Onde está a Criatividade da TV Brasileira?
Criatividade! Essa palavra reflete o desejo de muitas das empresas de hoje. No ranking das 20 empresas mais inovadoras todas as companhias listadas tinham investimentos relacionados com o estímulo à participação e criatividade dos seus colaboradores. É o emprego nobre dos conceitos da produção de idéias voltado para os negócios.
Por outro lado, no campo mais ligado ao nosso cotidiano, a criatividade marca presença em publicidades e propagandas e também em produções de programas de TV na tentativa de abocanhar uma maior fatia do Ibope.
A criatividade está muito fortemente presente na publicidade. A busca por entender os desejos dos consumidores e tentar convencê-lo de que o seu produto é necessário e desejado. Criar a relação direta com o consumo, o desejo e a ação do consumidor.
O Brasil é um dos países mais bem colocados quando falamos de publicidade de maneira geral. Pelo menos na mídia que mais expressa sentimentos e emoções, que é a TV, a publicidade através de vídeos é muito bem cotada internacionalmente. Sempre temos as agências Brasileiras (sejam as nacionais ou as multinacionais) entre as finalistas do Leão de Ouro de Cannes.
Já na TV, uma lamentação completa. As emissoras Brasileiras têm medo de arriscar na produção de seus próprios programas e acabam importando idéias “enlatadas” do exterior. É incrível a incapacidade da TV brasileira de gerar programas interessantes e criativos. As emissoras parecem pesar na balança o risco da criatividade versus a cópia de uma formulação de sucesso garantido.
“Big Brother Brasil” copiado do sucesso do programa no exterior. George Orwell deve estar se revirando no caixão pelo uso do seu “Grande Irmão” do romance “1984” em algo tão banal. Mas a critividade não deixa de estar presente.
“O Aprendiz” foi copiado do programa homônimo americano que leva Donald Trump para o showbusiness. Por sinal, se trata de um programa que foi importado para o Brasil utilizando ao máximo o uso descarado de um merchandising de baixíssima qualidade usando os participantes como garotos propaganda. Além da péssima atuação do seu principal protagonista na tentativa de ser o business man do momento. Horrível… os dois, o original e o copiado. Mas a idéia não deixa de ser boa e infelizmente prende bem a atenção da nossa população medíocre.
Depois vem uma série de programas de auditório como esses que vemos da Márcia, Hebe e demais que são meio que copiados da Oprah Winfrey. Ou mesmo o “Programa do Jô” que tem semelhanças incríveis com o “Late Show” do David Letterman.
Mas não podemos dizer que não se criam programas novos aqui no Brasil. Pena que a criatividade do brasileiro fica presa a violência, bundas e aproveitamento moral em cima dos outros, como é o caso do Pânico ou Ratinho… se bem que chamar isso de criatividade é um pecado. O segredo aqui é usar a TV para mostrar programas que se identificam com a massa brasileira, e para isso os ingredientes são simples e apelativos. Simplesmente refletem a mediocridade da nossa população. Um livro de Luciano Pires chamado “Brasileiros Pocotó” pode apresentar a você um pouco mais de detalhes quando falamos do emburrecimento da TV brasileira.
Conclusão: Vou desligar a TV durante os programas e assistir durante os intervalos comerciais, pelo menos ali poderemos nos divertir desafiando as propagandas a nos convencer que seu produto é necessário. Ainda quando existem propagandas péssimas também, pelo menos eles estão tentando criar e vender ou ser criativos, estão arriscando.
Livro de visitas no Google Maps
Sensacional… muito bem bolado este sistema de Livro de Visitas baseado no Google Maps que possibilita a qualquer pessoa adiciona-lo em sua página.
Este mapa abaixo -(não esta figura ao lado, role a barra de rolagem para baixo para vê-lo)- é o livro de visitas. Clique em qualquer local do mapa para adicionar a sua visita ao meu website, as visitas ficam visíveis aos demais visitantes. É possível controlar o zoom e o tipo de mapas também.
Retirei o livro de visitas da minha página… a sensação da novidade passou… fora que também era um lixo na página e ocupava um espaço desnecessário. O mesmo vale para esses anúncios Google Adsense e Mercado Livre… sou mais meu trabalho para ganhar dinheiro que esses programas fajutos.
Descubra as vantagens de ser lento… Devagar!
No meu post anterior eu escrevia sobre como estamos ficando solícitos a curto prazo por informações ou notícias. O mesmo vale para jornalistas e mídia para trazer essas notícias pra gente.
O jornalista britânico Carl Honoré desenvolveu uma nova técnica de maneira de vida que se baseia em fazer as coisas no seu tempo, sem apressar ou atropelar as coisas. No seu livro “Devagar” ele conta como seu vício pela velocidade estava prejudicando a vivência na sua casa e consigo mesmo.
