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Motivação – Qual o carvão que move essa locomotiva?

jun 2, 2008   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  Nenhum comentário

O Gerente - Mapa mental motivaçãoO que você pode fazer para conquistar quase tudo que a pirâmide das necessidades humanas de Maslow apresenta? A pergunta pode ter muitas respostas, mas como uma coisa puxa a outra, olhando os dois primeiros degraus – necessidades fisiológicas e de segurança – eu diria que o dinheiro é um forte candidato para conquistar um amplo espectro dessa hierarquia. Como as necessidades fisiológicas e de segurança são a base sustenta o todo, tenho fortes convicções de que, no mundo corporativo, o dinheiro motiva mais do que pensamos.

Estive estudando diversas teorias de motivação como parte do trabalho para meu próximo livro. Achei uma lista compreensiva no ChangingMinds.org. Para quem gosta de saber como funcionamos, nesse site temos teorias para diversos aspectos da vida como memória, crenças, persuasão, comportamento e etc.

Mas voltando ao assunto, quando falei sobre as teorias de motivação X e Y, ainda não imaginava que a coisa toda era mais complexa que imaginava. Sumarizando: Supondo que todo mundo pegue sua fatia financeira e volte para casa contente, ainda assim restaria o ‘desejo incondicional de felicidade’ colocando sua empresa em xeque. Por ‘desejo incondicional de felicidade’ entenda que falo da característica nunca satisfeita da condição humana, falo da ‘grama do vizinho ser mais verde’. É inevitável.

Aí você pergunta: você está louco? Primeiro fala que dinheiro é importante e agora não?

O fato é que em ambientes de negócios o dinheiro fala mais alto, especialmente se o funcionário sentir-se desafiado na conquista de uma fatia mais gorda do bolo. Muita gente trabalha para o ganha pão sem fazer o que mais gosta porque provavelmente não teria uma recompensa financeira significativa com sua paixão. Como o dinheiro é necessário graças ao capitalismo, e ainda que a busca pela felicidade seja perene, receber mais do primeiro sempre nos faz sentir mais próximos do segundo.

O mapa mental de motivação (figura) pode ser visto aqui.

O poder do consumidor na era 2.0

out 10, 2007   //   por Blog Corporativo   //   Blog Corporativo  //  3 Comentários

011930400.jpgA revista Época Negócios deste mês trouxe uma reportagem super bacana sobre o tema. Uma pena que gastei 9 reais para comprar a revista na banca e acabei descobrindo que TODO o conteúdo da revista está aberto no website da Globo. Se isso for estratégia para atrair leitores eu declaro que não comprarei a revista mais.

Sendo assim, leia a matéria supracitada aqui.

Além dela, uma outra sobre Inovação também vale a pena. “Porque somos tão pouco inovadores ?“. Mais uma vez infeliz… o certo seria dizer “Porque somos tão criativos porém tão pouco inovadores ?”. Afinal, brasileiro não é criativo?

Menção honrosa: O tema inteligência é bem abordado pela revista. Leia os links abaixo com conteúdos bastante serendipitosos.

Teoria da motivação

ago 7, 2007   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  4 Comentários

Douglas McGregor criou nos anos 60 duas teorias para explicar a motivação de funcionários nas empresas. A teoria X e a teoria Y. Ele acreditava que as empresas  se encaixavam em uma ou outra das abordagens.

Na teoria X:

- Funcionários – são fundamentalmente preguiçosos e vão tentar escapar do trabalho se puderem. Pouca ambição. Precisam ser supervisionados de perto;
- Gerentes – acreditam que sempre deve haver um culpado. Não confiam em nenhum funcionário e ficam em cima o tempo todo. Autoritários.

Na teoria Y:

- Funcionáriospodem ser ambiciosos, motivados, chamam responsabilidade. Têm vontade de serem criativos e progressivos;
- Gerentes – acreditam que as pessoas querem fazer bem feito e que algo criativo pode fluir deles. Tentam remover as barreiras que impedem o bom desempenho de seus funcionários.

