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A casualidade da Penicilina

jun 30, 2005   //   por Serendipidade   //   Serendipidade  //  1 Comentário

O pão embolorado e teias de aranha eram usados na antiguidade em várias civilizações para tratar ferimentos infectados, mas ninguém deu ouvidos às “curas populares” na pesquisa de um antibiótico.

Penicillium notatum

A Penicilina foi descoberta em 1928 quando Alexander Fleming, no seu laboratório no Hospital St Mary em Londres, reparou que uma das suas culturas de estafilococos tinha sido contaminada pelo fungo Penicillium notatum (foto), e que em redor das colónias do fungo não havia bactérias. Ele demostrou que o fungo produzia uma substância responsável pelo efeito bactericida, a penicilina.

O fato por si só já é uma grande casualidade, uma vez que a cultura foi contaminada despropositalmente e a descoberta desse fungo anti-bactericida foi pura sorte… ou serendipidade…

Daí começam as especulações de sobre como foi essa sorte:

– Alguns falam que ele deixou um pão próximo das culturas e saiu de férias, e quando voltou encontrou algumas de suas culturas contaminadas e que tinha sido afetadas pelo fungo.

– Outros falam apenas que ele saiu de férias e deixou as culturas fora da câmara frigorífica e ao retornar, notou que a tampa escorregou e o conteúdo foi contaminado com mofo da atmosfera.

– E ainda tem também alguns que dizem que provavelmente um esporo – o corpúsculo reprodutivo dos fungos – havia entrado pela janela, que fora deixada aberta na noite anterior e que acabou contaminando as culturas.

Independente da afirmativa verdadeira, fica aqui registrado a serendipidade da ocasião.

Google Earth

jun 29, 2005   //   por Serendipidade   //   Criatividade / Inovação  //  2 Comentários

A Google acaba de lançar a sua versão de “navegador terrestre”. Se trata do Google Earth, que era de uma empresa da califórnia chamada Keyhole e que foi comprada há alguns meses atrás pela Google.

O software tem aproximadamente 10 Mb e é gratuito para todos no plano básico, onde é possível acessar todos os mapas sem restrições de resolução ou acesso.

Nele você poderá navegar por todos os lugares do mundo vendo as imagens através de fotos aéreas ou de satélite. A cobertura com alta resolução se restringe apenas a algumas das principais cidades do mundo, principalmente as dos Estados Unidos, as quais possuem uma resolução ainda maior e mais algumas outras funcionalidades.
(c) Google Earth
No Brasil, temos somente a cidade de São Paulo em alta resolução (foto do estádio do Morumbi), ficando os arredores com um pouco menos de qualidade e o restante do Brasil apenas com vista para os principais acidentes geográficos.

A Google suspendeu ontem (29/06) os acessos para download do programa devido ao número grande de downloads e novos acessos. Segundo eles, devem liberar em breve novamente.

Quanto mais sei, menos eu sei

jun 28, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  3 Comentários

Todos nós sabemos que ao longo de nosso crescimento como pessoas adquirimos a capacidade de raciocínio, memórias da experiência de vida, conhecimento, entre outros. O conhecimento pode ter várias bases e, de fato, possui milhares delas. Partindo de ciências humanas, ciências exatas e biológicas, e entrando em suas quebras nos vários sub-conjuntos de informação.

Ao adquirirmos conhecimento estamos ampliando nossa inteligência ou sabedoria e nos tornamos mais capazes de reconhecer ou interpretar informações. Concluimos então que conhecendo mais, sabemos mais. Mas um paradoxo interessante nessa afirmação pode ser encontrado se vemos o conhecimento sob outra ótica.

Conhecimento (c) SerendipidadeVamos imaginar que todo o conhecimento que você adquiriu desde sua infância pudesse ser representado por um círculo de área igual ao seu conhecimento, e fora desse círculo, está todo o conhecimento disponível que até então você não explorou. A borda deste círculo é a sua fronteira com o infinito desconhecido, e o crescimento da borda (raio) em um sentido, representa a ordem natural do aprendizado: primeiro devemos aprender o básico para poder avançar conforme aprendemos mais e mais.

