De volta…
A página ficou fora do ar por 2 dias e acaba de voltar ao normal. Tive que fazer um upgrade na conta pois a banda tinha ido pro espaço. Abraços!
Serendipidade fora do ar
Para quem acompanha meu outro blog, eu tive alguns problemas no servidor e devo regularizar a situação logo amanhã pela manhã.
Valeu!
Memética e viralidade
A blogosfera fala bastante a palavra ‘meme‘ e a emprega para fazer com que outros blogueiros repitam uma mesma ação, sendo influenciado pelo blogueiro anterior e chamando novos a participar. Um exemplo é a lista de resoluções para o ano novo.
Todo mundo também fala muito em ‘marketing viral‘ e, assim como as pessoas que falam em memes, quase nenhuma jamais leu um livro do Richard Dawkins ou da Susan Blackmore.
O Dawkins é o criador da palavra “meme”. É a extensão dos conceitos de Darwin para explicar a propagação de idéias e os tais marketings virais. Ou seja, a propagação das idéias ocorrem de forma similar ao da propagação dos genes. A memética é o estudo da transmissão das idéias, e a genética é o estudo da transmissão das características biológicas.
Vamos divagar…
– Ontem o Seth Godin publicou um post explicando que Marketing boca-a-boca e Marketing viral não são a mesma coisa. Discordo. Sob o ponto de vista de memética eles são.
– Aplicar o termo “meme” para essa cadeia de listas da blogosfera é de certa forma errôneo. Não ocorre uma transmissão de idéias espontânea, o convite aos outros blogueiros e sua subseqüente participação está mais para um “átomo social” do que para um meme.
– Mais intrigante. Se as empresas conhecessem um pouco mais das teorias evolucionistas, iriam elas ter mais êxito na formulação de ações de marketing? Lógico. Memética na ementa dos cursos já!
– A figura abaixo ilustra o ciclo de um meme. A Market Semiotics que conceptualizou o traçado.

Feliz Natal em outubro
O comércio parece estar sofrendo alguma sensação de necessidade misto com ansiedade.
Será que a velocidade da internet afeta o mundo físico também? Ou seria apenas uma pressão dos fabricantes que devem ter produzido uma safra recorde e pressionam os retailers? Sintomas de aquecimento da economia? Sintoma pós-dia-das-crianças pois não há mais data de comércio até o natal?
Expliquem: Por que raios o Carrefour já está vendendo PANETONES???
Consuma carbono e plante uma árvore
Hoje é o Blog Action Day. Blogs no mundo todo estão postando algo sobre o meio-ambiente, e eu ainda tenho alguns minutos antes do dia acabar.
Minha dica vai para dois sites importantes e que se complementam. O Carbono Neutro é um site da MaxAmbiental que ajuda você calcular as emissões de carbono na atmosfera pelo consumo de combustíveis, eletricidade, gás e geração de lixo. Uma vez calculada a emissão, ele indica quantas árvores são necessárias para anular esse carbono.
Aí é que entra o Click Árvore. Você se registra, emite um boleto e planta quantas árvores quiser pelo preço de R$1,20 por árvore.
Vou me casar agora em novembro. Estou anulando todo o carbono emitido durante a preparação, o evento e o pós-evento. A calculadora indicou 25 árvores, mas já plantamos 50 e vamos continuar plantando.
Um pequeno update: Adquira agora mesmo a sua Primeira Vida. E viva a realidade do seu meio-ambiente de forma saudável.
Claro, estamos no escuro para inovar…
A Claro escorregou. Uma notícia da Folha de S.Paulo publicou o serviço “Claro me liga” que passa trotes em telefones de terceiros e é ativado via SMS pelo custo de 95 centavos. A reportagem pegou pesado sem dó e deu destaque aos atributos preconceituosos da brincadeira. Depois o ministério público anunciou que vai investigar, e depois veio uma nota da Claro (que tirou a página do serviço do ar).
A idéia não é ruim (e lógico que não é brasileira), no entanto, em pesquisa, não consegui encontrar nenhuma operadora (dentre as grandes mundiais) que presta serviço semelhante. O máximo que encontrei são empresas independentes de operadoras que prestam esses serviços. Detalhe, só encontrei no Reino Unido (pode ser proibido em outros lugares?).
Até que ponto a falta de criatividade e inovação vão levar empresas e empreendedores a continuar simplesmente imitando cegamente cases que deram certo ou investir em idéias tolas?