É meio que um otimista e um pessimista. O fato é que, dependendo da posição que um profissional assuma, mais ou menos deverá ser investido em possíveis recompensas por desempenho.

Na minha opinião, independente da motivação ser X ou Y, uma estratégia ganha-ganha é sempre mais benéfica para a empresa. Ou seja, ter políticas de participações nos lucros gordas e pagar bem é valorizar seu corpo de funcionários e colher frutos vindouros muito mais saborosos. Será? Acredito nisso devido ao átomo social (tem um livro sobre isso). Vou tentar evoluir algo quando eu terminar (já estou quase terminando).

Get Psyched

nov 16, 2005   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  Nenhum comentário

(c) ingoodcompanymovie.comNa semana passada assisti um filme chamado “Em Boa Companhia” (In Good Company), uma comédia que mostrava as realidades atuais das empresas: A compra e venda de empresas por grandes corporações, as demissões em massa, gírias, frases de efeito, plano de carreira e conceitos de “auto-ajuda” empresarial.

Dentre elas, uma que me chamou atenção, e é inclusive falada várias vezes durante o filme é a questão da sinergia (veja imagem do filme e a pose do chefão com as mãos). Já comentei algo sobre isso algum tempo atrás quando estava falando de cooperatividade versus competitividade. Mas tem alguma coisa aqui que merece destaque.

O filme é um retrato “hollywoodiano” de um jovem publicitário que se torna diretor de um novo braço da corporação onde trabalha. Sem dúvida a presença dele era uma injeção de vitalidade na empresa, mas acompanhada de fatos inconvenientes, como é uma integração da empresa comprada com a compradora.

Como sou consultor de negócios, vi um espelho irônico de assuntos que tratamos. Fatos que na consultoria trabalhamos freqüentemente. E a conclusão é que a tendência é essa mesmo, largas demissões (injustas muitas vezes) e “batata-quente” com as empresas, cada um jogando o pepino no colo do outro. No final, nós é que temos que nos especializar cada vez mais.

O fato é que jovens executivos trazem folego, ânimo e motivação para a empresa. Promovem seguramente a sinergia, o espírito de trabalho em equipe. São pessoas que, assim como eu, aspiram projeção e sonham alto. Fato esse que deveria ser levado em conta no momento de preencher um cargo importante. Leia mais.

Por outro lado, é preciso ir devagar com a carreira, ser ponderado e viver cada coisa a seu tempo. Não adianta ser jovem e perder a vida trabalhando demais.

A homepage de 1 milhão de dólares

set 22, 2005   //   por Serendipidade   //   Criatividade / Inovação  //  13 Comentários

(c) milliondollarpage.com

Update: 10/01/2006
Antes de se empolgar, reflita um pouco.

A idéia do estudante Alex Tew de 21 anos foi espetacular.

A entitulada The Million Dollar Homepage é uma página que contém somente anúncios de outras páginas e empresas.

“A idéia é simples – diz Alex – tentar fazer 1 milhão de dólares vendendo 1 milhão de pixels a 1 dólar cada. Essa é a The Million Dollar Homepage. A maior motivação para fazer isso é pagar a minha faculdade. Eu não gosto da idéia de me graduar acumulando um débito enorme.

Qualquer um é bem vindo para comprar os meus pixels, os quais estão disponíveis em “blocos” de 100 pixels (cada um medindo 10×10). Você verá que a página é dividia em 10.000 desses “blocos” de 100 pixels (formando os 1.000.000 de pixels). A razão para vendê-los em blocos de 100 é porque qualquer coisa menor que isso seria muito pequeno para mostar alguma coisa inteligível.”

Idéia boba ou não, ele já vendeu 74 mil pixels (dólares) nessa página que mostrará os mesmos anúncios permanentemente por pelo menos meia década.

Uma pequena atualização monetária. Da hora que eu publiquei o post (14 horas) até agora (meia noite), as vendas de blocos já batem em 96 mil dólares. Mais de 20 mil dólares em 10 horas, 2 mil dólares a hora. O site aparentemente começou dia 26 de agosto e, pelas estatísticas dele, estourou do meio de setembro pra frente.

