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O gene é realmente egoísta?

nov 28, 2008   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  1 Comentário

Trabalhando no primeiro capítulo do meu novo livro me lembrei de uma história sobre pingüins que li no livro ‘The Social Atom‘ e que provavelmente foi originada no livro ‘O Gene Egoísta‘ do Richard Dawkins:

{…} Eles [os pingüins] são freqüentemente vistos na beira da água, hesitando mergulhar, por causa do perigo de serem comidos pelas focas. Se um deles mergulhar primeiro, o resto saberá se alí existe uma foca à espreita ou não. Lógico que ninguém quer ser o cobaia, então eles esperam e, às vezes, até empurram uns aos outros[…]

Já tinha até escrito o parágrafo quando então decidi pesquisar mais a fundo. Encontrei diversas fontes contrárias à afirmação de Dawkins na rede. Uma delas vem do livro ‘The Emperor’s Embrace: Reflections on Animal Families and Fatherhood‘:

[…] Quando os pingüins chegam na margem não existem empurrões; um deles pula e, uma vez que pingüins não resistem seguir o lider, o resto pula nas águas congelantes também[…]

Fraco argumento. Não satisfeito fui além e encontrei a resposta de Polly Penhale no site da NASA:

É difícil encontrar a resposta porque é difícil construir experimentos para verificar esse fato. A idéia de pingüins ‘testando a água’ empurrando outros foi baseada em observações. Normalmente, quando os pingüins se encontram na beira da água, eles estão em grupos de 100 a 1000 aves. Eles são muito ativos, estão sempre andando em círculos e os que estão atrás não conseguem ver o que está acontecendo na frente. Acredito que essa situação tumultuosa de empurra-empurra acaba ocasionando na queda de um deles.

O resto das discussões gira em torno disso e do vídeo engraçado de um pingüim dando um ‘tapinha’ nas costas do seu camarada. Que é falso.

Como não existe experimento que prove uma ou outra afirmação vou manter o argumento. Mas fica aqui o recado para não acreditar sempre em tudo que lemos. Investigar diverte, educa e é o melhor exercício para nossa intelectualidade.

Qual departamento faz o blog corporativo?

nov 26, 2008   //   por Blog Corporativo   //   Blog Corporativo  //  9 Comentários

Vi a pergunta acima no meu leitor de feeds que aponta para o Twitter e todas as menções às palavras “blog corporativo”.

Resposta:

Não é um departamento, é uma pessoa. Um ou mais blogueiros. E blogueiro é alguem que tem afinidade com a blogosfera, escreve, lê e responde comentários e estabelece um diálogo. Departamentos não fazem isso. Estão muito ocupados no ciclo gestão e busca por resultados. Departamentos no máximo suportam o blogueiro com sugestões e direcionamento.

Será que agora fica claro porque o blog humaniza a empresa?

Se nessa altura alguém perguntar: ok Fábio, é uma pessoa, então pode ser um jornalista, certo? Resposta: Sim, pode ser um jornalista, mas só se ele for um blogueiro.

Entrevista com Martin Lindstrom

nov 24, 2008   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  Nenhum comentário

Quando comentei aqui sobre o novo livro do Martin Lindstrom eu recebi o contato da Cybele que me apresentou seu portal/rede social ‘Aromas essenciais‘ – focado em marketing olfativo. Depois disso ela mandou ver e conseguiu uma entrevista com o autor do livro ‘Buyology: Truth and Lies About Why We Buy‘.

Após um passeio pelos 5 sentidos e suas influências na nossa decisão de compra, as perguntas se voltam para o tema do marketing olfativo. Vale a pena a leitura!

Mas o que eu disse para a Cybele eu digo aqui também: eu acho que um sexto sentido – nada sobrenatural –  ainda fala mais alto que os outros 5 conhecidos, é o sentido da parte mais sensível do corpo – o ‘bolso’ – se ele está vazio nenhum marketing funciona.

Veja a entrevista aqui.

Pontos de vista

nov 23, 2008   //   por Serendipidade   //   Criatividade / Inovação  //  1 Comentário

Fonte: FFFFOUND!

CRM 2.0 ou Social CRM

nov 18, 2008   //   por Blog Corporativo   //   Blog Corporativo  //  8 Comentários

Acabei de finalizar minha apresentação sobre Social CRM e gostaria de compartilhar com vocês. Infelizmente está em inglês. Se houver demanda eu posso pensar em traduzir para português assim fica acessível a todos.

