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A velha e conhecida máxima…

nov 29, 2005   //   por Serendipidade   //   Criatividade / Inovação  //  3 Comentários

Todo mundo conhece aquela velha história de “não reinventar a roda e fazer da maneira que dá certo”. Acredito piamente que isso seja mais parecido com “no mundo nada se cria… etc.” do que com algo que leve os méritos por conseqüência da restrição de conhecimento.

É algo assim: Como consultor às vezes utilizo as ferramentas desenvolvidas por pesquisadores e professores de Harvard, Oxford, etc. Não invento moda em torno disso, apenas adapto para a realidade nacional. Aí vc se sente restrito a “copiar” a idéia de certa forma, e se sente inspirado e cheio de idéias para desenvolver… mas PARE! Você deve fazer o que é reconhecido pelo mercado. Você fica amarrado se quiser, se você for inovador a recompensa virá, mas o ambiente é importante.

No final, o mercado não produz (quase) nada, só os acadêmicos que vivem para tal e ganham para isso. Aí aparecem pessoas como Jack Welch, que era um presidente, um lider, e só depois que ele esteve no topo é que se dá crédito.

Acabei escrevendo demais. Eu só queria colocar a revista BusinessWeek ao lado da revista Exame para refletir. Só a imagem… o conteúdo é outra história, e deixo para que vocês descubram.

(c) serendipidade.com

Conexões

nov 28, 2005   //   por Serendipidade   //   Serendipidade  //  1 Comentário

Na página de links incluí as páginas ou blogs que conectam o Serendipidade.com.

Caso o seu não esteja listado, favor enviar um email.

Sonho Tcheco

nov 28, 2005   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  2 Comentários

(c) czech-tv.cz/specialy/ceskysen“As pessoas gostam de ser persuadidas…”

O filme “Sonho Tcheco” (Czech Dream – Cesky sen) nos traz um reality show de dois estudantes de cinema que preparam seu trabalho final com uma abordagem polêmica: O poder de persuasão da propaganda nas pessoas e o consumismo alienado. Assim, eles criam as peças publicitarias, slogans e músicas para um hipermercado chamado “Sonho Tcheco” que não existe e não existirá. Depois convidam todo mundo para a grande inauguração e assistem a reação das pessoas ao ver que não existe hipermercado nenhum.

Girando em torno desse tema central, somos levados a refletir sobre o quão verdadeira é a voz da publicidade, quanto estão nos enganando com propagandas aproveitando essa onda de consumismo exagerado. Teoricamente existe uma ética a ser seguida ao tentar vender o nosso produto, não podemos enganar ou trapacear os consumidores, clientes e eleitores. Mas na prática isso não se aplica. Por um lado pela impunidade, pelo outro pela ganância.

Eles mentiram sobre algo que nem existiu, mas quantas vezes nos sentimos enganados por produtos que são reais?

A frase no começo deste texto, falada por um dos profissionais de propaganda no filme, é verdadeira principalmente para aqueles que sabem persuadir. Nós podemos convencer os outros pelas nossas razões, mas só os persuadimos com as deles*

E realmente a persuasão eficiente é aquela que apela para o egoísmo, ambições, invejas, ciúmes, paixões, dores e arrependimentos** das pessoas, demonstrada pelas obras de Shakespeare. A República Tcheca, que há pouco vivia em filas para comprar comida, está vivendo um sonho de consumo com a abundância de acesso a supermercados, movido pela vontade de consumir da população.

“O mundo é seu, então pegue,
Tudo o que você precisa é querer,
Não seja preguiçoso,
Venha e pegue um carrinho de compras
Não estrague tudo,
Deixe o Sonho Tcheco começar…”

* Joseph Joubert (1754-1824) – Ensaista e moralista francês

** Nélson Jahr Garcia – Shakespeare: A arte da persuasão.

Inovação no topo da onda

nov 25, 2005   //   por Serendipidade   //   Criatividade / Inovação  //  1 Comentário

(c) yotophoto.comEstamos vivendo uma nova onda (moda) na gestão de empresas. É a onda da inovação. Jamais se falou tanto em inovação dentro do ciclo de gestão de produtos, gestão econômico-financeira, gestão logística, etc.

Essa onda acaba de atingir o Brasil consolidada pela matéria na revista Exame desta semana. São apresentadas dicas, exemplos e a descrição do perfil da empresa que aposta na inovação e transformação de idéias.

Aqui já comentamos anteriormente alguns movimentos que também comprovam essa “economia do conhecimento”, vimos que algumas escolas de gestão alteraram seu curso de MBA para incluir matérias sobre inovação, e que os consumidores estão cada vez mais exigentes e interagindo melhor com as empresas.

Empresas nacionais estão amadurecendo os processos internos para incluir times ou equipes voltadas para inovação. É o caso de empresas como Natura e Nutrimental, citadas na reportagem da revista. Uma tendência no mercado de trabalho é o surgimento de vagas de consultores de inovação, gestor de times criativos e quem sabe de um novo tipo de CIO – Chief Innovation Officer como pude confirmar em algumas reportagens.

