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O Marketing é uma arma poderosa

ago 29, 2005   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  2 Comentários

(c) yotophoto.comNo meu post O Paradoxo da Satisfação do Cliente, estávamos discutindo o que é de fato satisfazer um cliente. Vimos que as empresas devem satisfazer na verdade os desejos do cliente e não diretamente só as necessidades.

Num artigo da Business Week, uma pesquisa demonstrou que as companhias estão mudando a maneira de desenvolver seus produtos se preocupando primeiro com as emoções e sentimentos dos clientes antes de botar em prática a criação. Tudo por dois motivos: O primeiro é que a tecnologia entre os competidores num segmento específico já se tornou a mesma, eles precisam se destacar de outra maneira. O Segundo é que as empresas precisam sempre estar renovando a vontade do cliente em continuar consumindo seus produtos, pois esses últimos estão ficando cada vez menos impressionados com tecnologia e mais preocupados com funcionalidades, se isso ou aquilo serve para ele.

Uma outra maneira de vender, além de suprindo os desejos, é persuadindo os clientes a pensarem que eles precisam do seu produto. Como escreveu um dos leitores deste blog: “…marketingui, a maneira de vender o que nao queremos mesmo que digamos que nao queremos…”*SIC.

Muitas vezes o Marketing é algo que nos motiva a comprar um bem ou serviço mesmo quando não precisamos realmente daquilo. A arte de mexer com as emoções do seu cliente.

Dentro desse escopo, vamos explorar o mundo do Marketing de produtos de efeito duvidoso ou de promessas futuramente não cumpridas.

Seth Godin, um dos meus autores de Marketing favoritos, contou hoje em seu blog como o uso da fé e de crendices quando aplicados no marketing tem um poder enorme de convencimento. Já podemos então imaginar uma série de produtos “místicos” vendendo absurdos por causa de um marketing de convencimento baseado em uma historinha bem contada. Ele aponta para um produto particularmente interessante que já é moda nos Estados Unidos e vende muito bem devido a sua história e adoção por parte de personalidades.

Ao ler fiquei imaginando: Quanto tempo vai levar para essa moda chegar no Brasil, o país que mais adora “pseudo-ciências”? Será que vai ser uma nova onda pós-pulseiras da solidariedade?

(c) Lars Klove for The New York TimesEntão conheça os ornamentos que proporcionam o aumento da performance (Performance-Enhancing Jewelry), a última moda entre os jogadores de baseball americanos. São braceletes e colares de nylon com titânio que (segundo seu fabricante) produzem uma descarga elétrica que aumentam a capacidade energética do corpo através do aumento da capacidade energética de cada célula.

Esse é só um dos exemplos mais recentes, mas na TV podemos encontrar uma série desses produtos ditos “especiais”.

É o poder do convencimento do marketing através de uma histórinha muito bem contada, e que quando tange principalmente o ocultismo ou fatos desconhecidos podem levar rebanhos de consumidores a procurar seu produto.

Para finalizar conheça o Wi-Fi Speed Spray, um spray para você usar em volta do seu terminal sem fio da rede Wi-Fi, e que promete aumentar a velocidade de comunicação e melhorar até sua rádio FM. Uma grande mentira, mas muito bem escrita.

Vassouras PET ecológicas?

ago 23, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  203 Comentários

(c) setorreciclagem.com.brEstava eu no final de semana andando pelas ruas de São Paulo, quando entrei numa dessas lojas de produtos naturais (desde semente de girassol, passando por compostos energéticos, pirâmides, cristais e promessas de emagrecimento e cura) – Engraçado ver como essas “pseudo-ciências” (nome dado pelo cientista e escritor americano Carl Sagan) se relacionam tão facilmente com dieta, regimes e produtos “naturebas”.

Mas voltando ao assunto.
Eu vi uma dessas “vassouras ecológicas”.
Me interessei pelo apelo do nome e fui conhecer mais de perto essa engenhosidade do povo brasileiro. A vassoura usa essas garrafas PET de refrigerante para montar a parte que varre, a parte inferior da vassoura que fica em contato com o chão, os “pelos” da vassoura.