Após uma introdução sobre o tema eu proponho um plano de ação para transformar o CRM tradicional e torná-lo mais ‘amigável’ para a implementação de ferramentas e estratégias de CRM Social. Isso envolve uma revisão da estratégia, processos e do alinhamento organizacional sob a luz dos conceitos explicados nos primeiros slides.

O próximo passo para empresas que desejam evoluir o seu CRM tradicional é entrar nos detalhes de cada bloco constituinte (Estratégia, Operações e Organização) seguindo o plano proposto no slide 13 e fazer acontecer. Esse é um dos temas do meu próximo livro, onde esse assunto será discutido mais em detalhes.

CrowdSpirit volta ainda melhor

nov 17, 2008   //   por Serendipidade   //   Criatividade / Inovação  //  2 Comentários

No ano passado eu tive a oportunidade de participar como beta tester de uma plataforma de colaboração chamada CrowdSpirit, a idéia do site era pegar sugestões de novos produtos eletrônicos com a comunidade de usuários e literalmente criar novos produtos eletrônicos. Na época eu estava formulando o plano de marketing do primeiro produto da velha CrowdSpirit, um calendário digital para ser usado em paredes.

O problema é que a fabricação do novo eletrônico se tornou insustentável dado às dificuldades em se obter uma cadeia de suprimento altamente coordenada ou mesmo encontrar um preço competitivo com a baixa escala da demanda. Só que o site não morreu, o teste serviu para reformular o conceito, e na semana passada recebi um email do CEO da empresa, Lionel, com a divulgação do novo CrowdSpirit.

O novo CrowdSpirit entra no ar hoje em escala global. (já cobrei a versão em português)

Segundo o CEO, a visão da empresa se mantem a mesma. As empresas sofrem diversas pressões, limitações e não possuem uma clara idéia das necessidades dos clientes. A CrowdSpirit acredita que o crowdsourcing pode ser usado de forma bem sucedida no design de serviços e produtos. A nova missão é construir relacionamentos entre a comunidade de usuários de internet criativos e empresas que querem criar novos produtos.

Agora as empresas podem mandar ‘desafios’ para a comunidade visando a geração de idéias para seus produtos e serviços, e usuários da comunidade fazem a sua parte colaborando e adquirindo reputação dentro da mesma. A empresa pode abraçar a(s) idéia(s) e a partir daí o relacionamento está aberto inclusive para oportunidades de trabalho e remuneração em troca de insights. A propósito, tem um desafio no ar que está prometendo 3 mil euros em prêmios!

Para quem quer se aventurar, eu acredito que essa rede de crowdsourcing vai pra frente porque apresenta uma plataforma consolidada de reconhecimento e recompensa dos esforços dos próprios usuários de forma  individual.

Vamos falar de estratégia e mídias sociais

nov 12, 2008   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  1 Comentário

Tenho observado no Brasil uma revolução que me agrada os olhos, mas me deixa preocupado.

Desde o lançamento do meu livro em 2006 nunca se falou tanto em mídias sociais como nova forma de agregar valor nas funções tradicionais de uma empresa – Marketing, P&D, Produção, Vendas, Serviço ao cliente, entre outras. Na verdade não só se fala muito sobre o assunto. Existem discussões, defesas, acusações e longas listas de melhores práticas e casos de sucesso.

Mas quase ninguém fala de estratégia da forma que considero adequada. Será que ninguém assistiu Tropa de Elite? 😉

Muitos dizem que a adoção das mídias sociais é a estratégia. Está errado. A escolha da mídia social adequada é um fator crítico de sucesso, endereçar o público adequado também. As transformações necessárias internamente na cultura e nos processos das empresas para criar um ambiente favorável para operar mídias sociais também devem ocorrer simultaneamente e pedem um planejamento mais detalhado.

A estratégia que defendo engloba todos esses fatores e mais além, ela deve ir de encontro com a estratégia corrente da empresa e deve ter métricas claras que permitam mensurar o valor gerado. E lembrem-se, a estratégia, apesar de ser intimamente ligada aos conceitos militares de derrotar o oponente fazendo o que ele faz de forma melhor, também podem e devem incluir desbravar novos mares. Sendo assim, só imitar modelos bem sucedidos não basta. É preciso ter inovação nesse campo também.