Não que o serviço de trotes seja um sucesso absoluto, mas certamente é fonte de receita para aumentar o ARPU. Sabemos que toda empresa ou empreendedor tem um DNA para farejar dinheiro e direcionar seus esforços para a suposta mina de ouro, mas cada vez mais essa atitude vai continuar inibindo a inovação e contribuir para a falência geral da já defasada “intelectualidade inovativa” que temos no Brasil.
Repetição é o antônimo de inovação. Inovação é uma palavra derivada do latim e que também significa renovação. O trote pode ser tolo ou ótimo, mas foi imitação.
O poder do consumidor na era 2.0
A revista Época Negócios deste mês trouxe uma reportagem super bacana sobre o tema. Uma pena que gastei 9 reais para comprar a revista na banca e acabei descobrindo que TODO o conteúdo da revista está aberto no website da Globo. Se isso for estratégia para atrair leitores eu declaro que não comprarei a revista mais.
Sendo assim, leia a matéria supracitada aqui.
Além dela, uma outra sobre Inovação também vale a pena. “Porque somos tão pouco inovadores ?“. Mais uma vez infeliz… o certo seria dizer “Porque somos tão criativos porém tão pouco inovadores ?”. Afinal, brasileiro não é criativo?
Menção honrosa: O tema inteligência é bem abordado pela revista. Leia os links abaixo com conteúdos bastante serendipitosos.
- Big brother? — Empresas flagram falhas de comunicação de funcionários
- Motivação — Desinteresse do chefe destrói a confiança do subordinado
- Inovação — Nem só o glamour do iPod merece ser cultuado
- Otimismo — Produtividade do empregado melhora se líder é positivo
- Lições — O que os sobreviventes de grandes desastres ensinam
- Personagem — Quando a discrição é a alma do negócio – e do lucro
As grandes inovações de todos os tempos
Larry Keeley da Doblin preparou uma lista das inovações que mais mudaram as vidas dos seres humanos. Tudo isso em termos de segurança, longevidade e padrões e qualidade de vida. A BusinessWeek publicou um slideshow sobre esta lista.
Cadê iPods, Googles e Blogs? Será que um dia ainda irão mudar a vida a ponto de significar mais do que a própria internet (item 13)?
1. Armas
2. Matemática e o número zero
3. Dinheiro
4. Impressão
5. Mercado livre e mercado de capitais
6. Agricultura e domesticação de animais
7. Posse de bens
8. Responsabilidade limitada
9. Democracia participatória
10. Cirurgia e anestésicos
11. Antibióticos e vacinas
12. Semicondutores
13. A Internet
14. Seqüenciamento genético
15. Contâineres
Blá, Blá, Blá….
Se você não sabe disso ainda, eu retiro o que disse no título deste post.
Mais uma pesquisa comprova aquilo que todo mundo já conhece. Até porque somos consumidores nessa vida.
Uma pesquisa do eMarketer trouxe os resultados dos trabalhos com foco em “boca-a-boca”.
Tanto na vida real quanto na rede confiamos em testemunhos sobre produtos no momento de apertarmos o botão “comprar” na nossa cabeça.
O que eu não sabia é que logo após de recomendações lidas em blogs, fóruns e chats, está o “arcaico” jornal! Não é genial? Até que eles não ficaram tão longe da mídia gerada pelo cidadão comum na pauta de indicação de produtos.
O Adwords dançou também. Não em geração de receita, mas na percepção dos consumidores. Se isso for levado muito a sério pode ser uma corda no pescoço.

Os probloggers vão morrer de inveja…
Eu vi isso na Folha de S.Paulo hoje:
“Menina de 17 anos ganha US$ 1 milhão na rede”
De volta a 2005, fui um dos primeiros no Brasil a acusar a Homepage de 1 milhão de dólares. Alex Tew teve méritos pela criatividade, mas ele criou um conceito.
Enquanto todo mundo fica sonhando com dinheiro na rede, mas é preguiçoso ou não possui idéias geniais, a Ashley Qualls veio sorrateira e, oferecendo um serviço gratuito de criação de desenhos para perfis do MySpace, ela atingiu uma marca monstro de visitas mensais no site. Conseqüentemente ganhou zilhões de clicks nos anúncios.
Não é que a internet é um belo e promissor oceano azul, cavar oportunidades na rede é complicado (nos Estados Unidos um dx menos complicado). Se fosse fácil teríamos certamente muitos mais casos de gente que jorra dinheiro por meio de websites.
Mega-Sena é mais fácil.




