Imprensa orgulhosa

mar 4, 2008   //   por Blog Corporativo   //   Blog Corporativo  //  9 Comentários

Este não é um post destinado aos “guerreiros” da já eterna batalha entre blogueiros e a imprensa, esse blá blá blá que, nessa altura do campeonato, não serve de absolutamente NADA para os leitores. É só falação para próprio umbigo ouvir.

Mas esse pedaço de texto vai para os repórteres de diversos cantos do Brasil que, ao pedir uma entrevista para você, te inundam com toneladas de perguntas dizendo que o deadline é amanhã e depois desaparecem.

Sou sempre prestativo e respondo rapidamente dedicando alguns minutos da minha valiosa hora de trabalho que hoje em dia está em torno de quase 200 euros por hora de consultoria. Afinal de contas, a imprensa é um dos canais (não o principal, porque esse é este blog que vos fala e meus leitores) de comunicação que tenho com o mercado para a divulgação das minhas idéias.

O problema é que, depois que você envia as valiosas respostas, a comunicação morre. Você não recebe sequer um “obrigado”. Quando você pede a eles para enviar um exemplar da revista quando sair, são poucos os que o fazem. Será que a mãe deles não ensinou como serem educados? Ou eles só estão tentando manter a imposição “top-down” que temos que engolir diariamente na imprensa tradicional? Ou pior, já estão tão institucionalizados que já começaram agir como empresas sofrendo com o deficiente processo de relacionamento com o cliente?

Diálogo já! Porque nessa vida dependemos dele para nossa sobrevivência.

9 Comentários

  • Olá, meu nome é Késia sou aluna do curso de comunicação em Fortaleza-CE, e estou fazendo o meu TCC sobre, Blog corporativo, eu estive olhando na internet e encontrei seu livro e este blog, então gostaria de saber se o senhor pode me ajudar enviando material para a minha pesquisa o meu tema é: Blog corporativo, uma nova forma de comunicação integrada de marketing.

    grata pela atenção!

  • Oi, Fábio. Realmente, essa é uma falha quase que constante de boa parte de meus colegas de profissão, e vem desde a faculdade. Eu mesmo, ao dar entrevistas sobre blogs para alguns estudantes de jornalismo já fiquei diversas vezes a ver navios, esperando ao menos um “obrigado”. É imperdoável.

    A propósito, li agora no blog do Rodrigo Lóssio que a Datasul também lançou seu blog corporativo.

    • Fala Alexandre,

      Obrigado pela dica. Um grande achado.

      Sobre o livro da Carolina, ainda estou aguardando o meu chegar.

      Abraços e obrigado pelos comentários.

      Fabio

  • Olá,

    sou jornalista… ou melhor, era, já que saí recentemente… da revista Indústria de Laticínios. Li suas considerações sobre o contato com a Imprensa posterior à entrevista e entendo sua posição. No entanto, gostaria de colocar um ponto que, no meu caso, era uma realidade: eu sempre fazia questão de separar, matéria por matéria, todas as pessoas que serviam de fonte e passar o endereço para envio das edições. Sempre me coloquei no papel do entrevistado e, se fosse comigo, claro que eu gostaria de me ver na revista. Só que esse envio não é feito pelo jornalista e sim pelo departamento de expedição que, não raras vezes, possuem critérios inexplicáveis na escolha de quem vai e quem não vai receber as edições. Frequentemente, recebia ligações de assessorias pedindo as revistas para as quais eu já tinha encaminhado o pedido de envio e estas não tinham sido mandadas. Ao questionar a pessoa responsável, a resposta é a mesma: “Eu mandei!” Infelizmente, a culpa é dos Correios. E os pobres carteiros, além da pesada bolsa de correspondência, também têm que carregar nas costas o peso dessa responsabilidade.
    Abraços!

    • Oi Eduardo,

      Entendo que pode haver uma disruptura entre o jornalista e a publicação. Nesse caso, só um obrigado já estava de bom tamanho. Ou mesmo um “pedi para enviar e a responsa está nas mãos do editor agora”.

      Tenho certeza que não era seu caso.

      Abraços,

      Fabio

      • Pois é, Fábio. Você tem razão. Mas aí também entra a questão ética no ambiente de trabalho. Passando a bola pros outros, a gente acaba “queimando” a pessoa e criando um clima chato… entre ficar mal com quem a gente trabalha e com pessoas de fora, é preferível a segunda opção… ou é menos pior, porque preferível não é.

        Abraço!

  • Oi Fábio: Vc tem toda razão. Muitos coleguinhas jornalistas pisam direto na bola. Até comigo, que sou jornalista, aconteceu exatamente o que acontece com vc. Colegas pedem matérias especiais, a gente manda e depois nem um “brigada” ou “falou’!
    Mas a falta de educação está geral no mundo corporativo, principalmente na área de mkt. Quantas e quantas vezes cansei de ligar e deixar recado solicitando retorno e nada. Estes profissionais, que ocupam cargos de diretoria e, por isso deveriam manter com a imprensa um relacionamento profissional, agem de forma inadequada para quem, muitas vezes em palestras, representam a empresa, expondo sua comunicação. É de lascar!

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