Recentemente acompanhei o IAB forum em Milão na Itália. A apresentação de Marco Vernocchi da Accenture mostrou que a barreira para entrar no mundo das mídias sociais caiu, mas a barreira para o sucesso se ergueu (veja figura). Isso se dá, principalmente, porque o nível de informação aumentou, todo mundo está oferecendo soluções de mídias sociais (concorrência), e muitas empresas estão embarcando nessa para não ficar de fora, sem um real propósito, sem uma real estratégia.

Ah, e lembre-se também: “Um objetivo sem planejamento é só um desejo”* Mas planejamento já é outro assunto. É importante, mas estratégia vem primeiro.

* frase de Larry Elder

Influência dos blogs na decisão de uma compra

nov 11, 2008   //   por Blog Corporativo   //   Apresentações/Pesquisas  //  4 Comentários

eMarketerA eMarketer divulgou hoje o resultado de uma pesquisa sobre a influência dos blogs no processo decisório que leva um consumidor a comprar um produto.

A pesquisa mostra um crescimento no número de usuários de internet que lêem blogs ao menos uma vez por mês e trás alguns números interessantes sobre a forma que influência que o blog exerce na decisão.

O gráfico mostra que o blog possui um papel fundamental na decisão por um produto e serviço, seguido por uma ajuda para refinar a escolha entre produtos.

Um belo heads up para as empresas.

Vendendo Social Marketing para seu chefe

nov 6, 2008   //   por Blog Corporativo   //   Blog Corporativo  //  7 Comentários

O Sam Decker levantou algumas respostas via LinkedIn para a seguinte pergunta: “Com a crise econômica, como você convence um CFO de que marketing social é uma prioridade?”

Abaixo um breve resumo:

  1. Forneça fatos concretos para seu líder—traga números antecipados do retorno sobre investimento, forneça casos de sucesso no uso desse tipo de aproximação com o mercado e não deixe de dar ênfase que a empresa deve sempre buscar novas oportunidades de venda
  2. Estresse que os gastos do marketing social são sempre pequenos comparados com outras formas de marketing
  3. Demonstre o valor das mídias sociais existentes e como novas iniciativas em mídia social poderiam criar mais valor que (e até mesmo substituir) velhas práticas existentes na companhia hoje
  4. Explique que marketing baseado em mídias sociais cria embaixadores da sua marca e que eles trabalham de graça para sua empresa
  5. Note que mídias sociais estão aqui pra ficar—existe hoje uma evidente dependência dos clientes nas mídias sociais, isso indica que não entrar agora significa perder novas oportunidades
  6. Fique de olho nas efetivas iniciativas de marketing social de seus competidores
  7. Identifique ferramentas de mídia social usadas efetivamente por outras empresas e verifique qual ajudará entregar aquilo que os seus clientes querem
  8. Mostre ao seu chefe alguns comentários atuais sobre a sua empresa na web (buscando o nome da sua empresa no Google, por exemplo) para encorajá-lo a desenvolver diálogo com esses clientes

Fúria de embalagens

nov 4, 2008   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  6 Comentários

wrap_rage @ CBS NewsAo entrar hoje na página principal da Amazon para pesquisar alguns livros me deparei com um aviso sobre wrap rage na parte central da página e que tomava boa parte do espaço. Wrap rage é o termo em inglês que descreve a raiva e frustração que temos ao tentar abrir os produtos que acabamos que comprar. Particularmente odeio aquelas embalagens plásticas duras que embrulham pequenos dispositivos eletrônicos como um mouse, uma webcam ou um fone de ouvido. Sem faca ou tesoura é impossível abrir.

Admiro o interesse da empresa em colocar os seus itens mais vendidos em embalagens mais ecologicamente corretas e fáceis de abrir. É uma atitude de respeito ao meio ambiente e ao consumidor. Além disso, é uma questão de segurança uma vez que a raiva na tentativa de abrir uma embalagem impenetrável pode cortar as mãos, deixar o produto cair no chão e quebrar, ou no momento da ruptura, fazer com que nossos braços acertem outras coisas ao nosso redor.

A empresa disponibiliza também uma galeria de vídeos e fotos sobre o assunto e convida seus clientes a enviarem seus próprios vídeos. Videocassetadas que redem polêmicas. Uma comunidade virtual interessante. Dá até pra render um website 2.0 sobre o tema. Você já se sentiu frustrado alguma vez?Wrapagecure.com

No mundo que capitaliza os problemas nós já encontramos a solução, ou melhor, a cura. Um alicate dedicado totalmente para o descarrego das suas desavenças com as embalagens. Baby é um mundo super.

Fotos: CBS News e Wrapragecure.com

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