Se trata então de uma vassoura que além de reciclar a garrafa PET, que sabemos ser um grande vetor poluente de rios e afins, também poupa a piaçava, que é um ser vivo.

Existem outras maneiras de se reciclar a garrafa de Polietileno Tereftálico (PET) – É um plástico 100% derivado do petróleo e portanto orgânico. Existem diversas técnicas de reciclagem que vão desde o uso bruto em outros produtos (nosso caso acima), bem como o uso através de transformações (incinerações, deformações, químicas, etc).

No nosso caso, estavam reciclando a garrafa PET em uma vassoura.

E qual não foi a minha surpresa ao ver que o cabo da vassoura era madeira. Quão ecológica era essa vassoura? O que vale mais? A árvore que demora anos pra crescer ou a garrafa? A garrafa PET bem encaminhada para um centro de reciclagem ou a vassoura?

Senso crítico fica com você, caro leitor. Infelizmente no Brasil, acredito que usar essa solução acima é viável, visto a nossa população desempregada e miserável – uma nova fonte de renda através da reciclagem. Seja na vassoura, árvore de natal ou copos de PET.

Vassoura Reciclada – muito mais bonito e sincero que ecológica. Além de ter o apelo ambiental, acaba dando a noção de responsabilidade social.

Onde está a Criatividade da TV Brasileira?

ago 13, 2005   //   por Serendipidade   //   Criatividade / Inovação  //  Nenhum comentário

(c) YotoPhoto.comCriatividade! Essa palavra reflete o desejo de muitas das empresas de hoje. No ranking das 20 empresas mais inovadoras todas as companhias listadas tinham investimentos relacionados com o estímulo à participação e criatividade dos seus colaboradores. É o emprego nobre dos conceitos da produção de idéias voltado para os negócios.

Por outro lado, no campo mais ligado ao nosso cotidiano, a criatividade marca presença em publicidades e propagandas e também em produções de programas de TV na tentativa de abocanhar uma maior fatia do Ibope.

A criatividade está muito fortemente presente na publicidade. A busca por entender os desejos dos consumidores e tentar convencê-lo de que o seu produto é necessário e desejado. Criar a relação direta com o consumo, o desejo e a ação do consumidor.

O Brasil é um dos países mais bem colocados quando falamos de publicidade de maneira geral. Pelo menos na mídia que mais expressa sentimentos e emoções, que é a TV, a publicidade através de vídeos é muito bem cotada internacionalmente. Sempre temos as agências Brasileiras (sejam as nacionais ou as multinacionais) entre as finalistas do Leão de Ouro de Cannes.

Já na TV, uma lamentação completa. As emissoras Brasileiras têm medo de arriscar na produção de seus próprios programas e acabam importando idéias “enlatadas” do exterior. É incrível a incapacidade da TV brasileira de gerar programas interessantes e criativos. As emissoras parecem pesar na balança o risco da criatividade versus a cópia de uma formulação de sucesso garantido.

“Big Brother Brasil” copiado do sucesso do programa no exterior. George Orwell deve estar se revirando no caixão pelo uso do seu “Grande Irmão” do romance “1984” em algo tão banal. Mas a critividade não deixa de estar presente.

“O Aprendiz” foi copiado do programa homônimo americano que leva Donald Trump para o showbusiness. Por sinal, se trata de um programa que foi importado para o Brasil utilizando ao máximo o uso descarado de um merchandising de baixíssima qualidade usando os participantes como garotos propaganda. Além da péssima atuação do seu principal protagonista na tentativa de ser o business man do momento. Horrível… os dois, o original e o copiado. Mas a idéia não deixa de ser boa e infelizmente prende bem a atenção da nossa população medíocre.

Depois vem uma série de programas de auditório como esses que vemos da Márcia, Hebe e demais que são meio que copiados da Oprah Winfrey. Ou mesmo o “Programa do Jô” que tem semelhanças incríveis com o “Late Show” do David Letterman.