Quando aumentamos nosso conhecimento a área do círculo aumenta e, por conseqüência, o perímetro que é nossa fronteira com o desconhecido aumenta também.

O resultado é que no final acabamos com mais fronteira a ser explorada. Ao aprendermos algo novo, sempre acabam surgindo uma gama de opções de novos assuntos a serem explorados. Isso é infinito e aumenta sempre.

“Em 1750, o conhecimento da humanidade, desde o tempo de Cristo, foi duplicado.
Em 1900, esse fenômeno se repetiu.
A seguinte duplicação aconteceu em 1950.
Atualmente, o conhecimento se duplica a cada 5 anos.
No ano de 2020 estima-se que esse conhecimento se duplicará a cada 73 dias.” – James Appleberry

É como já dizia nosso amigo filósofo Sócrates:
Quanto mais eu sei, menos eu sei… e isso em quatrocentos e bolinha aC. e continua valendo até hoje.

Simplificando, seremos sempre ignorantes em nosso pequeno espaço no universo do conhecimento.

Ignorantes e Incompetentes.

Mas voltarei nesse assunto para tranqüilizar os ânimos.

Esconderijo Urbano

jun 27, 2005   //   por Serendipidade   //   Criatividade / Inovação  //  Nenhum comentário

O estúdio de design OOOMS da Holanda criou um esconderijo urbano que pode ser usado por qualquer pessoa que deseje sumir no meio da cidade. Este abrigo se parece com caixas de metal usadas para proteger circuitos elétricos e telefônicos que existem nas ruas.
City Hideout (c) OOOMS
O mais interessante que deixa este produto extremamente atrativo, é que ele é portátil e desmontável, podendo ser levado com você debaixo do braço. Suma já você também…

Atos Instintivos 2

jun 26, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  1 Comentário

BicicletaAs maneiras com que agimos na interação com o meio em que vivemos:

Adaptando – Nós alteramos o propósito e o contexto das coisas para atingir nossos objetivos

Reagindo – Nós interagimos automaticamente com espaços e objetos que encontramos

Respondendo – Algumas qualidades e características nos fazem se comportar de maneiras peculiares

Sinalizando – Nós transmitimos mensagens e lembretes a nós mesmos e a outras pessoas

Aceitando – Nós aprendemos padrões de comportamento de outras pessoas do nosso grupo social e cultural

Explorando – Nós tiramos vantagens de qualidades físicas e mecânicas que conhecemos

Usando – Nós fazemos uso das oportunidades presentes à nossa volta

Comecei com um site paralelo a este para publicações de fotos minhas (ou de quem quiser participar) sobre Atos Instintivos. A idéia é publicar fotos do cotidiano dos Atos Instintivos do Brasileiro, e é baseada no livro Thoughtless Acts, ao qual já fiz referencia aqui.

Este é o link para o site Atos Instintivos

Na barra vertical ao lado, também é possível acessar diretamente daqui deste site e ver uma introdução das fotos mais recentes do álbum.

A expressão através das placas

jun 23, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  Nenhum comentário

Copyright (c) Colors - Taschen BooksVarios tipos de sinais podem fazer parte de uma maneira de comunicação onde, cada indivíduo humano é bem capaz de traduzir as imagens em uma mensagem. Basicamente é assim:

Imagem + Interpretação Lógica Cognitiva = Mensagem

Essa interpretação parte do princípio que nós sendo vivos e vivendo o cotidiano, somos capazes de fazer associações daquela imagem com alguma experiência anterior na nossas vidas, ou seja, a imagem remete a uma experiência vivida antes.

Isso vale tanto para “imagens FIGURAS”, ou “imagens LETRAS”. Ainda nas letras temos algo mais, uma composição de imagens (palavras) transmitindo a mensagem.

Incrível é ver em alguns casos a incrível capacidade de criação do homem no momento da criação… Como uma placa de trânsito por exemplo, que por muitas vezes podem remeter a algo engraçado, de dupla interpretação ou passar a mensagem desejada. Esses podem ser sinais feitos meio que sem pensar ou por deficiência em algumas disciplinas vitais na comunicação como o alfabetismo ou cultura geral.

Dentro dessa linha, convido vocês a conhecerem um pouco mais do mundo dos sinais transmitidos via PLACAS:

Copyright (c) Colors - Taschen Books

– O Site Signs of Life possui um acervo interessante de placas curiosas pelo mundo.

