Blog Corporativo no Portal EXAME
Confiram a breve entrevista que concedi para Hugo Vidotto da Revista Exame PME e que está no ar pela Exame TV.
O tema é Blogs Corporativos nas Pequenas e Médias Empresas.
Você pode encontrar o link para a entrevista na página principal do Portal EXAME e pelo Notícias da Quinzena da Exame PME.
Consultor fala sobre como iniciar um blog corporativo
Conheça os primeiros passos para quem quer usar esta ferramenta
Fábio Cipriani, autor do livro Blog Corporativo e consultor da Deloitte, falou por telefone à EXAME PME, da Holanda, sobre os primeiros passos para uma pequena ou média empresa que quer criar um blog. A ferramenta ajuda a melhorar o relacionamento com os clientes e até a gerar novas oportunidades de venda. Leia mais sobre o assunto na notícia abaixo.
[flashvideo filename=”http://www.fabiocipriani.com/wp-content/uploads/2008/07/Entrevista_ExameTV.flv” /]
Rede social da Visa
Acabei de ler no blog da Edelman Itália que a Visa investiu 2 milhões de dólares em um acordo com o Facebook para criar a primeira rede social para pequenas empresas, a Visa Business Network. A idéia é que cada pequena empresa possa criar sua página e se conectar com outras empresas, sejam elas concorrentes, simbióticas ou completamente desconectadas para trocar idéias, dicas, etc.
Mas onde está o “e o que é que eu ganho com isso” que pode fazer com que a rede ganhe novos adeptos sem ser pelo boca-a-boca?
Como toda rede social que se preze, o estopim da Visa é o equivalente a 100 dólares que pode ser usado como publicidade no próprio Facebook.
Efeito da rendição das grandes empresas pela web 2.0.
Entendendo o novo consumidor digital

Num post anterior falei sobre entender a forma que os clientes interagem com uma empresa sob o ponto de vista dos próprios clientes, afim de entender melhor como é o seu comportamento no novo mundo da web 2.0.
Cada fase do chamado ‘Ciclo de Vida da Empresa’ – à esquerda – é suportada e ampliada com os diálogos online entre clientes e empresas e troca de experiências entre clientes por meio de redes sociais. Mas eu diria que a coisa toda não pára por ai, as próprias ferramentas que possibilitam essa química também modelam preferências e o comportamento da sociedade.
Para melhor operar seus negócios é preciso entender os resultados dessa interação toda dentro do ciclo de Necessidade, Decisão, Experiência e Impressão que o cliente tem com a empresa. Só assim podemos otimizar e ganhar eficiência nos processos de desenvolvimento de produto, marketing e gestão do relacionamento do cliente.
Nada de colocar seu blog no ar, estabelecer relacionamento com blogueiros, criar comunidades, criar programinhas divertidos no Facebook ou usar o Twitter sem antes saber onde se está pisando.
O exercício é saber, para cada passo do ciclo, o que está ocorrendo na internet e que influencia o consumidor. Pense a respeito.
Como criar valor com o blog corporativo
Li no Comunicadores uma referência a uma pesquisa da Forrester que foi noticiada ontem pela ComputerWorld. No começo não achei a pesquisa mas depois percebi que já a havia lido antes – e não falei sobre ela porque entrou na minha lista de prioridades (que hoje em dia está concorrida). A pesquisa foi publicada há um mês!
Outra pesquisa mais recente, da mesma autora, vai além, demonstra que os marqueteiros foram reprovados no teste de marketing em comunidades online. A maioria deles usam os meios tradicionais como TV, press-releases e anúncios em revistas e desconhecem as possibilidades abertas pelas comunidades online.
No resumo do primeiro relatório são apresentadas 4 estratégias:
- Seja aquele que inicia a conversação, não aquele que destrói
- Crie conteúdo divertido e que seja fácil de absorver e aplicar
- Faça a ligação entre os eventos de interesse da companhia e a comunidade em torno
- Convide formadores de opinião de dentro da empresa e os guie no mundo dos blogs
Além disso, a pesquisa fala de assuntos bastante conhecidos pelos leitores desse blog: honestidade, transparência, falar sobre o universo do seu produto, não ficar olhando só para seu umbigo, etc.