Mas não podemos dizer que não se criam programas novos aqui no Brasil. Pena que a criatividade do brasileiro fica presa a violência, bundas e aproveitamento moral em cima dos outros, como é o caso do Pânico ou Ratinho… se bem que chamar isso de criatividade é um pecado. O segredo aqui é usar a TV para mostrar programas que se identificam com a massa brasileira, e para isso os ingredientes são simples e apelativos. Simplesmente refletem a mediocridade da nossa população. Um livro de Luciano Pires chamado “Brasileiros Pocotó” pode apresentar a você um pouco mais de detalhes quando falamos do emburrecimento da TV brasileira.

Conclusão: Vou desligar a TV durante os programas e assistir durante os intervalos comerciais, pelo menos ali poderemos nos divertir desafiando as propagandas a nos convencer que seu produto é necessário. Ainda quando existem propagandas péssimas também, pelo menos eles estão tentando criar e vender ou ser criativos, estão arriscando.

Todo Mundo é Incompetente, Inclusive Você

ago 1, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  4 Comentários

Book from Peter, L. J (c) amazon.com“Todo mundo é incompetente, inclusive você: as leis da incompetência” – [The Peter principle] – Livro de Lawrence Johnston Peter (1919-1990) publicado em 1969.

Este livro apresenta o “Princípio de Peter” – ele afirma que em organizações hierarquicamente estruturadas, os funcionários são promovidos até alcançarem o seu nível de incompetência.

Os funcionários geralmente começam em posições hierárquicas inferiores, mas com o passar do tempo, eles começam a se mostrar competentes na tarefa que desempenham. Assim, na ascendente e produzindo resultados, o sistema empurra esse funcionário para cima. Quando começa a revelar sinais de incompetência, o funcionário estaciona. Ou seja, toda a competencia usada para subir até aqui já não serve mais para continuar subindo. Como o rebaixamento não é usual, os funcionários acabam se mantendo em seu cargo logo acima do nível de imcompetência. Dessa forma, ao longo do tempo todas as posições seriam ocupadas por gente incompetente. E seremos todos incompetentes um dia…

Deixando a empresa ou companhia de lado e pensando em nós mesmos. O relevante aqui não é pensar que um dia estaremos estagnados e sem perspectivas de crescimento, temos que nos movimentar e reciclar nossos cursos, aperfeiçoar-se em outros campos de trabalho. Movimentar. Para que a incompetência não nos atinja.

Nas empresas brasileiras teremos um ou mais casos como esse descrito por Peter, mas com CERTEZA ABSOLUTA ele acerta EM CHEIO quando aplicamos esse conceito no governo brasileiro. O político muitas vezes começa até que competente, mas com o passar do tempo, além de ser corrompido, ele passa a ser incompetente. E ai se você pensar naquele que nasce, cresce e governa incompetente.

Trazendo esse fato da incompetência futura garantida a todos nós, mais o fato de que devemos aprender sempre se especializando senão seremos ignorantes, o que resta de nós? e do nosso país?

Placas e Sinais altamente literais

jul 29, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  Nenhum comentário

(c) Swank Signs
Ainda continuando o nosso tema anterior de transmissão de mensagens através de sinais e placas, tem algumas que querem ser altamente literais e passar detalhadamente a idéia da mensagem.

O site Swank Signs é um belo repositório delas. Mas e aí?

Muito mais impacto = Maior efeito?
ou
Muito mais engraçado = Maior efeito?

Vai depender da intertpretação do leitor… mas o importante é que com certeza a pessoa não esquece o que vê.
E falando em esquecer, pior são aqueles que escolhem o desenho errado para mostrar a sua mensagem ou propaganda… estes sim merecem ser esquecidos… tem alguns links abaixo para ilustrar isso:

Quanta infelicidade junta.