Ele era um Speedholic que tinha mania de trabalhar, comer e até ler histórias para seus filhos na beira da cama o mais rápido possível. Ele acabou descobrindo pelo mundo diversos grupos que são contra a cultura da velocidade. Esses grupos estão repensando o cozinhar e o comer (o já conhecido Slow Food que veio da Itália), o urbanismo, o trabalho, o design e até o sexo. Juntou tudo num livro só e trouxe adendos interessantes.
No livro existem também comparações entre como eram as coisas antigamente e como elas são atualmente. Mostra como nós mesmos desenvolvemos maneiras de encurtar mais ainda as tarefas ou ações cotidianas para termos mais tempo. Seja inventando o avião, ou navegando na Internet para uma pesquisa.
Agora dê um tempo, desligue esse computador e vá andar um pouco, jantar com calma e ter mais tempo para digerir as informações velozes de hoje.
Informaçãoníaco

Os sites de busca na rede reviram e vasculham cada cantinho da rede em busca de informação. Ele reúne tudo num enorme banco de dados sem relacionar o conteúdo das páginas, é sem dúvida uma ótima ferramenta, mas nos deixa ainda muito aquém de alcançar o que realmente queremos: Acessar informação desejada sem ter muito trabalho vagando por sites como o Google ou Yahoo.
Seria o próximo passo na nossa escala de evolução da Internet… um banco de dados que sabe montar uma relação entre conteúdos de duas ou mais páginas e conseguir manter um enlace informacional quando buscado. Alguns sites de indexação de blogs já conseguem alguma coisa do genero olhando quantas vezes uma informação se repercute ao longo de outros blogs ou páginas da internet, como é o caso do Blogdex, Technorati ou Daypop.
Ao lado desse crescimento para ajudar encontrar a melhor maneira de fornecer a informação justa ao leitor, temos no nosso mundo real uma nova e completa “mania” por informação instantânea, um desejo de se manter atualizado, por dentro, chegar na frente. O uso de ferramentas de RSS crescendo constantemente é a prova disso, algumas pessoas acumulam mais de algumas dezenas de fontes de notícia ou informação, e o tempo perdido para conseguir filtrar a informação que realmente queremos absorver é muito significativo.
Só o RSS não basta, basta olhar hoje nas empresas onde trabalhamos, sempre tem alguem de olho numa página de jornal online e contando as novidades aos colegas e vizinhos. É o informaçãoníaco em ação. Essa nova tipologia da nossa espécie super, no mundo super, onde as informações trafegam numa velocidade super. É tudo super na internet. Super-informação-níacos é o que muitos de nós estão se tornando.
Não que isso seja ruim… só devemos ter cuidado para que o nível muito alto de informação entrante nas nossas cabeças não deixe que nós esqueçamos de viver ou discernir melhor. Para conseguir processar e montar as relações entre umas e outras informações precisamos alimentar a cabeça no nosso limite de esforço.
E que venham a tona a nova geração de buscadores que facilitem esse trabalho de pensar para que consigamos pensar na família, trabalho, amigos, amores e na saúde. De filtros melhores é que nós precisamos.
Todo Mundo é Incompetente, Inclusive Você
“Todo mundo é incompetente, inclusive você: as leis da incompetência” – [The Peter principle] – Livro de Lawrence Johnston Peter (1919-1990) publicado em 1969.
Este livro apresenta o “Princípio de Peter” – ele afirma que em organizações hierarquicamente estruturadas, os funcionários são promovidos até alcançarem o seu nível de incompetência.
Os funcionários geralmente começam em posições hierárquicas inferiores, mas com o passar do tempo, eles começam a se mostrar competentes na tarefa que desempenham. Assim, na ascendente e produzindo resultados, o sistema empurra esse funcionário para cima. Quando começa a revelar sinais de incompetência, o funcionário estaciona. Ou seja, toda a competencia usada para subir até aqui já não serve mais para continuar subindo. Como o rebaixamento não é usual, os funcionários acabam se mantendo em seu cargo logo acima do nível de imcompetência. Dessa forma, ao longo do tempo todas as posições seriam ocupadas por gente incompetente. E seremos todos incompetentes um dia…
Deixando a empresa ou companhia de lado e pensando em nós mesmos. O relevante aqui não é pensar que um dia estaremos estagnados e sem perspectivas de crescimento, temos que nos movimentar e reciclar nossos cursos, aperfeiçoar-se em outros campos de trabalho. Movimentar. Para que a incompetência não nos atinja.
Nas empresas brasileiras teremos um ou mais casos como esse descrito por Peter, mas com CERTEZA ABSOLUTA ele acerta EM CHEIO quando aplicamos esse conceito no governo brasileiro. O político muitas vezes começa até que competente, mas com o passar do tempo, além de ser corrompido, ele passa a ser incompetente. E ai se você pensar naquele que nasce, cresce e governa incompetente.
Trazendo esse fato da incompetência futura garantida a todos nós, mais o fato de que devemos aprender sempre se especializando senão seremos ignorantes, o que resta de nós? e do nosso país?