– O livro 1000 Signs lançado pela Colors Magazine da Benetton, é um livro que tras placas do mundo inteiro reunidas por assunto, como por exemplo: Animais, Homem, Pare, Transporte, etc.

– Já no Brasil, temos o Brasil das Placas lançado pela Editora Abril que trata mais de erros de português ou placas que anunciam um estabelecimento de nome incomum.

A folhinha que te ajuda a lembrar

jun 20, 2005   //   por Serendipidade   //   Serendipidade  //  Nenhum comentário

Post-It (R) 3m.comTudo começou em 1968, quando o dr. Spencer Silver desenvolveu um adesivo de característica singular, que aderia suavemente às superfícies e podia ser facilmente removido e recolocado. Mas foi apenas em 1977, quando o colega de Silver na 3M norte-americana, Art Fry, surgiu com uma grande idéia para a aplicação do tal adesivo em um produto voltado ao consumo. O conceito de um bilhete reposicionável adquiriu vida no dia que Art Fry cantava no coral de sua igreja. Toda vez que ele abria o livro ou mudava de página, sempre caía algum marcador. A partir desta situação, ele resolveu aplicar o adesivo desenvolvido por Spencer Silver em tiras de papel para resolver o seu problema. Mas logo ele percebeu que tinha criado uma nova forma de se comunicar e organizar informações. Pura Serendipidade…

Colaboração em massa na Internet está chacoalhando os negócios

jun 17, 2005   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  2 Comentários

Cabo de Rede“A Internet é um organismo monstruoso, grande e cabeludo. Aproximadamente 1 bilhão de pessoas on-line no mundo inteiro, jundo com os seus conhecimentos compartilhados, os seus contatos sociais, suas reputações, capacidade de processamento dos seus computadores e mais, estão rapidamente se tornando uma força coletiva de poderes sem precedentes. Pela primeira vez na história humana a cooperação em massa através do espaço-tempo se torna repentinamente economicamente viável.”

Com esse mote, a Revista Business Week publicou um artigo que descreve como o uso massivo das informações vindas de usuários da internet estão beneficiando e/ou prejudicando o mundo dos negócios e das grandes corporções.

Milhões de voluntários estão ajudando, através de seus computadores interligados, a prever o clima global, analisar doenças genéticas e encontrar novos planetas e estrelas. A corretora de investimentos Marketocracy Inc. possui uma rede de 70.000 negociantes virtuais em suas simulações, e utiliza as “dicas” de seus melhores portfólios para comprar e vender ações verdadeiras para seu fundo mútuo de 60 milhões de dólares.

Não só as indústrias de tecnologia são afetadas por todo esse movimento, outras áreas como o entretenimento, publicações editoriais e anúncios publicitários também sofrem mutações. Hoje, milhões de filmes e músicas são trocados nas redes de compartilhamento de arquivos e a situação é a mesma na publicidade. A Google Inc. faz um ranking baseado na opinião coletiva de criadores de websites para determinar os resultados de pesquisa mais relevantes. Neste processo, criou um mercado multi-milionário de anúncios super segmentados que está roubando receita de anúncios em revistas e jornais.

Muitas empresas tradicionais já perceberam o valor desse tipo de opinião coletiva, e já utilizam essa inteligência da população on-line para criar e desenvolver produtos com a cara do consumidor ou colher opiniões e previsões de mercado. Empresas como a Procter&Gamble e Lego já começaram a entrar dentro desse grupo virtual.

A Amazon.com Inc. utiliza opiniões dos clientes para dar notas aos seus produtos comercializados, isso é uma fonte de opinião fortíssima quando se trata de entender o que os clientes querem.

Toda essa junção de opinião coletiva está surgindo através das recentes tecnologias da rede: compartilhamento de arquivos, blogs, sites editáveis por qualquer pessoa (os chamados wikis) e sistemas de network social. Mas a massa on-line não oferece somente idéias ou opiniões, às vezes todos eles se tornam toda a linha de produção de uma empresa. O jogo Second Life da desenvolvedora de jogos Linden Lab. é um mundo virtual onde os jogadores podem desenvolver seus próprios personagens e construções que serão usados em jogos dentro desse próprio mundo. A empresa cobra dos jogadores o custo do “terreno” onde serão construídos os prédios e casas. São 25.000 jogadores criando coisas 6000 horas por dia.

