Visualizando posts com a tag " conhecimento"

As reuniões e suas elucubrações

out 26, 2005   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  Nenhum comentário

(c) yotophoto.comE não é que hoje eu estava em uma reunião com diretores e executivos, e me sai a seguinte frase:

“…é uma faca de dois legumes, é preciso tomar muito cuidado com isso…”

Todo mundo continuou o argumento fazendo suas colocações, e ninguém percebeu. Ou ninguém considerou. Mas o fato é que a frase foi séria no contexto e, portanto, se trata de um erro cometido. Talvez por desconhecimento da expressão, ou por força do hábito que temos às vezes de alterar as palavras para carregar um pouco mais de humor.

Sei que às vezes (como pensa um amigo meu), as pessoas passam tanto tempo da vida no trabalho, escritório ou baia, que parecem começar a confundir o local com a própria casa. O comentário veio logo depois que um sujeito numa baia vizinha, espirrou em alto e bom som (como se estivesse em casa). Meu amigo cumprimentou SAÚDE! em alto e bom som também. E me veio com essa teoria.

Ou quem sabe as reuniões são lugares para se expressar o que se pensa e não absorver quase nada do que se diz. Sou um pouco cético do poder de uma reunião, o efeito está na moral que ela provoca e no fato de que gostamos de nos sentir sempre incluídos, e não no produto final.

Uma verdade é que o número de reuniões que você participa é diretamente proporcional ao cargo que você ocupa. Quanto mais alto o cargo, mais reuniões.

No (sensacional) livro “Odeio Reuniões” de 1983, Stephen Baker nos dá perspectivas interessantes do verdadeiro sentido de uma reunião, apresenta maneiras para torná-las mais interessantes e fecha com dicas especiais para se dar bem em uma.

Acho que no fundo eu não sabia o que eu estava fazendo no meio daquelas pessoas. Mas me diverti comparando os escárnios de Baker com a maneira que as pessoas agem nesse momento subliminar do corporativismo. Precisamos fazer a edição atualizada da video-conferência via IP.

Zona de mediocridade

out 24, 2005   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  1 Comentário

(c) serendipidade.comQuando tentamos ser bons em todos os âmbitos podemos nos sair mal. Quando eu falei de como não ser ignorante querendo saber de tudo um pouco, eu quis mostrar que devemos nos dedicar a uma pequena parcela de conhecimento. Fazemos isso meio que automático graças a nossos gostos diferentes para assuntos diversos.

E quando for uma empresa? Qual a estratégia a ser seguida?

Observe o triângulo acima. Pode ser um triângulo, um quadrado ou qualquer outro polígono de sua preferência. Cada vértice deve possuir um aspecto positivo que torne os demais contraditórios.

Quem é bom de preço perde em qualidade e tecnologia por ter uma estrutura enxuta e tecnologia modesta. Quem é líder em tecnologia não consegue baixar o preço e a qualidade do serviço pode ser afetado pela novidade. Já o melhor em atendimento ao cliente, não deve ter a última inovação tecnológica e nem preços baixos.

Evitando ficar na “zona de mediocridade”, cada empresa deve traçar sua estratégia e escolher o nicho de mercado no qual quer atuar com mais ênfase. Nada impede querer ser líder em dois aspectos, mas em três é ficar na mediocridade. Antes de decidir é interessante também encontrar a posição dos seus concorrentes.

Ego Marketing

out 20, 2005   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  1 Comentário

(c) yotophoto.comPelo blog Fabio Seixas, versão txt

“…EGO MARKETING. Aproveitar o ego dos consumidores para divulgar a sua marca ou produto, seja de maneira subliminar, seja através do boca a boca.

Faz bem para o ego destes consumidores mostrar seja-lá-qual-for-a-motivação de usar um produto.

O iPod é só um caso. Pegue por exemplo as pulseiras Live Strong. O que são as pulseiras além de um artigo que serve para mostrar ao próximo o quanto você é socialmente engajado por uma causa, no caso, o combate ao câncer? Tudo bem, as pulseras acabaram virando um artigo mais fashion do que um apoio a uma causa, mas mesmo no conceito fashion a pulseira tem o propósito de alimentar o ego das pessoas que as usam. As pessoas usam as pulseiras porque a sociedade enxergará isso de uma boa forma, seja pela causa, seja por ser uma pessoa na moda.

A moda de roupas é basicamente isso. Dizer para todo mundo que você está atualizado com as últimas tendências. Isso faz bem para o ego.

