Executivos não conhecem os blogs corporativos (ainda essa balela?)
Conforme anunciei agora pouco no Serendipidade, estou de mudança para a Holanda no início de dezembro. Estou sendo expatriado pela minha firma por um período de quase 2 anos.
Mas o que queria contar é que meu futuro diretor comentou comigo que estava querendo fazer um blog corporativo para a nossa área de atuação (CRM e estratégia em Telecom). Ele me pediu para liderar a iniciativa já que tinha escrito um livro sobre o assunto, e adicionou que a equipe deveria avaliar qual solução de blogs seria mais adequada.
Em seguida ele citou algumas dessas soluções: MySpace, LinkedIn e Alwayson.
Mudanças
Todo mundo chega numa fase da vida onde o fator mudança está presente e é mais enfático. Isso pode se dar em muitos aspectos, sejam eles afetivos, de ambiente, carreira, dinheiro, e assim por diante. O ideal é que eles venham separados.
Assim sendo, anuncio que duas dessas grandes mudanças invadem minha vida a partir do próximo sábado: Casamento e mudança de país.
Me caso com a mulher mais doce que possa existir e mais companheira que qualquer outra pessoa que possa ter cruzado minha vida nesses 30 anos de vida.
Em seguida, logo no início de dezembro, estou rumando para Amsterdam – Holanda por quase 2 anos, expatriado pela minha firma.
Serão grandes experiências que, combinadas, formam o mais novo tipo de ansiedade que atinge minha vida, porém com uma imensa sensação de felicidade.
Problema de afiliados Submarino Afundado
Quer ver blogueiro ficar esbaforido de raiva? É só não pagar sua comissão. Pior. Não pagar e dar baixa no sistema dizendo que pagou. Haja paciência e emails sem respostas.
Logo depois de afundar por alguns dias, o Submarino e seu “problema de afiliados” se superou. “Estão reformulando” – um pode dizer. Mas é injustificável. A empresa tupiniquim precisa de óculos, a governança das empresas precisa de um cérebro e os funcionários precisam receber o troco do que promovem. Lições de vida, ainda que não absorvidas, são saborosas.
Escutem empresas varonis que querem aproveitar o zum-zum-zum da rede: Pisar no calo do blogueiro dói mais em você do que nele. Mas que estou magoado eu estou, afinal, meu bolso é muito sensível.
Não é a mídia que importa, mas os modos
O artigo de Rick Milenthal na Advertising Age apresenta um conceito conhecido que relaciona publicidade ao estado, o modo em que seus clientes se encontram no momento do bombardeamento da mensagem. Ele acredita que os consumidores não abandonaram a publicidade de vez, e afirma que adequando a mensagem ao estado de comportamento do cliente pode fazer a diferença.
Ele identifica seis principais modos/estados em que os consumidores se encontram dependendo do que estejam buscando naquele momento (leia detalhes no artigo):
- ENTRETENIMENTO
- INFORMAÇÃO
- DESCOBERTA
- CONECTANDO
- COMPARTILHANDO
- EXPRESSANDO
Exemplo: Se os consumidores estão buscando entretenimento, eles querem ser entretidos. Se estão buscando conhecimento, eles querem informação. Se eles querem compartilhar, descobrir ou se expressar, eles querem que você viabilize isso.
O objetivo não é introduzir uma idéia blockbuster para o profissional de marketing, mas passar o recado de que com os novos canais de comunicação, é preciso também adequar a filosofia por trás das mensagens que buscam, de alguma forma, conquistar a preferência do mercado.
Fofoca é vital para a evolução do homem
Voltando ao post anterior, ele questionava porque buscamos coisas “vazias” para preencher nosso dia-a-dia. Natureza ou evolução humana?
Então reparei que as notícias mais quentes (+ lidas) invariavelmente são fofocas. Fui ler mais a respeito e topei com um estudo interessante do professor Frank McAndrew do Knox College.
Coincidentemente li uma notícia da Folha Online que divulgava uma pesquisa da Harris Interactive a qual dizia que fofocas e e-mails são as maiores distrações no trabalho.
Teorias anteriores dizem que a fofoca é “uma forma de estudo social ou comparação social — uma forma de obter informação sobre outros que nos dá sentimentos elevados de valor próprio por meio da comparação”
Já o estudo do professor Frank afirma que “notícias negativas sobre indivíduos de alto nível social ou potenciais rivais e notícias positivas sobre amigos ou aliados são super valorizadas e passíveis de serem passadas para a frente. O que confirma que a fofoca pode servir como uma estratégia de aprimoramento de status.”
De qualquer forma parece ser da natureza humana a inclinação para esse tipo de informação “quente”.
No caso das revistas de fofoca: Mesmo não conhecendo uma celebridade pessoalmente, a vemos como um indivíduo de alto destaque social. Descobrir e compartilhar as suas fraquezas é algo que parece ter valor, pois rebaixa essa pessoa ou nos coloca mais próximos dela.