Mas nem sempre as coisas vão pro lado do bem, muitas vezes toda essa coletividade pode prejudicar as empresas. Me lembro de um e-mail que recebi que ensinava como abrir o automóvel Gol da Volkswagen, hoje esse e-mail poderia ser publicado em um blog, espalhando essa dica rapidamente. Essas ações podem forçar a empresa a trocar todas as fechaduras daqueles automóveis gerando um prejuízo enorme. Isso aconteceu com a Kryptonite que produz cadeados para bicicletas. Ela subestimou um vídeo que circulou pelos blogs que mostrava como era fácil abrir o cadeado com uma caneta BIC, e o resultado é que teve que gastar mais de 10 milhões de dólares com substituições.

A onda de softwares “Open-Source” também é uma ameaça às grandes companhias desenvolvedoras de software, isso porque esse tipo de software, além de possuir o código fonte aberto que possibilita alterações por parte do usuário (ou cliente), muitas vezes ele é fornecido de forma gratuita. Assim, o software fica cada vez mais aperfeiçoado graças às contribuições de diversos “pesquisadores” espalhados pelo mundo.

Um outro exemplo de ameaça aos negócios é a Wikipedia, uma enciclopédia escrita pelos próprios “leitores-usuários” que já ultrapassou a Britannica em número de verbetes.

É uma nova economia rápida e conectada, onde a opinião dos clientes tem poder e deve ser utilizada sinergicamente pelas empresas para a evolução dentro dessa modalidade de democracia de mercado.

Criatividade está na idéia e não na execução

jun 15, 2005   //   por Serendipidade   //   Criatividade / Inovação  //  1 Comentário

Quando falamos de criatividade geralmente pensamos em propaganda, mas é verdade e evidente que existem outras aplicações. A propaganda está intimamente ligada com criatividade porque a sua mensagem é enviada a praticamente todos os tipos de mídia que dispomos na sociedade, e essas mensagens acabam por consequência atingindo a maior parte da população. Logicamente, o objetivo é seduzir o consumidor, fazer com que seja criado no seu íntimo uma vontade de possuir ou incorporar o objeto anunciado. Mas porque ainda assim a propaganda é assim tão fascinante?

(c) yotofoto.com

Quando éramos crianças, na pré-escola, tínhamos sempre uma caixa de lápis de cor por perto. Todo trabalho escolar se baseava em desenhos e na estimulação da capacidade criativa de cada um de nós. Depois vieram os anos com a vassoura da álgebra, gramática e demais matérias varrendo tudo e toda essa liberdade de pensamento que tínhamos.

A propaganda é uma disciplina que estimula os seus profissionais a se comportarem como crianças no sentido de que a liberdade de pensamento para fazer conexões e mapas mentais seja ilimitada. Sempre que existe uma quebra de comportamento padronizado, nós humanos tendemos a reagir com mais atenção a este fato. É da nossa índole criticar aquilo que está fora dos padrões vitais ou comerciais, mas quando alguém insere essa “boa nova” na nossa frente nos vemos pensando muitas vezes: Que inteligência, muito bem bolado!”. Quem nunca se deparou com um anúncio que quebra os padrões da sociedade e como conseqüência nos inspira alegria ou divertimento?

Essa quebra de rigor imposto pelas agências de propaganda é que nos aproximam da propaganda e criam o seu carisma… alí vemos espelhado a nossa necessidade de voar longe nos pensamentos, nos libertar das amarras da rotina.

Essa liberação acaba sendo muito fácil de traduzir em ação porque dentro da mídia podemos publicar quase tudo que temos em mente através de fotos e filmes e com a ajuda de um computador. Isso é o ponto forte da propaganda. Traduzir a idéia em uma ação, ou seja, em uma foto, página de revista ou filme é uma tarefa fácil dentro da indústria da propaganda. O problema é quando passamos essa necessidade de liberdade para o dia-a-dia de uma empresa ou das nossas vidas.