Outros exemplo bem sucedidos de ego marketing:

  • VW New Beetle – Tenha um e fique charmoso. Faz bem para o ego
  • Orkut – Quem tem mais amigo? Ser popular faz bem para o ego
  • Harley-Davidson – "Eu posso ser um quarentão, mas tenho atitude e isso faz bem para o meu ego"
  • Google – Faça do Google seu companheiro na web e você será o nerd mais bacana do pedaço.
  • Ferrari – "Vejam vocês, eu posso gastar 300 mil dolares em um carro." Ego puro.

Como podemos propor estratégias de ego marketing? Algo para pensar.”

A estratégia é simples. Como prega Seth Godin, basta contar uma história notável, que vale a pena ser repassada (o que ele chama de “Vaca Roxa”). O cliente automaticamente conta outra história pra si mesmo, se engana, se ilude. E está lá o impulso da compra.

Ou então, basta você ter construído uma marca de luxo no mercado. Marcas de luxo atraem pessoas. O mesmo se pode dizer da questão do mito por trás da marca. O mito pode ser nada mais que mais uma história bem contada para o cliente.

Por último, o próprio cliente-ser-humano, que busca reconhecimento na sociedade. Somos sociáveis. Tratamos bem as pessoas para ser bem tratados. Se somos populares, nos sentimos aceitos.

Dos exemplo citados acima 3 em 5 são decorrentes de riqueza. Alguém aí conhece outra maneira de ser aceito que não se baseie (implicita ou explicitamente) em dinheiro? Se sim, quantos saltos você daria até relacionar sua “fama” ao dinheiro?

Em busca do cotidiano criativo

set 29, 2005   //   por Serendipidade   //   Criatividade / Inovação  //  1 Comentário

(c) yotophoto.comAcho que a maneira mais interessante (e divertida) para estimular a criatividade é acumular a experiência de vida do nosso cotidiano com variação da informação que chega a nossa mente, ou seja, viver um dia-a-dia diferente a cada dia, fazer e agir de modo diverso para alcançar os mesmos fins.

O motivo para essa variação é enriquecer o nosso repertório de idéias e conhecimento. Uma explicação para a criatividade despertada é a que ela se baseia em ligações com ou sem lógica com outros conceitos ou idéias. A maioria das boas idéias acaba surgindo quando quebramos paradigmas, mas para conseguir quebrar temos que pensar diferente e possuir um grande ferramental disponível ao nosso alcance.

É exatamente esse “ferramental” que estamos buscando aqui.

  • Todo dia faça um caminho diferente para voltar para casa. Mude a disposição dos móveis da sua casa, quebre as rotinas.
     
  • Experimente situações novas. Viaje para uma cidade que você nunca foi, puxe conversa com pessoas estranhas no elevador, no táxi ou em filas, saia para jantar em um restaurante novo, experimente novas bebidas e comidas.
     
  • Sempre compre uma revista nas bancas que você nunca tenha lido. Busque conhecer mais os assuntos que não tenham nada haver com a sua profissão ou interesse, leia Caras, Set, Quatro Rodas, Marie Claire, Fluir, Veja, Viver Mente e Cérebro, Contigo, National Geographic, Focinhos, Arquitetura e Construção, Revista Rural. É surpreendente a variedade de temas que encontramos nas bancas.
     
  • Faça alguma coisa diferente como um hobby ou ação social voluntária. Quanto mais distante da sua realidade melhor, é muito importante a integração, experiências, sensações, e informações adquiridas nesses processos.
     
  • Volte a estudar. Faça uma pós-graduação ou um curso de aperfeiçoamento em um assunto diferente ou novo para você.
     
  • Enriqueça sua cultura. Leia livros, vá a teatros, circos, parques.
     

Meninos em Perigo

set 25, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  Nenhum comentário

(c) yotophoto.comPor Henrique Úchida Rezeck

“Não existem fatos isolados. Tudo está ligado a tudo”
Carl G. Jung

A repetição de um fato grave em uma comunidade é sintoma de que muitas coisas não vão bem.

Num espaço de quatro anos, dois garotos tiveram suas cabeças esfaceladas em dois acidentes em Poços de Caldas: 04/10/2000 e 24/11/2004. Em ambos os casos, circulavam de bicicleta quando foram atropelados por ônibus.

Isto serve como evidência mais do que explícita de que nossa sociedade não sabe cuidar nem proteger suas crianças e seus adolescentes.

