A pirâmide inversa da criminalidade
A pirâmide ao lado foi obtida na apresentação do General Alberto Cardoso na 3a. Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia, promovida pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos.
A criminalidade na comunidade permeia uma fatia maior da população, e portanto consiste a base da pirâmide. Os níveis de criminalidade vão aumentando e o número de envolvidos na população diminuindo, até o Crime Organizado no topo, que são comandados por pessoas de maior nível intelectual e de maior poder através de organizações criminosas ou cargos importantes.
Portanto temos:
Mais larga a pirâmide = Maior número da pessoas envolvidas
Mais no alto da pirâmide = Maior o crime
A criminalidade pode ser combatida e ter seus devidos procedimentos penais e jurídicos, afim de se evitar a impunidade. No Brasil poderíamos representar a impunidade com a inversão da pirâmide. Crimes hediondos, crimes de alto valor envolvido, crimes políticos, e outros se situam ainda no topo, porém com a largura da pirâmide maior, pois estamos falando de grandes somas de dinheiro envolvido.
Concluindo:
Mais larga a pirâmide = Maior soma de dinheiro envolvido
Mais no alto da pirâmide = Maior a impunidade
O Brasil perde muito dinheiro para o seu crescimento porque estamos prendendo e mantendo presas as pessoas erradas.
Nicho do nicho do nicho
Para quem já viu e conhece a recém nascida teoria do “Long Tail“, sabe que a web possibilitou o enriquecimento de nichos específicos de mercado, que antes ficavam escondidos demais, ou muito inacessíveis devido a distância e velocidade lenta da informação.
Isso nos dá a idéia de que a segmentação é muito importante para as decisões de marketing, e que sempre existirá um segmento interessante para se explorar.
Um amigo me comentou sobre uma propaganda da TV a cabo muito interessante quando falamos de segmentação. Era basicamente algo assim (números fictícios em alguns casos para ilustrar):
O Brasil possui mais de 180 milhões de habitantes. Desses 180 milhões, 2,5 milhões são assinantes de TV a Cabo e fazem parte principalmente das classes média e alta. Desses 2,5 milhões de assinantes, apenas 100 mil são da classe alta, e respondem por 80% do consumo de produtos e serviços no Brasil. Anuncie na TV a Cabo.
Eu colocaria a idéia acima do seguinte modo para as empresas hoje:
Segmentar é viável e imprecindível. Personalizar é ir além da segmentação, é ser um pra um, é o ideal. A Internet é uma vitrine de segmentos. E na Internet, o blog é a ferramenta de personalização. Use blogs na sua empresa ou nos seus negócios.
O experimento do foco no cliente
Ainda empolgado pelo post anterior, e com a questão do marketing centrado no cliente, conheça: The $39 experiment.
Um indivíduo enviou 100 cartas (39 dólares em selos) para empresas de produtos e serviços pedindo lembranças, brindes, descontos, qualquer coisa que pudesse ser considerado de valor.
Fico curioso em saber como seria no Brasil. Será que ao menos responderiam as cartas? Ou poderíamos nos surpreender? Alguém está afim de tentar?
Leituras que valem a pena #13
Comemorando o dia do consumidor (15/03), o qual só conheci ontem por meio da Central de Pesquisa e Divulgação, vai dois artigos interessantes para entender como funciona a NOSSA VINGANÇA contra a má experiência do cliente. O terceiro é bônus para as empresas aprenderem como sobreviver a isso tudo.
Shoppers seek revenge for bad experiences | The Wise Marketer
Alguns pesquisadores começam a falar de um fenômeno denominado a “Vingança dos Clientes”. O uso da internet e a difusão dos blogs ajudaram o crescimento de um segmento de clientes em busca de justiça. (Necessário se registrar).
Beware of Dissatisfied Consumers: They Like to Blab | Knowledge@Wharton
Ainda na linha da leitura anterior, começo a pensar que o dia do consumidor devia ser uma celebração da insatisfação generalizada.
Nine Lives of Leadership | 800-CEO-READ
Mais do que as idéias provocativas do artigo, é de suma importância que as empresas (se quiserem sobreviver), migrem para um Marketing centrado em cliente. (em PDF)
PS.: Para um dia do consumidor, até que a divulgação pela mídia em geral foi bem fraquinha. Medo?
Cerveja nas torneiras de casa
Haldis Gundersen, uma dona de casa da Noruega, estava feliz e contente em sua casa. Ao ligar uma das torneiras de sua casa, descobriu que a água tinha virado cerveja.
Para o desespero dos funcionários e clientes do Big Tower Bar, dois andares abaixo, a cerveja virou água.
“Por um erro de um funcionário desajeitado, as mangueiras de chopp do bar foram acidentalmente conectadas à tubulação de água do apartamento de Gundersen, na cidade de Kristiandsund, Noruega. “Havíamos nos preparado para uma noite tranqüila, fizemos uma boa janta e eu estava indo fazer uma pequena limpeza”, disse Gundersen, 50 anos. “Eu liguei a torneira da cozinha e cerveja começou a sair”, conta.”
