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Melhor livro de negócios do ano

set 20, 2005   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  1 Comentário

(c) ft.comSaiu a lista dos 6 finalistas para o prêmio de melhor livro de negócios do ano segundo a Financial Times e a Goldman Sachs.

Os juízes do prêmio partiram da premissa de que o livro deveria ser o mais influenciador e prover a melhor aproximação com as questões do mundo dos negócios moderno.

Estou lendo “Freakonomics” e posso dizer que é um livro muito peculiar. Interessante e diferente.

Fonte: Financial Times.

A Geração Criatividade e as Design Schools

ago 30, 2005   //   por Serendipidade   //   Criatividade / Inovação  //  1 Comentário

Alguns dos principais executivos e escritores de marketing do mundo forjaram uma expressão que retrata o consumidor atual e sua relação com as empresas. É a “Geração C”.

(c) trendwatching.comC de criatividade

Os consumidores de hoje possuem mais influência sobre as empresas através de interações em diversos meios de comunicação, principalmente a internet – nessa última, a possibilidade de interação com as empresas é exposta ao máximo. Através da colaboração em massa é possível realizar consultas publicas ou coletar opiniões sobre produtos e serviços. Somos todos criativos e estamos criando conteúdo a todo momento na Internet.

C de conteúdo

Além de estarmos criando conteúdo na Internet, estamos também adicionando conteúdo para outras pesquisas, bancos de dados ou mesmo propagandas de outras empresas. Algumas companhias criaram anúncios interativos on-line que possibilitam seus clientes interagirem e incluirem informações sobre seus produtos e serviços. Os pedidos das empresas agora são: Crie! Produza! Participe! Antigamente era: Escute! Assista! Brinque!

Dentro dessa nova onda de consumidores, as Business Schools estão se moldando e se adaptando para incluir em suas matérias, cursos de criatividade e inovação na empresa, workshops de desenvolvimento da capacidade criativa e outros cursos relacionados com o tema. De B-Schools estão se transformando em “D-Schools”.

(c) yotophoto.comD de Design

Mais do que formar administradores de empresas, as escolas de negócios querem formar pessoas com conteúdo criativo e inovativo. Que possam agregar valor nas empresas através da aplicação desses conceitos e desenvolver oportunidades de negócio desenhando criativamente os cenários de aplicação. Diversas escolas americanas estão se juntando com institutos de design para promover esse conhecimento. Assim está sendo em Stanford, Carnegie Mellon, INSEAD, Wharton e outras.

Para saber mais:
“Geração C”TrendWatching – Generation C
“D-Schools”Tomorrow’s B-School? It Might Be A D-School

Banco Itaú e as portas giratórias

Acabei de ver na TV uma propaganda do Banco Itaú que demonstra que a Geração C está presente a todo vapor no Brasil. São os clientes colaborando em massa através de sugestões deixadas seja através da Internet ou seja através de qualquer outro canal de atendimento.

A propaganda agradecia as sugestões enviadas na campanha do “Itaú quer ouvir você” e dizia que muitas estão sendo já implementadas, exceto por algumas como no exemplo da porta giratória, que está ali para a segurança dos clientes. Além da TV também vi um outdoor nas ruas com alguns desses balões de diálogos. Campanha forte pelo visto.

São as empresas começando a se preocupar com essa nova geração exigente e mostrando explicitamente que escuta o que o cliente tem para dizer. Ao menos é a impressão que fica. Se não for isso é o marketing enganando outra vez.

O Marketing é uma arma poderosa

ago 29, 2005   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  2 Comentários

(c) yotophoto.comNo meu post O Paradoxo da Satisfação do Cliente, estávamos discutindo o que é de fato satisfazer um cliente. Vimos que as empresas devem satisfazer na verdade os desejos do cliente e não diretamente só as necessidades.