Lembro-me de uma ocasião em que, preocupado com estas ocorrências, liguei para a gerente de uma rede de padarias do centro da cidade e informei a ela que seria bom para a segurança dos entregadores o uso de capacetes e bicicletas com olhos de gato nas laterais, frentes e traseiras, além de espelhos retrovisores. Muito embora ela concordasse, nenhuma dessas providências veio a ser tomada. As pessoas podem ser, por vezes, deveras inconseqüentes…

É importante que aperfeiçoemos nossa educação no trânsito, tanto quanto a sinalização, mas, principalmente, nós precisamos deixar de achar que é impossível proteger nossos menores e começar a dedicar tempo a APRENDER a cuidar deles. Não é vergonha assumir que não sabemos, mas é irresponsabilidade nos negarmos adquirir tal conhecimento. Para mães, pais e outros educadores um bom começo pode ser a ESCOLA DE PAIS, QUE É GRATUITA.

Chama-me a atenção, entretanto, a maior incidência de problemas entre os jovens do sexo masculino. Enquanto preparava “Listening to Boys’ Voices” (Ouvindo a Voz dos Garotos), um de seus estudos que mais tarde se tornaria livro, o Dr. William Pollack, do Centro Para Homens do Hospital McLean, um departamento da Faculdade de Medicina de Harvard, e membro fundador da Sociedade Para o Estudo Psicológico dos Homens e da Masculinidade da American Psychological Association, descobriu novas evidências que apoiavam sua percepção de que muitos garotos hoje enfrentam sérios problemas. O quadro é alarmante:

“No sistema educacional os meninos têm duas vezes mais chances que as meninas de serem rotulados “incapacitado para a apreendizagem”, constituem até sessenta e sete por cento das turmas de “educação especial”, e em algumas instituições têm até dez vezes mais probabilidade de serem diagnosticados portadores de uma desordem emocional grave – principalmente a desordem do déficit de atenção (para a qual muitos tomam medicação forte com efeitos colaterais potencialmente perigosos). Enquanto a significativa lacuna nas notas das garotas em ciências e matemática tem melhorado bastante, os resultados apresentados pelos garotos em leitura têm diminuido substancialmente. Estudos recentes também demonstram que não apenas a auto-estima dos meninos é mais frágil que a das meninas e que a confiança deles como alunos está menor mas também que os meninos são consideravelmente mais propensos a se envolverem em problemas disciplinares, serem suspensos de aulas ou abandonarem totalmente os estudos.

“Os meninos estão com sérios problemas também fora da escola. A incidência de depressão entre os garotos de hoje é chocantemente alta, e as estatísticas revelam que os garotos têm até três vezes mais chances de serem vítimas de crimes violentos (com excessão de estupro) e entre quatro a seis vezes mais probabilidade de cometerem suicídio…”

Não sei se há dados de semelhante natureza em nosso país, mas não é muito difícil perceber que aqui também os meninos desenvolvem comportamentos destrutivos, incluindo alcoolismo ou abuso de drogas, e se envolvem em acontecimentos trágicos muito mais freqüentemente que as meninas.

Os garotos de hoje estão em crise. Na superfície, muitos aparentam ser durões, confiantes e animados mas, por dentro, muitos estão tristes, solitários e confusos.

As mensagens contraditórias que a sociedade lhes envia acabam por coloca-los em risco, hoje mais do que nunca.
Os garotos se escondem por trás de uma máscara de independência, o que não apenas os impede de conhecerem suas verdadeiras personalidades, mas também impede que nós os conheçamos. Esta máscara é uma exigência de nossa cultura machista.

Nós ainda dispensamos aos nossos meninos o mesmo tipo de educação superficial e grosseira de há 500 anos. Uma educação que não sabe valorizar seus sentimentos , não sabe respeitar suas fraquezas e, portanto, espera que o rapazinho seja um projeto de super-herói! Trata-se de uma pedagogia com conceitos de masculinidade absolutamente equivocados.

Como resultado, o menino sofre calado, enquanto a menina conta com permissão para chorar suas angústias no colo dos pais. Esperamos que o menino resolva seus problemas por conta própria, mas quando a garota tem alguma dificuldade, as pessoas a sua volta se apressam em ajudá-la.
A distorção de nossa cultura interrelacional chegou a tal ponto que hoje é imprescindível que os garotos contem com algum tipo de ajuda específica para sí.