Serendipibreja… capacidade de descobrir cerveja por acaso.
Fonte: Terra Notícias
Exemplos de Blogs Corporativos nacionais
Estou finalizando meu livro sobre o uso de blogs para melhorar o relacionamento com clientes. Se tudo der certo, deverá ser lançado em meados de maio deste ano.
Venho aqui para pedir ajuda para vocês.
Preciso levantar exemplos nacionais de blogs corporativos ou uso de blogs para buzz marketing no Brasil.
Sei que ainda são casos raros como eu disse aqui, mas espero conseguir o maior número de alternativas possíveis para estudos de caso.
A sessão de “Agradecimentos” do meu livro não esquecerá de vocês! Deixe suas referências.
Brasileiro Médio = Cliente Passivo
Porque nós clientes apanhamos tanto das empresas?
A classe alta possui dinheiro, com isso consegue manipular o sistema e conseguir pontos a seu favor. Contrata o melhor advogado, possui os melhores contatos, e é o principal consumidor de produtos caros, onde o relacionamento com o cliente é personalizado.
A classe baixa não possui dinheiro e é vítima da desigualdade social. Quer comer, quer vestir, quer suprir as necessidades básicas para viver. Por isso pega sempre no pé do governo, reivindica, luta, vai atrás, porque é a vida que conta.
A classe média é a classe boba. Não tem necessidades básicas porque tem dinheiro pra isso. Não pode comprar do bom e do melhor e desfrutar da personalização dos produtos caros. Acaba, então, comprando os produtos massificados nas prateleiras, operadoras de celular, bancos, etc.
Mas qual é o problema?
O problema é que as empresas, o governo, nem ninguém se importa muito com o cliente. Somos mal atendidos, ficamos horas em filas ou em call-centers, não recebemos o que merecemos.
Então ficamos acomodados pela virtude da sobrevivência, e sempre tentamos alcançar a faixa superior, dando a melhor escola para nossos filhos, comprando o melhor celular, se endividando com luxos que não podemos pagar – sensação de segurança que nos mantém como o coração do capitalismo e vítimas do próprio consumo. A classe média quer ficar rica e essa é a única preocupação.
É aí que a classe média é boba.
Deveríamos lutar, brigar, protestar como fazem os da classe baixa. Deveríamos boicotar os produtores de álcool para baixar os preços, parar de comprar os produtos daquela empresa que te maltratou ou forneceu um produto de má qualidade, aderir a greves. Nada de revolução, mas atitude.
Precisamos aprender a nos impor como clientes e receber o respeito esperado de um relacionamento justo de troca financeira por benefícios. Não estamos fazendo um favor para as empresas consumindo seus produtos.
Hora de dormir
— Realidade —

Fonte: Savage Chickens by Doug Savage
— Solução —
Apresentações em PowerPoint são terríveis quando mal feitas. Para evitar o sono ou arranjar pretexto para escapar, Gary Turner nos aponta uma solução infalível baseada em sabotagem. Insira o melhor slide de PowerPoint do mundo naquela apresentação chata. (Ao lado)
Ou acompanhe as dicas agrupadas por Michael “Sooper” baseadas nas idéias dos melhores especialistas no assunto.
Como ser um especialista
O blog Creating Passionate Users disse que a única coisa que separa você como amador de você como especialista é a dedicação. Qualquer um de nós pode ser (ou quase ser) um expert em qualquer assunto, se aplicarmos um tempo de aprendizado e foco.
Nós praticamos somente aquilo que somos bons, e evitamos a prática de assuntos que não dominamos. Assim, nos manteremos como amadores para sempre.

Dois fatos da humanidade para se pensar
Fato 1
Seth Godin apresentou uma sugestão de marketing sobre o uso correto de denominações para produtos ou serviços, abordando o aquecimento global.
O nome “Aquecimento Global“, que representa o problema que a humanidade está enfrentando, está errado sob a óptica do impacto que queremos dar nos nossos ouvintes ou telespectadores.
Aquecimento é bom.
Global é bom.
Como Aquecimento Global pode ser mau?
E se usássemos “Câncer Atmosférico” ou “Poluição da Morte”? Será que conseguiríamos conscientizar mais pessoas?
Fato 2
Você já se deu conta do quanto dependemos da energia elétrica? Você já ficou um dia inteiro sem energia elétrica disponível?
Ela é indispensável quando temos, e dolorida quando falta.
Saiu ontem na Folha de São Paulo que 1/3 da população mundial não tem acesso à energia elétrica.
Esfregue os olhos e olhe de novo. Sim! Está escrito 1/3 da população, ou 2 bilhões de pessoas. Sendo 1 bilhão somente na áfrica segundo dados do Conselho Mundial de Energia.
Assustador
Real
Triste
Se você gosta de fatos e estatísticas sobre quaisquer assuntos (aleatórios e algumas vezes estúpidos), recomendo o Gullible Info. Lá você pode descobrir, por exemplo, que um curriculum vitae comum contém em média 2,54 erros gramaticais, e assim por diante…