Num artigo da Business Week, uma pesquisa demonstrou que as companhias estão mudando a maneira de desenvolver seus produtos se preocupando primeiro com as emoções e sentimentos dos clientes antes de botar em prática a criação. Tudo por dois motivos: O primeiro é que a tecnologia entre os competidores num segmento específico já se tornou a mesma, eles precisam se destacar de outra maneira. O Segundo é que as empresas precisam sempre estar renovando a vontade do cliente em continuar consumindo seus produtos, pois esses últimos estão ficando cada vez menos impressionados com tecnologia e mais preocupados com funcionalidades, se isso ou aquilo serve para ele.

Uma outra maneira de vender, além de suprindo os desejos, é persuadindo os clientes a pensarem que eles precisam do seu produto. Como escreveu um dos leitores deste blog: “…marketingui, a maneira de vender o que nao queremos mesmo que digamos que nao queremos…”*SIC.

Muitas vezes o Marketing é algo que nos motiva a comprar um bem ou serviço mesmo quando não precisamos realmente daquilo. A arte de mexer com as emoções do seu cliente.

Dentro desse escopo, vamos explorar o mundo do Marketing de produtos de efeito duvidoso ou de promessas futuramente não cumpridas.

Seth Godin, um dos meus autores de Marketing favoritos, contou hoje em seu blog como o uso da fé e de crendices quando aplicados no marketing tem um poder enorme de convencimento. Já podemos então imaginar uma série de produtos “místicos” vendendo absurdos por causa de um marketing de convencimento baseado em uma historinha bem contada. Ele aponta para um produto particularmente interessante que já é moda nos Estados Unidos e vende muito bem devido a sua história e adoção por parte de personalidades.

Ao ler fiquei imaginando: Quanto tempo vai levar para essa moda chegar no Brasil, o país que mais adora “pseudo-ciências”? Será que vai ser uma nova onda pós-pulseiras da solidariedade?

(c) Lars Klove for The New York TimesEntão conheça os ornamentos que proporcionam o aumento da performance (Performance-Enhancing Jewelry), a última moda entre os jogadores de baseball americanos. São braceletes e colares de nylon com titânio que (segundo seu fabricante) produzem uma descarga elétrica que aumentam a capacidade energética do corpo através do aumento da capacidade energética de cada célula.

Esse é só um dos exemplos mais recentes, mas na TV podemos encontrar uma série desses produtos ditos “especiais”.

É o poder do convencimento do marketing através de uma histórinha muito bem contada, e que quando tange principalmente o ocultismo ou fatos desconhecidos podem levar rebanhos de consumidores a procurar seu produto.

Para finalizar conheça o Wi-Fi Speed Spray, um spray para você usar em volta do seu terminal sem fio da rede Wi-Fi, e que promete aumentar a velocidade de comunicação e melhorar até sua rádio FM. Uma grande mentira, mas muito bem escrita.

As 10 Marcas mais Valiosas do Mundo

ago 17, 2005   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  6 Comentários

A tabela abaixo mostra o ranking das 10 marcas mais valiosas do mundo. As marcas foram escolhidas segundo dois critérios:

- Deveriam ser marcas globais através da obtenção de mais de 20% da receita fora de seu país de origem
- As suas proprietárias deveriam ter publicamente disponível os dados financeiros e de marketing

Ranking 2005
Marca
Proprietária
País
Valor da Marca ($Milhões)
 1 Coca-Cola Coca-Cola EUA  67.525
 2 Microsoft Microsoft EUA  59.941
 3 IBM International Business Machines Corporation EUA  53.376
 4 GE GE EUA  46.996
 5 Intel Intel EUA  35.588
 6 Nokia Nokia Finlandia  26.452
 7 Disney Walt Disney Company EUA  26.441
 8 McDonald’s McDonald’s Corporation EUA  26.014
 9 Toyota Toyota Motor Corporation Japão  24.837
 10 Marlboro Altria Group EUA  21.189

Fonte: Interbrand

Onde está a Criatividade da TV Brasileira?

ago 13, 2005   //   por Serendipidade   //   Criatividade / Inovação  //  Nenhum comentário

(c) YotoPhoto.comCriatividade! Essa palavra reflete o desejo de muitas das empresas de hoje. No ranking das 20 empresas mais inovadoras todas as companhias listadas tinham investimentos relacionados com o estímulo à participação e criatividade dos seus colaboradores. É o emprego nobre dos conceitos da produção de idéias voltado para os negócios.