O Canadá é um dos lugares onde já existem programas de assistência a jovens do sexo masculino. A medida é também pragmática: pretende evitar gastos previdenciários futuros com famílias que perdem cedo demais pais e maridos.

Nós também podemos criar grupos de apoio aos jovens do gênero masculino, mas quem tiver a responsabilidade de gerir esta tarefa deverá ter sólida formação em psicologia e em relações humanas.
A responsabilidade pela segurança e pelo bem estar dos meninos e das meninas é de TODOS NÓS.

Henrique Úchida Rezeck é professor de Inglês Como Língua Estrangeira e interessado em questões de gênero, educação emocional e cidadania.

Referências:
- Jornal da Mantiqueira
- Jornal da Cidade
- Pollack, W. S. (1998), “Real Boys: rescuing our sons from the myths of boyhood” – Random House. Publicado no Brasil sob o título “Meninos de Verdade”
- Pollack, W.S. e Cushman, K. (2001). “Real Boys Workbook – The definitive guide to understanding and interacting with boys of all ages.” – Villard Books
- Revista Veja
- Escola de Pais

Conteúdo viral é aumento na audiência (e nas vendas também)

set 12, 2005   //   por Serendipidade   //   Criatividade / Inovação  //  Nenhum comentário

(c) yotophoto.comTem certas coisas na internet que são demasiadamente viróticas. Quando conseguimos provocar um estalo nos leitores de nossas páginas virtuais a propagação se torna incrivelmente gigantesca. Unindo isso com os blogs servindo de profetas, temos literalmente uma propaganda “Boca-a-Mouse”.

Outro fato intrigante é tentar saber que tipos de assuntos provocam esse tipo de reação mais fortemente. Ou melhor, qual é a idéia perfeita para passar para nossos leitores e que desperte a vontade de fazê-lo contar para alguém?

Atualmente, o perfil do usuário de internet é de busca por informação em quantidade, e não qualidade. Portanto, quanto mais curta, criativa e influenciadora for a sua idéia, melhor! O Marketing é uma arma poderosa nesse caso.

Mas somente criatividade não basta. A nova geração de “clientes” de websites, blogs ou lojas virtuais, a chamada “Geração C”, busca mais do que uma idéia original ou interessante, ela busca interação, participação e reconhecimento. Veja o exemplo da colaboração em massa na internet.

Junte os dois: simplicidade criativa e capacidade interativa e voilà. Sua idéia ou seu recado está contaminado pelo vírus da divulgação.

Dentro do contexto, vai uma propaganda boca-a-mouse do site do meu irmão. Ele teve uma idéia simples e aparentemente ingênua, mas ele tem hoje mais de 20 mil visitas por dia no seu website. É criativo, simples, desperta a curiosidade e possui interatividade.

“Terra: Cave, mas cave certo.”

Se eu cavar um buraco muito fundo, aonde eu vou parar?

Declaração infeliz

set 6, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  Nenhum comentário

(c) worldprocessor.com“O meu país virou terceiro mundo”

Essa acima é uma frase infeliz de uma norte-americana. Está na revista Veja dessa semana, na capa da reportagem sobre o furacão Katrina que fez estragos em Nova Orleans. Ao lado da foto de pessoas tentando subir no teto de uma caminhonete.

Fiquei perplexo com a afirmação que associa 100% o desastre ecológico com as precárias condições de vida que vivem muitas pessoas dos países em desenvolvimento.

E vejam bem, eu disse “países em desenvolvimento” porque nem a expressão “terceiro mundo” é mais usada por ser antiga (blocos da guerra-fria) e também por ser politicamente incorreta e não mais adotada na geografia.

Concluimos: Ela foi ignorante duas vezes.

Ah! Como eu gostaria que a ignorância doesse.

Na primeira pelo termo terceiro mundo, e na segunda por associar um evento meteorológico com as nossas condições de vida. Evento esse que além de acontecer provavelmente por causa do aquecimento global do último século, tem como um dos maiores provocadores o próprio Estados Unidos que são de longe os maiores emissores de gases poluentes na atmosfera.

Ignorante duas vezes e culpada ao mesmo tempo… ou ingênua…

Ingênua.

Assim sendo, quero separar e deixar bem claro dois aspectos que podem contribuir para essa associação na mente conturbada da nossa amiga americana:

A ignorância que os estrangeiros têm sobre os nossos países.