Em uma empresa, seja quando temos funcionários ou somos os funcionários, existem regras éticas e limitações impostas por hierarquias ou governo. Na nossa vida cotidiana, seguimos frenéticamente os passos do capitalismo e não temos tempo de refletir e encarar a vida de forma divertida e distraída.

A grande questão aqui é valorizar a criatividade, e, para despertá-la devemos criar um exercício mental de criatividade sempre que necessário. Fazer um repositório de idéias sem nos preocupar como faremos para executá-las, ou se elas são comercialmente viáveis. Isso é muito importante para que consigamos criar o maior número de conexões possíveis e conseguir combinar duas coisas diferentes na busca de uma solução criativa.

Um exemplo interessante: Vamos supor que você tenha que descer um bloco cilíndrico de concreto gigantesco por uma passagem cilíndrica estreita e longa. Um ponto a ser notado aqui é que um guindaste que suporte todo o peso do bloco é extremamente caro e esse bloco também é super sensível a pancadas. Qual seria a solução?

Ou ainda um outro problema: Na cidade de Santos, no litoral paulista, diversos prédios estão pendendo para o lado devido ao solo arenoso. O mesmo vale para a torre de pisa, que é um patrimônio e deve ser reerguida com cautela. O que fazer?

Uma solução criativa está em algo tão ambundante em nosso planeta que nem podemos acreditar: na água. A IDÉIA aqui é fazer a água congelar no espaço a ser ocupado, no congelamento a água se expande, deslocando o objeto a ser erguido (no caso dos edifícios). Ou congelamos a água e colocamos o objeto a ser baixado em cima do gelo, para que ele desça com o descongelamento (no caso do bloco cilíndrico de concreto).

Observamos que a IDÉIA é muito boa, porém como faremos para congelar a água naqueles espaços e como vamos encher com concreto o espaço aberto embaixo do edifício é outro problema que não depende da criatividade, mas sim de pesquisa e tecnologia. Essa é a EXECUÇÃO da idéia.

Por isso, quando queremos ser criativos devemos deixar as idéias fluirem continuamente, sem restrições. A análise da validade ou de como executaremos é um passo posterior e deve ser feito somente depois que já esgotamos as possibilidades criativas. Se o bloqueio vier logo em seguida da idéia, jamais poderemos fazer conexões com outras idéias e dificilmente teremos sucesso no estabelecimento de soluções criativas.

As 10 piores corporações de 2004

jun 13, 2005   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  Nenhum comentário

Em uma publicação anterior, eu fazia referência aos programas de Responsabilidade Social que as empresas faziam para ajudar a comunidade e ao mesmo tempo ganhar marketing sobre isso ou encobertar aspectos negativos.

Multinational Monitor (c) multinationalmonitor.org

A Multinational Monitor, uma ONG fundada pelo ativista Ralph Nader (que por sinal concorreu como candidato independente à presidência dos EUA em 2004), acompanha com atenção as práticas não éticas, contaminantes ou diretamente criminais das grandes multinacionais. Ela elabora um Top Ten anual das 10 piores empresas do ano. As empresas somam pontos por enganar a opinião pública, contaminar o meio ambiente, abusar dos trabalhadores ou desvalorizar a cultura.

Veja o ranking das 10 piores empresas de 2004 (ordem alfabética):

  • ABBOTT LABORATORIES – Fabricante de medicamentos
    Abuso nos preços de medicamentos
     
  • AIG – Corretora de seguros
    Aumento no número de processos judiciais adiados
     
  • COCA-COLA – Fábrica de Refrigerantes
    killercoke.org vs. cokekills.org
     
  • DOW CHEMICAL – Fabricante de Produtos Químicos
    Transgressões
     
  • GLAXOSMITHKLINE – Fabricante de Medicamentos
    Mortalmente depressivo
     
  • HARDEE’S – Restaurante Fast-Food
    Ataque cardiaco em uma só tacada
     
  • MERCK – Fabricante de medicamentos
    55.000 mortos
     
  • McWANE – Fabricante de tubulações hidráulicas
    Mortes no trabalho
     
  • RIGGS BANK – Banco
    A conexão Pinochet
     
  • WAL-MART – Rede Varejista
    Diminuição de headcount
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