Por outro lado, no campo mais ligado ao nosso cotidiano, a criatividade marca presença em publicidades e propagandas e também em produções de programas de TV na tentativa de abocanhar uma maior fatia do Ibope.

A criatividade está muito fortemente presente na publicidade. A busca por entender os desejos dos consumidores e tentar convencê-lo de que o seu produto é necessário e desejado. Criar a relação direta com o consumo, o desejo e a ação do consumidor.

O Brasil é um dos países mais bem colocados quando falamos de publicidade de maneira geral. Pelo menos na mídia que mais expressa sentimentos e emoções, que é a TV, a publicidade através de vídeos é muito bem cotada internacionalmente. Sempre temos as agências Brasileiras (sejam as nacionais ou as multinacionais) entre as finalistas do Leão de Ouro de Cannes.

Já na TV, uma lamentação completa. As emissoras Brasileiras têm medo de arriscar na produção de seus próprios programas e acabam importando idéias “enlatadas” do exterior. É incrível a incapacidade da TV brasileira de gerar programas interessantes e criativos. As emissoras parecem pesar na balança o risco da criatividade versus a cópia de uma formulação de sucesso garantido.

“Big Brother Brasil” copiado do sucesso do programa no exterior. George Orwell deve estar se revirando no caixão pelo uso do seu “Grande Irmão” do romance “1984″ em algo tão banal. Mas a critividade não deixa de estar presente.

“O Aprendiz” foi copiado do programa homônimo americano que leva Donald Trump para o showbusiness. Por sinal, se trata de um programa que foi importado para o Brasil utilizando ao máximo o uso descarado de um merchandising de baixíssima qualidade usando os participantes como garotos propaganda. Além da péssima atuação do seu principal protagonista na tentativa de ser o business man do momento. Horrível… os dois, o original e o copiado. Mas a idéia não deixa de ser boa e infelizmente prende bem a atenção da nossa população medíocre.

Depois vem uma série de programas de auditório como esses que vemos da Márcia, Hebe e demais que são meio que copiados da Oprah Winfrey. Ou mesmo o “Programa do Jô” que tem semelhanças incríveis com o “Late Show” do David Letterman.

Mas não podemos dizer que não se criam programas novos aqui no Brasil. Pena que a criatividade do brasileiro fica presa a violência, bundas e aproveitamento moral em cima dos outros, como é o caso do Pânico ou Ratinho… se bem que chamar isso de criatividade é um pecado. O segredo aqui é usar a TV para mostrar programas que se identificam com a massa brasileira, e para isso os ingredientes são simples e apelativos. Simplesmente refletem a mediocridade da nossa população. Um livro de Luciano Pires chamado “Brasileiros Pocotó” pode apresentar a você um pouco mais de detalhes quando falamos do emburrecimento da TV brasileira.

Conclusão: Vou desligar a TV durante os programas e assistir durante os intervalos comerciais, pelo menos ali poderemos nos divertir desafiando as propagandas a nos convencer que seu produto é necessário. Ainda quando existem propagandas péssimas também, pelo menos eles estão tentando criar e vender ou ser criativos, estão arriscando.

As 20 Companhias mais Inovadoras do Mundo

jul 26, 2005   //   por Serendipidade   //   Criatividade / Inovação  //  2 Comentários

Veja o ranking das 20 companhias mais inovadoras do mundo:
(Pesquisa com 940 executivos sêniores em 68 países – Pela Boston Consulting Group – 2005)

  1. Apple – Fabricante de micro-computadores, eletrônicos e softwares
    Proporciona produtos com design excepcional, cria idéias que redefinem velhas categorias de produtos como é o caso de tocadores de música. Evolução contínua da marca e modelo de negócios
     
  2. 3M – Fabricante de produtos em várias áreas de atuação
    Cultura interna voltada para criatividade com incentivos à inovação. Grande sucesso na geração de idéias no setor de Health Care e componentes industriais que aumentam a lucratividade da empresa.
     