O primeiro Google Maps mash-up do Brasil
Saiu hoje uma matéria no caderno Ilustrada (online e impresso) da Folha de S.Paulo sobre mash-ups feitos com mapas. Com o título “Mapas on-line viram fenômeno” – o Google Maps é fenômeno desde Fevereiro 2005 -, a reportagem apresentou alguns exemplos de mash-ups.
Eu fui entrevistado para a matéria por causa do Geo-Serendipidade. O Geo foi ao ar apenas 12 dias depois do anúncio do API, e foi o primeiro mash-up usando Google Maps no Brasil e um dos primeiros no mundo. Mas o foco da matéria não cobre o know-how por trás da ferramenta.
Eu cumpri minha missão quando vi que na edição impressa publicaram minha indicação sobre meu irmão e sobre o Mike Pegg.
tinyurl.com/5kn7ml
Se Caetano Veloso chegasse ali onde a Ipiranga cruza com a avenida São João e começasse a cavar até atravessar o planeta, sabe onde ele ia parar? Lá no Pacífico, perto do Japão. É esse tipo de indicação que se obtém com o mapa que o brasileiro Luis Cipriani criou
Só não entendi porque eles usaram o Tinyurl. É feio para se colocar numa reportagem. Além disso, o link aponta para a versão antiga da página do meu irmão; map.talleye.com é o site novo.
Ciclo de vida do cliente sob outro ponto de vista
Dentro do âmbito da gestão do relacionamento com o cliente (vulgo CRM) existe outra sopa de letrinha em inglês para determinar o ciclo de vida da experiência que um cliente tem com uma empresa, é o chamado CLC (Customer Life Cycle).
A idéia do CLC é descrever o que acontece na relação da empresa com o cliente no tempo, indo desde atrair a atenção do cliente gerando uma oportunidade de venda até os esforços de fidelizar e reter o cliente, passando pela venda e pós-venda. A figura ao lado é bem tosquinha mas passa a idéia.
Mas aí veio da internet (exceto para a Telefônica), os clientes com informação ao alcance de uma caixinha de buscas, opiniões de outros clientes facilmente acessíveis, enfim, tudo muito favorável para que o cliente extraia o melhor pois é ele quem paga e devemos respeitar isso.
Na minha opinião, nesse novo mundo unificado pela internet, uma melhor forma de otimizar todos os passos do CLC é inverter a interpretação para o ponto de vista do cliente, ou seja, pensar como é o ciclo de vida das empresas para os clientes.
Algo do tipo: eu olho ao meu redor, percebo o ambiente, encontro minhas necessidades, pesquiso sobre o produto, decido qual comprar, compro, recebo, experimento, compartilho minhas opiniões ou indico, desisto de usar ou se torna obsoleto.
O exercício é: para cada um dos passos acima, pense como estou usando a rede, comunidades virtuais, opiniões online para moldar o resultado desse ciclo de vida.
Estou pensando a respeito. Alguma idéia, observação? Isso é input para meu novo livro.
Blog, diálogo e transparência
No calor do debate que não se acaba, acabei tropeçando no blog do condomínio Varandas do Buriti.
Blog criado em março de 2007 com objetivo de ser um canal de comunicação entre moradores, conselho e administração.
Além de prestar contas para os condôminos, o blog e os administradores do condomínio apresentam mash-ups com Google Maps, downloads, links, anúncios Adsense, entre outras funcionalidades.
Resta saber se o blog está cumprindo com o compromisso de transparência e diálogo entre as partes por lá. Brigas de condomínios são sempre complicadas. Principalmente quando todos temos a inata sensação de que o síndico está sempre roubando…
UPDATE
Hoje (3/7) tropecei no blog da cidade de Itararé-SP. Na mesma linha em amplitude maior.