As empresas que mais influenciaram a estratégia de inovação estão colhendo reconhecimento mundial. A General Electric com o acrônimo CENCOR (calibrar, explorar, criar, organizar e realizar), Procter & Gamble, Starbucks e muitas outras se enquadram na lista.

A revista BusinessWeek até introduziu uma nova seção nas suas páginas.

O que mais está por vir? Para responder é preciso muita criatividade e inovação para saber. Podemos aposentar a velha bola de cristal.

Ajuda self-service

nov 24, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  Nenhum comentário

(c) yotophoto.comNão sou leitor de livros de auto-ajuda, mas de tanto se falar no livro do Stephen Covey (Os 7 habitos das pessoas altamente eficazes), acabei comprando um exemplar.

Começo a repensar os benefícios que livros de auto-ajuda podem introduzir na vida do leitor. No exemplo dos 7 habitos, o livro não deixa de ter algumas lições interessantes ou explicações simples para assuntos nebulosos, possui um infográfico bonito sobre dependência e interdependência.

Mas o livro é grande, chato (faz mais de 6 meses que comprei e apenas passei da metade) e possui algumas passagens esquisitas como quando o autor comenta sobre uma das lições de vida que passou com sua família. Nela, ele nos conta que na sala de jantar possui um quadro na parede com a missão da família. Que tipo de pessoa coloca um quadro com a missão da família na parede? Um executivo bitolado? Não sei…

Livros de auto-ajuda se parecem com experiências científicas onde se tentam combinar dois compostos em um só. Ou sou eu que não entendo o valor deles e sou infeliz, ou eles que são banais demais para serem lidos.

A Jaca e o CEO – uma história de gestão
Chocolate, o melhor psicólogo que já existiu
Pais brilhantes, filhos ofuscantes
O código Da Vinci e seu casamento

Já falei para meus amigos, qualquer hora eu vou escrever um para ganhar dinheiro. Nesse ponto eu respeito os autores desse gênero literário, eles são bons contadores de história.

Mania de acreditar

nov 23, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  2 Comentários

(c) David Donovan - ddonovan.netNós temos uma mania de acreditar em causa-efeito por termos uma fé distorcida naquilo que nos faz mal ou traz benefício.

Quando pensamos que algo pode surtir efeito (negativo ou positivo) nas nossas vidas, acabamos por acreditar nessa visão cegamente.

Isso nos deixa restritos em uma posição de ignorância perante outras variáveis, ou quem sabe, faz com que a nossa reação seja em prol daquilo que nos está fazendo pensar.

Exemplificando:

Causa: Jogar na mega-sena
Efeito: Ganhar
No concurso da mega-sena, compramos um bilhete e achamos, sentimos confortáveis com a idéia de que podemos ganhar. Inclusive fazemos planos com o dinheiro do prêmio, mesmo que nossas chances sejam ínfimas. E as chances SÃO ridiculamente pequenas, mas somos felizes e acreditamos que podemos ganhar.

Causa: Comer alimentos orgânicos
Efeito: Obter longevidade e evitar doenças
Compramos alimentos organicos achando que vai fazer bem para nosso corpo, evitar enfartos e prevenir intoxicação. Mas não existe nenhuma evidência que prove que comer alimentos tratados com agrotóxicos são prejudiciais a saúde. A quantidade residual é pequena demais para nos causar dano. As qualidades nutricionais de um e de outro são basicamente as mesmas. Mas acreditamos pelo fato de achar que agrotóxico é mau (nas devidas proporções) e ficamos psicologicamente tranqüilizados porque temos medo da morte ou doenças.

(c) uic.co.auCausa: Ter medo de radiação e ser contra energia nuclear
Efeito: Sentir-nos protegidos do “inimigo” radioativo
Temos um belo discurso de que energia nuclear é arriscada e perigosa, e ficamos impressionados pelos acidentes nucleares. Radiação é dose, se você toma uma dose de cachaça não faz mal, mas uma garrafa pode matar. Durante nossa vida, 88% da radiação que recebemos é natural (radiação cósmica, radônio, etc.), os 12% restantes são artificiais, sendo que dentro dessa categoria, 90% é proveniente da medicina e menos de 1% tem haver com pesquisas nucleares. Mas novamente somos impressionados pelo perigo aparente, e nem levamos em conta acidentes químicos, acidentes em estradas, etc.