  3. Microsoft – Desenvolvedora de Software
    Melhoramento contínuo dos produtos empurrados pela forte gestão, expansão em novos mercados e rápida mudança de estratégia quando necessário.
     
  4. GE – Fabricante de Eletro-Eletrônicos
    Práticas de gestão à frente dos competidores com um forte foco em treinamento estão permitindo a reinvenção no modelo de negócios e cultura para promover a inovação.
     
  5. Sony – Fabricante de Eletrônicos
    Entende a importancia da convergência da mídia, cria produtos altamente amigáveis ao uso, com design superior.
     
  6. Dell – Fabricante de micro-computadores
    Modelo de processos de negócios superior permitindo inovações e corte de custos na gestão da cadeia de suprimentos.
     
  7. IBM – Fabricante de micro-computadores e componentes, Consultoria informática
    Quer usar sua base de conhecimento em TI para resolver problemas de clientes e ajudar a executar seus negócios.
     
  8. Google – Portal de buscas e outros
    Novas ferramentas e serviços que entregam soluções simples para problemas complexos. Domina a busca on-line e está crescendo fortemente em publicidade. Forte conexão com seus clientes.
     
  9. P&G – Produtos para a saúde e casa
    Inovação de produto contínua baseado no entendimento das mudanças de estilos de vida dos seus clientes. Está procurando sócios e funcionários para novos conhecimentos, idéias e produtos..
     
  10. Nokia – Fabricante de telefones celulares
    Alto design, muda os modelos e adiciona novas funcionalidades rapidamente baseado na leitura dos desejos do cliente no estilo de vida móvel crescente.
     
  11. Virgin – Provedora de serviços de viagem, música e entretenimento
    Reformulou a viagem aérea como uma marca de estilo e expandiu a marca em lojas de varejo, serviços para telefones celulares e outros produtos. Assume riscos e ataca provedores de serviços tradicionais.
     
  12. Samsung – Fabricante de telefones celulares e eletrônicos
    Capta os impulsos do cliente, bom design, entende a emoção e se promoveu uma marca lider. Gera um fluxo de novos aparelhos celulares e ótimas TVs de tela plana.
     
  13. Wal-Mart – Hipermercado
    Usa a cadeia de suprimentos e logística com superioridade para promover migração a novos mecados e áreas de produto. Traça as preferências do cliente diariamente contribuindo para um rápido crescimento.
     
  14. Toyota – Fabricante de automóveis
    A qualidade e eficiência da manufatura evolui constantemente. Uso estratégico de novas tecnologias possibilita vantagens de mercado como no caso dos carros híbridos.
     
  15. e-Bay – Portal de leilões e e-business
    Criou um novo modelo de negócios de varejo baseado no poder do cliente, baixos preços e comunidade.
     
  16. Intel – Fabricante de processadores e componentes
    Modelo de negócios dinâmico com a abilidade de se tornar uma grande competidor em áreas como no caso da comunicação sem fio.
     
  17. Amazon – Portal de e-business
    Transformou a distribuição de varejo com a tecnologia da internet com foco na experiência d cliente.
     
  18. IDEO – Estúdio de design
    Consultoria de alto nível em processos de inovação. Usa os princípios do design para guiar empresas na mudança estratégica que foca na experiência do cliente.
     
  19. Starbucks – Cadeia de lojas de alimentação e café
    Mudou o modelo de negócio das lojas de café inserindo uma marca de estilo de vida através da observação dos clientes. Construiu uma afinidade da marca com os clientes que foca na expeiência dos mesmos.
     
  20. BMW – Fabricante de automóveis
    Combina o design inovativo com tecnologia avançada e marketing baseado na web para aumentar a liderança da marca e sua abrangência, como no caso do relançamento do MINI Cooper

Colaboração em massa na Internet está chacoalhando os negócios

jun 17, 2005   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  2 Comentários

Cabo de Rede“A Internet é um organismo monstruoso, grande e cabeludo. Aproximadamente 1 bilhão de pessoas on-line no mundo inteiro, jundo com os seus conhecimentos compartilhados, os seus contatos sociais, suas reputações, capacidade de processamento dos seus computadores e mais, estão rapidamente se tornando uma força coletiva de poderes sem precedentes. Pela primeira vez na história humana a cooperação em massa através do espaço-tempo se torna repentinamente economicamente viável.”