Como eu queria ter tido essa idéia…

Façam suas apostas, quem será o primeiro (ou primeiros) brasileiros a fazer o seu site de 1 milhão de reais?

No mundo um monte de gente já copiou, veja!

Ajuda oportunista na velocidade da luz (tanto pra começar quanto pra terminar)

jul 5, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  Nenhum comentário

Recentemente publiquei um post aqui que falava de como muitos de nós nos comportamos como oportunistas na hora de fazer solidariedade. Há alguns meses atrás, mais precisamente dia 26 de dezembro de 2004, ocorreu um tsunami no oceano índico como conseqüência de um terremoto. Foi uma catástrofe, um dia muito triste para a humanidade onde muitas vidas foram perdidas.

Tsunami (c) DigitalGlobe.com

A repercussão da tragédia foi enorme. Milhares de pessoas em todo o mundo ficaram comovidas com o tamanho da notícia que chegava rapidamente através da Internet, rádios e TVs. Tanto foi significativa essa notícia, que serviu para mostrar como a Internet já está praticamente em todo canto do globo terrestre, páginas e mais páginas de fotógrafos e repórteres anônimos traziam em primeira mão imagens e filmes que foram então utilizados pelas redes de TV. A Internet foi veloz para divulgar a notícia e também para motivar ações solidárias regionais e globais. Foi uma ferramenta poderosa.

Ontem, dia 7 de julho, o ataque terrorista em Londres repercutiu rapidamente em diversos sites e blogs na internet. As vítimas publicaram protestos com fotos e filmes feitos em celulares quase que imediatamente após os atentados.

Por outro lado, no plano físico, milhares de pessoas por todo o mundo começaram a se mexer e construir algum tipo de ação que pudesse ajudar todas aquelas famílias desabrigadas. Impressionante ver como podemos ser solidários quando realmente nos envolvemos. Aliás, envolvimento é tudo em todas as coisas que fazemos na vida.

No Brasil centenas de famílias montaram “Postos de Arrecadação para ajudar as vítimas do tsunami”, onde o objetivo era angariar alimentos e roupas para serem enviados para a Ásia. Ajuda oportunista no bom sentido, eram ações solidárias de valor e que precisavam ser feitas naquele momento. As redes nacionais de televisão mostravam esses brasileiros que estavam ajudando uma causa mundial – sempre de forma oportunista.

Porque eu digo oportunista?

Hoje já se passaram mais de 6 meses e seguramente muitas dessas pessoas que ajudaram de alguma maneira nem sequer sabem e nem querem saber como está a situação corrente. Se a situação por lá já está mais calma e mais assentada, onde estão os solidários brasileiros? Onde está a mídia cobrindo matérias de ajuda solidária?

Deixando o tsunami de lado, hoje vivemos no Brasil uma realidade social precária, onde milhares de pessoas morrem de fome ou não tem onde viver. Só porque não é uma coisa magnífica como um tsunami, um terremoto ou um vulcão, parece que o resto dos problemas nacionais passam desapercebido. A mídia brasileira só exporta desgraça, pobreza e tragédias para o exterior, e aqui dentro, o que vale são notícias de ibope. Mesmo assim nós brasileiros já estamos cansados de saber que existem pobres, famintos e sem terra no nosso país.

Se existe tanta gente morrendo no Brasil, onde estão os famosos “Postos de Arrecadação para ajudar as vítimas da(o) (escolha seu motivo)” ? Na época do tsunami eu via vários pelas ruas onde passava, hoje não vejo mais. Seriam aqueles postos um tipo de ajuda oportunista para aparecer? E sendo para aparecer, porque a mídia não mostra isso mais vezes e provoca uma motivação geral?

Pra mim o motivo é óbvio: Precisamos de uma catástrofe de gênero, número e grau elevadíssimo para despertar a boa alma.

Mas… espera um pouco. Existe maior catástrofe do que o que vivemos hoje no Brasil, com uma distribuição de renda desigual e fome generalizada?