Na carreira vale o mesmo. A fofoca no trabalho é parte da nossa estratégia na busca por status – cargos e salários melhores.
A fofoca é tão instintiva quanto gostar de sexo (para perpetuar a espécie), de doces (para obter energia) ou de adaptação do meio (para alcançar objetivos).
Imagem: “Gossip” de Norman Rockwell
O que as pessoas lêem refletem sua inteligência?
Pergunta intrigante…
Olhando as notícias mais lidas na Folha de S.Paulo a qualquer hora do dia você se depara com uma lista parecida com essa ao lado.
Ela reflete a preferência popular de uma rede virtual que é acessada, na sua maioria, por pessoas de mais elevado poder aquisitivo.
Se pensarmos em crowdsourcing, wikinomics e/ou avaliarmos a inteligência coletiva o que podemos concluir? Existem exceções? Se trata de um nicho (cauda longa)? Ou uma coisa não tem nada haver com outra?
Num antigo post comentei o livro de Gustave Le Bon (1895) – A psicologia da multidão (é grátis):
Quando no meio de uma multidão, o homem regressa para um estado mental primitivo. Uma pessoa que pode ser altamente culta e moral em alguns casos, é capaz de agir como um barbáro.
Esta irracionalidade, presta-se ao poder da sugestão, através do qual o comportamento de um indivíduo pode ser determinado pelas suas percepções e as ações de outros ao redor dele.
Então o ímpeto por ler ou ver alguma coisa não se correlaciona com inteligência. O conteúdo acessado por sua vez alimenta nossa cabeça com informação boa ou ruim.
Para chegar ao 5o. lugar imagino que um número grande de pessoas devem clicar na mesma notícia, sem saber que as demais estão clicando nela. As notícias são na maioria relacionadas com a mídia TV, a qual exerce forte influência na nossa sociedade, isso explica serem “+ lidas”. Um acesso à informação de forma “inconsciente”.
Podemos manipular as multidões, elas percebem “viralmente” o que as demais ao seu lado estão fazendo. O start deve ser algo popular. Mas ainda não consigo entender porque o viral que conhecemos é tão “vazio”.
Daí eu volto à questão, porque buscamos ler ou ver coisas “vazias”?
Isso aqui tá parecendo o ovo e a galinha…
Novos tempo… o retorno.
No post anterior mostrei a foto de uma bandeira de torcida super conectada na rede.
Agora conto uma história:
Fui ver uns apartamentos no final de semana e descobri que os corretores (ao menos os da Lopes) costumam colocar apelidos para ajudar o cliente gravar seu nome. Nada demais aí.
Porém aí vai o nome do corretor que me atendeu: um japonês chamado Google.
Twitter mania – e o que a sua empresa tem haver com isso?
O Twitter é um negócio que pegou no meio dos mais plugados na rede. Um SMS aberto ao público em uma página web, disponível para qualquer curioso. Você tem a impressão de poder ver o que está acontecendo em um determinado momento, mas o que isso agrega para você? (o que se aproveita de 140 caracteres? um link? uma idéia? spam?).
Tenho sérias dúvidas de como uma empresa poderia USAR o Twitter para alguma coisa frutuosa. Além disso, tudo o que é postado ali, fica ali, no servidor de uma empresa em algum canto do mundo, e não nos seus domínios (como um blog).
Dois usos reconhecidos até o momento:
1 – Coberturas ao vivo de qualquer tipo de evento;
2 – Marketing inócuo vazio (sem alvo, conteúdo, nem resposta para mensurar retorno);
Agora, no âmbito MONITORAR o Twitter para ver o que estão falando da sua empresa, é super trendy. Tem até ferramentas para isso: Tweet Volume e Twitter Traking são algumas delas.
E com vocês um produto novo que vai desbancar o Twitter:
Bloggitter – Crie um blog e publique apenas mensagens de 141 caracteres. É mais seguro, dá mais retorno (anúncios e posicionamento no Google), tem RSS e tem 1 caractere a mais que o Twitter, MUITO MAIS CONTEÚDO!
Blogs da Unilever
A Unilever investe pesado no poder dos blogs para associar histórias cotidianas ao produto. Entre outras palavras, consolidar uma marca no mercado. Até o momento conheci 4 diferentes blogs de 4 diferentes produtos da empresa (todas do ramo personalcare).
- Blog da Luxy do sabonete Lux Luxo
- Blog Rexona
- Visionando (Axe Desodorante)
- Close up, quanto + perto melhor
Valeu Gisele!
Novos tempos…
Prova de que a internet não está somente dentro dos computadores, redes e bits circulantes. Briga de torcidas:

“Você quis dizer: Merda”
Fonte IMlog




