwatching.comC de criatividade

Os consumidores de hoje possuem mais influência sobre as empresas através de interações em diversos meios de comunicação, principalmente a internet – nessa última, a possibilidade de interação com as empresas é exposta ao máximo. Através da colaboração em massa é possível realizar consultas publicas ou coletar opiniões sobre produtos e serviços. Somos todos criativos e estamos criando conteúdo a todo momento na Internet.

C de conteúdo

Além de estarmos criando conteúdo na Internet, estamos também adicionando conteúdo para outras pesquisas, bancos de dados ou mesmo propagandas de outras empresas. Algumas companhias criaram anúncios interativos on-line que possibilitam seus clientes interagirem e incluirem informações sobre seus produtos e serviços. Os pedidos das empresas agora são: Crie! Produza! Participe! Antigamente era: Escute! Assista! Brinque!

Dentro dessa nova onda de consumidores, as Business Schools estão se moldando e se adaptando para incluir em suas matérias, cursos de criatividade e inovação na empresa, workshops de desenvolvimento da capacidade criativa e outros cursos relacionados com o tema. De B-Schools estão se transformando em “D-Schools”.

(c) yotophoto.comD de Design

Mais do que formar administradores de empresas, as escolas de negócios querem formar pessoas com conteúdo criativo e inovativo. Que possam agregar valor nas empresas através da aplicação desses conceitos e desenvolver oportunidades de negócio desenhando criativamente os cenários de aplicação. Diversas escolas americanas estão se juntando com institutos de design para promover esse conhecimento. Assim está sendo em Stanford, Carnegie Mellon, INSEAD, Wharton e outras.

Para saber mais:
“Geração C”TrendWatching – Generation C
“D-Schools”Tomorrow’s B-School? It Might Be A D-School

Banco Itaú e as portas giratórias

Acabei de ver na TV uma propaganda do Banco Itaú que demonstra que a Geração C está presente a todo vapor no Brasil. São os clientes colaborando em massa através de sugestões deixadas seja através da Internet ou seja através de qualquer outro canal de atendimento.

A propaganda agradecia as sugestões enviadas na campanha do “Itaú quer ouvir você” e dizia que muitas estão sendo já implementadas, exceto por algumas como no exemplo da porta giratória, que está ali para a segurança dos clientes. Além da TV também vi um outdoor nas ruas com alguns desses balões de diálogos. Campanha forte pelo visto.

São as empresas começando a se preocupar com essa nova geração exigente e mostrando explicitamente que escuta o que o cliente tem para dizer. Ao menos é a impressão que fica. Se não for isso é o marketing enganando outra vez.

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