E aqui nesse caso fica o exemplo do Brasil, que em matéria de desastre natural é inexperiente pois não temos nenhum único evento no gênero e grau. Somos um país sem terremoto, vulcão, maremotos e furacões gigantes. Nenhum evento devastador exceto a fome, a pobreza e miséria (que não são ambientais).

Geralmente os estrangeiros demonstram extremo desconhecimento da nossa cultura, maneira de vida, aspectos ambientais, inteligência, criatividade.

Lembro uma vez no exterior um rapaz me perguntando se aqui no Brasil existia baralho. Meu amigo brasileiro respondeu no ato: temos… só que no Brasil, ao invés da figura do Rei nas cartas nós temos a foto do Pelé… Rachei de rir.

Ou quando me perguntaram se aqui no Brasil era verdade que a polícia andava com leões nas ruas para combater os ladrões. Respondi que sim, e que além do ladrão, o leão costumava comer o policial também quando estava com fome.

(c) worldprocessor.comA aquisição dessa ignorância por nossa própria culpa.

É verdade. Basta olhar que tipo de notícias brasileiras passam no exterior. Não só brasileiras, mas dos outros países em desenvolvimento também.

No nosso caso são: Humilhação da mulher brasileira na analogia sexual de prostituição e submissão, Desgraça alheia e corrupção, mais desgraça e acidentes sócio-econômicos e, finalizando, o Carnaval.

Exportamos os nossos próprios problemas. Divulgamos o turismo sexual. Ficamos parecendo “coitadinhos” perante os olhos do mundo.

Não podemos negar a nossa realidade, mas olhem o lado dos pesquisadores científicos brasileiros de destaque, da qualidade de ensino das nossas universidades (menos na verba destinada à pesquisa), da inteligência de nossos executivos, da criatividade do povo na busca pela sobrevivência, nosso empreendedorismo, nossa hospitalidade, nosso bom humor, isso sem falar nos aspectos ambientais.

Pensem nisso.

Fonte das imagens: World Processor. Página com mais de 300 variações na maneira de ver o mundo. Na primeira foto “Condições Locais” e na segunda foto “Guia Compreensivo ao Mundo”.

Gostaria que a Ignorância fosse dolorosa

set 5, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  1 Comentário

(c) yotophoto.comIgnorância
- estado daquele que ignora algo, que não está a par da existência de alguma coisa
- estado daquele que não tem conhecimento, cultura, em virtude da falta de estudo, experiência ou prática
- estado social no qual a instrução, a cultura é extremamente precária
- atitude grosseira; grosseria, incivilidade
- ingenuidade excessiva; inocência, pureza
Fonte: Dicionário Houaiss

Algumas das definições acima são menos culpadas e logicamente fazem parte de qualquer ser humano. De certo modo eu sou um ignorante no que se refere vários assuntos.

Mas o problema é quando agimos de maneira ignorante sobre a nossa ignorância. Exatamente o ponto destacado acima (atitude grosseira; grosseria, incivilidade). Tipicamente o caso de “em boca fechada não entra mosquito”, ou mesmo “quem fala o que quer escuta o que não quer”, ou para finalizar “às vezes é melhor ficar calado”. É puro pedantismo, metideza, ou… ou ignorânica máxima!

Nessas horas eu gostaria que a ignorância provocasse dor.

Mas não só relativo a comunicação verbal, mas também muita dor para quem provoca ou toma certas atitudes. “Quem faz o que quer pode se machucar com a ignorância provocadora de dores”.

Hoje cedo vindo para o trabalho vi um sujeito jogando a bituca do cigarro (quase inteiro) pela janela do seu carro. O efeito quando bate no chão é lindo. Sei que muitos de vocês fumantes devem fazer o mesmo. E aos não fumantes que ao invés de cigarro jogam papel, latinha, plástico… vale o mesmo. Sinceramente isso me tira o bom humor. Façam o mesmo na sua casa! Ah se ignorância doesse…

Quando vejo os depoimentos da CPI (não sou muito chegado em política, mas quanta ignorância…) fico imaginando os deputados, senadores e depoentes se contorcendo de dor conseqüencia de serem ladrões.

Muitas vezes agimos de maneira ignorante com pessoas, com nosso país, com a natureza e etc. Mas, se a ignorância doesse aprenderíamos a respeitar uma série de coisas. Ajudaria a educar o povo. Sabemos que quando o cerco aperta as coisas acontecem – e com a dor, nós agimos igual qualquer bicho, não fazemos aquilo que nos provoca desconforto.