Com esse mote, a Revista Business Week publicou um artigo que descreve como o uso massivo das informações vindas de usuários da internet estão beneficiando e/ou prejudicando o mundo dos negócios e das grandes corporções.

Milhões de voluntários estão ajudando, através de seus computadores interligados, a prever o clima global, analisar doenças genéticas e encontrar novos planetas e estrelas. A corretora de investimentos Marketocracy Inc. possui uma rede de 70.000 negociantes virtuais em suas simulações, e utiliza as “dicas” de seus melhores portfólios para comprar e vender ações verdadeiras para seu fundo mútuo de 60 milhões de dólares.

Não só as indústrias de tecnologia são afetadas por todo esse movimento, outras áreas como o entretenimento, publicações editoriais e anúncios publicitários também sofrem mutações. Hoje, milhões de filmes e músicas são trocados nas redes de compartilhamento de arquivos e a situação é a mesma na publicidade. A Google Inc. faz um ranking baseado na opinião coletiva de criadores de websites para determinar os resultados de pesquisa mais relevantes. Neste processo, criou um mercado multi-milionário de anúncios super segmentados que está roubando receita de anúncios em revistas e jornais.

Muitas empresas tradicionais já perceberam o valor desse tipo de opinião coletiva, e já utilizam essa inteligência da população on-line para criar e desenvolver produtos com a cara do consumidor ou colher opiniões e previsões de mercado. Empresas como a Procter&Gamble e Lego já começaram a entrar dentro desse grupo virtual.

A Amazon.com Inc. utiliza opiniões dos clientes para dar notas aos seus produtos comercializados, isso é uma fonte de opinião fortíssima quando se trata de entender o que os clientes querem.

Toda essa junção de opinião coletiva está surgindo através das recentes tecnologias da rede: compartilhamento de arquivos, blogs, sites editáveis por qualquer pessoa (os chamados wikis) e sistemas de network social. Mas a massa on-line não oferece somente idéias ou opiniões, às vezes todos eles se tornam toda a linha de produção de uma empresa. O jogo Second Life da desenvolvedora de jogos Linden Lab. é um mundo virtual onde os jogadores podem desenvolver seus próprios personagens e construções que serão usados em jogos dentro desse próprio mundo. A empresa cobra dos jogadores o custo do “terreno” onde serão construídos os prédios e casas. São 25.000 jogadores criando coisas 6000 horas por dia.

Mas nem sempre as coisas vão pro lado do bem, muitas vezes toda essa coletividade pode prejudicar as empresas. Me lembro de um e-mail que recebi que ensinava como abrir o automóvel Gol da Volkswagen, hoje esse e-mail poderia ser publicado em um blog, espalhando essa dica rapidamente. Essas ações podem forçar a empresa a trocar todas as fechaduras daqueles automóveis gerando um prejuízo enorme. Isso aconteceu com a Kryptonite que produz cadeados para bicicletas. Ela subestimou um vídeo que circulou pelos blogs que mostrava como era fácil abrir o cadeado com uma caneta BIC, e o resultado é que teve que gastar mais de 10 milhões de dólares com substituições.

A onda de softwares “Open-Source” também é uma ameaça às grandes companhias desenvolvedoras de software, isso porque esse tipo de software, além de possuir o código fonte aberto que possibilita alterações por parte do usuário (ou cliente), muitas vezes ele é fornecido de forma gratuita. Assim, o software fica cada vez mais aperfeiçoado graças às contribuições de diversos “pesquisadores” espalhados pelo mundo.

Um outro exemplo de ameaça aos negócios é a Wikipedia, uma enciclopédia escrita pelos próprios “leitores-usuários” que já ultrapassou a Britannica em número de verbetes.

É uma nova economia rápida e conectada, onde a opinião dos clientes tem poder e deve ser utilizada sinergicamente pelas empresas para a evolução dentro dessa modalidade de democracia de mercado.

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