Tem espaço na Internet para as mesmas coisas?

jul 24, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  Nenhum comentário

Monitor Lots(c) KingstomComputers.comNão é para falar mal, mas não é possível que na Internet haverá espaço para tanta coisa igual… Aparentemente tudo que o Google faz e lança de novidades, a MSN da Microsoft vai atrás. Tudo o que está acompanhando uma tendência de crescimento (vendas on-line), vem seguido de uma enxurrada de novas lojas on-line. Lógico que vamos aonde podemos ganhar dinheiro… mas devíamos nos preocupar com novas maneiras e não copiar maneiras… isso satura demais, às vezes chega a incomodar.

Estamos vendo ultimamente um certo abandono de venda de serviços e conteúdos on-line nos portais de conteúdo lá fora, a nova onda de cooperação em massa está mudando pra valer o hábito das empresas da Internet. As pessoas querem acessar conteúdo grátis, e se as empresas não disponibilizam, elas acessam aquela página que abriu seu código de acesso ou montada pelos próprios usuários (os famosos wikis). A AOL está abrindo o seu conteúdo e acessos a serviços a qualquer um, e não mais somente a assinantes, e está focando em publicidade via web. O Yahoo! está abandonando as suas linhas de receita em conteúdo e serviços e está focando (pasmem) somente em publicidade. A cada ano, o número de pessoas on-line aumentam absurdamente, e quer mais publicidade do que anunciar produtos para essa massa e ainda por cima segmentados? O problema é que todo mundo vai pra publicidade agora… daqui uns dias vamos acessar uma página e ver só anúncios e nenhum conteúdo. Exagero dizer isso, mas é quase isso.

Por outro lado, a Google, após a compra da empresa de localização por mapas via satélite Keyhole, deslanchou o seu Google Maps e a sua ferramenta Google Earth teve até que ser tirada do ar de tantos downloads que foram feitos. E agora o que acontece? A MSN lança o seu serviço de “Google Maps”, o Virtual Earth. Saturação no último.

Legal a competitividade, mas na Internet é tudo “super”, super competitividade, super conteúdo, super sobrecarga de informação, super facilidades. Tem pro bem e tem pro mal.

Qual será a tendência? Tem espaço para tanto competidor? Eu diria que sim, focado em regiões e bem segmentado. Cada qual com seu valor. Tem muita gente na Internet e as oportunidades de negócio são infinitas, afinal de contas somos “super-consumidores”. A exemplo dos mapas, no Brasil temos a versão segmentada do mesmo serviço (com fotos aéreas porém), ele é dado pela Editora Abril em seu CD-ROM das Ruas de São Paulo.

Mas e aí? O que acontece conosco, clientes e consumidores? Cai a qualidade do produto… cai o uso desses serviços… no final uma empresa acaba comprando a outra… assim é o capitalismo selvagem – agora em versão super também.

Quais são as regras do seu jogo?

jul 23, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  1 Comentário

Chess(c) morguefile.comQual é o seu espírito de vingança? Um prato que se come frio… A misericórdia do perdão… O favor do esquecimento… A verdade que corrige… A sinceridade que ensina… muitas são as opções.

O primeiro padrão de comportamento que cruzou fronteiras no nosso planeta praticamente cristão é atribuído a Jesus e diz: “Faça com os outros o que você quer que seja feito com você”, a chamada “Regra de Ouro” na vida cotidiana.

Depois vieram algumas variantes, todas tentando mostrar alternativas e escolhas para aplicarmos em nosso dia-a-dia… como um jogo… um jogo com regras pré-escolhidas… qual a sua? Todas? Acho que todas é a resposta próxima de todos nós, vivemos diferentes situações e momentos ao longo da vida… e sempre levados a querer ganhar… veja meu post anterior.

A “Regra de Prata” diz: “Não faça com os outros o que você não quer que seja feito com você” – Ghandi e Martin Luther King Jr. pregavam as regras de ouro e bronze dizendo aos povos a não pagarem a violência com mais violência.