Nós teríamos prazer (obrigatório) em estudar, em ser educado, em respeitar as pessoas, em agir com polidez e viver com dignidade.

A Geração Criatividade e as Design Schools

ago 30, 2005   //   por Serendipidade   //   Criatividade / Inovação  //  1 Comentário

Alguns dos principais executivos e escritores de marketing do mundo forjaram uma expressão que retrata o consumidor atual e sua relação com as empresas. É a “Geração C”.

(c) trendwatching.comC de criatividade

Os consumidores de hoje possuem mais influência sobre as empresas através de interações em diversos meios de comunicação, principalmente a internet – nessa última, a possibilidade de interação com as empresas é exposta ao máximo. Através da colaboração em massa é possível realizar consultas publicas ou coletar opiniões sobre produtos e serviços. Somos todos criativos e estamos criando conteúdo a todo momento na Internet.

C de conteúdo

Além de estarmos criando conteúdo na Internet, estamos também adicionando conteúdo para outras pesquisas, bancos de dados ou mesmo propagandas de outras empresas. Algumas companhias criaram anúncios interativos on-line que possibilitam seus clientes interagirem e incluirem informações sobre seus produtos e serviços. Os pedidos das empresas agora são: Crie! Produza! Participe! Antigamente era: Escute! Assista! Brinque!

Dentro dessa nova onda de consumidores, as Business Schools estão se moldando e se adaptando para incluir em suas matérias, cursos de criatividade e inovação na empresa, workshops de desenvolvimento da capacidade criativa e outros cursos relacionados com o tema. De B-Schools estão se transformando em “D-Schools”.

(c) yotophoto.comD de Design

Mais do que formar administradores de empresas, as escolas de negócios querem formar pessoas com conteúdo criativo e inovativo. Que possam agregar valor nas empresas através da aplicação desses conceitos e desenvolver oportunidades de negócio desenhando criativamente os cenários de aplicação. Diversas escolas americanas estão se juntando com institutos de design para promover esse conhecimento. Assim está sendo em Stanford, Carnegie Mellon, INSEAD, Wharton e outras.

Para saber mais:
“Geração C”TrendWatching – Generation C
“D-Schools”Tomorrow’s B-School? It Might Be A D-School

Banco Itaú e as portas giratórias

Acabei de ver na TV uma propaganda do Banco Itaú que demonstra que a Geração C está presente a todo vapor no Brasil. São os clientes colaborando em massa através de sugestões deixadas seja através da Internet ou seja através de qualquer outro canal de atendimento.

A propaganda agradecia as sugestões enviadas na campanha do “Itaú quer ouvir você” e dizia que muitas estão sendo já implementadas, exceto por algumas como no exemplo da porta giratória, que está ali para a segurança dos clientes. Além da TV também vi um outdoor nas ruas com alguns desses balões de diálogos. Campanha forte pelo visto.

São as empresas começando a se preocupar com essa nova geração exigente e mostrando explicitamente que escuta o que o cliente tem para dizer. Ao menos é a impressão que fica. Se não for isso é o marketing enganando outra vez.

Como não ser ignorante querendo saber de tudo um pouco

jul 31, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  2 Comentários

No post “Quanto mais sei menos eu sei” chamei todo mundo de ignorante e incompetente perante a imensidão de coisas a aprender.

Sou uma pessoa que gosta de saber de tudo um pouco, gosto de conhecer uma grande variedade de assuntos, mas no fundo, quero saber dos assuntos que me interessam, sempre tem alguma coisa que desagrada e não condiz com o que queremos aprender ou conhecer.

Conhecimento e EspecialidadeAplicando essa observação ao nosso circulo de aprendizado apresentado no post acima mencionado, teremos um novo conceito de conhecimento de crescimento assimétrico, tendendo mais para os assuntos de nosso interesse particular. Assim, seria possível conhecer um pouco de muitas coisas, porém se aprofundando em algumas específicas áreas de conhecimento.

Niguém faz universidade de todos os cursos, ou trabalha precisando de toda informação disponível. Nós atuamos em “nichos” de conhecimento, cada qual no seu desejo particular.

Agora que já não somos mais ignorantes ainda resta a incompetência. Mesmo sabendo muito de algo específico, os limites ainda existem e tornam todo mundo incompetente também.

Voltamos a falar da incompetência depois.

Páginas:«123456»