Para saber mais:

Baby Talkin' Blues

nov 22, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  1 Comentário

Baby é um mundo super…
Porque afinal de contas, existem apenas um bilhão e trezentos milhões de pessoas que não possuem acesso a água potável…

Baby é um mundo super…
Porque o volume de negócios das nossas bolsas equivale ao produto interno bruto de um ano da África inteira…

Baby é um mundo super…
Porque no final, nós que estamos de fora do terceiro mundo nos permitimos dizer “eles acabaram com a cultura”…

Baby é um mundo super…
Porque sobre este planeta existem mais de um bilhão de analfabetos, um a cada seis habitantes…

Mas é também um mundo super porque, cada um de nós produzimos a cada ano quatrocentos quilos de resíduos sólidos e mais de uma tonelada de resíduos gasosos, e porque, neste momento existem 50% das florestas tropicais que existiam em apenas 50 anos atrás…
Alguém pode dizer: não seja catastrofista, tudo somado, teremos floresta até 2037, depois pensamos nisso… faremos um mundo sem florestas tropicais…

Ou você quer ser catastrofista apenas porque neste… Baby é um mundo super… este desflorestamento produziu a maior extinção de espécies animais desde os tempos dos dinossauros…

Baby é um mundo super…
Bill Gates nosso… que não estais nos céus… e não entende o porque… e isso está atravessado na sua garganta… nos dai hoje o nosso chip cotidiano… Amém!

Letra da música (falada) do cantor de rock italiano Luciano Ligabue.

MarcaPop – Qual a popularidade da sua marca preferida?

nov 21, 2005   //   por Serendipidade   //   Serendipidade  //  1 Comentário

(c) serendipidade.com

É com prazer que apresento um novo projeto.

No MarcaPop você poderá comparar duas marcas*, famosas ou não, e poderá saber qual delas possuem mais comentários em blogs de todo o planeta ou em uma língua específica.

O resultado da pesquisa possui um gráfico comparativo, a imagem do logotipo da marca**, e os últimos 3 posts que mencionaram as marcas buscadas.

Visite, pesquise, compare, leia e envie a página para um amigo conhecer.

* Na prática, você pode comparar duas palavras quaisquer. Mas comparar marcas é o objetivo dessa página.

** O logotipo corresponde a uma busca baseada no nome da marca digitada, e mostra a imagem mais provável para a palavra buscada. Portanto, marcas mais famosas tem maiores chances de ter seu logotipo mostrado corretamente.

Marcas que marcam

nov 17, 2005   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  3 Comentários

(c) yotophoto.comExistem campanhas de produtos que ficam “incrustrados” na nossa cultura. São slogans que uma vez gravados na cabeça, são utilizados para: explicar motivos, dar exemplos, substituir palavras ou mesmo servir como uma lembrança forte.

Permeiam a linguagem popular de tal maneira que colocam a marca muitas vezes em segundo lugar, ou seja, todo mundo conhece a frase, mas ninguém da importância ao produto.

  • Minha voz continua a mesma, mas meus cabelos… quanta diferençaShampoo Colorama
  • Não é uma Brastemp, mas…Brastemp
  • Tomou Doril, a dor sumiuDoril
  • Imagem não é nada, sede é tudoSprite
  • Existem mil maneiras de preparar Neston, invente umaNeston
  • Bonita camisa, Fernandinho… Us-Top
  • A gente veio aqui para beber ou pra conversar? Cerveja Antarctica
  • Quem é você? Eu sou você amanhã Vodka Orloff
  • Vende mais porque é fresquinho, ou é fresquinho porque vende mais? Tostines

Quem lembrar mais alguma outra frase marcante, comente.

Se você quiser exercitar a memória com outros slogans, tente aqui.

Get Psyched

nov 16, 2005   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  Nenhum comentário

(c) ingoodcompanymovie.comNa semana passada assisti um filme chamado “Em Boa Companhia” (In Good Company), uma comédia que mostrava as realidades atuais das empresas: A compra e venda de empresas por grandes corporações, as demissões em massa, gírias, frases de efeito, plano de carreira e conceitos de “auto-ajuda” empresarial.

Dentre elas, uma que me chamou atenção, e é inclusive falada várias vezes durante o filme é a questão da sinergia (veja imagem do filme e a pose do chefão com as mãos). Já comentei algo sobre isso algum tempo atrás quando estava falando de cooperatividade versus competitividade. Mas tem alguma coisa aqui que merece destaque.

O filme é um retrato “hollywoodiano” de um jovem publicitário que se torna diretor de um novo braço da corporação onde trabalha. Sem dúvida a presença dele era uma injeção de vitalidade na empresa, mas acompanhada de fatos inconvenientes, como é uma integração da empresa comprada com a compradora.

Como sou consultor de negócios, vi um espelho irônico de assuntos que tratamos. Fatos que na consultoria trabalhamos freqüentemente. E a conclusão é que a tendência é essa mesmo, largas demissões (injustas muitas vezes) e “batata-quente” com as empresas, cada um jogando o pepino no colo do outro. No final, nós é que temos que nos especializar cada vez mais.

O fato é que jovens executivos trazem folego, ânimo e motivação para a empresa. Promovem seguramente a sinergia, o espírito de trabalho em equipe. São pessoas que, assim como eu, aspiram projeção e sonham alto. Fato esse que deveria ser levado em conta no momento de preencher um cargo importante. Leia mais.

Por outro lado, é preciso ir devagar com a carreira, ser ponderado e viver cada coisa a seu tempo. Não adianta ser jovem e perder a vida trabalhando demais.

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