A terceira delas, é uma espécie de “olho por olho, dente por dente” misturado com “o bem com o bem se paga” – chamaremos esta regra de “Regra de Bronze”: “Faça aos outros o que te fazem”. O problema desta regra é que sabemos que violência gera violência, caminhando para algo meio que sem fim e destrutivo.

“Regra de Ferro” é mais linha dura: “Faça com os outros antes que façam com você” – Acredito ser a mais suja delas e com certeza a regra secreta de muitas pessoas.

Inserimos aqui mais duas regras menos importantes, mas que não deixam de ser interessantes. A “Regra de Lata”, que é uma mistura da Regra de Ouro e de Ferro: “Puxe o saco de seus superiores e maltrate os seus inferiores” – Uma regra que é bastante usada nas empresas por aí. E também a regra de muitos políticos brasileiros, a “Regra do Nepotismo” que diz: “Favoreça sempre os seus parentes próximos e faça com os outros o que quizer”.

Por último, deixamos aqui uma regra muito conhecida e que talvez seja uma das mais significativas na Teoria dos Jogos. A origem dela pode ser explicada quando estudamos o Dilema do Prisioneiro. É a “Regra Tit-for-Tat” (pagar com a mesma moeda): “Coopere primeiro, depois faça aos outros o que lhe fazem”. Essa regra pode ser a mais completa a ser usada, mas se usada sabiamente. Se duas pessoas usam essa regra ao mesmo tempo, ela pode ser fatal.

Resumindo:

  • Regra de Ouro – Faça com os outros o que você quer que seja feito com você
  • Regra de Prata – Não faça com os outros o que você não quer que seja feito com você
  • Regra de Bronze – Faça aos outros o que te fazem
  • Regra de Ferro – Faça com os outros antes que façam com você
  • Regra de Lata – Puxe o saco de seus superiores e maltrate os seus inferiores
  • Regra do Nepotismo – Favoreça sempre os seus parentes próximos e faça com os outros o que quizer
  • Regra Tit-for-Tat – Coopere primeiro, depois faça aos outros o que lhe fazem

E então, qual é a sua regra?

Baseado no artigo de Carl Sagan “As Regras do Jogo” – publicado em seu póstumo livro “Bilhões e Bilhões” – 1997

Enfim pagamentos via celular.

jul 12, 2005   //   por Serendipidade   //   Criatividade / Inovação  //  Nenhum comentário

Depois de fazer fotos e vídeos, tocar músicas e telefonar, aparelhos celulares já podem pagar contas no Brasil. A reportagem da IDG Now de ontem, anunciou que a empresa Wappa Benefícios entrou em operação oficial. A Wappa utiliza o aparelho móvel como ferramenta para o pagamento de benefícios concedidos pela empresa a seus funcionários.

Wappa Benefícios (c) Wappa.com.br

“À exemplo de um cartão de débito ou um tíquete eletrônico, o serviço permite que contas em restaurantes, viagens de táxi e compras em farmácias possam ser pagas com uma senha – nesse caso, o meio é o telefone e a confirmação vem via SMS. A empresa interessada, quando contrata o Wappa, faz uma lista com os nomes e números de celulares dos funcionários. Cada um deles têm uma conta, em que a empresa deposita os benefícios, tal qual um plano pré-pago de telefonia.

Após efetuar uma compra, o estabelecimento credenciado manda um SMS com detalhes da transação para o servidor da Wappa, que repassa o SMS com a cobrança para o usuário. Ele entra sua senha pessoal e recebe outra mensagem confirmando o fim da compra.”

A Wappa já havia anunciado este programa de pagamentos via celular há mais tempo, mas ainda corria como projetos pilotos. Vale ressaltar que o pagamento via celular é somente para BENEFÍCIOS.