"Pequenas empresas apostam em blogs"
Essa foi a chamada da matéria publicada no Estado de S.Paulo hoje.
Na entrevista eu passei para a reporter o Blog Corporativo Wiki como referência de uma lista de blogs corporativos existentes. Ela afirmou na reportagem que existem (segundo meu levantamento) 27 blogs corporativos de grandes empresas – categoria Blogs Corporativos no wiki. Só que na verdade o wiki está dividido de forma confusa, sendo que existem grandes empresas listadas na categoria Blogs de Campanhas de Marketing, onde temos mais 18 exemplos.
Na categoria “Blogs Corporativos” quis deixar listadas as empresas que estivessem usando o blog de outra forma que não como uma mera campanha de marketing. O que, na minha opinião, tem mais valor, mas não detona completamente com aqueles que querem fazer uma campanha “diferenciada”.
Acho que vou fazer um quadro resumo na página principal do wiki com os totais.
Papo Furado #1 – Lado esquerdo versus lado direito do cérebro
Recebi por email a figura ao lado. Para que lado a bailarina gira? Horário? Anti-horário? Os dois?
O email diz que dependendo do resultado você usa mais o lado esquerdo ou direito do cérebro:
Segundo alguns estudiosos, se você vê a mulher
girando no sentido horário, significa que trabalha mais o lado direito do
cérebro (intuição). Se, no entanto, você a vê girar no sentido
anti-horário, utiliza mais o lado esquerdo do cérebro (raciocínio). Faça a
experiência…
Se você se esforçar você conseguirá ver a bailarina rodando para qualquer dos lados. Eu vejo anti-horário na maioria das vezes que olho, mas consigo inverter facilmente (admito que a primeira vez foi mais difícil). Sou engenheiro (raciocínio?) e, portanto, o teste supostamente acertou. Mas não me convenço que um teste tão simples pode dizer tanto.
Você pode achar vários links para o teste na rede. Alguns deles inocentemente incentivam o conceito e outros, como é o caso da neurocientista Suzana Herculano-Houzel, opinam que o teste é papo furado. Deixando a neurociência de lado, o autor do livro “Freakonomics” também discutiu o teste e realizou uma pequena análise estatística para desbancar o teste.
Mas não vamos parar por aqui. Uma pesquisa conduzida por cientistas da Universidade de Melbourne e da U.S. Army Research Institute for the Behavioral and Social Sciences demonstrou que jovens com talento para matemática aparentemente usam melhor ambos os lados do cérebro, e que os dois lados estão envolvidos na resolução dos problemas matemáticos. Dizer que matemáticos usam “só” ou “mais” o lado direito é vago demais.
Outro artigo ainda mais interessante discute e trás a idéia de que mesmo tendo metade do seu cérebro removido cirúrgicamente você pode eventualmente (re)aprender recursos que seriam supostamente usados na metade removida. A chamada Plasticidade Cerebral.
Acho que a bailarina é mais uma ilusão de ótica que um teste científico. Um papo furado.
E-mail recebido diretamente do passado
Este é o conteúdo do email que escrevi há 3 anos e recebi na minha caixa de mensagens na última sexta-feira dia 27 de junho de 2008:
The following is an e-mail from the past, composed on Monday, June 27, 2005, and sent via FutureMe.org
– – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – –Dear FutureMe,
Este é um e-mail que foi enviado em 27 de junho de 2005 para você mesmo.
Lembra-se disso?
Não, não lembrava disso. Porque você não me conta o que estava rolando nesse dia? Onde você estava e tal… Pena eu não ter colocado alguma coisa de interessante para que eu pudesse sentir nostalgia, ficar feliz/triste ou mesmo fazer uma comparação banal. Nem pude reviver uma emoção ou um sentimento 2 vezes.
Com base no meu erro, entre no site e mande agora mesmo uma mensagem para o seu futuro. Lembre-se que isso é um link que você está criando, portanto seja mais criativo que eu e mande uma mensagem decente.