Para o pagamento de contas (compras em lojas ou postos por exemplo) via débito eletrônico, sabemos que as duas empresas autorizadas a fazer isso aqui no Brasil são a Visanet e a Redecard e infelizmente esse monopólio não possibilitou ainda o pagamento via débito na sua conta corrente, ou o pagamento via desconto no seu crédito ou conta da operadora celular. Tudo por questões regulamentares ou de mercado de um país que ao meu ver está ficando atrasado neste contexto de mobilidade.

MobileLime (c) mobilelime.com

Enquanto isso no exterior, em alguns países do norte da Europa, pagar lojas ou comércio geral via celular já é uma realidade um pouco antiga. E a exemplo dos Estados Unidos, que ganhou ontem (também) um serviço de pagamento via celular, o MobileLime, que está funcionando em Boston, mas vai ser extendido a outras cidades em breve.

E ai, quando vou pagar balada ou supermercado via celular com desconto em minha conta-corrente???

Por quê o teclado é assim? Dos cliques mecânicos aos mais virtuais possíveis…

jul 7, 2005   //   por Serendipidade   //   Criatividade / Inovação  //  Nenhum comentário

A primeira máquina de escrever foi feita em 1714 por um engenheiro britânico chamado Henry Mill. Nessa época, as letras eram dispostas no teclado em ordem alfabética. Mas para quem se lembra da mecânica das máquinas de escrever, sabemos que as letras eram impressas através de tipos de impressão que ficavam nas pontas de hastes metálicas acionadas pela pressão dos dedos no teclado. O problema era que essas hastes emperravam com freqüência.

Christopher Sholes, criou um layout de teclado que reduzia este emperramento constante. Esse layout é o conhecido padrão QWERTY que é usado até hoje nos teclados da grande maioria dos microcomputadores. Essa disposição das letras reduzia a freqüência com que os tipos se emperravam. Portanto foi uma solução para um problema puramente mecânico, que acabou sendo usado hoje em dia por acomodação dos usuários e inércia do mercado.

Dvorak Keyboard - Public Domain

Depois vieram outras inovações nas disposições das letras, como o exemplo de 1932 feito por John Dvorak e Willian Dealey (figura). O teclado Dvorak trouxe algumas mudanças para aumentar a produtividade e diminuir o cansaço das mãos. É uma inovação que existe mas não é na prática adotada pela maioria das pessoas. Algumas variações do padrão Dvorak também surgiram depois de sua invenção.

Com a tecnologia de hoje, estamos perto de algo como digitação por voz, ou digitação por conversão da escrita em letras. Ambas são possíveis, mas ainda com muito por evoluir devido às diferenças físicas (voz e caligrafia) de pessoa para pessoa. Com certeza serão áreas que evoluirão muito nos próximos anos devido a presença avassaladora de novas aplicações para a telefonia celular, que esta deixando de ser telefonia para se transformar em todo um completo serviço de dados e multimídia.

E falando em celular, escrever no tecladinho do celular ainda não é uma tarefa fácil e agradável, apesar dos auxiliares de escrita em diversas línguas terem facilitado muito esse processo. A tecnologia Predictive Text Input ou T9, é um padrão feito por uma empresa chamada Tegic e que é usado pelas principais fabricantes de aparelhos celulares. Facilitou bastante a vida dos escritores compulsivos de SMS, ou torpedo como foi chamado aqui no Brasil.

Siemens SX1 (c) VKB Inc./Siemens

Enquanto isso, vão surgindo outras maneiras de facilitar a escrita nos cada vez menores celulares e PDAs. A VKB Inc. é detentora da patente do teclado virtual a laser que promete uma grande revolução no auxílio à escrita em pequenos aparelhos. Basicamente é um teclado laser projetado em uma superfície lisa, que com o “teclar dos dedos” detecta o movimento e funciona! Mesmo usando o padrão QWERTY, só de fugir do minúsculo padrão alfanumérico já basta. O aparelho para ser conectado em PDAs já é vendido e pode ser comprado por cerca de US$199,00. A Siemens anunciou recentemente o lançamento de um celular com essa tecnologia (figura). E a Sybian que produz sistemas operacionais para a maioria das grandes fabricantes também anunciou que vai utilizar a tecnologia.

Prefiro ainda o futuro da digitação por voz ou por conversão da caligrafia manual, escrever todo esse artigo teria sido muito mais fácil do que “catar milho” no teclado.

Ajuda oportunista na velocidade da luz (tanto pra começar quanto pra terminar)

jul 5, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  Nenhum comentário

Recentemente publiquei um post aqui que falava de como muitos de nós nos comportamos como oportunistas na hora de fazer solidariedade. Há alguns meses atrás, mais precisamente dia 26 de dezembro de 2004, ocorreu um tsunami no oceano índico como conseqüência de um terremoto. Foi uma catástrofe, um dia muito triste para a humanidade onde muitas vidas foram perdidas.

Tsunami (c) DigitalGlobe.com

A repercussão da tragédia foi enorme. Milhares de pessoas em todo o mundo ficaram comovidas com o tamanho da notícia que chegava rapidamente através da Internet, rádios e TVs. Tanto foi significativa essa notícia, que serviu para mostrar como a Internet já está praticamente em todo canto do globo terrestre, páginas e mais páginas de fotógrafos e repórteres anônimos traziam em primeira mão imagens e filmes que foram então utilizados pelas redes de TV. A Internet foi veloz para divulgar a notícia e também para motivar ações solidárias regionais e globais. Foi uma ferramenta poderosa.

Ontem, dia 7 de julho, o ataque terrorista em Londres repercutiu rapidamente em diversos sites e blogs na internet. As vítimas publicaram protestos com fotos e filmes feitos em celulares quase que imediatamente após os atentados.

Por outro lado, no plano físico, milhares de pessoas por todo o mundo começaram a se mexer e construir algum tipo de ação que pudesse ajudar todas aquelas famílias desabrigadas. Impressionante ver como podemos ser solidários quando realmente nos envolvemos. Aliás, envolvimento é tudo em todas as coisas que fazemos na vida.

No Brasil centenas de famílias montaram “Postos de Arrecadação para ajudar as vítimas do tsunami”, onde o objetivo era angariar alimentos e roupas para serem enviados para a Ásia. Ajuda oportunista no bom sentido, eram ações solidárias de valor e que precisavam ser feitas naquele momento. As redes nacionais de televisão mostravam esses brasileiros que estavam ajudando uma causa mundial – sempre de forma oportunista.

Porque eu digo oportunista?

Hoje já se passaram mais de 6 meses e seguramente muitas dessas pessoas que ajudaram de alguma maneira nem sequer sabem e nem querem saber como está a situação corrente. Se a situação por lá já está mais calma e mais assentada, onde estão os solidários brasileiros? Onde está a mídia cobrindo matérias de ajuda solidária?

Deixando o tsunami de lado, hoje vivemos no Brasil uma realidade social precária, onde milhares de pessoas morrem de fome ou não tem onde viver. Só porque não é uma coisa magnífica como um tsunami, um terremoto ou um vulcão, parece que o resto dos problemas nacionais passam desapercebido. A mídia brasileira só exporta desgraça, pobreza e tragédias para o exterior, e aqui dentro, o que vale são notícias de ibope. Mesmo assim nós brasileiros já estamos cansados de saber que existem pobres, famintos e sem terra no nosso país.

Se existe tanta gente morrendo no Brasil, onde estão os famosos “Postos de Arrecadação para ajudar as vítimas da(o) (escolha seu motivo)” ? Na época do tsunami eu via vários pelas ruas onde passava, hoje não vejo mais. Seriam aqueles postos um tipo de ajuda oportunista para aparecer? E sendo para aparecer, porque a mídia não mostra isso mais vezes e provoca uma motivação geral?

Pra mim o motivo é óbvio: Precisamos de uma catástrofe de gênero, número e grau elevadíssimo para despertar a boa alma.

Mas… espera um pouco. Existe maior catástrofe do que o que vivemos hoje no Brasil, com uma distribuição de renda desigual e fome generalizada?

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